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17 de fevereiro de 2017

Diários de Escrita, por Telmo Luís Pinheiro Campos, 10º D



Nós, como pessoas, podemos ter todos os sonhos que quisermos, porque os sonhos são uma reflexão do nosso dia a dia ou dos nossos objetivos futuros/desejos.
E, se um dia sonharmos em ser  famosos, como os  que vemos na televisão e quisermos estar naquele patamar, a nossa mente poderá levar-nos e, se nos esforçamos, isso poderá acontecer, só dependerá de nós.
Todos se calhar queríamos ter os nossos cinco minutos de fama nos nossos sonhos, pelo menos já imaginamos isso, mas nunca pensamos numa consequência real: podem invadir-nos a privacidade, sermos roubados por inveja do que temos.
Mas os nossos sonhos não são essencialmente sobre isso, pode ser também de querermos que algum familiar nosso melhore o seu estado de saúde, ou que encontremos a pessoa que amamos.
A expressão «tenho em mim todos os sonhos do mundo» é uma frase que nos faz pensar e sonhar e refletir nos nossos sonhos e, como temos várias capacidades em determinada área de que gostamos, é sempre possível alcançar esse sonho. Como nada é impossível, posso dizer que «tenho em mim todos os sonhos do mundo».





Diários de escrita, por Ana Margarida Alves, 10º D


Os nossos sonhos…!
Se pensarmos nesta pequena palavra, mas com um significado enorme que é o sonho, podemos adivinhar dois significados. O sonho que costumamos ter durante a noite, em que a nossa mente se encarrega de projetar desejos, pensamentos e medos que nós temos, não será o sonho de que vou falar hoje.
O que pretendo engrandecer e definir é o “sonho que comanda a vida”. O sonho que nos faz acreditar que somos capazes de alcançar grandes objetivos, o sonho que nos faz crescer a nível pessoal e profissionalmente, que cresce com o passar do tempo e nos faz evoluir consequentemente.
Sem sonhos, a vida poderá ser mais sombria. Sem sonhos as pessoas não querem mais, não ambicionam mais.
O que seria de nós se não tivéssemos a capacidade de sonhar?
O que seria da nossa infância sem as famosas frases como "Quando for grande, vou ser fotógrafa!" ou "Quando for grande, serei como o meu irmão!". O que seria das pessoas se não imaginassem um futuro, se não tivessem a oportunidade de desenhar um caminho conforme os seus maiores desejos?
Esta definição foi o que deu ao ser humano a oportunidade de conquistar inúmeras coisas que, sem a capacidade de as ambicionar, não seríamos capazes.
Diz-se que a maior aprendizagem que se ganha ao sonhar é quando aprendemos a acreditar nos nossos sonhos e, assim, nós vamos onde nós quisermos!

10 de fevereiro de 2017

Diários de Escrita, por Ruben Silva, 11º Ano, Curso Profissional de Técnico de Turismo Ambiental e Rural.















Os dias de Michael, Part 1 




Michael era um rapaz diferente, gostava de ajudar as pessoas, de ser carinhoso, gostava que as pessoas gostassem dele.


Os dias de Michael eram como um carrossel, sempre começavam, acabavam e voltavam a começar da mesma forma, era algo que lhe fazia confusão. Todos os dias se levantava bem cedo para ir comprar pão e mercearias para o pequeno-almoço, gostava de ser ele a fazê-lo em casa, era como um presente para os pais. A padaria e a mercearia ficavam a dois quarteirões da sua casa, caminho que ele fazia normalmente de bicicleta.

Certo dia, farto da rotina dos seus dias, decidiu acordar mais cedo e ir com o carro do pai ao pão. Planeou tudo passo por passo para pegar na chave do carro. Michael nunca tinha pegado num carro, tudo o que sabia era por ouvir falar ou por ver o pai a fazer.

Bem cedo, pôs-se de pé, vestiu-se, tinha tudo preparado, menos as sapatilhas, levava as meias calçadas para fazer menos barulho ao entrar no quarto dos pais. Entrou e retirou a chaves do bolso do casaco onde se encontrava a chaves da garagem junto às do carro.

Dirigiu-se à garagem, abriu o portão e entrou na viatura. De imediato, desengatou o travão de mão, tirou o carro da garagem e, no instante que entra na estrada, um camião em alta velocidade acerta na porta do condutor. O barulho do acidente acorda os pais de Michael que, curiosos e preocupados com o que se poderia ter passado, vão até ao exterior da casa e deparam-se com o condutor a assistir o seu filho. O pobre rapaz foi de imediato levado para o hospital. Os médicos, com medo de possíveis sequelas, induziram o coma.

O rapaz acorda do coma devido a um pesadelo, levanta-se e repara que o hospital se encontrava vazio, mas ouvia-se barulho do lado de fora. Decidiu ir ver o que se passava e depara-se com uma senhora a brincar com uma criança, sorriam, corriam, saltavam, mas essa visão rapidamente mudou. Chegou uma carrinha militar cheia de civis. Da bagageira saíram dois militares que agarraram na criança e na senhora e atiraram-nas lá para dentro como se de lixo se tratasse.

Michael assustou-se e fugiu para casa, mas tudo o que via durante o caminho fazia-o interrogar-se. Ficou com receio e preocupou-se logo com os seus pais. Quando chegou a casa, encontrou-os a discutir algo a que ele nunca tinha assistido, visto que os seus pais eram um casal muito unido, escutavam sempre a opinião um do outro e resolviam os problemas sem nunca discutir. Michael resolveu interrompê-los e perguntar-lhes a razão que os levava a discutir, visto que se amam, estão juntos, vivem juntos. Qual seria a razão para o fazerem? Michael esperou a resposta, olhou para o seu pai, olhou para a sua mãe e ambos lhe viraram as costas e agarraram-se ao telefone. O pobre rapaz deixou cair algumas lágrimas e dirigiu-se ao seu quarto.

