11 de dezembro de 2013

Atribuição de Patrono à biblioteca.
A Escola Secundária de Barcelinhos atribuiu, no dia 10 de Dezembro de 2013, um Patrono à sua Biblioteca Escolar. A cerimónia singela, mas de grande importância para a comunidade educativa bem como para todos os barcelinenses, consistiu no descerramento de uma placa alusiva à efeméride, e de uma foto do Patrono – Dr. António Ferraz, no interior de Biblioteca. Na cerimónia estiveram presentes a Senhora Vereadora da Educação, D.rª Armandina Saleiro e a sua Assessora, Maria da Paz Faria, o Pe. António Júlio Trigueiros, Fernanda Freitas, Bibliotecária Interconcelhia, D.r Vitor Pinho, Bibliotecário Municipal, professores e alunos, entre outros convidados. António Miguel da Costa Almeida Ferraz nasceu a 3 de Outubro de 1855, na Casa do Tanque, em Barcelinhos, onde sempre viveu, tendo falecido em fevereiro de 1916. Formou-se em Medicina pela Escola Médico Cirúrgica do Porto e foi médico-cirurgião em Barcelos, que exercia apenas por caridade junto dos mais desfavorecidos, a quem não só receitava, como ajudava discretamente na compra dos respetivos medicamentos. Foi Sócio do Instituto de Coimbra. Foi administrador do concelho de Barcelos e vereador e vice-presidente da Câmara Municipal de Barcelos desde 1899, sob a presidência do seu patrício e amigo devotado, Dr. José Júlio Vieira Ramos. É durante o seu mandato e por sua iniciativa que é reconstruído, em 1905, o belíssimo Pelourinho gótico, de que Barcelos se pode ainda hoje orgulhar, e que se achava desmontado e com as suas peças dispersas. Fez, igualmente, parte do grupo de barcelenses que muito pugnou para que o Paço dos Duques fosse conservado e restaurado. Foi Provedor da Santa Casa da Misericórdia de 1899 a 1904 e secretário do Asilo do Menino Deus. Escritor, historiador local e genealogista, deixou quase toda a sua obra inédita. Escreveu "Apontamentos para a História do Concelho de Barcelos", manuscrito em 10 volumes in folio; "Estudo histórico e genealógico de algumas famílias barcelenses", manuscrito in folio; "Notícias genealógicas", extracto de vários nobiliários, manuscrito in folio e "A Casa Manuelina do Largo José Novaes, em Barcelos", manuscrito in quarto ilustrado com fotografias. Deixou ainda alguns trabalhos de genealogia e heráldica, bem como numerosos artigos dispersos por diversos periódicos locais, de que se destacam o Commercio de Barcellos, a Barcellos Revista e A Lágrima.” (In “Apontamentos para a História de Barcelos”, da autoria do Dr. António Miguel da Costa Almeida Ferraz, cujo 1º volume foi apresentado a 24 de Maio de 2013.) A abrir a cerimónia, o Diretor da Escola, Dr. António Carvalho, deu as boas vindas a todos os presentes, enaltecendo todo o trabalho da equipa da Biblioteca Escolar. Depois do Pe. António Júlio Trigueiros evidenciar o percurso notável de Dr. António Ferraz, a Senhora Vereadora da Educação, Dr.ª Armandina Saleiro, felicitou a direção da Escola e a Biblioteca “pela escolha particularmente feliz” do patrono, manifestando “orgulho em participar neste ato cívico de relembrar este ilustre barcelinense”. Referiu ainda que António Ferraz foi “um homem importante no seu tempo e para o seu tempo”, mas “o seu legado vai muito para além disso”. Por sua vez, a coordenadora da Biblioteca, Florinda Bogas, expressou a satisfação da equipa da BE pela concretização do objetivo - atribuir à Biblioteca um patrono oriundo de Barcelinhos – e, em simultâneo, perpetuar na nossa memória coletiva o nome de tão distinto Barcelinense. Por fim, um sobrinho neto do homenageado descerrou uma fotografia do do D.r António Ferraz agradeceu, em nome da família, o gesto simbólico da escola oferecendo um cd com o primeiro volume manuscrito da principal obra deste grande historiador de Barcelos. Ao longo da cerimónia houve ainda lugar para a participação dos alunos com leitura de um texto alusivo ao espaço da Biblioteca, pela aluna Alda AndradeAqui e um momento musical, em que atuaram os alunos do 11º e 12º anos. Esta homenagem ao Dr. António Ferraz surge na sequência da deliberação do Conselho Pedagógico tomada em reunião de 23 de outubro de 2013.
 

