13 de fevereiro de 2012

Diários de Escrita, por Anónimo, 12º ano

São muitos os momentos que marcaram a minha vida. Desde os felizes aos menos bons, dos mais simples aos mais complexos, a minha vida, tal com todas as outras, é marcada por “momentos” em que tudo muda.
Vou contar o momento que mais me marcou. Por mais estranho que pareça, foi um funeral. O funeral do meu tio, irmão do meu pai. Nunca tive grande relação afetiva com aquele tio, isso é verdade, no entanto, sei que nunca esquecerei aqueles dias…
Era um homem nos quarenta, com três filhos ainda na juventude, um emprego estável, diabético, problemas de coração e alcoólico. Porém nunca tinha grandes problemas de saúde. Um dia, o coração parou. Parou por três vezes, e parou para sempre…. O dia do funeral foi o dia mais difícil para mim. Toda a família estava em choque. Os próprios filhos é que davam apoio, ironicamente… A sensação de olhar para o caixão e ver lá o rosto do meu pai, imaginar que mais dia, menos dia, me iria acontecer o mesmo foi das piores coisas da minha vida. Saber que o meu pai vai morrer pelo mesmo motivo, por causa do estupido vício do álcool!... Foi um aperto no peito, o nó na garganta, o sabor a sangue na boca, o arrepio frio de Janeiro…
Um funeral é sempre um momento triste e de despedida. Se um chora, todos choram… Vi o meu pai sem expressão no rosto, sem sentimento algum… Vi o meu primo a abraçar-se ao pai a dizer: “pai, já estou aqui”, “eu não o vou deixar”, “isto não é um até sempre, é um até já. Logo já o temos de volta na nossa vida, na nossa casa”… Senti e vivi aquele funeral como se fosse o funeral do meu próprio pai.
A minha relação com o meu pai, tal como a dos meus irmãos, nunca foi uma relação pai-filho. O meu pai sempre foi uma pessoa muito difícil, e tudo o que eu e os meus irmãos temos é graças à força e à coragem da minha mãe. Sempre lutou, sozinha, para garantir que nunca nos faltasse nada. Todos nós, os quatro irmãos, começamos a trabalhar muito cedo para ajudar a minha mãe. Ano após ano, era uma luta constante contra as loucuras e os desvaneios do meu pai. Nunca deixou o álcool nem o tabaco. As crises de epilepsia foram-se agravando. Juntou mil e uma doenças ao seu historial clínico. Passou meses e meses internado, dezenas de vezes entre a vida e a morte… Nunca se importou. Só se importava em beber. Não percebia o sofrimento que nos causava… Considero o meu pai, pura e simplesmente meu “dador de esperma” e, por várias vezes, cheguei a desejar a sua morte. Como é que alguém deseja a morte do próprio pai? Nem eu sei responder a isso. Angústia, desespero, rancor… Eu só queria poder ter uma vida, uma vida a sério, sem preocupações e sofrimento devido às asneiras que fazia. Estava farta das discussões, de o ouvir renegar o meu irmão, de ouvir “tenho vergonha de ser sua filha”… A minha mãe tinha vergonha de se separar… Foram anos e anos a fingir não sofrer, a sofrer para mim, para não preocupar a minha mãe, tal como os meus irmãos faziam. Não me lembro de ter outra vida. Só recordo dois momentos bons da minha infância com o meu pai. Estranho, não?
E aquele funeral foi o culminar de tudo. Imaginar se fosse ele. Sentir a dor de o perder, mas pensar na quantidade de problemas que acabariam. Tive momentos de choro, de raiva e de desespero. Nada estava nas minhas mãos. Nem nas da minha mãe ou dos meus irmãos. Muito menos nas da restante família…
Já se passaram quase três anos. O que mudou? Ainda não sei ao certo. O que eu mudei? A forma de encarar a vida. O ódio e o rancor dão lugar à indiferença. Cada vez o seu estado de saúde é mais reservado. É um aperto no peito vinte e quatro horas por dia, dia após dia, receio de ser “agora” que lhe volte a dar uma crise de epilepsia, ou qualquer outra coisa. E quando isso acontece, é ajudá-lo quando ele precisa, acompanhar o empate do “vive ou morre”, de acompanhar principalmente a minha mãe…
O que aprendi com tudo isto? Que pai só tenho um. Pode ser bom ou mau, mas não o posso mudar. Não o posso trocar, muito menos devolver. É esquecer o passado, pensar no hoje e imaginar que o amanhã será melhor… Como um grande amigo me disse: “o segredo do sucesso não está em não cair, mas em se conseguir levantar sempre que se cai”.
Só me resta aceitar, de igual forma, a vida e a morte. É fazer de ambas as experiências motivos para me tornar forte e vencer as mais rudes circunstâncias da vida…           

