13 de dezembro de 2012

"Encontro com..." José Ilídio Torres

Num ambiente intimista e descontraído, os alunos do 7º ano, turmas A e B, receberem o Escritor José Ilídio Torres. Durante várias aulas a Professora Renata Ribeiro motivou os alunos para a leitura da já vasta obra do Escritor: os poemas não se servem frios, para além do tempo “A tristeza matou os peixes que nadavam nos teus olhos” – Contos e poesia; “Contos de Água e Areia”- Contos; O amor é um tema batido 2011 - Poesia; Para além do tempo (2010) - Contos; Diário de Maria Cura (2009) - Romance, e o seu último livro 4 Histórias de Pais & Filhos.
Deste último, os alunos apresentaram o trabalho de análise de dois contos. Moderadores do debate foram os próprios alunos a conduzir toda a sessão. O escritor falou-lhes das suas grandes paixões: (ser professor, treinador de futebol e escrever. A escrita está-lhe nos genes, disse. Houve ainda lugar à satisfação da curiosidade dos alunos e a momentos de poesia pela voz de José Ilídio Torres e a habitual sessão de autógrafos. 


12 de dezembro de 2012

"Enconto com..." Rui Basto

.Rui Sousa Basto nasceu em 61 do século passado. Na fase da juventude os seus gostos literários eram: Sartre, Boris Vian, Pessoa, Almada, Eça, Cesário Verde, Hemingway, Garcia Marquez, Huxley, Thomas Mann, Kerouac, Orwell, Kafka, Camus, Neruda, Hermann Hess e quejandos. Na área da música as sua
preferências centravam-se no jazz e sucedâneos, mas também o rock sinfónico de Gentle Giant, King Crimson, Genesis, além de Bossa Nova e das canções de intervenção política do Sérgio, Zeca e do resto da malta. Aprecia Beethoven, Mozart, Bach e demais compositores do necrotério da música erudita. Diz ser português de gema e guarda uma nostalgia sebastianista do Portugal de Quinhentos, lamentando profundamente não ter nascido no tempo das páginas dos Lusíadas. Formou-se em Engenharia Química, depois em Engenharia e Gestão Industrial e, mais tarde, tirou uma Pós-graduação em Gestão de Empresas. Adora a escrita tendo publicado, “Contos do Efémero” uma coletânea de microcontos, (Opera Omnia, 2011)e "Labirintos" (Calígrafo, 2011). Neste encontro, com alunos da Escola Sec/3 de Barcelinhos, falou-se da importância dos livros e da leitura, dando-se principal destaque aos livros do escritor. Os alunos leram alguns dos seus contos e poemas. O escritor Barcelense deixou no ar a promessa de, em breve, voltar para apresentar o seu próximo trabalho.


 

11 de dezembro de 2012

Encerramento das atividades sobre Direitos Humanos

Ao longo de vários dias, a Comunidade Escola da nossa escola mergulhou neste projeto, proposto pela Biblioteca Municipal, em colaboração com a Embaixadora dos Direitos Humanos, D.ra Vitória de Triães. Conseguimos colocar, na nossa árvore, tantos Tsurus quantos os elementos da nossa escola, incluindo professores, alunos e funcionários. 
Hoje, encerramos esta maratona com a participação das turmas do 12º B e D que, numa coreografia criada pelos Professores, Domingos Silva e Ana  Reis, envolveram todos os alunos num ambiente de fraternidade, sensibilizando-os para a importância do respeito pelos Direitos Humanos. No final do dia, rumamos para o centro da cidade de Barcelos para o encerramento das atividades,  entoando "You are the World", acompanhados à viola pelos nossos alunos. 
Agradecemos a todas as pessoas, pais, alunos e funcionários, que tornaram possível esta atividade. Parabéns a todos!

10 de dezembro de 2012

Abertura da Feira do Livro - Inauguração da Exposição "Um Chá para Sophia"

A abertura da Feira do Livro 2012-2013 teve início à hora marcada com a inauguração da exposição "Um Chá para Sophia". A biblioteca encheu com alunos professores e convidados que, ao sabor de um chá e bolo, ouviram ler Poesia. No final todos puderam apreciar as obras de arte expostas, belíssimos quadros da autoria dos alunos de Artes da Escola Alcaides de Faria, acompanhados dos poemas sobre Chá, criados pela Comunidade Escolar de Barcelinhos. 

7 de dezembro de 2012

Direitos Humanos "árvore de Tsurus"

A Escola Sec/3 de Barcelinhos mobilizou toda a comunidade Educativa na edificação da "Árvore da Paz" e registou grande parte desta atividade. Alunos, Professores, Funcionários e Direção, colaboraram na construção dos Tsurus que alegram e completam a nossa árvore. Cada um deles (tantos quantos os elementos da nossa comunidade educativa) contém uma mensagem de Paz em defesa dos Direitos Humanos.
 