No mesmo instante em que abre a porta do seu quarto, a porta que dava acesso à rua abre-se e dela surgem vários militares que agarram em Michael e o atiram para dentro de uma carrinha como se de um animal se tratasse.

Depois de uma longa viagem dentro de uma carrinha completamente escura e com um odor desagradável, encontra-se no centro de um campo de concentração. Michael foi acompanhado pelos guardas até à sua cela, onde, por palavras de um dos guardas, irá ficar até apodrecer.

Desde esse momento, os dias de Michael ficaram estranhos. Apesar de ter sido rejeitado pelos pais continuava a querer vê-los e a lutar por sair dali. Então, escutou uma voz doce, mas bastante forte, avisando-o de que tudo o que estava a fazer só iria chamar as atenções dos guardas. O rapaz olha para a dona daquela doce voz e aproxima-se. Michael estava tão concentrado, tão desesperado em sair, que nem pensava, nem mesmo tinha reparado na esbelta rapariga que lhe fazia companhia na cela.

A dona daquela doce voz respondia pelo nome de Anna, que sabia tudo o que se tinha passado fora daquele campo.

Anna explicou a Michael que, fora daquele campo, as pessoas já não tinham sentimentos, mas também disse que havia uma forma de fazer com que elas voltassem a tê-los, apenas tinham de relembrar o que era o amor e apenas um casal apaixonado teria o poder de o conseguir fazer.

O tempo foi passando e Michael resolveu procurar um casal verdadeiramente apaixonado dentro daquele campo, visto que não podia sair da cela. Resolveu passar a mensagem cela após cela com o fim de encontrar alguém para demonstrar ao mundo o que era o amor. Passaram dias e dias e não havia notícias, mas Michael estava cada vez mais próximo de Anna.

O companheiro de cela de Anna sentia-se sem saber o que fazer, dias e dias a pensar até que Anna sugeriu fugirem do campo e procurar pessoas que ainda não tenham sido levadas para este ou outro qualquer campo de concentração. Ela nunca desistia de acreditar no amor e sabia que o havia de encontrar e talvez não fosse tão longe como poderia imaginar.

Michael e Anna pensaram em 1001 planos para sair do campo, mas, primeiro, teriam de sair da cela. De repente, surge o plano de fazer uma armadilha a um guarda. O rapaz começou a insultar Anna, gritando com ela, ofendendo-a com todas as palavras ordinárias e maliciosas que estavam no seu vocabulário, e tudo isso chamou a atenção de um dos guardas que se ria por Michael a ofender. Mas o rapaz não se iria ficar por palavras e aproxima-se dela querendo agredi-la. O guarda, armado em superior, resolve entrar na cela pois achava que só ele poderia bater nos prisioneiros. Só que tudo isto fazia parte dum plano dos dois e, no momento exato em que o guarda se aproxima, Anna põe-lhe um tecido na boca e Michael bate-lhe na cabeça fazendo-o cair inconsciente no chão. O rapaz rouba a roupa ao guarda disfarçando-se de um deles facilitando a sua saída do campo. Agarra brutalmente em Anna com o objetivo de passar despercebido pelos guardas, mas um deles interroga-o sobre o porquê de estar a levar um prisioneiro para fora do campo. Michael defende-se dizendo que a rapariga o tinha magoado, por isso, iria levá-la para outro campo e exterminá-la.

Já fora do campo, mas ainda em perigo, o rapaz rouba uma carrinha e segue em direção à cidade. No caminho encontrou um grupo de pessoas a fugir da carrinha temendo o que aquela pudesse trazer. Apesar de todos tentarem fugir, Michael e Anna conseguem falar com o grupo e explicar quem são e o que pretendem encontrar. Aquelas pessoas tinham tudo o que eles precisavam, faziam parte de uma equipa televisiva. Michael como bom líder de equipa que era, convenceu os membros a juntarem-se a ele para mudar o mundo. Foram diretos ao estúdio onde havia um casal de jovens que também fazia parte da mesma equipa.

Resolveram começar a preparar tudo para a emissão, e seria esta emissão que faria tudo e todos mudar. O mundo voltaria a ser o que sempre foi, voltariam a existir valores, sentimentos e principalmente pessoas, porque sem sentimentos não somos pessoas, somos simplesmente um monstro a que se dá o nome de Homem.

A emissão teve início às três da tarde em ponto e em poucos minutos todo o edifício estava cercado por membros do exército ou lá o que aquilo fosse. Com receio que pudesse não resultar, Michael aproxima-se de Anna e resolve dizer-lhe "Eu sempre procurei isto, sempre lutei por tudo, pelo mundo, por ti, porque sempre foste forte, sempre estiveste do meu lado, porque eras o meu porto seguro, eras o meu abrigo, sem ti não teria conseguido..." Anna deixou escorrer algumas lágrimas aproximou-se do ouvido de Michael e sussurrou... " Por favor, acorda meu filho, estás atrasado para a escola".

Continua...


