21 de novembro de 2013

 “ O tempo que passa…”
Pediram que falasse de uma pessoa especial para mim, e decidi escrever sobre a minha avó. Hoje uma senhora de 74 anos, uma mulher de história, viúva desde muito nova, criou 5 filhos praticamente sozinha e teve um importante papel na minha educação. Ela ficou a tomar conta de mim desde que eu era bebé. Não digam a ninguém, mas eu dormi com ela até aos 9 anos de idade. Sim é verdade! Quando era pequeno necessitava sempre, do braço da avó por cima de mim para adormecer à noite: “Bota o baço vó!” – dizia eu. Era uma ternura! Às vezes, já grandinho, quando dormia no meu quarto ainda sentia necessidade de falar com ela, isto porque ela garantia-me segurança. Passei momentos muito bons, ela cuidava e cuida muito bem de nós, seus netos. Ela costumava cozer o pão no forno e então foi com ela que aprendi essa proeza. Para satisfazer a vontade dos netos ela fazia as “netinhas” que eram umas broinhas pequeninas que oferecia aos netos. Talvez por ter crescido no meio dela, gosto muito dela e quero que viva até aos 100 anos! Lembro-me de uma viagem de autocarro em que adormeci encostado aos ombros dela e ela punha a mão por cima de mim. Houve uma fase em que passeávamos para Barcelos de autocarro. Também costumávamos frequentar a fisioterapia. Ainda assim, costumava ainda levar-nos para campo para ver e compreender melhor as suas lides. Quando eu andava na primária a minha avó tinha sempre um petisquinho para mim a meio da tarde! Habituou-me a comer de tudo e satisfazia sempre os meus caprichos. Ainda hoje o faz, o arroz da minha avó é delicioso! Ela cozinha de tudo. Muito ligada à religião incutiu-me os valores cristãos, morais, de respeito, amizade e boa educação. Nos dias de hoje, dedico-me imenso às plantas aromáticas e ela ajuda-me imenso. As plantas são uma terapia para mim. Gostava de poder passar mais tempo com ela. Poderia escrever um livro sobre a vida dela. A minha avó é uma figura extramente importante pois transmite-me carinho, amor, e simpatia e nunca me faltou com nada. Ao nível da educação e do respeito é exemplar. Ela deseja que eu tenha um futuro promissor e eu desejo que ela tenha saúde. Hoje a idade não perdoa, e os problemas da idade já surgem, e eu tento sempre ajudar no que posso. Ela é a matriarca da família, tem histórias lindíssimas dos seus tempos de juventude. É verdade que não foram fáceis. Uma vida dedicada ao campo, à família que merece ser recompensada. Este é um texto de agradecimento não só a minha avó mas a todas as avós do mundo pelo importante papel que tem, porque elas são duas vezes mães. Um grande beijinho, Vó Conceição!
(Aluno do 12º ano de Psicologia)

14 de novembro de 2013

A tradição do São Martinho na Biblioteca 


Foi com carinho e ternura que os alunos do 12º F receberam os utentes do Centro Social e Paroquial de Barcelinhos. 
Num ambiente "familiar",  acalorado pelas castanhas, que não podem faltar neste dia, os idosos ouviram música tradicional e literatura popular . Muitos dos presentes puderam ainda cantar as suas canções preferidas e completar os provérbios alusivos ao dia de São Martinho, enquanto saboreavam um chá quente acompanhado de bolinhos de castanhas confecionados a propósito. 

12 de novembro de 2013

Sermão de Santo António aos Peixes, interpretado por  Diogo Infante, no Teatro Gil Vicente, em Barcelos.

