Ontem foi um dia especial para a nossa Biblioteca. Reinventamos a atividade Chá de livro, por ora suspensa, que foi muito do nosso agrado. Alteramos a designação da atividade para Chá com sabor a Mar, mas o espírito de partilha de leituras, o chá e os bolinhos estiveram, igualmente, presentes. Trouxemos búzios, conchas, corais e enfeitamos as mesas redondas para a nossa tertúlia, cujo objetivo era a leitura de textos alusivos ao tema MAR. Alunos e professores declamaram vários poemas de Sophia de Mello Breyner (uma das poetas portuguesas mais apaixonada pelo tema mar: “Quando eu morrer voltarei para buscar os instantes que não vivi junto do mar”), Miguel Torga, Antero de Quental, António Nobre, António Ramos Rosa, Eugénio de Andrade, Florbela Espanca, Fernando Pessoa, Almeida Garrett, entre outros.
11 de abril de 2013
9 de abril de 2013
8 de abril de 2013
Semana Concelhia da Leitura 2013
O Cartaz da Semana Concelhia da Leitura está repleto de muitas e boas atividades. Ao longo da semana, também a nossa Escola vai desenvolver, participar e mergulhar neste "oceano de leituras" e atividades relacionadas com o Mar, sobre a temática "Mar de Leituras".
Na abertura, tínhamos agendada o teatro "Carochinha", promovido pelo 11º I, do curso profissional de Animador Sociocultural, sob a orientação das Professoras, Paula Queiroga e Paula Freitas, para o JI do Agrupamento de Escolas Rosa Ramalho. No entanto as condições climáticas não estavam favoráveis à deslocação dos pequeninos à nossa escola, pelo que a atividade não pode ser realizada, ficando agendada para outra data oportuna. À tarde, a turma do 9º A, deslocou-se à Biblioteca Municipal para, aí, participar no ateliê de poesia "Caça à Palavra", dinamizado pela Alexandra Ferreira, Animadora Sociocultural da BM. Os alunos ouviram e leram poesia sobre o mar e criaram os seus poemas a partir de palavras encontradas nos dicionários. No final, o trabalho resultou num belo poema coletivo. Houve ainda tempo para uma visita à exposição "Aquarium", da EB/S Vale de Tamel, patente na BM.
5 de abril de 2013
Encontro com: Julie Hodgson
Julie Hodgson é uma conhecida autora inglesa que esteve na nossa Biblioteca, para mais um “Encontro com…”
A autora nasceu em 1962, na cidade de Burton-Upon-Trent, em Inglaterra, onde viveu até aos 11 anos, altura em que se mudou para Mablethorpe i Lincolnship.
Tendo vivido em diversos países, a vida de Julie tornou-se numa verdadeira aventura. Viveu em sítios tão diferentes como a Malásia, Singapura, Malta, Suécia e Líbia. No Kuwait, Julie trabalhou como professora e redigia uma coluna para crianças no prestigiado jornal "TheTimes". Aqui, escreveu um dos seus maiores sucessos, "Polly Mae".
Regressou à Suécia em 1989, onde escreveu para o jornal "Vastmanlands Tidning". Em 1997, a família mudou-se para o Reino Unido.
Em 2007 Julie, decidiu viver em Portugal apaixonada pelo clima, pelas pessoas e pela comida portuguesa. Instala-se em Avis, distrito de Portalegre, que descreve como sendo o paraíso. Foi aqui que Julie escreveu a maior parte das suas histórias, incentivada pelo calor, pela tranquilidade e paz que o Alentejo lhe proporciona. Desde pequena que Julie se sentiu inclinada para a escrita. Na escola, incentivada por vários professores, compunha pequenas histórias e textos fantasiosos, tendo sempre sido alvo de críticas positivas sobre a sua forma simples e bonita de escrever. Como referências literárias na sua vida a autora cita Chris Kuzneski, John Kehts, Enid Blyton e C.S. Lewis.
A escritora preocupa-se com o mundo em que vivemos e com a qualidade de vida das crianças.
As obras de Julie são extremamente populares entre pais e filhos devido à escrita
tranquila, fluída e simples que usa para contar as suas histórias.
Foram estas histórias que Julie falou aos alunos do 9º ano dando principal destaque ao “Cartão da Biblioteca”, uma aventura fascinante contra a extinção do livro em papel. Foi a partir desta história que a aluna do 9º ano, Mariana Martins, se inspirou para escrever o texto que poderá consultar aqui.
No final, houve ainda lugar à habitual sessão de autógrafos.
No final, houve ainda lugar à habitual sessão de autógrafos.