Diários de Escrita, por Ruben Silva, 11º Ano, Curso Profissional de Técnico de Turismo Ambiental e Rural







Era um dia bem normal em Cleveland. Como de costume encontrava-me a aproveitar as férias vendo os jogos da liga “majure de baseball” infelizmente os Chicago White ganhavam o encontro contra os Detroit Tigers a única equipa com que simpatizava.
No intervalo, estranhamente, aterrou um helicóptero que transportava o residente da casa branca e que trazia um comunicado dizia o mesmo “importante”. Comunicado que nunca chegou a fazer. No momento exato em que o ia fazer, algo nunca antes avistado por mim, sugou-o, instalando o pânico mas ainda piorou quando a dita coisa o repeliu, seco, estava apenas a carcaça nem uma gota de sangue existia naquele corpo.
Os responsáveis por aquilo eram sem dúvida Aliens.
Em meros instantes, o inferno apoderou-se da terra e todas as pessoas estavam a ser sugadas por aquelas horrendas criaturas. Eu fui salvo pelas forças militares que se encontravam no recinto. Levaram todas as pessoas que conseguiam para um abrigo subterrâneo no qual encontrei vários cientistas, idênticos à minha pessoa. Rapidamente surgiu a curiosidade de examinar uma coisa daquelas, que existia bem por cima de nós. Enquanto os soldados não traziam o corpo que nós queríamos examinar falava-se do concerto de Justin Bieber para acalmar os ânimos daquelas que ainda se encontravam vivos.
Logo que os soldados chegaram deixaram o bicho medonho numa maca diziam eles que se encontravam morto, mesmo sem conhecer a criatura, a mesma que a de surpresa se levanta atacando Francis e fugindo ara o lado onde se dava o concerto, mas de imediato o choque que a criatura sofre ao ouvir a musica e a voz de JB fá-la desintegrar-se, o que fez com que os cientistas ordenassem que as forças militares avançassem e igualmente os civis ouvindo Baby musica transmitida via rádio, e dessa forma acabou o inferno de marcianos na Terra.

Devido a JB e à sua fantástica música que derrota até as mais ferozes criaturas, as pessoas podem viver em paz até ao próximo Concerto de JB.





15 de novembro de 2016

Diários de Escrita, por Carla Sampaio, 12º A
 Apreciação crítica do livro «Filhos brilhantes, alunos fascinantes», de Augusto Cury


De entre dezenas e dezenas de livros que eu já li até hoje, nenhum me tinha levado a tal reflexão e aventura pelos meus pensamentos mais profundos. Falo de um fascinante livro intitulado «Filhos brilhantes, alunos fascinantes», de Augusto Cury.
Foi o primeiro livro que li deste autor, mas garanto que não será o último. Além de ser escritor é cientista, psiquiatra, psicoterapeuta e ainda médico. É um dos mais conceituados investigadores na área da qualidade de vida e de desenvolvimento da inteligência humana.
Através dos seus livros, Augusto Cury leva os leitores a reflexões profundas sobre o rumo das suas vidas e o modo como pensamos.
Tudo começa quando um novo professor chamado Romanov foi destacado para uma escola que tem a alcunha de “Escola dos Pesadelos”. Aqui, tal como indica o nome, tudo era terrível. A relação aluno-professor era infernal e nenhum professor aguentava mais de alguns meses. No entanto, aquele professor parecia ter outro projeto para o futuro daquela escola. Este depara-se com alunos, professores e pais, desiludidos e sem esperança. Contudo, com a arte do ensino, Romanov prova a todos os seus colegas que é possível alterar o rumo da vida dos jovens.
Através de histórias e ensinamentos de vida, este professor mostra aos alunos que a vida tem muito para nos dar, se soubermos guiá-la e alimentá-la com sonhos e objetivos. Pouco a pouco, Romanov devolve-lhes a capacidade de sonhar e de construir uma vida melhor.
Ao longo da minha leitura, sentia dentro de mim uma obrigação de parar a cada palavra para meditar sobre as minhas ações e os meus pensamentos. Vinham-me à mente perguntas que pareciam não ter resposta, mas logo na leitura eu conseguia resolver os puzzles e clarificar os meus sonhos, os meus objetivos e os meus pensamentos. Quando parava de ler, sentia-me mais leve como se todos os problemas e encruzilhadas tivessem desaparecido, pois parecia que de repente a minha vida ficara maravilhosa. Decerto ela já era assim, eu é que não tinha reparado porque estava mais preocupada com outras coisas que agora são insignificantes.
Aconselho, vivamente, a todos aqueles que estão numa fase menos boa da sua vida, ou simplesmente querem aprender a sonhar, a ler este livro intemporal que, com pouco mais de cento e cinquenta páginas, nos coloca no sentido certo para uma vida próspera e feliz.

1 de janeiro de 2016

Diários de Escrita, por Henrique Cunha, 11º A
A importância das cores na sociedade atual

Desde sempre as cores tiveram um papel preponderante na expressão dos mais diversos comportamentos humanos. As cores podem mesmo vir a ganhar uma importância acrescida, quando associadas aos vários códigos que regulamentam o funcionamento da nossa sociedade.
De facto, as cores podem ser aplicadas a muitos domínios, mas é na moda, ou seja, na maneira de vestir e nas opções da imagem que se destaca. É possível atribuir diferentes tipos de estilo, consoante a conjugação das cores que uma pessoa exibe. Por exemplo, uma pessoa que use muito o preto ou outros tons escuros pode ser associada a um “emo”. O uso de determinada cor pode ainda estar diretamente relacionado com a opção clubística de um indivíduo.
Relativamente ao uso das cores nos vários códigos que usamos no nosso quotidiano, podemos falar na sinalização das estradas ou nas praias. O verde, o laranja e o vermelho permitem ao condutor avançar ou parar no trânsito e as mesmas cores ajudam o banhista a perceber o que pode fazer no mar. As cores são ainda um recurso fundamental na publicidade e nas mais diversas formas de arte.
Por fim, a linguagem das cores é muito vasta, sem ser difícil de dominar. E, apesar de certas cores terem significados diferentes nas diferentes culturas, há cores que são universais na expressão dos comportamentos e das emoções humanas.


