Convite
6 de dezembro de 2013
5 de dezembro de 2013

Feira do Livro
Vai decorrer,
de 09 a 13 de dezembro de 2013, a 26ª feira do livro da Biblioteca da Escola
Secundária de Barcelinhos.
Entre as
diversas atividades a realizar, destacamos a atribuição de Patrono à Biblioteca
Escolar, no dia 10 de dezembro, pelas 21.00h. A personalidade escolhida teve
por base a pesquisa realizada pela equipa da BE, sobre figuras notáveis
naturais de Barcelinhos. A proposta que foi apresentada em Conselho Pedagógico
e aprovada por unanimidade recaiu no nome do Dr. António Miguel da Costa
Almeida Ferraz.
“António
Miguel da Costa Almeida Ferraz nasceu a 3 de Outubro de 1855, na Casa do
Tanque, em Barcelinhos, tendo falecido em fevereiro de 1916.
Formou-se em
Medicina pela Escola Médico Cirúrgica do Porto e foi médico-cirurgião em
Barcelos.
Foi
administrador do concelho de Barcelos, vereador e vice-presidente da Câmara
Municipal de Barcelos desde 1899. É durante o seu mandato e por sua iniciativa
que é reconstruído, em 1905, o belíssimo Pelourinho gótico. Fez parte do grupo
de barcelenses que muito pugnou para que o Paço dos Duques fosse conservado e
restaurado.
Foi Provedor
da Santa Casa da Misericórdia de 1899 a 1904 e secretário do Asilo do Menino
Deus.”
4 de dezembro de 2013
O
meu avô tem 79 anos e desde de que nasci que vivo com ele porque moramos todos
na mesma casa, com o meu pai, mãe, irmão e avó materna. Talvez por isso sempre
fomos muito chegados e partilhamos uma grande ligação.
O meu avô é
agricultor. Está sempre no campo com a minha avó a trabalhar, “na lavoura”,
como ele diz. Sempre foi muito trabalhador e empenhado, não é de muito paleio -
“ apenas digo o que é preciso”- e nunca está parado.
Mas
há cerca de 3 anos foi-lhe diagnosticado um cancro na tiróide e teve de ser
operado. Isto foi um grande abalo para o meu avô, para mim e toda a família. Tivemos
de lidar com o facto de um homem dinâmico e trabalhador não estar na “sua
terra”. Isto foi então muito difícil para todos, eu mal o via porque ele estava
sempre nos tratamentos, só o via quando o ia visitar ao hospital e embora
ficasse contente por o ver, saia de lá muito triste por vê-lo naquele estado,
parado, fraco, sem falar nem saber se ia estar vivo no dia seguinte.
Após realização de vários tratamentos e muito tempo passado o meu avô está muito
melhor graças aos tratamentos até aqui feitos e aos que ainda lhe faltam fazer.
O cancro não alastrou mais, encontra-se estagnado e a diminuir de tratamento
para tratamento. E foi num período de intervalo entre os tratamentos em que o
meu avô se encontra em casa, que se deu um dos momentos mais significativos
para mim, que marcou a minha forma de ser e de encarar/viver a vida.
Foi
num dia de manha em que estávamos a fazer água ardente “o cheirinho”, como lhe
chamamos, no alambique que temos em casa. Acendemos o lume, deitamos o bagaço
para o cilindro, fechamos o cilindro, ligamos a água fria para arrefecer o
vapor que sai do cilindro para o vapor solidificar (condensar) e, durante este
processo demorado, os dois sentados e a falar disto e daquilo, eu perguntei ao
meu avo “ como é que você lida com tudo isto, tratamentos, hospitais?” e foi
então que ele me deu uma resposta muito curta mas que diz tudo: “Diogo, a
resposta é muito fácil: estou vivo!”
Após
isto durante aquele dia não falamos muito mais, e durante alguns dias tentei
perceber o significado daquelas duas palavras, e foi então que cheguei à
conclusão que não há um significado concreto para a vida e por isso temos de a
viver e dar-lhe valor. Foi aí que me apercebi da grande lição que o meu avô me
deu e que me faz orgulhar mais e mais do “meu jovem lutador”.
Aluno de Psicologia do 12º
Ano
A minha avó Maria, foi uma grande
influência na minha personalidade e responsável por muitos dos conceitos que
adquiri. Não influenciou apenas com a vivência que teve comigo, mas pela forma como
educou o meu pai.
Admiro a educação que deu ao meu
pai, mesmo tendo-o criado sozinha , porque
ficou viúva muito cedo, sem qualquer figura masculina, deu uma educação
rigorosa e ensinou o meu pai a honrar a palavra (nunca se esquecia de dar um
castigo prometido, para tristeza do meu pai, que ainda agora o conta). Soube,
dar-lhe a liberdade necessária para ele “ser gente”, como dizia.
