A abertura da Feira do Livro 2012-2013 teve início à hora marcada com a inauguração da exposição "Um Chá para Sophia". A biblioteca encheu com alunos professores e convidados que, ao sabor de um chá e bolo, ouviram ler Poesia. No final todos puderam apreciar as obras de arte expostas, belíssimos quadros da autoria dos alunos de Artes da Escola Alcaides de Faria, acompanhados dos poemas sobre Chá, criados pela Comunidade Escolar de Barcelinhos.
10 de dezembro de 2012
7 de dezembro de 2012
Direitos Humanos "árvore de Tsurus"
A Escola Sec/3 de Barcelinhos mobilizou toda a comunidade Educativa na edificação da "Árvore da Paz" e registou grande parte desta atividade. Alunos, Professores, Funcionários e Direção, colaboraram na construção dos Tsurus que alegram e completam a nossa árvore. Cada um deles (tantos quantos os elementos da nossa comunidade educativa) contém uma mensagem de Paz em defesa dos Direitos Humanos.
6 de dezembro de 2012
Diários de Escrita, por aluna do 12º Ano
Todos nós temos alguém que sempre fará parte da nossa vida, parte daquilo que somos, parte da nossa história. A minha mãe é essa pessoa, independentemente de todas as pessoas que já fazem e daquelas que ainda podem vir a fazer parte da dela. Ela será sempre a estrela que me guia, o meu porto de abrigo. Sei que ao lado dela sempre terei lugar, sem quês nem porquês, sem ter que me justificar, ou dizer alguma coisa, o silêncio é também muito amigo de ambas.
A minha mãe é uma mulher com um “M” bem grande e muito, muito forte, como ela. Decidida, de postura firme, senhora da sua razão, opinião inalterável. Amiga, carinhosa, preocupada, meiga, sentimentalista. O seu coração é mole, meigo e muito protetor, é mesmo coração de mãe. Eu herdei quase tudo dela, sou assim como ela e é por isso que nos compreendemos bem.
Desde pequenina que me lembro dela sempre a trabalhar muito, sempre com a vontade conseguir fazer tudo e ser 100% mãe.
Tudo correu bem em toda a minha infância mas, por volta dos meus 12 anos algo mudou. Isso não significa que a minha mãe se tornasse diferente, apenas encontrou um obstáculo na vida dela.
Já há muito tempo que as dores se faziam sentir, mas talvez um pouco de stress, misturado com nervos acumulados e um estado quase de depressão fez agravar ainda mais a situação e confirmou-se um tumor que se tinha instalado no seu peito esquerdo. A descoberta foi difícil e demorada, o que aumentou ainda mais o seu sofrimento. Biópsias atrás de biópsias (- Eram sempre só quistos!). E o que acontecia é que chegavam só aos quistos que rodeavam o tumor, nunca dando resultados concretos.
A minha mãe tem cancro na mama? Mas afinal o que era isso? Eu já tinha 12 anos, percebia já algumas coisas, mas era uma situação nova, não sabia como lidar, se devia perguntar alguma coisa ou não.
Fechei-me no meu quarto e chorei, chorei muito. O meu pai veio logo atrás de mim, abraçou-me e disse-me que tudo havia de ficar bem.
A partir do momento em que soubemos, toda a família se uniu ainda mais, todos batalhamos, pelo bem-estar, pela saúde e pela felicidade da minha mãe, todos entramos de “peito” naquela luta.
O caminho foi longo, doloroso e cheio de surpresas. Desde os tratamentos de quimioterapia, aos efeitos secundários, à operação e depois ainda a radioterapia.
Mais difícil ainda foi o processo de recuperação, a aceitação de um corpo diferente, de uma mudança na vida. É difícil aceitar a mastectomização não só da mama mas também da alma, é difícil aceitar que se continua a ser mulher. As feridas profundas na perceção da feminilidade demoram muito, diria mesmo demasiado tempo, a cicatrizar.
Hoje, passados quase 5 anos, sei que a minha mãe já aceitou a nova realidade do seu corpo, já fez as pazes com o espelho.
Durante todo o caminho que teve que percorrer, ela teve o nosso apoio, todos nós tivemos com ela na batalha contra o cancro e eu acredito que a sua recuperação foi mais rápido por isso, porque nunca a deixamos sozinha.
Com toda esta situação, a minha relação com ela ficou ainda mais fortalecida, amo-a mais que nunca, é minha amiga mais do que alguma tinha sido, é minha confidente, é tudo, é MÃE.