Diários de Escrita, por Henrique Cunha, 11º A

A propósito do sucesso…
Embora a conquista do sucesso nos seja incutida desde que somos crianças, no seio da família e na sociedade, nem sempre ele é alcançado com esforço e trabalho. De facto, muitos optam por atingir a notoriedade através de caminhos mais tortuosos e até ilícitos.
Infelizmente, quando o sucesso não é alcançado com o esforço e dedicação requeridos, isso pode mudar o carácter e a mentalidade de uma pessoa. O sucesso fácil é uma ilusão, na verdade, e pode ser perigoso também. Como o sucesso é confundido com o dinheiro ou a riqueza, muitas vezes as profissões ilegais e os trabalhos sujos estão intimamente ligados com o repentino e aparentemente fácil sucesso.
  Além disso, é necessário referir que este tipo de êxito, sendo alcançado facilmente, também pode ser rapidamente destruído. Ou seja, não dá garantias de permanência e longevidade, logo, não é duradouro. É assim que o sucesso fácil pode tornar-se enganador, porque da mesma forma fulgurante como apareceu, pode também acabar.
Para terminar, as pessoas devem ter sempre os dois pés assentes na terra, esforçando-se para cumprir os seus objetivos com uma ambição saudável e necessária. Já dizia Albert Einstein que “o sucesso só vem antes do trabalho no dicionário”.








21 de novembro de 2015

Diários de Escrita, por  Ana Cardoso nº11 e Maria Francisca Cardoso nº 23  do 10º A

Onde está o amor?
Na sexta-feira passada, as trevas e o terror reinaram em Paris, o impensável havia acontecido, um atentado contra os direitos humanos abalou o mundo. Durante um concerto de música rock, um grupo de homens armados assassinou dezenas de inocentes.
Era uma noite igual a todas as outras até ao momento em que um bando de sanguinários provocou o caos e o pânico em França. Estes homens demonstraram assim, um enorme desrespeito pela vida humana ao roubarem o bem mais precioso daquelas pessoas: a vida. No meu entender, ninguém tem o direito de provocar dor e sofrimento aos seus semelhantes; ninguém tem o direito de gerar o pânico e o terror; ninguém tem o direito de decidir o futuro das outras pessoas, porém foi isso que aconteceu.
Apetece-me chorar e gritar bem alto quando penso na facilidade com que estes bárbaros cometeram aqueles atos hediondos sem pensarem nas
consequências. Naquele dia, dezenas de pessoas viram o seu futuro arruinado, os seus sonhos por realizar, pensaram nos seus entes queridos uma última vez, suspiraram e adormeceram para toda a eternidade. E porquê? Para defenderem a sua causa? Causa alguma não é justificação destes atos. Eu não compreendo nem nunca compreenderei o que leva alguém a fazer tal coisa.
Resta-me, assim, desejar força e esperança a todos os sobreviventes e familiares das vítimas e perguntar “Onde está o amor?”

18 de novembro de 2015

Diários de Escrita, por Filipa Carvalho e Marisa Carvalho, 10º A.

A importância dos Heróis para a Humanidade

Os heróis são a encarnação do significado de perfeição pressuposto pela sociedade. A sua importância é deveras elevada uma vez que a perfeição sempre foi difícil de alcançar entre os humanos, apesar de muitas vezes julgarem já a ter atingido e superado. Estes indivíduos movem-se, essencialmente, devido ao altruísmo, contribuindo para a sua boa imagem.
O ser humano não prescinde da necessidade de tentar alcançar a perfeição e, para isso, “imprime cópias” de exemplos considerados reflexos e símbolos do perfecionismo. Daí o efeito representado pelos heróis como modelos a seguir. Por exemplo, o facto de existirem adolescentes que transformam inteiramente a sua maneira de ser e pensar baseando-se nos seus heróis idealizados.
O herói move-se puramente pelo altruísmo, ou seja, nele está enraizada a noção de salvar e colocar em segurança o próximo antes mesmo dele próprio. Prova, então, toda a sua coragem, espontaneidade e, acima de tudo, bondade, características invejáveis não só por aqueles que o veneram como também pelos outros que o tentam desprezar. No caso da literatura, grande parte dos heróis imaginados agem somente em prol dos outros, sem nunca pôr em causa a sua própria sobrevivência.
Assim, estes magníficos seres, que agem quase sempre inconscientemente, são indispensáveis para que toda a Humanidade tenha um excelente suporte sobre o que devem fazer de bom. São eles o guia que conduz o ser humano, instantaneamente, pelo lado positivo do que pretende alcançar.



