10 de janeiro de 2013

diários de Escrita, por Tânia Araújo, 12º F


Tudo começou quando os meus pais me deram a notícia: ia ter uma irmã. A minha felicidade foi tal, que a notícia se espalhou rapidamente pelos amigos e pessoas mais próximas. O meu desejo de ter um irmão era antigo. Todos os anos eu pedia aos meus pais que o realizassem e a resposta era sempre a mesma, quando tiveres dez anos, serás presenteada com um irmão. Passaram-se meses e, no dia 4 de Janeiro de 2005, a minha mãe tinha uma consulta marcada para os últimos detalhes antes de eu conhecer a minha irmã. Mas, como todos os dias, fui para a escola, mas esse dia iria ser definitivamente diferente de todos os outros. Estava na escola, na hora do recreio, quando vi os meus pais passarem para o centro de saúde. Alguns minutos mais tarde voltaram a passar, o que me causou alguma estranheza. Os meus pais nunca iam almoçar a casa e eu fiquei extremamente curiosa por saber o que estava a acontecer. Queria que a escola acabasse depressa para ir para casa e, logo que tocou, fiz o percurso da escola para casa numa correria desenfreada. Corri para o quarto da minha irmã e verifiquei que o saco preparado para a minha mãe levar para o hospital já lá não se encontrava. Entretanto, ainda tive que esperar que o meu pai chegasse, o que me pareceram horas. À sua chegada, bombardeei-o com muitas perguntas e, serenamente, ele respondeu que tinha chegado a hora, mas era necessário calma. Por minutos fiquei sem palavras e, de seguida, saltei, gritei, abracei-o, agradeci-lhe a grande felicidade que me estava a dar. Pelas 18h30m, chegamos ao hospital e um amigo do meu pai, que é bombeiro, prontificou-se a conduzir-nos para o piso onde se encontrava a minha mãe, o da maternidade. Lá chegados, ouvimos, ao fundo, um choro de um bebé recém–nascido. Aguardamos um pouco mais, carregados de ansiedade e, de repente, a enfermeira chama-nos e leva-nos a uma sala. Nesta encontrava-se uma incubadora e dentro estava a minha irmã. Como a descrever? Era gorduchinha, cabeleira preta e olhos negros como azeitonas. Era uma bebé linda.  Toquei-lhe e senti que ela reagia. Só esse pequeno movimento fascinou-me, mal eu sabia o que ela me daria de bom ao longo da vida. Mas não poderíamos esquecer de visitar a outra heroína, a minha mãe. No quarto, ao aproximar-me da minha mãe, senti um impulso para a agarrar e abraçar, dizer-lhe a satisfação que sentia por ter uma irmã, aquela irmã. Abracei-a e começamos logo a conversar sobre o nome a atribuir a um ser tão desejado. Entre mim e a minha mãe, as opções recaíram sobre o nome de Adriana, contributo da minha mãe, e Sofia, o meu contributo. Tinha nascido a Adriana Sofia. Antes de as deixar descansar, porque o dia tinha sido duro, beijei-as e senti-me plenamente enriquecida. Com o nascimento da minha irmã, a minha vida mudou radicalmente. Este novo ser ensinou-me a partilhar, a cuidar, a sorrir e a permanecer um bocadinho criança. Agradeço-lhe ter contribuído para o meu crescimento como pessoa e agradeço aos meus pais terem-me oferecido tão grande felicidade. Marcou-me o seu nascimento e marca-me a sua presença todos os dias. 

9 de janeiro de 2013

1ª fase do Concurso Nacional de Leitura

Cem alunos do 3º ciclo e do secundário realizaram, hoje, a sétima edição do Concurso Nacional de Leitura, 1ª fase. As obras selecionadas foram no 3º ciclo, Sexta-feira ou a Vida Selvagem, de Michel Tournier, e para o Secundário a obra, Frei Luís de Sousa, de Almeida Garrett. Foram apurados para a segunda fase do concurso, a nível distrital, os alunos: 3º ciclo - Marília Ferreira, 9º B; Hugo José Campinho Ferreira, 7º B; Lara Pereira, 9º B e, como suplente, Roberto Figueiredo, 7º A; secundário - Carla Daniela Campinho Ferreira, 12º B; Andreia Fernandes da Silva, 11º C; Sónia Catarina P. Santos, 11º C e, como suplente,Danny Cruz, 11º C. Parabéns aos vencedores e um agradecimento especial a todos os participantes.

