16 de novembro de 2011

Diários de Escrita, por José Miguel e Regina, 11º D

As nossas preferências
A música é uma área com a qual nos identificamos. A música faz parte do dia a dia de cada um de nós. Alivia-nos do stress da rotina diária e faz com que os nossos problemas desvaneçam por breves instantes, como se a nos transportasse para um mundo diferente do real. A música foi e é uma constante na vida das pessoas que a apreciam tendo sido transmitida de geração em geração.
Em Portugal, o fado é uma tradição musical. Grandes nomes como Amália, Marisa, Carlos do Carmo, entre outros, fazem do fado um símbolo nacional muitas vezes levado a um patamar mundial.
Os jovens veem a música numa vertente pop e rock, levando-os a grupos musicais como Green Day, U2, Linkin Park, Simple Plan, Coldplay e a artistas a solo como Eminem, Adele, Shakira, entre outros. Já as pessoas de mais idade continuam a preferir a música nacional, como José Cid, Paulo Gonzo, Carlos Paião e, como não poderia faltar aos nossos minhotos, o folclore.
É esta a vantagem da música, a sua grande variedade permite que todos possam ouvir aquilo que mais se adequa aos seus gostos musicais. A música é uma arte, é uma história que nos é contada com ritmo.
O seu grande objetivo é transmitir-nos uma mensagem e, por vezes, são contadas experiências de vida com as quais nos identificamos e que nos levam a ouvir determinadas músicas. Tudo isto a torna especial.
A solidariedade é uma área com a qual não nos identificamos. A solidariedade à primeira vista parece-nos algo bom e admirável. É algo que parece ser praticado apenas com a intenção de ajudar quem necessita, mas, na maior parte das vezes, é usada como forma de atingir um bem que desejamos mais do que a felicidade do outro. Quando isto acontece, a solidariedade transforma-se de algo bom em algo hipócrita, egoísta e cínico. A solidariedade quando é verdadeira é praticada com sinceridade e lealdade e não com superioridade e vaidade.
Nos tempos de hoje, há poucas pessoas verdadeiramente solidárias, pois a vida obriga-nos a tomar um rumo solitário e desleal.

"Diários de Escrita", por Ana Catarina Miranda e Ana Catarina Vilas Boas

MÃE!
Guerreira, lutadora, determinada, persistente, optimista, única, verdadeira, realista, líder… é a Mãe!
Todos sabemos que foi ela quem nos abriu as portas ao mundo, é ela que nos apoia e dá força para enfrentar os problemas, é ela a pessoa que nos conhece melhor. Por vezes, surge-nos a dúvida de “como é que ela nos conhece tão bem?”. Não temos a perfeita noção da resposta, mas de uma coisa temos a certeza, à mãe é quase impossível omitir a verdade e mostrar uma pessoa que não somos porque, com o passar do tempo, ela adquire o poder de nos conhecer interiormente sem “se’s” nem “porquê’s”.
Outro papel da mãe nas nossas vidas é o facto de quererem sempre mais de nós, tanto a nível pessoal como profissional. Independentemente do mal que façamos e dos erros que cometamos, seremos sempre os seus filhos, os melhores!
Na nossa opinião, a Mãe é a única pessoa que merece o verdadeiro significado da palavra líder, nunca deixa nada por fazer, preocupa-se com o bem de todos e tem só uma cara e só uma palavra. Não há ninguém que possa apagar todas as nossas vivências e o papel que ela tem na nossa vida, ninguém pode afirmar que a Mãe é só mais uma pessoa como todas as outras, porque não é! A Mãe é única e insubstituível!

8 de novembro de 2011

Diários de Escrita, por Cristina Ribeiro, nº 11, 12º A

Pessoas significativas
Toda a nossa existência é marcada por convivências, acontecimentos e experiências, que nos marcam e nos ajudam a criar a nossa identidade e personalidade. Mesmo que não notemos, são muito importantes e ensinam-nos sempre coisas novas.
Todos conhecemos pessoas que admiramos, pessoas que nos influenciam, pessoas que consideramos “heróis”, pessoas que queremos ser como eles quando formos grandes. No meu caso essa pessoa é a minha avó. Dizer que esta é a “melhor avó do mundo” seria cliché, mas não seria mentira, visto que ela é um exemplo para toda a família e especialmente para mim que cresci junto dela.
Os avós têm sempre muito para nos ensinar, quando temos tanto para aprender. É um privilégio poder conviver com os nossos avós, não fossem eles os nossos segundos pais, com mais paciência e com tanto amor e carinho para dar. A minha avó é o exemplo disso, mesmo depois de ter perdido o amor da sua vida e ter ficado cega não se tornou uma pessoa triste, revoltada, muito menos amarga. Hoje com mais de 80 anos e sem grande formação escolar continua uma pessoa jovem que adora conversar com os netos, sendo a confidente de muitos de nós. Gosta de manter-se actualizada às notícias do mundo.
Quando eu era criança, passava grande parte do tempo com ela a ouvir as muitas histórias da sua infância e juventude. Quando aprendi a ler era eu que lhe lia histórias. Mesmo cega, brincava muito comigo e fazia de tudo para me entreter.
Hoje, não poderia escolher apenas um momento importante, nem nada por que tenha passado que me tenha marcado, porque toda a minha vida está marcada pela sua presença, pela sua influência, pelos seus ensinamentos, pelo seu contributo na minha educação e formação na pessoa que sou hoje. Ela é uma das pessoas que mais presentes e importantes na minha vida, e só lhe tenho a agradecer por isso.