9 de outubro de 2015

Diários de escrita por,  Bárbara Matos 12ºTR N.º6
"O livro que eu li"
“Corações Gelados”, de Laurie Halse Anderson, narra a história de uma rapariga chamada Lia, uma adolescente anorética.
Através da escrita muito particular e sincera, a autora conseguiu que eu entrasse na mente de Lia, acompanhasse os seus comportamentos, os seus pensamentos e percebesse a guerra que tinha com o seu próprio corpo.
A Lia que ela vê, não é a mesma que os outros vêem e isso faz com que a relação dela com o pai, a mãe, a meia-irmã e a madrasta, não seja estável.
Tal como Lia, Cassie, a sua ex-melhor amiga, sofria da mesma doença e infelizmente acabou por morrer sem se despedirem.
Depois da morte de Cassie, Lia começa a receber “visitas” da sua amiga e consegue vê-la em qualquer parte durante o seu dia e isso atormenta verdadeiramente a sua vida.
A família de Lia tenta ajudá-la da melhor forma, mas a verdade é que Lia não quer ser ajudada de maneira nenhuma.
Os murmúrios, as calorias que contabiliza quando come, a ideia de ser perfeita, o exercício físico feito até à exaustão, o sentido de culpa por não ter ajudado Cassie, as mentiras e tentativas para encobrir a perda de peso, tudo isso leva a que Lia se destrua até à morte.
Lia consegue perceber que assim não viverá muito mais tempo, depois de quase se ter matado em frente a Emma, sua meia-irmã, acabando por aceitar que se tem de tratar.
“Corações Gelados” é, sem dúvida, um livro que não deixará nenhum leitor indiferente e foi, indiscutivelmente, um dos melhores livros que já li!


6 de outubro de 2015

Diários de Escrita por, Mariana Melo, nº19 10ºE

O meu projeto de vida

Este projeto pessoal de vida é a organização das várias dimensões da minha vida.
Neste momento, o meu foco são os estudos secundários. Pretendo completar o décimo segundo ano e frequentar o ensino superior, talvez na universidade do Minho.
A área que gostaria de seguir é Direito, mais propriamente, ser juíza. Outra hipótese que coloco é a de vir a ser hospedeira de bordo.
Quando a minha vida já se encontrar estável pretendo casar e ter filhos, construir a minha própria família com a pessoa que amo.
Gostaria de lutar e trabalhar com o meu futuro marido, para ambos proporcionarmos uma vida agradável e estável aos nossos filhos.
Vejo o meu futuro na minha casa, com a minha família, o meu cão (adoro animais!) num ambiente cheio de amor e de boas energias.
Prevejo também muitas viagens, pois adoro viajar e conhecer novas culturas, religiões e costumes.
Sei também que a minha educação irá estar sempre presente em todas as fases da minha vida. Irei cuidar sempre dos meus pais e dos que me são mais queridos, incutindo essa mesma educação aos meus filhos.
Irei sempre tentar ser a pessoa mais correta possível e fazer o bem, para ser relembrada pela positiva. Mas a minha meta essencial é ser feliz junto dos que mais amo, mesmo quando os dias parecerem ficar mais escuros e sombrios, quando as coisas não estiverem a correr como desejo, vou encarar as adversidades de cabeça fria e levantada, porque acredito que dias melhores virão.

16 de junho de 2015

                                                   Diários de Escrita, por Vitor Campos, 12º C.





A viagem a Mafra é indubitavelmente educativa e enriquecedora. Logo que se vislumbra o Convento, os olhos de imediato se prendem a todo o encanto quer pela grandiosidade quer pelo seu lugar de destaque. Entende-se que, para erguer um edifício de tal envergadura, foi necessário muito suor e lágrimas, tornando louvável o trabalho árduo de todos os intervenientes do projeto.
         Com a leitura da obra Memorial do Convento, compreendemos detalhadamente todo o sacrifício necessário até à sagração do convento. Não obstante, cingindo-nos à imagem literária, não visualizamos a grandeza da obra. Pelo livro, entendemos que se trata de um edifício grande, pela passagem em Mafra, entendemos que o edifício tem proporções hiperbólicas.
           Outro aspeto fulcral da visita ao convento de Mafra foi a representação dramática da obra de Saramago. Num espaço pequeno e com um reduzido número de atores, foram materializados Baltasar Sete-Sóis, Blimunda Sete-Luas, o padre Bartolomeu Lourenço e os restantes personagens de relevo na história. Os louvores ditos sobre a peça são variados, desde o talento dos atores até à sua capacidade de ridicularizar proveitosamente alguns momentos do romance. Há, no entanto, alguns aspetos menos positivos quando se procura relacionar a obra e a peça, mesmo sendo uma representação bastante fiel do livro, fracassa ao excluir algumas passagens de relevo no livro, por exemplo, o transporte da grandiosa pedra. Não obstante, é preciso realçar que o espaço físico disponível para a encenação e os recursos humanos não eram suficientes para uma representação mais fidedigna do livro.
       Sobre o convento e palácio de Mafra pode ainda dizer-se que é um local repleto de aposentos agradavelmente decorados e que refletem a estética e o movimento artístico referente ao período de construção e utilização do monumento. Há, claramente, divisões que merecem maior ênfase por diversas razões. A biblioteca pelo seu património cultural e importância histórica, a sala de convívio e de jogos que manifestam uma decoração alegre e apropriado à finalidade a que estas divisões se reservam, e ficam aqui por ser louvados outros espaços de beleza extrema como a basílica e a sala de caça.
       Espero que a oportunidade que eu tive de visitar e desfrutar do convento de Mafra seja possível aos próximos alunos que irão frequentar o décimo segundo ano, pois é certamente produtivo e enriquecedor no domínio da disciplina de Português e trata-se de uma experiência que todos os leitores do romance deviam viver.
       É um complemento fantástico da leitura.





