20 de abril de 2012

Leitura expressiva das Cartas de Guerra


O auditório da escola esgotou a lotação com 293 alunos de 9 turmas do 10º ano que, acompanhados pelos professores, assistiram ao espetáculo do ator Alberto Quaresma com "Cartas de Guerra - D'este viver aqui neste papel descripto" do escritor Lobo Antunes.
Ao longo de uma hora os alunos ouviram, em silêncio,  a seleção de cartas do escritor, acompanhadas pela projeção videográfica, possibilitanto aos alunos o conhecimento da realidade que foi a guerra no ultramar e do sofrimento vivido por milhares de jovens a prestar serviço militar no então ultramar português.
No final do espetáculo e ao som de "Grândola Vila morena", os alunos acompanharam o ritmo com batimentos coordenados  transmitindo, desta forma, a satisfação sentida. O ator agradeceu a participação e o comportamento cívico dos alunos.
Foi mais uma importante iniciativa  levada a cabo pela BE que só foi possível graças à  colaboração e apoio  entre a nossa escola e a Biblioteca municipal,  através do pelouro da Educação e Cultura da câmara municipal de Barcelos.

17 de abril de 2012

23 de abril, dia Mundial do Livro

Leitura Expressiva das "Cartas de guerra" por Alberto Quaresma


Dia 19 de Abril, às 15h, no auditório da escola sec./3 de Barcelinhos

Cartas da Guerra - D’este viver aqui neste papel descrito de António Lobo Antunes.

O espetáculo baseia-se nas cartas que Lobo Antunes escreveu à mulher enquanto esteve destacado a combater, na guerra colonial, em Angola, sempre em zonas de intensos combates.
São as cartas de um jovem médico com uma imensa vontade de se tornar um escritor e de se afirmar na literatura. Foram escritas entre Fevereiro de 1971 e início de 1973.

Em 1979 Lobo Antunes publica o seu primeiro livro “Memória de Elefante”.
Hoje é considerado um dos melhores escritores portugueses distinguido com vários prémios nacionais e internacionais.

Interpretação e conceção do espetáculo pelo Ator Alberto Quaresma

O ator

Fez a sua formação académica em Antropologia na UNL.
Foi professor do ensino secundário oficial e técnico profissional em escolas públicas e privadas em geografia antropologia e Sociologia.
Foi diretor pedagógico da “Ordinator”.
Foi fundador da Academia Contemporânea do Espetáculo, Porto. Foi monitor em vários cursos de iniciação teatral.
Foi animador sociocultura.
Estreou-se como ator na Companhia de Teatro de Almada em 1978. Trabalhou em companhias de teatro como a Seiva Trupe e o Teatro de Noroeste. Participa regularmente em séries e telenovelas para a televisão com destaque para “Duarte e C:ª,” “A minha família é uma animação” , “Os malucos do riso”, (Globo de Ouro para a melhor série de comédia), entre outras.
Trabalhou com encenadores, como Joaquim Benite, José Martins, Bernard Sobel (Francês), Ulysses Cruz, (Brasileiro), Georgio Mattia Giogetti (Italiano), Michel Simonot (Francês).
Representou Shakspeare, Molière, Racine, Saramago, Pirandello, Genet, Tchekov, Gil vicente, Brecht, entre outros.
No cinema trabalhou com João Mário Grilo e Joaquim Leitão.

16 de abril de 2012

Diários de escrita, por Nídia, 12º B



SER Português 
 Fernando Pessoa é talvez o melhor autor para nos fazer refletir sobre a temática do ser português. Através dos seus heterónimos e do próprio ortónimo, transmitiu diversas mensagens à nação portuguesa. Mensagens, essas, que viajaram através dos anos e mantêm-se intemporais. 
A nacionalidade portuguesa é muitas vezes associada à melancolia e à tristeza que o próprio fado, como canção nacional, reproduz. O povo português não é, por norma, melancólico. O fado comum dá voz à palavra saudade, que é uma palavra exclusivamente portuguesa e galega e que tem bastante significado para o português por ser tão sua e por transmitir uma mistura de sentimentos como amor e distância. Nós possuímos uma aura que muitos desconhecem e que está retratada no fado. Por essa razão, é bastante complicado para um estrangeiro perceber a mensagem implícita na nossa canção nacional.
 Antigo dono de um vasto império e descobridor de várias terras, hoje poderosos países, o povo português, apesar de ter perdido a maior parte dessas colónias, é um povo orgulhoso. Portugal foi o pioneiro da globalização e teve grande influência em todo o mundo. Presentemente, não é bem assim. Apesar do orgulho que nos enche a alma, estamos esquecidos. Perdeu-se o sentido de globalização e as gerações modernas desconhecem o sentimento de poder. Portugal possuiu muito e muito perdeu. Nos dias de hoje a história repete-se. A crise económica que se vive não deixa margem para dúvidas de que o nosso país está prestes a bater no fundo. Podemos, no entanto, ser anedota de jornais e de programas televisivos, mas o nosso queixo continua levantado.
 Em conclusão, ser português é mais do que ter uma nacionalidade no bilhete de identidade, é um modo de vida, um estado de espírito. Citando Fernando Pessoa “o português é capaz de tudo, logo que não lhe exijam que o seja. Somos um grande povo de heróis adiados”. 

11 de abril de 2012

O Lugar da Poesia, por Joana Trigueiros Reis, ex-aluna da escola

Na imagem: "A poesia está na rua", por M.Helena Vieira da Silva
poesia.
Não me perguntes o que é a poesia: eu não sei nomear o que me vem do lado de dentro.
Se tudo na vida é poesia, pergunta-me antes o que na vida não é.
Há em mim um amor pela cadência musical dos afectos, que é poesia.
Há em mim um amor pela angústia metafísica das coisas, que é poesia.
E um desamor por tudo o que não lateja
não vibra
não emociona
não rompe
não quebra
não cai.
A poesia e a ausência dela:
medidas exactas do meu amor e desamor pelas coisas.
Prenúncios precisos da minha crença nas horas
que ficaram por vir.
Poesia minha que me devolve em cor os dias baços
E me serena mais
Que uma religião qualquer.
Seria preciso que me fosses
Estranha,
Externa,
Estéril,
Para conseguir enunciar-te.
Mas tu és o verso mais universal
Do meu universo
E vens-me de dentro
Como um suspiro.
E eu só sei reconhecer-te
Quando me faltas.

10 de abril de 2012

O Lugar da Poesia, por Daniela Alves, 10º A


Asas de andorinha, LIBERDADE!
Fui adormecendo lentamente
à medida que a noite caía.
Fui acordando suavemente
para um sonho repleto de magia.  

Senti correr-me nas veias
aquela sensação de liberdade.
Uma sensação que ainda hoje
permanece incompleta na realidade!

Por isso, limitei-me a usar a imaginação,
perdendo-me no pensamento e
voando pelo firmamento.

Sim, ganhei asas…
Asas de andorinha,
asas que por uma noite
me deixaram ser rainha!

Envolvida num mar de sensações
nem conseguia explicar,
que liberdade era aquela
que me invadia sem perguntar.

Porque liberdade
não é mais que voar sem destino,
escolher um caminho,
tomar  uma responsabilidade,
agir com verdade!

E o que seriamos nós sem Liberdade?
Seriamos…
…pássaros sem asas;
…crianças incapazes de sonhar;
…peixes sem barbatanas;
…seres incapazes de pensar!

E afinal,
O que fica de pé quando a liberdade cair?
                                                

Pensamento do mês - setembro