Foi há sensivelmente
5 anos atrás, quando uma guerreira decidiu trazer ao mundo um bebé. Mal ela
sabia era que ia acabar por ficar sozinha a cuidar dele e do filho mais velho
com dois anos de diferença. É a minha tia, é dela que mais me orgulho hoje,
pela coragem e pela força que teve em tratar de dois bebés sem ajuda
praticamente nenhuma. Orgulho-me dela por não ter medo de perder a pessoa com
quem estava casada e pelo “nosso” bebé.
O bebé chama-se
Miguel. Lembro-me como se tivesse sido ontem, de o ter ido buscar ao hospital,
lembro-me, como se fosse hoje, de chegar a casa com ele e com a minha tia, de a
ver abraçar o filho mais velho - na altura com apenas dois anos - e de a ouvir
dizer: “desculpa, és um bebé e ainda
precisas tanto de mim”.
Eu era a prima mais
velha, tinha apenas 12 anos, mas era uma menina muito atenta, muito inteligente
e já tinha uma noção do que se estava a passar. Sei que naquele momento,
estando com o pequeno Miguel nos meus braços, fitei-o nos olhos e jurei a mim
mesma que ia tratar a ele e ao irmão como se fossem os dois meus irmãos.
Prometi a mim mesma que lhes ia dar todo o amor que tinha, ia dar-lhes o amor
que lhes ia faltar, ia dar-lhes tudo o que tivesse para dar.
Hoje, agradeço à
minha tia todos os dias por ter dado ao mundo as crianças mais fascinantes à
face da terra. Agradeço-lhe pois é com os meus primos que sorrio sempre que
estou triste, é deles que ouço e faço as coisas mais estranhas e mais
engraçadas que já vi na minha vida, agradeço por ouvir: “gosto tanto da prima miana”.
Obrigada Tia !
Aluna de Psicologia B do 12º Ano

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