5 de março de 2015

Diários de Escrita, por Luís Azevedo, 12º E


As emoções em palavras

Confesso que, nisto dos afetos, acanham-se-me as palavras, se calhar mais do que aquilo que desejaria. Farei, portanto, com as poucas que me restam aquilo que puder….
Gosto de gostar, e gosto muito dela. Se gosto…
Talvez seja pela alegria, simpatia ou boa disposição com que presenteia todos aqueles com os quais interage ao longo do dia, talvez seja pelo seu fantástico sentido de humor, pela sua enorme simplicidade, humildade e autenticidade ou pelo facto de saber gostar tão bem de quem gosta dela. Talvez seja… Tal seja pelo facto de não ser necessário mostrar-lhe explicitamente e a todo o tempo o carinho que lhe tenho. Será isso? Sinto que, mesmo antes de a conhecer, já a conhecia, tal é o à vontade e a estima que por ela tenho (se bem que a primeira impressão não tenha sido a melhor). Amizade, estima, carinho… Talvez seja isso… Mas o que é, verdadeiramente, eu sinto-o e talvez dizê-lo seria desvirtuá-lo. Mas há algo que eu sei: que gosto muito dela e desejo que a amizade se perpetue por muito mais tempo. Uma pessoa assim todos deviam conhecer.

20 de novembro de 2014

Diários de escrita, por Cláudia Gomes, 12º D

São aproximadamente quatro da manhã, estou acordada há cerca de duas horas. Lá fora a chuva cai com vontade de rasgar o solo…! E eu?! Eu estou aqui sentada apenas com uma pequena luz que me permite escrever… Poderia estar a fazer uma outra coisa qualquer, mas sinto uma necessidade de escrever sobre algo obscuro, difícil de encarar e que atormenta cada pedacinho de um ser… a morte! Já alguma vez pensaste como convives diariamente com a morte? Levantas-te e não sabes se poderás chegar à noite e poder voltar a deitar-te!
Quando somos jovens, achamos que somos uma espécie de super-heróis que nada nos destrói e afeta, mas existem tantos outros que vivem no limiar sem saber o que os espera. Falo de pessoas cancerosas, dos mais idosos com certos tipos de doenças ou até mesmo de nós ditos “normais” que corremos o risco de não poder acabar o que começamos. Para além disso, a perda de alguém é algo que também nos acompanha pela vida, porque não há nada, ninguém, um gesto, uma palavra, uma frase, absolutamente nada que possa atenuar ou sequer apagar a dor de perder alguém… Contudo, se vivêssemos constantemente à espera, se vivêssemos sempre com medo de não poder “acabar aquilo que começamos”, conseguiríamos viver? Digo viver, porque viver é diferente de ser ir vivendo ou de sobreviver. Não, obviamente que não!
Existem outras tantas coisas que nos fazem acreditar no futuro e de alguma forma é o que nos faz fazer planos, é aquilo em que acreditamos… E um bom caraterizador disso mesmo… O Amor. Quando falo em amor, não me refiro ao amor por um namorado, por exemplo, até porque o amor é muito mais que isso. É claro que temos amor por pessoas com quem estabelecemos relações, como a nossa mãe, pai, irmã, irmão, namorado, namorada, amigo, amiga, avó, avô, etc… Mas o amor, como a própria palavra indica, é um elemento poderoso e fundamental na vida de alguém, afinal, o que seríamos nós sem amor? O amor faz renascer, preenche, completa, faz acreditar, não é egoísta, não se alegra com a injustiça, nem guarda rancor.
Para quem diz que o amor é uma treta, certamente nunca sentiu amor nem deu a sentir, pois, para que saibam, o amor é tão forte que é a única coisa que prevalece para além da morte. É o único que não pode ser destruído ou apagado pela morte.
Paro de escrever neste preciso momento e pergunto o porquê de ter escrito tudo isto e sinceramente não percebo… Lá fora, a chuva continua a cair e o vento permanece forte! E eu?! Eu estou aqui sentada apenas com uma pequena luz que me permite ver para escrever… e espero as horas passar até que o sol nasça, porém espero com muito mais amor.




18 de novembro de 2014

Diários de escrita, por André Santos, 12º D
Quem não se atreveria a perguntar pelo título deste texto?! Muita gente…! A curiosidade é uma caraterística intrínseca ao ser humano. Eu atribuí este título ao meu texto com o intuito de gerar curiosidade ao leitor.
Serão reticências? Ou uns simples três pontos?
A curiosidade e/ou dúvida levam-nos a ficar reticentes em relação a determinados assuntos, e isso pode por si só justificar a escolha de “…” como título. Será de meu interesse levar a que as pessoas fiquem reticentes? Ou quererei eu por três pontos em alguma coisa? Sim, porque existem coisas que mereciam apenas um ponto final. Pessoas corruptas, mentirosas, fora de lei e… não teria espaço para dizer todas as caraterísticas inúteis dessas mesmas pessoas. Mas, na minha opinião, apenas três pontos não chegariam para tapar o que há de cobarde e defeituoso em Portugal.
Porém, “…” também podem simbolizar três grandes virtudes, ou a santíssima trindade. O facto de serem três pontos pode simbolizar muita coisa, já que o número três é de enorme simbolismo na nossa vida. Até poderá, eventualmente, ser alguma expressão. Sei lá… três tristes tigres… talvez. Ou o nome de alguma coisa constituído por três letras, por exemplo, Eça, ovo, Eva, Ivo, …, ou porventura siglas, por exemplo, PIB, NIB, NIF, … Também poderá ser um código com três dígitos, embora a maioria seja de quatro.
As hipóteses são muitas, mas o resultado é só um. O meu objetivo ao escrever este texto é suscitar a dúvida em todos os leitores. Pois, ao duvidarem, irão evitar a precipitação na tomada de decisões.
Por isso, duvidem de tudo e não aceitem nada que vos pareça falso ou duvidoso. Assim, terão a certeza que aquilo que estão a adquirir ou apreender é realmente verdadeiro. Não se esqueçam que o grande problema de, por vezes, estarmos errados é o facto de termos vergonha (ou dificuldade) em colocarmos uma simples pergunta. Duvidar é manifestar interesse em conhecer. Surgirão as perguntas dos ignorantes?!
P.S: Como três simples pontos podem mudar muita coisa.
Diários de Escrita, por André Santos, 12º D
Porque é que a matemática não é como a chuva? Sim, como a chuva que cai e ninguém se preocupa com a sua contagem, pois preocupações serão os efeitos dessa na vida das pessoas. Maioritariamente, colocamos números ou resultados à frente do aspeto social ou humano. Efetivamente, na sociedade atual, somos apenas números e, se os nossos resultados não corresponderem a esses números, somos riscados como se num caderno estivéssemos. Não somos um número, porque um número é um resultado final e uma pessoa não se define em apenas um resultado…mas numa vida cheia de resultados.
Porque é que a matemática não é como a chuva? A chuva apenas nos afeta com mais intensidade no inverno, os números chateiam-nos uma vida. Quero com isto dizer que o céu, embora por vezes exagere na quantidade, não nos sobrecarrega uma vida inteira. Agora os números, esses sim, não nos largam. Quanto custa isto? Que idade tens? Que nota tiveste no teste? Números para aqui, números para ali. Somar, subtrair, dividir, multiplicar…Chega!
Oh, chuva! Porque é que a matemática não é como tu? Porque tu és obra da natureza e a matemática é obra dos homens. Os homens tendem a exagerar, prejudicando até a Mãe (natureza) que lhes deu vida. Qual racionalidade humana? O homem, devido à razão que possui, devia ser culpabilizado pelos seus atos, mas, infelizmente, são os inocentes animais que padecem.
Assim, como ferramenta de ajuda para identificar ou calcular o número de pessoas ou mesmo animais que todos os dias sofrem por causa das contas precipitadas dos homens, eu sou a favor do estudo da matemática. Devemos usar números para que se possa retratar realidades, mas nunca para originar novas realidades de exclusão social. Basta de colocar os números à frente das pessoas!

