29 de novembro de 2012

Exposição "Um Chá para Sophia"

“Um Chá para Sophia” é a nome da exposição de pintura que vai decorrer, na Biblioteca da Escola Secundária de Barcelinhos, de 10 de Dezembro a 15 de Fevereiro. Esta exposição que alia os poemas e as pinturas ilustradas na obra “Antologia Poética do Chá”  é uma homenagem que os alunos e professores quiseram fazer à grande poeta portuguesa Sophia de Mello Breyner Andresen.


Programa da Feira do Livro

22 de novembro de 2012

Dia Internacional da Filosofia


Com o propósito de incentivar o pensamento crítico dos alunos e realçar a importância da Filosofia nos dias de hoje, o Subdepartamento de Filosofia e Formação Pessoal quis associar-se a esta efeméride através da realização de algumas atividades preparadas pelos alunos do 11º ano das turmas A e C. Os recitais de poesia e de canto, cujo tema foi "O Pensamento", a passagem de um documentário sobre a "Clonagem e os Alimentos Transgénicos", seguido de um debate e de um Quiz, foi a forma que alunos e professores escolheram para homenagear a Filosofia. 

A sensibilidade que os alunos demonstraram na escolha dos poemas e na sua declamação foi também uma excelente oportunidade de levar os alunos a despertar para a poesia e para a reflexão filosófica.

Para ler os poemas declamados, clique aqui.



16 de novembro de 2012

"Conto-te na BE" com Idosos do Centro Social Abel Varzim

O S. Martinho memorado…
        Para além das castanhas assadas, bolo de castanhas e chá, os alunos do 11º F e a Rosário, aluna do 12º D, todos da escola de Barcelinhos, iluminaram os rostos dos utentes do Centro Social Abel Varzim com atividades lúdicas. Os idosos deram asas à imaginação, completando provérbios recuperados da partilha de experiências colhidas ao longo do tempo, comungadas da mesma sabedoria popular. A isto, associaram as suas vozes, a sua emoção, somada à nossa. 

 

Diários de escrita, por Carolina Gonçalves, 12º B


Time And Relative Dimension In Space
         Quando eu estava no 1º ciclo, era frequente escrevermos redações sobre o tema do texto que tinha introduzido a matéria. Escrevi imensas composições dessas. Talvez dezenas. Mas recordo-me somente de uma. Era sobre viagens ao futuro.
Nunca me saiu da cabeça. Esteve sempre na sombra, escondida nos recantos das minhas memórias, mas estava presente. Nunca a poderia esquecer. Como poderia? Era a minha preferida. A minha obra de arte.
Durante algum tempo, pensei que era a minha mensagem sobre ambientalismo. E achei que era por isso que gostava tanto dela. A professora tinha-nos pedido para escrever sobre uma viagem no tempo, e eu imaginei uma viagem ao futuro em que a protagonista se deparava com um mundo extremamente poluído, dominado por robôs e em que a Humanidade estava perdida (sempre fui um poço de otimismo, no entanto, hoje em dia, acho que o futuro vai ser pouco diferente, apenas sem os robôs, que não temos tempo de desenvolver tecnologia tão avançada).
Alguns anos volvidos, eu sei que não era a lição sobre proteger o ambiente que me ligava tanto a esta história. Era a ideia de viagem no tempo.
E a razão pela qual a viagem no tempo me fascina tanto é a de que eu não consigo verdadeiramente compreender o que é o tempo. Apenas sei que este pura e simplesmente é, que forma uma íntima dualidade com o espaço e que tem tantos e tão complexos paradoxos que já fizeram muitos cérebros dar o nó. Incluindo o meu, como é claro.
O que me levou a fazer algumas perguntas. O tempo é linear? (Tendemos a pensar assim, mas parece-me uma visão demasiado simplista.) É possível viajar no tempo? (Não faço ideia, mas espero mesmo que sim. É um dos meus sonhos de infância.) E esta conduz a várias outras perguntas: se viajar no tempo é possível, porquê que ainda não vimos ninguém do futuro? Ou então, podemos mudar o passado? Oh, mais uma das difíceis.
Há várias respostas. Se eu for ao passado para mudar alguma coisa e for bem-sucedida, deixo de ter razões para mudar o passado, pelo que não viajo no tempo, e assim o passado não muda e volto à situação original e viajo no tempo para mudar o que aconteceu e por aí fora num ciclo interminável. Eu poderia até impedir o meu próprio nascimento, levando a uma situação semelhante. Outro cenário é o de que eu vou atrás no tempo e acabo por ser eu a causar os acontecimentos que já se tinham passado e, nesse caso, é impossível mudar a História.
E quanto ao futuro? (Bem, o passado não é já complicado que chegue?) Se eu souber o futuro, este ainda vai ser o mesmo? Ou as coisas só acontecem porque eu sei que sim? Ou nenhuma das duas?
Ninguém sabe as respostas a estas perguntas. Desconfio que no dia em que alguém conseguir perceber o que é e como funciona o tempo, fica provada a (in)existência de Deus e explicado o universo, pelo que este implode por falta de mistérios.
Procurando impedir esse colapso da existência (assumindo que não fazemos parte de um multiverso), eu vou recuar no tempo e impedir-me de escrever isto (não vá alguém começar a pensar no assunto, ter uma epifania e encontrar as respostas). Talvez possa aproveitar melhor este tempo para ver the Doctor e a sua caixinha azul.



13 de novembro de 2012

Dia Internacional da Filosofia na BE

O " Dia internacional da Filosofia comemora-se, este ano, a 15 de novembro, por razões de agenda a biblioteca vai associar-se à evocação deste dia a 21 deste mês".


Pensamento do mês - setembro