20 de junho de 2012

O Sarau em Palavras - Alda João Andrade, 10º ano


Somos um… Não eu e tu, mas um NÓS caloroso aqui veementemente representado! É precisamente isso que somos, UM! Uma unidade mesclada por esta grande escola que completa agora uns quantos anos de existência.
Ensinaram-me que, num qualquer lugar e num qualquer tempo, existiam escolas que “eram gaiolas para que os pássaros desaprendessem a arte do voo”. Escolas que encarceram o pensamento de todos os seus educandos, para que assim, os consigam levar para onde bem entenderem. Escolas que vêm com os seus dedos pesados de ferrugem, desgastando as asas de todos aqueles que por lá pairam. Todavia, a essência dos pássaros é o voo, e se até isso lhes exturquem, deixaram de ser pássaros!
Não reconheci essa realidade – a experiência própria falava mais alto, impedindo-me de observar com bons olhos essa atroz realidade. Invariavelmente, a única verdade que eu conhecia era a de uma escola que, ao invés de carcomer as asas dos seus Homens, cultiva-as, fomenta o seu bom uso! Uma escola que não sobreveio para adestrar aos pássaros a arte do voo, até porque isso já nasce com eles; brotou sim para encorajá-lo e aperfeiçoá-lo! Para que os pássaros se tornem bons pássaros, capazes de singrar por entre a monotonia da sua vida.
Vai-se o tempo, vão-se os lugares, vão-se ou não se vão os semelhantes. O cenário mantém-se, até porque a escola permanece no mesmo local - talvez apenas um pouco mais degradada pelo decorrer natural do tempo. Mas, não obstante esse desgaste físico, o espírito mantém-se intacto: a união de todos aqueles personagens que vão pisando este palco que é renovado a cada ano sojorna no auge! E por isso, por todos os personagens, quer os que ainda cá estão, quer os que já não cá habitam, que já integraram e/ou integram o elenco desta peça que é a história desta escola que nos une, uma certeza eu posso dar: não obstante tudo passar, o tempo correr e as vidas mudarem, há algo que fica – as memórias. As memórias de um outrora passado nesta escola. E essas permanecem bem vincadas!
E tudo isto se resume numa única palavra: OBRIGADA! Um obrigada sincero, por estes 25 anos a fazer crescer as asas de todos aqueles que jamais se imaginariam capazes de voar!


O Sarau Cultural no Jornal de Barcelos


10 de junho de 2012

Diários de Escrita, por Pedro Lopes, 11º D


  As cores têm uma grande importância simbólica na nossa sociedade, sendo esta nossa capacidade de as distinguir um autêntico luxo e o exemplo de que nem toda a arte precisa de ser criada, muita encontra-se já à nossa vista. A cor é sem dúvida uma relíquia que os nossos olhos distinguem. Muitos animais são limitados neste aspeto, ora distinguem pela audição, ora são mais aptos às vibrações e ao toque. Nós, seres humanos, temos a capacidade de distinguir várias cores e assim ter uma excelente visão do mundo. Já se imaginou o mundo sem cor? Onde distinguíamos raças, símbolos e bandeiras? O que era o bonito e o feio se não houvesse cor? Onde havia lugar para a própria arte em si? Imaginemo-nos num mundo conhecido apenas pela audição. Seríamos o ser supremo que somos agora? Eu realmente duvido, não ia haver paixão, não havia arte, não havia observação. Ou melhor, o que seria da visão sem cor? A cor faz com que nós possamos distinguir tudo, o azul do céu no mar, o verde das árvores e o branco da neve. Não são estes símbolos de um mundo? O que seria das árvores sem verde ou da neve sem branco? Tudo isto reflete a importância da cor para a nossa cultura, a cor é a arte suprema e não tem preço. Eu não imagino o meu mundo sem cor, porque cor não reflete apenas brilho e tonalidade mas também sentimentos e emoções. Sendo assim somos sortudos por poder presenciar um mundo onde a cor está à nossa vista e de maneiras tão variadas.