10 de dezembro de 2013

Direitos Humanos e Amnistia Internacional na Escola Secundária de Barcelinhos.
Maratona de cartas, Dança e Palestra sobre os Direitos Humanos e Conto Solidário, foram algumas das atividades dinamizadas pela Biblioteca Escolar Dr António Ferraz. Professores e alunos envolveram-se intensamente nesta luta pelos Direitos Humanos.
A turma do 11º A apresentou no dia 10, para toda a escola, a "Dança dos Direitos" e no dia 13 voltou a atuar, juntamente com as escolas do concelho, na Biblioteca Municipal.  Neste momento foi feita a  recolha de milhares de cartas, assinadas pelos alunos, apelando à defesa dos Direitos Humanos.
A par desta iniciativa, decorreu na Biblioteca, ao longo da semana, a Feira do Livro.

5 de dezembro de 2013



Feira do Livro
Vai decorrer, de 09 a 13 de dezembro de 2013, a 26ª feira do livro da Biblioteca da Escola Secundária de Barcelinhos.
Entre as diversas atividades a realizar, destacamos a atribuição de Patrono à Biblioteca Escolar, no dia 10 de dezembro, pelas 21.00h. A personalidade escolhida teve por base a pesquisa realizada pela equipa da BE, sobre figuras notáveis naturais de Barcelinhos. A proposta que foi apresentada em Conselho Pedagógico e aprovada por unanimidade recaiu no nome do Dr. António Miguel da Costa Almeida Ferraz.
“António Miguel da Costa Almeida Ferraz nasceu a 3 de Outubro de 1855, na Casa do Tanque, em Barcelinhos, tendo falecido em fevereiro de 1916.
Formou-se em Medicina pela Escola Médico Cirúrgica do Porto e foi médico-cirurgião em Barcelos.
Foi administrador do concelho de Barcelos, vereador e vice-presidente da Câmara Municipal de Barcelos desde 1899. É durante o seu mandato e por sua iniciativa que é reconstruído, em 1905, o belíssimo Pelourinho gótico. Fez parte do grupo de barcelenses que muito pugnou para que o Paço dos Duques fosse conservado e restaurado.

Foi Provedor da Santa Casa da Misericórdia de 1899 a 1904 e secretário do Asilo do Menino Deus.”


