12 de março de 2012

Semana da Leitura no Centro de Dia e JI de Barcelinhos

Professores e alunos juntaram-se para ler poesia, aos meninos do Jardim de infância e aos idosos do Centro de dia de Barcelinhos, e desta forma comemorar a semana da leitura.

Semana da Leitura: Centro de Saúde de Barcelinhos

A caminhada da leitura iniciou-se na escola, com professores e alunos, para levar a poesia aos utentes do centro de saúde de Barcelinhos. De uma forma espontânea disse-se poesia em todas as salas de espera, para quem ali estava à espera de ser atendido. Estupefactos, os utentes, ouviram e aplaudiram esta iniciativa.

6 de março de 2012

Conto-te na BE - JI do Centro Social de Barcelinhos

As professoras de Biologia, Susana Sá e Emília Poças, acompanhadas por cinco alunas do 10º ano do curso Animador Sociocultural, fizeram as delícias dos meninos e meninas do JI de Barcelinhos em mais um "Conto-te na BE". Foram várias as histórias contadas mas, o total entusiasmo deu-se quando as crianças realizaram experiências e observaram, à lupa binocular, rochas, plantas e animais. Por momentos estes meninos sentiram-se verdadeiros cientistas.

2 de março de 2012

Palestra sobre Conhecimento e Realidade com o Doutor Artur Galvão


No dia 27 de Fevereiro, pelas 10h15m, o Dr. Artur Galvão, professor da Faculdade de Filosofia de Braga, da Universidade Católica Portuguesa, esteve na nossa Escola para uma palestra/aula aberta sobre o tema "Conhecimento, Realidade e Cepticismo". Esta atividade teve como destinatários os alunos de Filosofia do 11º Ano e nela participaram 3 turmas. O Dr. Artur brindou os alunos e professores com uma apresentação compreensível, com um dinamismo que implicou os alunos, interagindo com alguns deles de uma forma muito clara e acessível. Através de um diálogo com os alunos, o Dr Artur foi apresentando e clarificando as noções de conhecimento e de realidade, procurando responder à questão lançada inicialmente: como posso saber alguma coisa? Com o apoio do diálogo estabelecido com os mais intervenientes, semelhante ao diálogo socrático, e com o recurso a pequenos excertos do filme " Matrix " o Dr Artur Galvão conseguiu cativar os alunos e incentivá-los a reflectir sobre a problemática do conhecimento humano. Em especial, o argumento de Hillary Putnam, " o cérebro na cuba" (segundo o qual "o cérebro de uma pessoa foi removido do corpo e colocado numa cuba de nutrientes que o mantém vivo. Os terminais nervosos foram ligados a um supercomputador científico que faz com que a pessoa de quem é o cérebro tenha a ilusão de que tudo está perfeitamente normal. Parece haver pessoas, objectos, o céu, etc. mas realmente tudo o que a pessoa, está experienciando é o resultado de impulsos electrónicos deslocando-se do computador para os terminais nervosos. O computador (...) pode fazer com que a vítima "experiencie" (ou se alucine com) qualquer situação ou ambiente que ele deseje. Ele pode também apagar a memória com que o cérebro opera, de modo que à própria vítima lhe parecerá ter estado sempre neste ambiente. Pode mesmo parecer à vítima que ela está sentada e a ler estas mesmas palavras sobre a divertida mas completamente absurda suposição de que há um cientista perverso que remove os cérebros das pessoas dos seus corpos e os coloca numa cuba de nutrientes que os mantém vivos. Os terminais nervosos é suposto estarem ligados a um supercomputador científico que faz com que a pessoa de quem é o cérebro tenha a ilusão de que...), proporcionou uma participação animada e interessado por parte dos alunos.

Pensamento do mês de março


1 de março de 2012

Diários de escrita, por Sérgio Carvalho.

"Carta." 
Pensei entregar-te uma carta e colocar lá tudo aquilo que sinto por ti.
Uma folha A4 não chegaria, uma caneta de tinta permanente talvez fosse pouco; um envelope… sem selo porque o portador dessa carta saberia onde é a tua caixa de correio.
Desenharia o teu nome com o cuidado de chinês a escrever os seus carateres; escreveria mil, duas mil, três mil palavras.
Não chega, quero sempre mais e mais e mais.
Sinto um vazio, um cansaço enorme só de caminhar ao teu lado, só de escrever estas palavras todas.
Rasguei a carta, rasguei-a e guardar os bocados numa caixa no fundo do armário.
Estive várias vezes perto de dizer por palavras aquilo que escrevi neste bloco. Bastava formar a forma verbal do presente. Começo com o “eu” mas o resto esvai-se num lamurio.
Engulo em seco!
Levanto-me. Abro o armário. Procuro aquela caixa. Os papeis estão lá, tal e qual como eu os deixei.
Começo a chorar: por uma série de razões que não interessam, que não me interessam. Mas choro!
Pego nos restos da carta “ridícula”, como o poeta a caracterizaria, e atiro-os para o meio do quarto com um grito.  
Abrir aquela caixa só me fez chorar. Abrir aquela caixa só me fez ver que perdi a vontade de te amar, apesar de o querer. Aquela caixa… aquela malfadada caixa.
Olho pela janela: vejo neve a cair e penso em escrever uma nova carta. Desta vez, o assunto não seria o que eu sinto mas o que tu sentes, qual Houdini a adivinhar os pensamentos dos outros.  
A carta poderia ter floreados, juras, promessas ou simplesmente ter três letras redondas: um “N”, um “A” com um til e um “O”. Essas letras dir-me-ias a mim quando eu te confrontasse e te dissesse aquilo que escrevi naquela carta ridícula.
Uma voz soa-me na cabeça: é a minha própria voz, a minha própria consciência a dizer-me para ignorar os pensamentos.  
Olho para o meu bloco e os olhos desviam-se para os bocados de papel que havia lançado para o meio do quarto momentos antes.  
Pego na caneta… e começo a escrever. 

Pensamento do mês - setembro