Diários de Escrita, por Cátia Silva, 11º K

Dos vários livros que li, ao longo deste ano letivo, do que mais gostei foi o da “Suzannah” de Ana Margarida Cardoso, pois foi um livro que me cativou desde a primeira página. Este livro retrata a violência doméstica e foi escrito por Ana Margarida Cardoso quando tinha apenas 14 anos. Este livro apresenta-nos a história de uma adolescente de 14 anos chamada Carolina que, ao longo do livro, nos vai contando o seu quotidiano escolar, o seu ambiente familiar, as vivências, as suas histórias. Carolina conta-nos aquelas intrigas que existiam entre colegas na escola, aquelas intrigas que existiam por causa das primeiras paixões, dos primeiros amores. O tema marcado neste livro é a violência doméstica, conjugal, isto é, o marido agride a sua mulher e, a uma certa altura, a violência chega a tal ponto que o pai acaba por agredir Carolina. Estes comportamentos provocam em Carolina vergonha e medo de seu pai, ela desejava que seus pais se separassem para o bem de toda a família, principalmente da sua mãe, pois Carolina não suportava vê-la sofrer mais e ser violentada pelo seu pai. Carolina vivia nesta situação em casa e por isso ela rejeitava qualquer relacionamento com alguém, neste caso, Diogo, porque tinha medo que ele se tornasse um agressor tal como seu pai. Carolina, apesar de toda esta situação dramática que vive, consegue continuamente vencer estas batalhas sempre com um sorriso na cara. É uma grande lutadora, tenta viver a vida da melhor forma sempre com autoestima. E, para conseguir ultrapassar todos os obstáculos, conta com a sua melhor amiga – Júlia - é com a Júlia que Carolina desabafa os bons e maus momentos. Júlia tenta que Carolina nunca deixe de sorrir, que nunca perca a esperança e, para isso, acarinha-a, conta-lhe piadas sem sentido, apoia-a até ao fim. Eu gostei muito deste livro, porque retrata um tema muito vivido e tão pouco falado e o livro reproduz, de forma fidedigna, a realidade, como se estivéssemos a viver. E, para concluir, deixo uma mensagem final de Carolina: “O amor faz-nos acreditar na felicidade […] Não poderia deixar de terminar este relato de um pedaço da minha vida com a mesma frase final que está presente em todos os livros de príncipes e princesas encantadas: “E foram felizes para sempre”. A vida são dois dias. Não devemos desperdiçar o primeiro a entender isso. Sejam felizes também.”

1 de junho de 2012

Diários de Escrita, por Maria do Rosário, 11º C


A cor
O que seríamos nós sem a cor? Um mundo a preto e branco, onde o sol não brilharia, onde o tão tímido e significativo corar de vergonha deixaria de existir.
A cor é formada e, sem dúvida, representa os nossos sentimentos, o nosso interior.
A paixão é representada pelo vermelho, o preto representa a morte e a solidão, o branco ilude-nos na sensação de pureza profunda, e o verde, esse, esse balança-nos no sentimento da esperança. Todos os sentimentos, ali, espalhados ao nosso redor e que nos podem dizer tanto sobre o interior das pessoas…
Os olhos representam a segunda parte de todo este plano colorido, de toda a tela preenchida. Sem cor, porque necessitávamos nós de olhos? Para não nos “esbarrarmos” contra os objetos? Na verdade, olhos, possuímos e bater contra o muro é algo que continuamos a fazer diariamente, por isso não pode ser o seu verdadeiro significado.
Os olhos são os recetores das cores que nos rodeiam, são o órgão que mais consegue ler o interior das pessoas, pois eles conseguem ver a cor que irradia de dentro de nós. São estas pequenas lupas que detetam a verdadeira intenção da cor.
Sem cor, sentimentos nunca seriam desvendados. As paixões cairiam em rotina pois a rosa vermelha seria mais um objeto neutro. O sorriso brilhante não existiria, visto que no meio de tanta igualdade seria algo outra vez branco. O mar deixaria de transmitir paz, e o nosso interior não seria nem positivo nem negativo, limitados pela tela onde não existem pinceis.
Assim, deixo um aviso - às vezes, existem cores misturadas, cores que nos enganam e que nos levam ao erro, a cair, a andar no fundo. Contudo, o fundo dá-nos a ideia do alto e lá sabemos que as cores são a verdade e a alegria de viver.

Pensamento do mês - setembro