18 de março de 2012
12 de março de 2012
Semana da Leitura no Centro de Dia e JI de Barcelinhos
Professores e alunos juntaram-se para ler poesia, aos meninos do Jardim de infância e aos idosos do Centro de dia de Barcelinhos, e desta forma comemorar a semana da leitura.
Semana da Leitura: Centro de Saúde de Barcelinhos
A caminhada da leitura iniciou-se na escola, com professores e alunos, para levar a poesia aos utentes do centro de saúde de Barcelinhos. De uma forma espontânea disse-se poesia em todas as salas de espera, para quem ali estava à espera de ser atendido. Estupefactos, os utentes, ouviram e aplaudiram esta iniciativa.
6 de março de 2012
Conto-te na BE - JI do Centro Social de Barcelinhos
As professoras de Biologia, Susana Sá e Emília Poças, acompanhadas por cinco alunas do 10º ano do curso Animador Sociocultural, fizeram as delícias dos meninos e meninas do JI de Barcelinhos em mais um "Conto-te na BE". Foram várias as histórias contadas mas, o total entusiasmo deu-se quando as crianças realizaram experiências e observaram, à lupa binocular, rochas, plantas e animais. Por momentos estes meninos sentiram-se verdadeiros cientistas.
2 de março de 2012
Palestra sobre Conhecimento e Realidade com o Doutor Artur Galvão
1 de março de 2012
Diários de escrita, por Sérgio Carvalho.
"Carta."
Pensei entregar-te
uma carta e colocar lá tudo aquilo que sinto por ti.
Uma folha A4 não chegaria, uma caneta de tinta permanente talvez fosse pouco; um envelope… sem selo porque o portador dessa carta saberia onde é a tua caixa de correio.
Uma folha A4 não chegaria, uma caneta de tinta permanente talvez fosse pouco; um envelope… sem selo porque o portador dessa carta saberia onde é a tua caixa de correio.
Desenharia o teu
nome com o cuidado de chinês a escrever os seus carateres; escreveria mil, duas
mil, três mil palavras.
Não chega, quero
sempre mais e mais e mais.
Sinto um vazio, um
cansaço enorme só de caminhar ao teu lado, só de escrever estas palavras todas.
Rasguei a carta,
rasguei-a e guardar os bocados numa caixa no fundo do armário.
Estive várias vezes perto de dizer por palavras aquilo que escrevi neste bloco. Bastava formar a forma verbal do presente. Começo com o “eu” mas o resto esvai-se num lamurio.
Estive várias vezes perto de dizer por palavras aquilo que escrevi neste bloco. Bastava formar a forma verbal do presente. Começo com o “eu” mas o resto esvai-se num lamurio.
Engulo em seco!
Levanto-me. Abro o
armário. Procuro aquela caixa. Os papeis estão lá, tal e qual como eu os
deixei.
Começo a chorar:
por uma série de razões que não interessam, que não me interessam. Mas choro!
Pego nos restos da
carta “ridícula”, como o poeta a caracterizaria, e atiro-os para o meio do
quarto com um grito.
Abrir aquela caixa
só me fez chorar. Abrir aquela caixa só me fez ver que perdi a vontade de te
amar, apesar de o querer. Aquela caixa… aquela malfadada caixa.
Olho pela janela: vejo neve a cair e penso em escrever uma nova carta. Desta vez, o assunto não seria o que eu sinto mas o que tu sentes, qual Houdini a adivinhar os pensamentos dos outros.
Olho pela janela: vejo neve a cair e penso em escrever uma nova carta. Desta vez, o assunto não seria o que eu sinto mas o que tu sentes, qual Houdini a adivinhar os pensamentos dos outros.
A carta poderia ter
floreados, juras, promessas ou simplesmente ter três letras redondas: um “N”,
um “A” com um til e um “O”. Essas letras dir-me-ias a mim quando eu te
confrontasse e te dissesse aquilo que escrevi naquela carta ridícula.
Uma voz soa-me na cabeça: é a minha própria voz, a minha própria consciência a dizer-me para ignorar os pensamentos.
Uma voz soa-me na cabeça: é a minha própria voz, a minha própria consciência a dizer-me para ignorar os pensamentos.
Olho para o meu
bloco e os olhos desviam-se para os bocados de papel que havia lançado para o
meio do quarto momentos antes.
Pego na caneta… e
começo a escrever.
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