4 de dezembro de 2013

A pessoa mais  significativa para mim é o meu avô materno.
O meu avô tem 79 anos e desde de que nasci que vivo com ele porque moramos todos na mesma casa, com o meu pai, mãe, irmão e avó materna. Talvez por isso sempre fomos muito chegados e partilhamos uma grande ligação.
O meu avô é agricultor. Está sempre no campo com a minha avó a trabalhar, “na lavoura”, como ele diz. Sempre foi muito trabalhador e empenhado, não é de muito paleio - “ apenas digo o que é preciso”- e nunca está parado.
Mas há cerca de 3 anos foi-lhe diagnosticado um cancro na tiróide e teve de ser operado. Isto foi um grande abalo para o meu avô, para mim e toda a família. Tivemos de lidar com o facto de um homem dinâmico e trabalhador não estar na “sua terra”. Isto foi então muito difícil para todos, eu mal o via porque ele estava sempre nos tratamentos, só o via quando o ia visitar ao hospital e embora ficasse contente por o ver, saia de lá muito triste por vê-lo naquele estado, parado, fraco, sem falar nem saber se ia estar vivo no dia seguinte.
Após realização de vários tratamentos e muito tempo passado o meu avô está muito melhor graças aos tratamentos até aqui feitos e aos que ainda lhe faltam fazer. O cancro não alastrou mais, encontra-se estagnado e a diminuir de tratamento para tratamento. E foi num período de intervalo entre os tratamentos em que o meu avô se encontra em casa, que se deu um dos momentos mais significativos para mim, que marcou a minha forma de ser e de encarar/viver a vida.
Foi num dia de manha em que estávamos a fazer água ardente “o cheirinho”, como lhe chamamos, no alambique que temos em casa. Acendemos o lume, deitamos o bagaço para o cilindro, fechamos o cilindro, ligamos a água fria para arrefecer o vapor que sai do cilindro para o vapor solidificar (condensar) e, durante este processo demorado, os dois sentados e a falar disto e daquilo, eu perguntei ao meu avo “ como é que você lida com tudo isto, tratamentos, hospitais?” e foi então que ele me deu uma resposta muito curta mas que diz tudo: “Diogo, a resposta é muito fácil: estou vivo!”
Após isto durante aquele dia não falamos muito mais, e durante alguns dias tentei perceber o significado daquelas duas palavras, e foi então que cheguei à conclusão que não há um significado concreto para a vida e por isso temos de a viver e dar-lhe valor. Foi aí que me apercebi da grande lição que o meu avô me deu e que me faz orgulhar mais e mais do “meu jovem lutador”.
                                       Aluno de Psicologia do 12º Ano 
pela-minha-lente.blogspot.comRotinas Saudosas
            A minha avó Maria, foi uma grande influência na minha personalidade e responsável por muitos dos conceitos que adquiri. Não influenciou apenas com a vivência que teve comigo, mas pela forma como educou o meu pai.
            Admiro a educação que deu ao meu pai, mesmo tendo-o criado sozinha , porque  ficou viúva muito cedo, sem qualquer figura masculina, deu uma educação rigorosa e ensinou o meu pai a honrar a palavra (nunca se esquecia de dar um castigo prometido, para tristeza do meu pai, que ainda agora o conta). Soube, dar-lhe a liberdade necessária para ele “ser gente”, como dizia.
            A vóvó Maria desde que eu nasci sempre morou na minha casa, lembro-me dela sempre velhinha, enrugada, sempre vestida de preto, de sorriso rasgado e desdentado e olhar verde ternurento. Todo este ar só me dava vontade de a cobrir de beijinhos, e então fazia-o, e ela só dizia:
            - Oh..oh…oh Meu Deus!- Com ar de quem não estava a gostar, mas a gostar, misturava esta fala com alguns “penicões”, escondendo um sorriso brincalhão.
            Tínhamos alguns rituais de avó e neta. Sábado á noite era o dia de jogar cartas e dominós, para ela, fazer batota era um desrespeito enorme, aí de mim! Domingo à noite era dia da conversa, de contar histórias e do que tínhamos feito durante o dia.
À quinta-feira era o dia da caminhada até casa da minha tia. Todos os dias ia ao quarto chama-la para jantar. Passava todas as tardes a ler, apesar de só ter a 2º Classe. Por vezes, lia um livro numa tarde. A minha avó era demais! Todos os verões íamos para a praia com a avó, brincávamos muito, comíamos muito (só guloseimas), a avó Maria, nas férias transformava-se, era uma festa!
 A minha avó era muito religiosa e adorava ir a Fátima e eu também adorava que ela fosse, trazia-me sempre qualquer coisinha, ainda hoje tenho muitas das coisas que ela me deu, guardadas como recordações.
            Guardo com tanta saudade todos estes nossos hábitos, brincadeiras e toda a aprendizagem que me deu. Partiu com 86 anos, inesperadamente, quando eu tinha doze anos, na altura em que eu lhe começava a dar mais um bocadinho de mim, deixou-me, com muito dela e com muitas lições para a vida.
A vóvó ensinou-me a ser crente e eu acredito que ainda hoje a avó Maria está comigo…

                        Aluna de Psicologia do 12º Ano

3 de dezembro de 2013

A minha história pessoal
Desde a nossa infância até aos dias de hoje, cada um de nós acumulou experiências bastante importantes para o nosso desenvolvimento e que nos tornaram únicos. Eu, tal como todas as pessoas, tive dessas experiências que contribuíram para o meu crescimento pessoal.
À medida que vamos crescendo, tomamos consciência da realidade e vamos percebendo que nem tudo na vida é fácil. Mas, quando ainda somos crianças pensamos que a vida é uma história de encantar e que nós somos as personagens principais. Em criança, eu sonhava ser uma princesa, sonhava ter tudo aquilo que as princesas tinham. A verdade é que sempre fui uma criança sortuda, porque aquilo que pedia, eu recebia. Então quando chegava ao Natal, a minha carta de presentes era maior do que eu. Mas eu percebia perfeitamente que não podia receber tudo. A idade foi avançando e eu descobri que afinal era através do trabalho árduo dos meus pais que eu tinha todos os meus presentes.
Ao longo dos últimos anos, a vida não tem sido muito fácil para ninguém, incluindo para os meus pais. Foi então há cerca de 3 anos que eu conheci uma amiga muito especial. Ao início, eu não tinha a melhor impressão dela, talvez por não a conhecer. Mas a verdade é que “quem vê caras, não vê corações” e Ela era a prova disso. Quando a conheci de verdade, tudo aquilo que pensava sobre Ela foi retirado, porque Ela era a pessoa mais humilde que alguma vez conheci. Era capaz de abdicar de algo necessário para dar às pessoas mais importantes da sua vida, nomeadamente à sua mãe. Para além disso, era bastante brincalhona, mas também das únicas pessoas com quem eu conseguia ter uma conversa mais séria, sendo a compreensão mútua.
A prova de que Ela era realmente especial aconteceu numa mera conversa. Uma conversa, entre tantas outras, mas que me marcou de forma muito profunda! Assim, Ela explicou-me que tinha conseguido juntar dinheiro para algo que precisava, mas como sabia que a sua mãe precisava mais daquele dinheiro do que Ela, resolveu dá-lo. As suas palavras e o seu gesto para com a mãe deixaram-me bastante emocionada e sensibilizada. Nunca tinha pensado em fazer algo deste género, talvez porque nunca estive perante uma situação dessas.
Para mim foi um grande lição de vida, porque hoje já era capaz ter a mesma atitude que Ela teve. Durante os meus 17 anos de vida, foram as palavras mais bonitas e mais sinceras que alguma vez ouvi. Serão das únicas palavras que ficarão recordadas para sempre no meu coração, juntamente com um grande agradecimento a “ELA”.