A vóvó Maria desde que eu nasci
sempre morou na minha casa, lembro-me dela sempre velhinha, enrugada, sempre
vestida de preto, de sorriso rasgado e desdentado e olhar verde ternurento.
Todo este ar só me dava vontade de a cobrir de beijinhos, e então fazia-o, e
ela só dizia:
- Oh..oh…oh Meu Deus!- Com ar de
quem não estava a gostar, mas a gostar, misturava esta fala com alguns “penicões”,
escondendo um sorriso brincalhão.
Tínhamos alguns rituais de avó e
neta. Sábado á noite era o dia de jogar cartas e dominós, para ela, fazer
batota era um desrespeito enorme, aí de mim! Domingo à noite era dia da
conversa, de contar histórias e do que tínhamos feito durante o dia.
À quinta-feira era o
dia da caminhada até casa da minha tia. Todos os dias ia ao quarto chama-la
para jantar. Passava todas as tardes a ler, apesar de só ter a 2º Classe. Por
vezes, lia um livro numa tarde. A minha avó era demais! Todos os verões íamos para
a praia com a avó, brincávamos muito, comíamos muito (só guloseimas), a avó Maria,
nas férias transformava-se, era uma festa!
A minha avó era muito religiosa e adorava ir a
Fátima e eu também adorava que ela fosse, trazia-me sempre qualquer coisinha,
ainda hoje tenho muitas das coisas que ela me deu, guardadas como recordações.
Guardo com tanta saudade todos estes
nossos hábitos, brincadeiras e toda a aprendizagem que me deu. Partiu com 86
anos, inesperadamente, quando eu tinha doze anos, na altura em que eu lhe
começava a dar mais um bocadinho de mim, deixou-me, com muito dela e com muitas
lições para a vida.
A vóvó ensinou-me a
ser crente e eu acredito que ainda hoje a avó Maria está comigo…
Aluna de Psicologia do
12º Ano
3 de dezembro de 2013
A minha
história pessoal
Desde a nossa infância
até aos dias de hoje, cada um de nós acumulou experiências bastante importantes
para o nosso desenvolvimento e que nos tornaram únicos. Eu, tal como todas as
pessoas, tive dessas experiências que contribuíram para o meu crescimento
pessoal.
À medida que vamos
crescendo, tomamos consciência da realidade e vamos percebendo que nem tudo na
vida é fácil. Mas, quando ainda somos crianças pensamos que a vida é uma
história de encantar e que nós somos as personagens principais. Em criança, eu
sonhava ser uma princesa, sonhava ter tudo aquilo que as princesas tinham. A
verdade é que sempre fui uma criança sortuda, porque aquilo que pedia, eu
recebia. Então quando chegava ao Natal, a minha carta de presentes era maior do
que eu. Mas eu percebia perfeitamente que não podia receber tudo. A idade foi
avançando e eu descobri que afinal era através do trabalho árduo dos meus pais
que eu tinha todos os meus presentes.
Ao longo dos últimos
anos, a vida não tem sido muito fácil para ninguém, incluindo para os meus
pais. Foi então há cerca de 3 anos que eu conheci uma amiga muito especial. Ao
início, eu não tinha a melhor impressão dela, talvez por não a conhecer. Mas a
verdade é que “quem vê caras, não vê corações” e Ela era a prova disso. Quando
a conheci de verdade, tudo aquilo que pensava sobre Ela foi retirado, porque
Ela era a pessoa mais humilde que alguma vez conheci. Era capaz de abdicar de
algo necessário para dar às pessoas mais importantes da sua vida, nomeadamente
à sua mãe. Para além disso, era bastante brincalhona, mas também das únicas
pessoas com quem eu conseguia ter uma conversa mais séria, sendo a compreensão
mútua.
A prova de que Ela era
realmente especial aconteceu numa mera conversa. Uma conversa, entre tantas
outras, mas que me marcou de forma muito profunda! Assim, Ela explicou-me que
tinha conseguido juntar dinheiro para algo que precisava, mas como sabia que a
sua mãe precisava mais daquele dinheiro do que Ela, resolveu dá-lo. As suas palavras
e o seu gesto para com a mãe deixaram-me bastante emocionada e sensibilizada. Nunca
tinha pensado em fazer algo deste género, talvez porque nunca estive perante
uma situação dessas.
Para mim foi um grande lição
de vida, porque hoje já era capaz ter a mesma atitude que Ela teve. Durante os
meus 17 anos de vida, foram as palavras mais bonitas e mais sinceras que alguma
vez ouvi. Serão das únicas palavras que ficarão recordadas para sempre no meu
coração, juntamente com um grande agradecimento a “ELA”.
Aluna de Psicologia do 12º A
2 de dezembro de 2013
O meu BISAVÔ
A nossa vida está repleta de
momentos especiais em que há pessoas que marcam nesses momentos, umas mais
outras menos, mas a pessoa que me marcou mais até à data foi o meu bisa-avô.