7 de novembro de 2011

"Diários de Escrita" por , Ana Simões, nº 4, 9º C

Um mundo, um sonho, uma paixão
Quando era pequenina queria encontrar um príncipe encantado que me viesse buscar num cavalo branco; retirava-me de uma torre onde estou presa desde que penso no dia em que isso aconteça.
Todos nós temos uma paixão escondida num cantinho bem profundo do nosso coração; quando sentirmos que é agora que vai renascer, ele vem iluminado da cabeça aos pés.
Por vezes até parece um conto de fadas; um daqueles em que às vezes há um Cupido que nos atira com a sua seta. Às vezes apaixonamo-nos de forma tão repentina que parece que fomos atingidos por uma. Quando isso acontece, tudo à nossa volta para, parece que o mundo deixa de continuar a sua rotação, só porque acontece pela primeira vez.
Tudo é um conto de fadas quando isto nos acontece, mas há sempre um obstáculo que nos impede, por estatuto social, idade, religião ou até mesmo por não ser compatível; quando isso acontece há que partir para outra, apesar de não se fácil.
A vida tem os seus altos e baixos e algum dia vamos encontrar a nossa “alma gémea”, como se costuma dizer.
Na minha idade, quem já não teve mil paixões sem importância, que duravam pouco tempo para não variar. Algum dia gostava de saber o que é amar e ser amada verdadeiramente por alguém e construir uma família para me fazer feliz. Há quem diga que tudo na vida se consegue, mas não é bem assim; para conseguirmos o que queremos temos de ter a ajuda do mais próximo à conquista da felicidade de amar alguém especial que nos tocou no mais profundo. Estar apaixonado é estar nas nuvens e não pensar em mais nada, em viver como se não houvesse amanhã, porque sabemos que se não formos compatíveis, vamos sofrer uma desilusão que por mais difícil que seja vai ter de se esquecer.
Uma jovem apaixonada é mais uma rosa que brilha no mundo, é como quando nos casamos e vivemos o dia mais feliz da nossa vida: uma festa, convidados, um vestido de sonho e um amor ao nosso lado para os bons e maus momentos da vida.
Nunca desistam de amar alguém; enfrentem tudo e todos como se não houvesse amanhã.

Apresentação da "Antologia Poética do Chá" em Sequeade

A Junta de Freguesia de Sequeade promoveu, no dia 5 e 6 de Novembro, mais uma edição da Feira do Livro. De entre as várias atividades do programa, realçamos a entrega de prémios aos melhores alunos de todos os níveis de ensino, residentes na freguesia, e a apresentação do livro, "Antologia Poética do Chá".
Para além dos prémios atribuídos pelo Senhor Presidente da Junta de Freguesia e a Adjunta da Vereação da Educação e Cultura da Câmara Municipal de Barcelos, Professora Maria da Paz Faria, também a nossa Escola ofereceu um livro a cada aluno premiado. Perante uma plateia atenta à história do nosso projeto, assistimos a um grande momento de poesia - nem o Sr. Presidente da Junta resistiu - com a leitura de vários poemas, por elementos da plateia.
Agradecemos à Junta de Freguesia de Sequeade e à livraria Ler é Saber a oportunidade de divulgar o nosso livro.


1 de novembro de 2011

"Diários de Escrita" por anónima do Secundário da ESBarcelinhos

O momento mais marcante da minha vida
O momento mais marcante da minha vida foi na passagem do 6ºano para o 7ºano, altura em que emagreci cerca de 18 Kg. Antes desta mudança, sentia-me discriminada, ignorada, posta de lado e constantemente gozada, o que me fazia ficar triste. Ficava assim porque não gostava de ser gorda e queria ser como as minhas amigas. Ninguém me compreendia, apenas a minha familia e amigos mais próximos conheciam a revolta que eu realmente sentia. Eu, era uma pessoa invísivel, nunca ninguém reparava em mim. As pessoas só me julgavam pelo meu exterior, sem conhecerem a pessoa frágil e débil que nessa altura eu era. No entanto, durante essa fase da minha vida, reconheci quem realmente era meu amigo e gostava de mim. Apesar de ser gorda comecei a conseguir lidar com os “olhares” das pessoas e comecei a compreender que não devia dar valor ao que os outros diziam e comecei a dar mais valor a mim mesma.
A mudança real aconteceu quando um dia me coloquei em cima de uma balança e apartir disse para mim mesma: “Eu consigo mudar! Eu consigo ficar bonita!” e foi o que aconteceu. Emagreci bastante e já ninguém me reconhecia. Ainda me lembro do primeiro dia de aulas do 7ºano e de ver a cara dos meus colegas quando repararam que eu já não era gorda e que até ali escondera uma parte de mim. Desde esse dia, comecei a sentir que fazia parte de algo porque agora as pessoas já reparavam em mim, já não era gozada nem descriminada, mas sim elogiada. Foi a partir desse momento que a minha vida começou a fazer sentido porque, apesar de ter o apoio dos meus amigos e familiares, sentia que  era o centro dos olhares das pessoas e o motivo de riso das mesmas. Devido a esta discriminação e ao meu aspeto, chorei muito mas não o deveria ter feito porque podia ser gorda mas, ao contrário de muita gente, tinha coração e sentimentos.
Esta fase da minha vida apesar de ter sido dificil também foi importante para me tornar na pessoa que hoje eu sou.



Pensamento do mês - setembro