Sei que se um dia eu passar pelo mesmo que ela passou, ela estará sempre do meu lado, física e psicologicamente, nunca me abandonará, será sempre uma fonte de força e energia, um exemplo a seguir.
Há coisas que nos acontecem que nos levam a dar ainda mais valor à vida e àqueles que nos rodeiam, e isto fez-me crescer muito...parte do que sou hoje e do que serei amanhâ, está e estará sempre relacionado com isto.
Amo e entrego-me ainda mais às coisas, e à minha mãe entrego-me na totalidade. Ela será sempre o amor da minha vida.
5 de dezembro de 2012
Conto-te na BE - Idosos da Casa do Povo de Alvito S. Pedro
No ano em que se comemora o Ano Europeu do Envelhecimento Ativo e a Solidariedade entre Gerações, a Biblioteca da Escola Sec/3 de Barcelinhos e os alunos do 11º I do Curso Profissional de Animador Sociocultural convidaram 20 idosos da Casa do Povo de Alvito S. Pedro, Barcelos, para participarem em mais uma atividade do "Conto-te na BE".
Os idosos interagiram nas diversas atividades preparadas pelos alunos desde adivinhas, provérbios, canções, sendo ainda convidados a partilharem experiências com os mais novos. No final não faltou o tradicional Chá e bolo a que a biblioteca já habituou os seus visitantes. Todos os idosos receberam ainda uma prendinha construída pelos alunos animadores.
4 de dezembro de 2012
Construção da árvore de Natal
Este ano a construção da nossa árvore de natal contou com a colaboração de vários alunos que decidiram dar "vida" a muitas revistas há muito tempo no arquivo morto.
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3 de dezembro de 2012
Em dezembro, a BE sugere
Sinopse
Desde o interior da ditadura mais repressiva do
mundo, desde um país coberto por absoluto isolamento, Dentro do Segredo. Em
abril de 2012, José Luís Peixoto foi um espectador privilegiado nas exuberantes
comemorações do centenário do nascimento de Kim Il-sung, em Pyongyang, na
Coreia do Norte.
Também nessa ocasião, participou na viagem mais
extensa e longa que o governo norte-coreano autorizou nos últimos anos, tendo
passado por todos os pontos simbólicos do país e do regime, mas também por
algumas cidades e lugares que não recebiam visitantes estrangeiros há mais de
sessenta anos.
A surpreendente estreia de José Luís Peixoto na
literatura de viagens leva-nos através de um olhar inédito e fascinante ao
quotidiano da sociedade mais fechada do mundo. Repleto de episódios memoráveis,
num tom pessoal que chega a transcender o próprio género, Dentro do Segredo é
um relato sobre o outro que, ao mesmo tempo, inevitavelmente, revela muito
sobre nós próprios.
A Escola e a Amnistia Internacional
As escolas de Barcelinhos e Barcelos uniram-se, no dia 30 de novembro, no auditório da Câmara Municipal de Barcelos para, em conjunto, dar continuidade ao trabalho iniciado pela D.ra Vitória de Triães, uma ativista dos Direitos Humanos. A nossa escola não ficou indiferente a tão nobre causa. Os alunos do 11º C declamaram os poemas: "Rosa de Hiroxima" e "Cantata da Paz". As alunas, Maria Barros e Marília Ferreira do 9º B, leram "Direito à vida", poema criado pelas próprias a propósito desta iniciativa. A encerrar, toda a plateia cantou "You are the World" acompanhados à viola pelos alunos do 11º C.
Poema
Direito à vida
Direito a nascer,
Direito a crescer,
Direito a existir,
Direito a ser livre.
Direitos que nos são dados,
Que não devem ser retirados,
O ser humano tem direito a voar,
Conquistar e errar.
Temos direito de ser Iguais,
E aprender mais e mais.
Temos direito de gritar, de chorar e amar.
Temos direito a escolher sem nunca temer...
Por mais erros que cometamos,
E falhas que tenhamos,
Há sempre solução,
Há sempre uma razão,
Para voltar a ser livre e renascer.
Não é preciso desistir,
É preciso enfrentar.
É preciso não ter medo,
Um dia iremos melhorar…
O gelo pode derreter,
Os rios podem secar,
As árvores podem-se despir,
E o ser humano pode errar…
É preciso perdoar,
Ensinar a amar,
Ensinar a ser livre,
Sem o outro perturbar.
Maria Barros e Marília Ferreira, 9º B
Escola Secundária de Barcelinhos
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