Ele era uma pessoa totalmente diferente
do meu avô, enquanto o meu avô era uma pessoa rigorosa e exigente, o meu bisavô
era uma pessoa calmíssima e amorosa. Ele adorava os seus bisnetos, pois mesmo
que não lhe apetecesse brincar connosco, estava sempre ao nosso lado. Ele
adorava ensinar-nos tudo o que ele sabia, se errássemos ele ria-se, mas dizia
para fazermos de novo. Lembro-me de uma vez ele ensinar a fazer esculturas em
madeira, como se segurava nas ferramentas e como as utilizar. Eu, em forma de
agradecimento pelo que ele me ensinava, dava-lhe um grande beijo.
Ele pegava em mim ao
colo e colocava-me no seu joelho e ele próprio me beijava. Sempre senti um
grande amor por parte dele. Hoje, sinto a sua presença em minha casa, pois só
ele, durante a noite, gostava de passear pelo corredor e ir para a janela
deliciar o luar e desde que ele faleceu, ouço os interruptores a ligar e a
desligar e ouço passos no corredor, tal e qual os do meu bisavô...
Foi ele que me
ensinou a ser amoroso com as raparigas, com ele aprendi a ser carinhoso e principalmente
a ser calmo. A primeira carta de amor que escrevi foi ele que me ajudou e
graças a ele fui correspondido. Lembro que me ensinou a cozinhar - a primeira
tentativa não terá corrido muito bem - mas ele nunca desistiu, e hoje ainda
faço a sua sopa preferida, umas das recordações que guardo nos dias de hoje, com
um sabor idêntico.
O que mais admirava
nele era a sua forma de ser, pois ele não era um homem de desistir, lutava até
ao fim, tudo tinha que ficar pronto, todos os seu desejos tinham que ser realizados.
Ele, aprendeu sozinho a tocar
trombone, tal e qual o meu avô aprendeu a tocar piano. É incrível, pois a
semente artística que foi incutida em mim teve origem no meu bisavô e no meu
avô pois eles eram ligados à vertente artística. Eu, também aprendi a tocar
bateria sozinho e hoje, em conjunto com uns amigos, tenho uma banda que poderá
um dia ser conhecida mundialmente. Tudo o que eu aprendi, tudo o que me ensinou
e principalmente o gosto pela música que me incutiu, tenho que agradecer ao meu
grande bisavô, pois se não fosse ele não seria o que hoje sou.
Em conclusão: espero um dia voltar a
encontra-lo, pois sinto uma saudade enorme, sinto falta do seu carinho e do seu
amor. Foi e é um exemplo a seguir, e farei de tudo para passar aos meus filhos
tudo o que aprendi com ele.
Se existe vida para além da morte,
uma das primeiras pessoas que quero abraçar é o meu grande BISAVÔ.
Aluno de Psicologia B do 12º Ano
Foi há sensivelmente
5 anos atrás, quando uma guerreira decidiu trazer ao mundo um bebé. Mal ela
sabia era que ia acabar por ficar sozinha a cuidar dele e do filho mais velho
com dois anos de diferença. É a minha tia, é dela que mais me orgulho hoje,
pela coragem e pela força que teve em tratar de dois bebés sem ajuda
praticamente nenhuma. Orgulho-me dela por não ter medo de perder a pessoa com
quem estava casada e pelo “nosso” bebé.
O bebé chama-se
Miguel. Lembro-me como se tivesse sido ontem, de o ter ido buscar ao hospital,
lembro-me, como se fosse hoje, de chegar a casa com ele e com a minha tia, de a
ver abraçar o filho mais velho - na altura com apenas dois anos - e de a ouvir
dizer: “desculpa, és um bebé e ainda
precisas tanto de mim”.
Eu era a prima mais
velha, tinha apenas 12 anos, mas era uma menina muito atenta, muito inteligente
e já tinha uma noção do que se estava a passar. Sei que naquele momento,
estando com o pequeno Miguel nos meus braços, fitei-o nos olhos e jurei a mim
mesma que ia tratar a ele e ao irmão como se fossem os dois meus irmãos.
Prometi a mim mesma que lhes ia dar todo o amor que tinha, ia dar-lhes o amor
que lhes ia faltar, ia dar-lhes tudo o que tivesse para dar.
Hoje, agradeço à
minha tia todos os dias por ter dado ao mundo as crianças mais fascinantes à
face da terra. Agradeço-lhe pois é com os meus primos que sorrio sempre que
estou triste, é deles que ouço e faço as coisas mais estranhas e mais
engraçadas que já vi na minha vida, agradeço por ouvir: “gosto tanto da prima miana”.
Obrigada Tia !
Aluna de Psicologia B do 12º Ano
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