 “Vos estis sal terrae” (Vós sois o sal da terra)
 Foi com estas palavras que o grande ator, Diogo Infante, iniciou a encenação, a solo, do “Sermão de Santo António aos Peixes”, da autoria do Padre António Vieira, que teve lugar no teatro Gil Vicente. Perante uma assistência constituída, maioritariamente, por alunos do 11º ano da Escola Secundária de Barcelinhos, o ator cativou a inteligência dos ouvintes usando, como seria de esperar, uma entoação de voz extraordinária (a frase interrogativa num tom mais alto, a declarativa num tom mais baixo). Os gestos, as interjeições e exclamações, as pausas - propositadas ou não - interpelaram os ouvintes para a reflexão sobre problemas muito atuais como a corrupção, o poder e a tentação desmedida. Um texto de 1654 que não perdeu a actualidade, em que é criticada a prepotência dos grandes que, como peixes, vivem do sacrifício de muitos pequenos, os quais "engolem" e "devoram". Este texto, proferido pelo Padre António Vieira em São Luís do Maranhão, é marcado por rasgados laivos de ironia, e por um agudo senso de observação sobre os vícios e vaidades do Homem, aqui comparado aos peixes, na mais sábia alegoria. - “Vos estis sal terrae”! [Diogo Infante a exaltar-se em latim fica ainda melhor]. O efeito do sal é impedir a corrupção: «...Ou é porque o sal não salga, ou porque a terra se não deixa salgar». Inesquecível!

6 de novembro de 2013

                                                         

Sonho de Amor

Perdi o sonho no tempo
Como a realidade na ilusão,
A vida num sentimento
Que exaltava o coração.

Com a suavidade do mar
Desvaneceu-se o espírito
Incapacitado de soletrar
A confusão do esquisito.

Por palavras nasceu o amor,
Impulsivo mas melancólico,
Submisso ao medo do terror
Sentido no extremo insólito.

Em viagens prolongadas
Pelo insano do que se sente,
Restam agora as palavras
De um sonho incoerente

                   Bruno Cruz

31 de outubro de 2013

Mês das BE's - Dia Internacional das Bibliotecas Escolares.

Visitas guiadas à biblioteca, concurso de marcadores e cartaz. 
Dia aberto: oficina de escrita criativa e sessão de leitura pública.
Estas foram as atividades realizadas ao longo do mês das bibliotecas (outubro).
Os alunos do 7º ano, turma B, participaram  na oficina de escrita criativa dinamizada pelos alunos do 11º A.(Atividade)
Dramatização de excertos de obras de autores portugueses (Luís Vaz de Camões, Eça de Queirós e Fernando Pessoa) com o propósito de lembrarmos o dia do livro português, comemorado hoje. 
Num ambiente descontraído e acolhedor, o público assistiu a sessões de leitura pública pelos alunos do 12º B, enquanto saboreava uma chávena de chá recordando os momentos do "Chá de livros". 

21 de outubro de 2013

Música
A música é o grande código da humanidade. Desde sempre as pessoas encontraram na música uma forma de expressar as suas ideias, pensamentos e emoções, conferindo-lhe um pouco da sua própria alma.
Atualmente a música tem vindo a perder o seu caráter expositivo, passando a ser gerido como uma indústria, em que o fator preponderante não é o conteúdo, mas sim a imagem. Jovens, nomes da música, têm vindo a descorar do seu papel enquanto cantores tornando-se bonecos de empresa. Veja-se a título de exemplo o caso mediático da cantora MIley Cyrus, que abdicou da sua imagem inocente, enquanto menina da Disney, em detrimento de uma mulher mais arrojada e sensual.
Por outro lado, não nos podemos esquecer da essência subjetiva, pois tendo cada um de nas diferentes personalidades, teremos também diferentes gostos musicais. Assim esta arte, tal como todas as outras, e capaz de despertar diferentes emoções em cada individuo. Note-se, porém, que temas como o amor se têm mantido ao longo do tempo nos vários estilos musicais constituindo o top de vendas mundiais.
Em suma, a música não se resume a uma quantidade ínfima de notas musicais, mas é antes a enciclopédia da nossa história.
Texto criado, a propósito do "Dia Mundial da Música‎", pelas alunas:
 Sofia, nº 6, 11º A Cláudia, nº 8, 11º A Elsa, nº 12, 11º A Rita, nº 26, 11º A

Pensamento do mês - setembro