6 de dezembro de 2012

Diários de Escrita, por aluna do 12º Ano


Todos nós temos alguém que sempre fará parte da nossa vida, parte daquilo que somos, parte da nossa história. A minha mãe é essa pessoa, independentemente de todas as pessoas que já fazem e daquelas que ainda podem vir a fazer parte da dela. Ela será sempre a estrela que me guia, o meu porto de abrigo. Sei que ao lado dela sempre terei lugar, sem quês nem porquês, sem ter que me justificar, ou dizer alguma coisa, o silêncio é também muito amigo de ambas. A minha mãe é uma mulher com um “M” bem grande e muito, muito forte, como ela. Decidida, de postura firme, senhora da sua razão, opinião inalterável. Amiga, carinhosa, preocupada, meiga, sentimentalista. O seu coração é mole, meigo e muito protetor, é mesmo coração de mãe. Eu herdei quase tudo dela, sou assim como ela e é por isso que nos compreendemos bem. Desde pequenina que me lembro dela sempre a trabalhar muito, sempre com a vontade conseguir fazer tudo e ser 100% mãe. Tudo correu bem em toda a minha infância mas, por volta dos meus 12 anos algo mudou. Isso não significa que a minha mãe se tornasse diferente, apenas encontrou um obstáculo na vida dela. Já há muito tempo que as dores se faziam sentir, mas talvez um pouco de stress, misturado com nervos acumulados e um estado quase de depressão fez agravar ainda mais a situação e confirmou-se um tumor que se tinha instalado no seu peito esquerdo. A descoberta foi difícil e demorada, o que aumentou ainda mais o seu sofrimento. Biópsias atrás de biópsias (- Eram sempre só quistos!). E o que acontecia é que chegavam só aos quistos que rodeavam o tumor, nunca dando resultados concretos. A minha mãe tem cancro na mama? Mas afinal o que era isso? Eu já tinha 12 anos, percebia já algumas coisas, mas era uma situação nova, não sabia como lidar, se devia perguntar alguma coisa ou não. Fechei-me no meu quarto e chorei, chorei muito. O meu pai veio logo atrás de mim, abraçou-me e disse-me que tudo havia de ficar bem. A partir do momento em que soubemos, toda a família se uniu ainda mais, todos batalhamos, pelo bem-estar, pela saúde e pela felicidade da minha mãe, todos entramos de “peito” naquela luta. O caminho foi longo, doloroso e cheio de surpresas. Desde os tratamentos de quimioterapia, aos efeitos secundários, à operação e depois ainda a radioterapia. Mais difícil ainda foi o processo de recuperação, a aceitação de um corpo diferente, de uma mudança na vida. É difícil aceitar a mastectomização não só da mama mas também da alma, é difícil aceitar que se continua a ser mulher. As feridas profundas na perceção da feminilidade demoram muito, diria mesmo demasiado tempo, a cicatrizar. Hoje, passados quase 5 anos, sei que a minha mãe já aceitou a nova realidade do seu corpo, já fez as pazes com o espelho. Durante todo o caminho que teve que percorrer, ela teve o nosso apoio, todos nós tivemos com ela na batalha contra o cancro e eu acredito que a sua recuperação foi mais rápido por isso, porque nunca a deixamos sozinha. Com toda esta situação, a minha relação com ela ficou ainda mais fortalecida, amo-a mais que nunca, é minha amiga mais do que alguma tinha sido, é minha confidente, é tudo, é MÃE. Sei que se um dia eu passar pelo mesmo que ela passou, ela estará sempre do meu lado, física e psicologicamente, nunca me abandonará, será sempre uma fonte de força e energia, um exemplo a seguir. Há coisas que nos acontecem que nos levam a dar ainda mais valor à vida e àqueles que nos rodeiam, e isto fez-me crescer muito...parte do que sou hoje e do que serei amanhâ, está e estará sempre relacionado com isto. Amo e entrego-me ainda mais às coisas, e à minha mãe entrego-me na totalidade. Ela será sempre o amor da minha vida.

5 de dezembro de 2012

Conto-te na BE - Idosos da Casa do Povo de Alvito S. Pedro

No ano em que se comemora o Ano Europeu do Envelhecimento Ativo e a Solidariedade entre Gerações, a Biblioteca da Escola Sec/3 de Barcelinhos e os alunos do 11º I do Curso Profissional de Animador Sociocultural convidaram 20 idosos da Casa do Povo de Alvito S. Pedro, Barcelos, para participarem em mais uma atividade do "Conto-te na BE". Os idosos interagiram nas diversas atividades preparadas pelos alunos desde adivinhas, provérbios, canções, sendo ainda convidados a partilharem experiências com os mais novos. No final não faltou o tradicional Chá e bolo a que a biblioteca já habituou os seus visitantes. Todos os idosos receberam ainda uma prendinha construída pelos alunos animadores.

 

Pensamento do mês - setembro