29 de novembro de 2013

Rita Arantes, 11º A
Até hoje fizeram-me crer que a vida é um ciclo que não se pode alterar. Através das estações, prevemos o tempo e, através do tempo, adivinhamos as espécies que com ele vão nascer. Mas foi no outono que eu vi uma rosa florescer.
Nunca em toda a minha vida admirara tão bela e esplêndida flor. Era apenas um rebento de pequenas dimensões num vasto mar cor de laranja, onde as plantas dominantes eram meras begónias, uma espécie habitual num jardim em pleno outono, uma como outra qualquer pertencente ao seu devido meio. Contudo, e, apesar da imensidão destas, aquele pé de roseira era o rei de um magnífico quadro desenhado a pétalas.
Naquele jardim, as hierarquias tomaram uma nova disposição. A roseira, mal rebentara da terra, havia-se tornado líder de todos aqueles que possivelmente lhe seriam indiferentes caso houvesse primavera, incluindo eu.
Eu sabia, no entanto, que um ser tão radiante não poderia ser perfeito. Até mesmo as rosas têm espinhos que, em sua proteção, podem ferir inimigos e não só. E, antes da flor se revelar ao mundo, nunca ninguém pode afirmar as cores que a irão pintar, assim como eu não sabia o que esperar de tão insólita aparição.
Lá no fundo, bem no findo, desejava-a como fogo, de cores vibrantes e intensas. Talvez isto apenas se devesse à minha preferência pela cor vermelha, porém eu compreendia que não era só isso. O que realmente me fazia fervor era o seu simbolismo pois eu tinha noção que uma rosa de tons claros nunca me daria tanta satisfação.
A espera deste fenómeno cria impasse, o impasse segue-se do nervosismo, o nervosismo conduz ao desespero e este último destrói todas as esperanças. Ainda, sim, anseio pelo momento em que poderei vislumbrar o pigmento desta rosa, mesmo que no processo ela me venha a magoar com uma das suas defesas, um dos seus espinhos ou até uma das suas atitudes.
Foi neste outono que eu vi algo de novo acontecer e me apercebi de que, para além do ciclo inevitável da vida (nascimento, desenvolvimento e morte), existe algo pelo qual vale a pena viver. Agora, tudo o que na natureza não fazia sentido passou, repentinamente, a ter lógica para mim.




28 de novembro de 2013

“A minha história pessoal”
Desde a nossa infância até aos dias de hoje, cada um de nós acumulou experiências bastante importantes para o nosso desenvolvimento e que nos tornaram únicos. Eu, tal como todas as pessoas, tive dessas experiências que contribuíram para o meu crescimento pessoal.
À medida que vamos crescendo, tomamos consciência da realidade e vamos percebendo que nem tudo na vida é fácil. Mas, quando ainda somos crianças pensamos que a vida é uma história de encantar e que nós somos as personagens principais. Em criança, eu sonhava ser uma princesa, sonhava ter tudo aquilo que as princesas tinham. A verdade é que sempre fui uma criança sortuda, porque aquilo que pedia, eu recebia. Então quando chegava ao Natal, a minha carta de presentes era maior do que eu. Mas eu percebia perfeitamente que não podia receber tudo. A idade foi avançando e eu descobri que afinal era através do trabalho árduo dos meus pais que eu tinha todos os meus presentes.
Ao longo dos últimos anos, a vida não tem sido muito fácil para ninguém, incluindo para os meus pais. Foi então há cerca de 3 anos que eu conheci uma amiga muito especial. Ao início, eu não tinha a melhor impressão dela, talvez por não a conhecer. Mas a verdade é que “quem vê caras, não vê corações” e Ela era a prova disso. Quando a conheci de verdade, tudo aquilo que pensava sobre Ela foi retirado, porque Ela era a pessoa mais humilde que alguma vez conheci. Era capaz de abdicar de algo necessário para dar às pessoas mais importantes da sua vida, nomeadamente à sua mãe. Para além disso, era bastante brincalhona, mas também das únicas pessoas com quem eu conseguia ter uma conversa mais séria, sendo a compreensão mútua.
A prova de que Ela era realmente especial aconteceu numa mera conversa. Uma conversa, entre tantas outras, mas que me marcou de forma muito profunda! Assim, Ela explicou-me que tinha conseguido juntar dinheiro para algo que precisava, mas como sabia que a sua mãe precisava mais daquele dinheiro do que Ela, resolveu dá-lo. As suas palavras e o seu gesto para com a mãe deixaram-me bastante emocionada e sensibilizada. Nunca tinha pensado em fazer algo deste género, talvez porque nunca estive perante uma situação dessas.
Para mim foi um grande lição de vida, porque hoje já era capaz ter a mesma atitude que Ela teve. Durante os meus 17 anos de vida, foram as palavras mais bonitas e mais sinceras que alguma vez ouvi. Serão das únicas palavras que ficarão recordadas para sempre no meu coração, juntamente com um grande agradecimento a “ELA”.