28 de outubro de 2014

Diários de Escrita por, Luís André, Maria de Fátima, Rui Martins , 12º A

Diários de Escrita, por Luís André, Maria de Fátima e Rui Martins, 12º A

"A poesia de Fernando Pessoa ortónimo"

A poesia de Fernando Pessoa ortónimo reflete, em muito, o seu atribulado percurso de vida. No entanto, o poeta não reproduz imediatamente nos poemas aquilo que sente, mas escreve-os com base numa construção mental.
O poema “Autopsicografia” é um autorretrato espiritual do poeta que descreve o ato de criação poética, afirmando que se trata de um processo de fingimento, por outras palavras, fingir é “fazer um desvio pela inteligência”. O poeta desenvolve, assim, uma oposição “pensar-sentir”.
Ainda assim, a procura constante de racionalidade por parte do ortónimo acaba por o conduzir a uma situação extrema que desperta neste o desejo da inconsciência explorado nos poemas “Ela canta, pobre ceifeira” e “Gato que brincas na rua”.
Desta forma, não encontrando a felicidade nas coisas do dia a dia, devido ao exercício do pensamento, recorre à memória, recuando à infância. Esta infância é, em geral, desprovida de experiência biográfica e é resultado de um processo de intelectualização (“E toda aquela infância/Que não tive me vem”). Na infância, Pessoa encontra a verdadeira felicidade, inconsciente e recheada de emoções que ele não sente.
Concluindo, insatisfeito com o presente e incapaz de o viver de forma plena devido ao constante processo de autoanálise que causa dúvidas e indefinição relativamente à sua identidade, torna-se incapaz de viver a vida, mergulhando num tédio existencial que não consegue ultrapassar. Sentindo-se inútil, parte à descoberta do sonho, do “longínquo”, o único local onde pode ser realmente feliz já que, na realidade, isso não é possível, tal como descrito no seu poema “Às vezes, em sonho triste”.
Deste modo, em Pessoa tudo é inteligência e todo o texto é produto da imaginação. No momento de escrita, o poeta finge sentimentos, emoções, não deixando, no entanto, de haver verdade, só que essa verdade, essa sinceridade é artisticamente trabalhada.

21 de outubro de 2014

Diários de Escrita,  por Carla Sampaio, nº 7, 10º A

“A lua da Joana” de Maria Teresa Maia Gonzalez
Dos livros que eu li, do que mais gostei foi a “Lua da Joana”. 
Este livro conta a história de uma adolescente de 14 anos, a Joana, que decide escrever cartas à sua melhor amiga, a Marta, que já tinha morrido há um mês atrás. É, por isso, uma espécie de diário, em que Joana conta o seu dia a dia.
A Joana é uma rapariga bonita que tem boas notas na escola e é muito acarinhada por todos os seus colegas e professores. A origem do título “A lua de Joana” provém da existência de um baloiço em forma de lua no quarto da Joana.
Joana vive num apartamento, em Lisboa, com os seus pais, com a sua avó paterna e com o seu irmão. A mãe anda sempre ocupada com a sua loja de roupa. O pai é cirurgião plástico e nunca tem horas para chegar e Joana raramente o vê. O seu irmão é o rapaz querido da mãe, apesar de ele ser muito mau aluno e mal-educado. A avó de Joana é a única pessoa que a compreende e que a aconselha. No mesmo prédio vive a família da Marta, que morrera. O seu irmão, o Diogo, é um grande amigo de Joana.
Joana sofreu muito com a morte da amiga, vítima do consumo de drogas. Mesmo assim ela foi forte e continuou a sua vida, sem nunca perceber o que levou a sua amiga por aqueles caminhos.
Até que um dia a sua avó morreu. A partir desse dia, Joana nunca mais foi a mesma pessoa. Começou a faltar às aulas e a não ter vontade de estudar. Começou a sentir-se cada vez mais só, até porque todos os seus amigos foram para outros cursos. Menos o Diogo, que continuou a viver no seu prédio, apesar dos seus pais se terem separado.
Um dia, Joana vai ter com Diogo e descobre que este se droga. Ela fica apavorada e sem pensar pede-lhe e experimenta. Joana começa a consumir drogas diariamente sem ninguém saber.
A obra acaba, tragicamente, quando Joana acaba por morrer pouco tempo depois.
Na minha opinião, esta obra é uma excelente história, com uma grande lição de vida. A mensagem deste livro não é apenas sobre as drogas que podem destruir vidas mas também sobre o facto de muitas vezes os pais não apoiarem os filhos em todos os momentos difíceis. Acho que todas as pessoas (pequenos ou grandes) deveriam ler pelo menos uma vez na vida esta obra, pois é intemporal e quem a lê não fica indiferente.

