21 de dezembro de 2011
15 de dezembro de 2011
Lançamento do Livro "Estatística aplicada à Investigação Científica nas Ciências do Desporto
O lançamento do livro, Estatística aplicada à Investigação Científica nas Ciências do Desporto, do Doutor Domingos Silva, professor de Educação Física na nossa escola, encerrou a 25ª feira do livro da ESB. Perante uma plateia repleta de amigos e familiares, o autor do livro fez um resumo da obra agora publicada. Flávio Silva, irmão do escritor, quis prestar a sua homenagem com a leitura de um texto da sua autoria que a seguir transcrevemos:
O meu irmão Zé disse que vinha a minha casa para me ensinar a morrer. Disse-me que tem um poema mais eficaz e menos doloroso do que os remédios.
O meu irmão Zé tem poemas que as raparigas adoram, guardam-nos debaixo do travesseiro e põem-se a sonhar com bigamias.
Tem dias que grita porque Deus não tem vergonha de tanta ausência.
É um tormento para os escritores clássicos, é uma casa onde o céu e a terra dormem na mesma cama. É um peregrino às voltas no seu quarto.
O meu irmão Zé tem silêncios que abafam o lume, tem filhos que lhe custaram o sangue. E tem poemas mais importantes do que estar vivo.
Quem os lê cega-se e depois olha-se como um pássaro em regresso. Quem neles acha o mistério enlouquece igual a um útero que guarda segredos.
O irmão Zé nasceu absurdo, é uma história mal contada, porque as histórias bem contadas contêm homens vazios. E o irmão Zé vai ser castigado um dia porque tem poemas que faz as raparigas perderem as virgindades cedo.
O irmão Zé disse que vinha a minha casa regar as plantas, espremer palavras para dentro de um vaso, tirar a solidão da má vida, mas não veio. Disse que ia ter com a noite para lhe ralhar e que depois disso iria escrever, escrever, escrever até que as árvores se levantem sem dor, e a sorrir.
O meu irmão Zé disse que vinha a minha casa para me ensinar a morrer. Disse-me que tem um poema mais eficaz e menos doloroso do que os remédios.
O meu irmão Zé tem poemas que as raparigas adoram, guardam-nos debaixo do travesseiro e põem-se a sonhar com bigamias.
Tem dias que grita porque Deus não tem vergonha de tanta ausência.
É um tormento para os escritores clássicos, é uma casa onde o céu e a terra dormem na mesma cama. É um peregrino às voltas no seu quarto.
O meu irmão Zé tem silêncios que abafam o lume, tem filhos que lhe custaram o sangue. E tem poemas mais importantes do que estar vivo.
Quem os lê cega-se e depois olha-se como um pássaro em regresso. Quem neles acha o mistério enlouquece igual a um útero que guarda segredos.
O irmão Zé nasceu absurdo, é uma história mal contada, porque as histórias bem contadas contêm homens vazios. E o irmão Zé vai ser castigado um dia porque tem poemas que faz as raparigas perderem as virgindades cedo.
O irmão Zé disse que vinha a minha casa regar as plantas, espremer palavras para dentro de um vaso, tirar a solidão da má vida, mas não veio. Disse que ia ter com a noite para lhe ralhar e que depois disso iria escrever, escrever, escrever até que as árvores se levantem sem dor, e a sorrir.
Flávio Lopes da Silva, 15
de Dezembro 2011
14 de dezembro de 2011
Encontro com... Richard Towers na Feira do Livro
"O Tempo, esse ladrão que,
segundo a segundo, nos conduz para o fim. O Tempo, esse perpétuo cavador de
sepulturas, esse eterno fugitivo, semeador de discórdias, colhedor de
consensos. O Tempo, a mais perfeita criação do homem. Mas será assim tão
transparente, tão infalível? Muitas são as suas vicissitudes e provar o lapso
temporal é o maior dos desafios de quem o contesta"…
"Olhe-se no espelho. Explore os
seus contornos, as suas feições. Agora, fixe-se no seu olhar, esse olhar
penetrante, apaixonante. Reconhece-se? Vá um pouco mais longe – mergulhe nas
íris. Deixe-se levar. É aqui que começa a mais inexplicável das viagens. A mais
transcendente das experiências. Deixe-se conduzir pelo desconhecido que existe
em si. Irá levá-lo a paragens distantes, a identidades até aí insuspeitas, mas
que habitam dentro de si e que procuram libertar-se, afirmar-se. Como serão?