Carta ao Pai Natal 
 Exmo. Senhor, Papai Noël
 Rua da neve
 1001 - POLO NORTE

                                                                       Barcelinhos, 26 de novembro de 2013

 Ex.mo Senhor Papai Noël
 Venho por este meio pedir a vossa excelência que pense em mim neste Natal eu portei-me bem o ano inteiro. Lavei os dentes todos os dias, separei o lixo nos eco pontos até ajudei as velhinhas a atravessar a rua.
Por isso peço um emprego para este Natal e que seja bem remunerado. Obrigado pela atenção e não se esqueça de mim.
Atenciosamente,
Aluno do Curso EFA da Escola Sec/3 de Barcelinhos

P.S.: Também pode ser um Ferrari

26 de novembro de 2013

7ª Edição do Concurso Nacional de Leitura
Estão abertas as inscrições para a 7ª edição do Concurso Nacional de Leitura. 
Os alunos devem inscrever-se junto dos Professores de Português, Diretores de Turma ou na Biblioteca.
Semana da Ciência na Escola Secundária de Barcelinhos:

Cerimónia da assinatura do protocolo: "A Minha Escola de Ciência"

O 7º B, visitou o planetário na Biblioteca Municipal.

Palestra "O Poder Científico e a Ética do Poder", com Dr. Daniel Serrão, Anátomopatologista e Professor da Universidade do Porto.

22 de novembro de 2013

Dia Internacional da Filosofia


"O subdepartamento de Filosofia e Formação Pessoal, comemorou o dia Internacional da Filosofia, no dia 17 de Novembro, na Biblioteca da Escola Secundária de Barcelinhos. Do programa constou a declamação de poesia, a representação de excertos da "Apologia de Sócrates" e um recital de música de intervenção. Participaram nesta atividade, que teve como objetivo principal sensibilizar os alunos para a importância cada vez maior da disciplina de Filosofia numa sociedade muitas vezes acrítica e conformista, os alunos do 10º e 11º anos."


21 de novembro de 2013


Na minha vida, ainda que curta, aconteceram vários momentos que me marcaram para toda a vida, mas a história pessoal que vou contar foi a que realmente me marcou mais psicologicamente. Tudo aconteceu na minha infância. Eu sempre fui uma criança bastante tímida e reservada, ou seja, quando alguma pessoa desconhecida me falasse, eu nem se quer respondia, ou então, quando insistiam para eu responder, chorava. Eu estava habituada a ter professoras, tanto no infantário como no primeiro ano e achava que as professoras eram mais meigas e queridas. Quando entrei no primeiro ano, desejava que não fosse um professor. O que realmente aconteceu, e, por isso, fiquei feliz com a notícia. No segundo ano, no primeiro dia de aulas, fiquei aterrorizada quando soube que era um professor e, por isso, passei o dia a chorar. No entanto, os meus colegas, principalmente os rapazes, adoravam o professor porque ele tinha uma mota. Eu acho que naquele dia o professor estava mais aterrorizado que eu, porque eu não parava de chorar. Quando terminou aquele dia eu disse à minha mãe que não queria ir mais à escola. Obviamente que isso não aconteceu. Nos dias seguintes, quando o professor me perguntava alguma coisa eu desatava a chorar e não conseguia responder a nada do que o professor me perguntava. Naqueles primeiros dias fingia estar doente para não ir à escola, mas mesmo assim só faltei um dia porque os outros, a minha mãe descobriu o verdadeiro motivo. Certo dia, o professor não sabia o que haveria de fazer, porque eu chorava quase todos os dias e, por isso, resolveu pegar-me ao colo. Fiquei cheia de vergonha mas, apesar disso, achei que o gesto do professor foi uma forma de carinho que nunca mais me esqueci. Nos dias que se seguiram, passei a admirar o professor e nunca mais chorei nas aulas dele. Apesar daquele gesto tão simples para algumas pessoas, para mim foi muito significativo. Nos anos seguintes, nunca mais chorei pelo facto de ser professora ou professor, para mim era indiferente, mas só passou a ser indiferente por causa daquele gesto do meu professor do segundo ano.
 (aluna do 12º ano de Psicologia)

Pensamento do mês - setembro