12 de março de 2014

Diários de Escrita, por Elsa Barbosa.
Acabei sozinha, mas …
Estou só,  não tão só assim, a raiva e a saudade são sentimentos que me irão acompanhar sempre, tal como aqueles que nunca me traíram. E a esses, sim, àqueles que estão lá no fundo, eu tenho de agradecer, porque afinal, sem vocês, eu não seria eu. Vocês são uma espécie de outra margem de mim, são a minha força. E estou aqui, sou mais um alguém com algo a dizer… Mas sigo, sigo nesta estrada que é a vida. Estas pedras da calçada magoam, magoam o coração de um alguém tão vazio quanto eu… Mas com tudo, percebi que eu consigo ser melhor para mim, melhor com a vida. Aprendi a ter mais paciência, a controlar as emoções, a sorrir sem motivo, aprendi, que não faz sentido caminhar sem dar amor aos que estiveram sempre lá para mim! Aprendi que a vida rasga bocadinhos gastos do mundo e vai descascando até chegar à noz… Também já quis desaparecer mas, quem já não o quis fazer? Nem sempre o chão da alma é seguro, e nem sempre o tempo cura qualquer dor… Custa- me acreditar que troquei contigo as palavra mais escondidas, aquelas que só a noite arranca sem doer, pensei que seríamos cúmplices o resto da vida. E agora eu sinto tudo ao mesmo tempo, tudo aquilo que eu nem sei explicar… Mais do que não saber explicar, é preciso acreditar que algum dia iremos ser felizes… Felizes de verdade, não percam mais noites a pensar “e se…”. Não pensem, façam! E vocês, os que estão aí no fundo… É por vossa causa que hoje eu consigo acreditar. Temos de perceber que não existe passado, muito menos futuro, existe sim o agora! E agora, eu deixe de ter pena de mim por estar sem ti, e passei a ter pena de ti, por estares sem mim. Coitado…
Por, Elsa Barbosa

4 de dezembro de 2013

A pessoa mais  significativa para mim é o meu avô materno.
O meu avô tem 79 anos e desde de que nasci que vivo com ele porque moramos todos na mesma casa, com o meu pai, mãe, irmão e avó materna. Talvez por isso sempre fomos muito chegados e partilhamos uma grande ligação.
O meu avô é agricultor. Está sempre no campo com a minha avó a trabalhar, “na lavoura”, como ele diz. Sempre foi muito trabalhador e empenhado, não é de muito paleio - “ apenas digo o que é preciso”- e nunca está parado.
Mas há cerca de 3 anos foi-lhe diagnosticado um cancro na tiróide e teve de ser operado. Isto foi um grande abalo para o meu avô, para mim e toda a família. Tivemos de lidar com o facto de um homem dinâmico e trabalhador não estar na “sua terra”. Isto foi então muito difícil para todos, eu mal o via porque ele estava sempre nos tratamentos, só o via quando o ia visitar ao hospital e embora ficasse contente por o ver, saia de lá muito triste por vê-lo naquele estado, parado, fraco, sem falar nem saber se ia estar vivo no dia seguinte.
Após realização de vários tratamentos e muito tempo passado o meu avô está muito melhor graças aos tratamentos até aqui feitos e aos que ainda lhe faltam fazer. O cancro não alastrou mais, encontra-se estagnado e a diminuir de tratamento para tratamento. E foi num período de intervalo entre os tratamentos em que o meu avô se encontra em casa, que se deu um dos momentos mais significativos para mim, que marcou a minha forma de ser e de encarar/viver a vida.
Foi num dia de manha em que estávamos a fazer água ardente “o cheirinho”, como lhe chamamos, no alambique que temos em casa. Acendemos o lume, deitamos o bagaço para o cilindro, fechamos o cilindro, ligamos a água fria para arrefecer o vapor que sai do cilindro para o vapor solidificar (condensar) e, durante este processo demorado, os dois sentados e a falar disto e daquilo, eu perguntei ao meu avo “ como é que você lida com tudo isto, tratamentos, hospitais?” e foi então que ele me deu uma resposta muito curta mas que diz tudo: “Diogo, a resposta é muito fácil: estou vivo!”
Após isto durante aquele dia não falamos muito mais, e durante alguns dias tentei perceber o significado daquelas duas palavras, e foi então que cheguei à conclusão que não há um significado concreto para a vida e por isso temos de a viver e dar-lhe valor. Foi aí que me apercebi da grande lição que o meu avô me deu e que me faz orgulhar mais e mais do “meu jovem lutador”.
                                       Aluno de Psicologia do 12º Ano 

Pensamento do mês - setembro