Monstros assassinos ou espíritos iluminados? Deixe-se levar e descubra"…
Foi desta forma que o autor Richard Towers
(pseudónimo do artista e músico Martinho Torres) apresentou na Biblioteca
Escolar da Escola Sec/3 de Barcelinhos os seus livros-objecto, editados pela Neoma Produções (editora do próprio
escritor). Trata-se, segundo o escritor de um conceito novo, inovador e diferente:
“livros com arte”.
Durante a sessão, alunos e professores,
leram, ao som da sua viola, excertos dos livros: Tempo, Desafio e Reflexos.
Nesta abordagem, ficámos a conhecer melhor o conceito que rege a Neoma Produções, a editora que
reinventou o livro, e penetrámos no minucioso processo criativo do autor, ficando
a conhecer os segredos que estão por detrás da concepção de cada livro que,
além de se lerem com maior prazer, são objectos que têm uma utilidade prática:
o relógio do livro “Tempo” marca as
horas e o espelho, do livro “Reflexos”
reflecte os “narcisistas” que todos somos.
Richard Towers tem divulgado a sua obra em
prestigiados espaços culturais (FNAC’s, livrarias, e várias escolas), é candidato
a vários prémios de inovação e promete edificar uma carreira ímpar através da
sua visão única e original da literatura e do livro. Esteve presente na Feira
de Franckfurt, Alemanha, onde apresentou as suas criações.
Foi para nós um enorme
orgulho e prazer, podermos proporcionar à nossa comunidade educativa esta
oportunidade de conviver com este “neo escritor/criador”.
Conto-te na BE com Idosos da IPSS de Barcelinhos
A “feira do livro” teve hoje a presença dos idosos da valência do
centro de dia (centro paroquial de Barcelinhos) na atividade: "Conto-te na BE", desenvolvida
pelos alunos do 12ºH, do curso de animação sócio-cultural, sob a orientação da Professora Claudina. A atividade envolveu a
representação teatral de um conto natalício e a realização de atividades
plásticas com os idosos. No final, estes participaram num "lanche poético" onde os próprios idosos partilharam com os alunos saberes ancestrais,.
12 de dezembro de 2011
"Conto-te na BE" Jardim de Infância, Menino de Deus
O colégio Menino de Deus esteve na biblioteca com 35 meninos e meninas a participar no "Conto-te na BE". Os alunos do 10º I do animador Sociocultural da ESB encenaram o conto A Inês vai ao Circo. A par disso, os alunos envolveram os meninos em atividades lúdicas (jogos e pinturas) que enriqueceram o universo fantástico das crianças.
6 de dezembro de 2011
Exposição Marie Curie
Ao longo dos últimos 25 anos a escola de Barcelinhos tem vindo a desenvolver um trabalho de excelência no que concerne à Educação e à promoção da Ciência. Por conseguinte, a escola atende à necessidade de recordar as passagens mais importantes na evolução do conhecimento científico, que tentamos sempre transmitir aos nossos alunos. Um dos grandes marcos na história da ciência foi a atribuição do prémio Nobel a Marie Curie por descobertas no campo da radioatividade. Foi precisamente a investigação nesta área que levou em 1903 à atribuição do primeiro prémio Nobel a Marie Curie, sendo a primeira mulher a receber um prémio Nobel. Oito anos depois volta a surpreender a comunidade científica quando lhe é atribuído o prémio Nobel da química em reconhecimento pelos seus serviços no avanço da química, com o descobrimento dos elementos Polónio e Rádio, o isolamento do rádio e o estudo da natureza dos compostos deste elemento, há precisamente 100 anos, tornando-se a primeira pessoa a ser distinguida com dois prémios Nobel. O contributo dado por Marie Curie está, ainda hoje, presente no nosso dia-a-dia. Assim, a escola de Barcelinhos presta a sua homenagem a Marie Curie através de uma exposição comemorativa do centenário da atribuição do prémio Nobel que inclui um pouco da vida e obra desta cientista. Com esta exposição esperamos aumentar a vossa sensibilidade e motivação para a cultura científica.
Marie Curie (nome de nascença Maria Sklodowska) nasceu na actual capital da Polónia (Varsóvia) em 7 de Novembro de 1867 sendo a mais nova de cinco irmãos, quando esta cidade ainda pertencia ao império russo (ex-URSS). Marie teve uma educação tradicional em pequenas escolas da região de Varsóvia, obtendo o nível básico de formação científica com o seu pai que era professor numa escola secundária.
Desde cedo, Marie Curie demonstrou grande gosto pela área das ciências, envolvendo-se numa organização estudantil que almejava transformar a ciência e, por isso, foi levada a fugir de Varsóvia para a Croácia que na época pertencia ao império da Áustria. Em 1881, com a ajuda da irmã, mudou-se para Paris onde concluiu os seus estudos no colégio Sorbonne obtendo a licenciatura em física e matemática em 1894.
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