11 de fevereiro de 2012

Diários de escrita, por Regina Rodrigues, 11º D

O meu céu
Tenho um céu com poucas estrelas, mas estas são as que mais brilham e fazem com que uma pequena luz se torne a mais radiante. Basta-me um eco, um som da vossa voz, basta-me o vosso silêncio, basta-me a vossa presença para que todas as minhas provações sejam ultrapassadas. Na vida existem coisas más e coisas boas, felizmente na minha vida só existem as boas porque vos tenho. No dia em que sentir a vossa ausência, não quererei existir, habitar mais num mundo em que só ouvirei o meu eco, só ouvirei o bater do meu coração. A coisa mais insignificante que possa existir toma uma proporção tão grande quando dita por um de vós, a plenitude dos vossos conselhos fazem-me resistir a um mundo tão hostil e desumano. A vossa protecção assemelha-se a uma mãe que cuida do seu filho e que não abandona a cria por mais que a sua vontade seja anulada por uma incapacidade superior. Aqueles que fogem da loucura são incapazes de sentir amor, qualquer que seja. A amizade é uma fonte inesgotável de felicidade, tem começo, mas nunca fim. Não, não é fácil. Nunca ninguém se atreveu a dizer que o era, mas nunca ninguém desistiu de tentar. Por mais que uma desilusão arranque as tuas forças, eu estarei lá, eu te erguerei e te colocarei de pé, eu te darei a mão para que a possas apertar com toda a força, eu te darei a minha voz para que possas gritar com o mundo, eu me desviarei para que passes, eu me matarei para que vivas! Não é através de grandes feitos que verei uma amizade, mas sim através de pequenos detalhes da vida. Eu verei, sossegada, escondida, modesta e calma, mas, quando e, se for necessário, a verei feroz, agressiva, altiva e selvagem. Eu a verei, mesmo que os meus olhos ceguem e os vossos também, eu continuarei a ver, pois é isto a amizade. É nisto que diferem os verdadeiros amigos daqueles que não o são, é nisto que diferem os que vivem o presente e não o passado ou futuro, é nisto que diferem os que se abraçam e os que fecham os punhos. É isto que vos torna meus amigos, é isto que eu quero que se mantenha intacto para além da eternidade. Não tenho medo de o dizer: ‘’Amo-vos’’.

10 de fevereiro de 2012

Publicação dos 25 anos da Escola Sec/3 de Barcelinhos

Caros colegas, Estimados Alunos: A Escola Secundária de Barcelinhos comemora, este ano, 25 anos da sua existência. Para evocar essa data publicaremos um pequeno livro de memórias alusivo à história desta escola com fotografias e testemunhos de alunos, professores e funcionários. A vida é feita de história e evocar as pessoas que frequentaram a ESB é uma homenagem que não devemos deixar de fazer. Neste sentido, venho convidar todos os que puderem colaborar com o envio de fotografias e testemunhos escritos, para de alguma forma poder perpetuar, nessa publicação, a história da ESB. Se ainda mantiverem algum contacto com alunos ou professores, funcionários do vosso tempo, seria muito bom eles fazerem o mesmo. Peçam, em nome da escola, que escrevam um pequeno texto onde evoquem colegas, professores ou funcionários. Pode ser um episódio , uma peripécia, um colega, um professor, um aluno ou um funcionário que vos tenha marcado. Pode não ter que ver com o contexto da sala aula, mas com outro contexto de escola (recreio, visita de estudo, sala de professores, clube...etc). Quando me lembro da minha escola, o antigo liceu, tenho tantas recordações que davam para escrever um livro. Penso que qualquer aluno/professor/funcionário as tem, basta um pouco de tempo e de vontade para se dedicarem a essa honrosa tarefa. Ajudem no que puderem. Muito obrigada! Prof Helena Trigueiros

6 de fevereiro de 2012

Concurso "Faça lá um poema"

Com o objetivo de incentivar o gosto pela leitura e pela escrita de poesia, a nossa escola associou-se ao o Plano Nacional de Leitura e ao Centro Cultural de Belém, numa iniciativa conjunta, convidando todos os alunos, do 3.º Ciclo e do Ensino Secundário, a participar no Concurso de Poesia, Faça lá um Poema. Os poemas devem ser entregues na BE até dia 15 de Fevereiro de 2012. Um júri, constituído por 3 elementos da equipa da BE e o coordenador do Departamento de Línguas, selecionará os melhores poemas, um de cada ciclo. Os poemas vencedores serão enviados para a fase final a realizar no Dia Mundial da Poesia a 21 de Março de 2012, no Centro Cultural de Belém.

Dia Europeu da Internet Segura.

O grupo de informática, na pessoa do professor Pedro Gonçalves, e a biblioteca escolar desenvolveram na terça feira, dia 7 de fevereiro, na BE , várias atividades no âmbito da comemoração do Dia Europeu da Internet Segura. O programa incluiu ações para alunos dos vários níveis de ensino. A iniciativa teve como principal objetivo “a consciencialização da comunidade escolar para os riscos associados à utilização da internet".

Visita a Lisboa - "A voz de Portugal"

As turmas dos 10º A, J e 12º H, acompanhadas pelos professores, Ana Reis, Graça Teles, Jorge Salgueiro (o nosso guia de serviço), José Carlos Cruz, Paula Araújo e Florinda Bogas, realizaram no dia 4 de Fevereiro, uma visita a Lisboa, a convite da RTP1, para assistir ao programa "A Voz de Portugal". Foi traçado um itinerário bastante ambicioso, para o tempo disponível que foi cumprido à risca. O Parque das Nações, a Praça do Comércio, a Rua Augusta, o Rossio,o Chiado,a Praça de Camões, o Cais do Sodré, a Praça do Império e o Parque dos Poetas, foram os locais visitados. No final da tarde, dirigimo-nos aos estúdios da Valentim de Carvalho, para assistirmos ao programa "A Voz de Portugal". Agradecemos à Estela Santos, da direção do programa, pelo acolhimento e carinho com que nos recebeu. O nosso muito obrigada à Professora Fátima Carvalho pela colaboração na definição do plano da visita. Foi para nós, Escola Secundária de Barcelinhos, um enorme prazer, podermos proporcionar momentos únicos aos nossos alunos, como demonstram as fotografias que se seguem.
 

JI de Bercelinhos no Conto-te na na BE

Pensamento do mês - setembro