Em janeiro a BE Sugere

Sinopse
Ao lermos a «Lua de Joana», não podemos deixar de pensar na forma como, muitas vezes, relegamos para segundo plano aquilo que realmente é importante na vida. Este livro alerta-nos para a importância de estarmos atentos a nós e ao outro, e de sermos capazes de, em conjunto, percorrer um caminho que conduza a uma vida plena…Foi já há quinze anos que «A Lua de Joana» foi publicada. Com mais de 300 000 exemplares vendidos nas suas inúmeras edições, com traduções em seis países, impôs-se como uma referência incontornável na literatura juvenil portuguesa e mundial.
Sinopse
Inspirado num comando de elite e perito em contra-terrorismo real, Julian Granot é um mestre de espionagem misterioso, implacável, mas, no fundo, humano e compreensivo. Marie é uma perfeita heroína que não tem medo de lançar as mãos ao trabalho, ou de se apaixonar.

28 de dezembro de 2012

O Lugar da Poesia, por Bruno Cruz, 12º C

Fraqueza
Esta vida não passa de uma mera ilusão,
Talvez o verdadeiro sempre esteja no além
Onde as lágrimas secam e os sorrisos florescem,
 Onde a ilusão é realidade e o amor é eterno.

 Eu agora tento juntar palavras com sentido
Mas elas correm para fora da minha mão,
Agarro as poucas que persistem sobre os corações
E saem-me versos com algum significado.

Olho esta folha à espera de ser completada
Com o que o meu coração tem a expressar,
Mas o que pode ele dizer se já não tem mais forças...
Creio que sejam as minhas últimas palavras...

Já perdi a vontade de viver e só me quero desligar,
Já nada me prende neste mundo senão a infelicidade
De ver todos a sofrer, não aguento com a verdade,
Preciso de descansar, de repousar no leito eterno.

Já estou farto de perder as pessoas que eu amo
Porque eu as afasto e não quero, já estou farto
De ouvir palavras de que a vida é um fardo,
Já estou farto de carregar tudo e não poder fazer nada.

O Lugar da Poesia, por Bruno Cruz, 12ºC

Força de viver 
 Para todos aqueles que lutam todos os dias
Para poder viver mais cinco minutos a sua vida,
Eu mando-lhes a minha força de vontade toda,
Que, embora pouca, é o suficiente para encorajar.

 Penso e não imagino o quanto vocês sofrem,
Todas as dores que vocês passam para sorrir,
Para mostrardes a todos o que é precisar de lutar,
Mas de onde vem toda essa força para persistir?

 De onde vem toda essa força de querer viver,
De se querer levantar mesmo com todas as dores,
De querer tocar, sentir...O que é o querer?
O que significa, para vós, ser-se feliz?

 Todos nós choramos por dores insignificantes
E aqueles que não choram com dores avultantes?
Que mesmo no meio de uma solidão imensa
Ainda têm forças para soltar um sorriso intenso.

O Lugar da Poesia, por Bruno Cruz, 12º C

A Resplandecência da Lua
 Nunca dei importância ao luar como esta noite,
Há algo de especial nele, ou talvez em mim,
Para além de a lua ser quarto minguante
Ainda brilha com uma névoa redundante.

 Para muitos é apenas a lua numa fase,
Para os outros é um pensamento da vida
Que não se traduz por apenas uma frase.
Vida é o quê? Ser feliz, sofrer e partir?

 Para quem não abre os olhos, talvez seja.
Eu apenas te quero ajudar e mostrar,
Com esta noite, que a lua continua a brilhar,
Que mesmo com adversidades é visível a sua chama.

 Nunca irás conseguir esconder o que és realmente,
Mas, se acreditares, vais ser muito mais do que eras,
Vais ser mais do que um simples brilho,
Se acreditares, tu vais encontrar o teu trilho.

 Nestas palavras me encontrarás sempre que precisares,
Estarei nos meus versos quando dúvidas deparares
Seja nestes ou noutros, eu ir-te-ei responder.
Estás a sofrer, mas digo-te, isso é viver!

Pensamento do mês - setembro