28 de março de 2013
Vencedores do Concurso "Faça Lá um Poema" 2013
A nossa escola participou na fase final do concurso com os poemas "Ó Mar" da autoria de Luís Guilherme Ferreira Simões, pelo 3º ciclo e "Juro que sinto" de Cláudia Fernandes, pelo secundário. Embora não vencedores da fase final, mas vencedores a nível de escola, estes alunos merecem o reconhecimento público e os parabéns pelos belos poemas que criaram a propósito desta iniciativa.
Ó Mar…
Ó Mar, salgado és,
levaste o amor
que procuro de lés a lés.
Sempre com dor
o tentei encontrar,
porque não mo devolves, ó Mar?
Ó Mar, tu que distancias o amor,
deixa-me viver a vida,
sentir o seu sabor.
Águas doces correm para ti,
doce não é o meu amor,
roubaste-mo... resta a dor!
Ó Mar, salgado és,
devolve-me o amor
contra todas as marés.
Luís Guilherme Ferreira Simões, 9ºA
Juro que sinto!
E se águas calmas e transparentes
Refletem felizes o meu amor,
Sinto o coração gritar de dor
Enquanto juras que não mentes.
E se os pássaros largam as sementes
E o vento pede para o sol se pôr,
Interrogo impaciente o Criador
Se florescerá em ti, e tu juras que sentes…
Sentes a dor de um coração que grita,
A angústia de palavras que segredam,
O vazio frágil do infinito faminto…
Então, reconheço em cada onda que fica
A voz dos que amam e não superam.
Crê que creio, juro que sinto!
Cláudia Fernandes, 10º A
21 de março de 2013
Estás tão sereno, tão calmo, dia perfeito para desabafar contigo! Agradeço-te a oportunidade que me dás, por todos os bons momentos que passamos juntos.
És o único que me ouve e que me responde com o teu esplêndido bramir, com o teu sussurro das areias, com o teu perfume das algas, com o teu respirar que me enlouquece. Deitas-me nos teus braços e flutuas-me no teu corpo, és meu e eu sou teu. Sou filho do mar, sou filho da terra. Em ti me vejo, em ti te sinto. Tu, que tens a capacidade de ser tão frio e tão quente, tão gélido e tão vaporoso, tão natural e tão perfeito, tão mágico e tão manso. Porque és tu tão diferente? Tens o poder de me tornar diferente… tranquilo e às vezes sinto-me como se estivesse noutro mundo.
Sou aquele que no Verão imerge no teu refresco, delira com a tua espuma e veleja nas tuas montanhas. Ensinaste-me a noção de que o tempo que perdemos contigo não é tempo perdido, mas sim um ganho. Serves ainda de mimo e de descanso, pois tens a capacidade de atrair milhões durante toda a tua vida. Como é possível?
Conta-me como é a tua casa!? Esse sítio maravilhoso maior do que onde eu vivo, esse local de belas criaturas, de sabor salgado, sereno e doce. Vivenciaste tantos povos, tantas histórias, tantas civilizações, tantos amores, tantas tristezas, tanto trabalho, tantas perdas.
Foi em teu seio que se gerou a vida. Foi em teu seio que nós, seres vivos, nos geramos.
Descalço-me, rebolo pelo teu corpo, sinto as pedras, o tato da natureza, sinto a vida, sinto o horizonte e a imensidão, sinto a frieza de quando estás triste, ou o quente de quando estás vivo.
Dás-me peixe, dás-me algas, dás-me água, dás-me vida, dás-me alegria e ânimo, ensinas-me a sorrir e a voltar a enfrentar os problemas e a nunca desistir daquilo de que mais gostamos.
Levanto-me sempre cedo e, se me perguntam se eu te vou visitar, eu respondo que sim. Mas antes de contactar com alguém, falo com o meu melhor amigo e desejo-lhe um bom dia pela janela do quarto, e sento-me na varanda a contemplá-lo. Corro pelos seus moinhos, pelo seu chão quente, sento-me sobre os rochedos íngremes moldados por ele e olho a maré e a espuma que fica na areia.
Olho as gaivotas que sobrevoam sobre a minha cabeça, vejo o pescador ao longe, sinto o sol a nascer, ouço o sussurro do vento, vejo o nevoeiro ao longe, esqueço tudo, todos os problemas, confusões…
Agora, aqui, sentado na areia, penso se um dia poderei dizer-te estas palavras de gratidão pelo amigo que te tornaste e pelas coisas que aprendi contigo, pelo tempo que corri contigo…
Que uma onda leve esta carta e a entregue ao meu amigo.
Diários de escrita, por Flávio Oliveira
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