                                                                                         Aluna de Psicologia do 12º A

2 de dezembro de 2013

O meu BISAVÔ
             A nossa vida está repleta de momentos especiais em que há pessoas que marcam nesses momentos, umas mais outras menos, mas a pessoa que me marcou mais até à data foi o meu bisa-avô.
            Ele era uma pessoa totalmente diferente do meu avô, enquanto o meu avô era uma pessoa rigorosa e exigente, o meu bisavô era uma pessoa calmíssima e amorosa. Ele adorava os seus bisnetos, pois mesmo que não lhe apetecesse brincar connosco, estava sempre ao nosso lado. Ele adorava ensinar-nos tudo o que ele sabia, se errássemos ele ria-se, mas dizia para fazermos de novo. Lembro-me de uma vez ele ensinar a fazer esculturas em madeira, como se segurava nas ferramentas e como as utilizar. Eu, em forma de agradecimento pelo que ele me ensinava, dava-lhe um grande beijo.
Ele pegava em mim ao colo e colocava-me no seu joelho e ele próprio me beijava. Sempre senti um grande amor por parte dele. Hoje, sinto a sua presença em minha casa, pois só ele, durante a noite, gostava de passear pelo corredor e ir para a janela deliciar o luar e desde que ele faleceu, ouço os interruptores a ligar e a desligar e ouço passos no corredor, tal e qual os do meu bisavô...
Foi ele que me ensinou a ser amoroso com as raparigas, com ele aprendi a ser carinhoso e principalmente a ser calmo. A primeira carta de amor que escrevi foi ele que me ajudou e graças a ele fui correspondido. Lembro que me ensinou a cozinhar - a primeira tentativa não terá corrido muito bem - mas ele nunca desistiu, e hoje ainda faço a sua sopa preferida, umas das recordações que guardo nos dias de hoje, com um sabor idêntico.
O que mais admirava nele era a sua forma de ser, pois ele não era um homem de desistir, lutava até ao fim, tudo tinha que ficar pronto, todos os seu desejos tinham que ser realizados.  
          Ele, aprendeu sozinho a tocar trombone, tal e qual o meu avô aprendeu a tocar piano. É incrível, pois a semente artística que foi incutida em mim teve origem no meu bisavô e no meu avô pois eles eram ligados à vertente artística. Eu, também aprendi a tocar bateria sozinho e hoje, em conjunto com uns amigos, tenho uma banda que poderá um dia ser conhecida mundialmente. Tudo o que eu aprendi, tudo o que me ensinou e principalmente o gosto pela música que me incutiu, tenho que agradecer ao meu grande bisavô, pois se não fosse ele não seria o que hoje sou.
          Em conclusão: espero um dia voltar a encontra-lo, pois sinto uma saudade enorme, sinto falta do seu carinho e do seu amor. Foi e é um exemplo a seguir, e farei de tudo para passar aos meus filhos tudo o que aprendi com ele.
          Se existe vida para além da morte, uma das primeiras pessoas que quero abraçar é o meu grande BISAVÔ.

       Aluno de Psicologia B do 12º Ano        
A minha Guerreira
Foi há sensivelmente 5 anos atrás, quando uma guerreira decidiu trazer ao mundo um bebé. Mal ela sabia era que ia acabar por ficar sozinha a cuidar dele e do filho mais velho com dois anos de diferença. É a minha tia, é dela que mais me orgulho hoje, pela coragem e pela força que teve em tratar de dois bebés sem ajuda praticamente nenhuma. Orgulho-me dela por não ter medo de perder a pessoa com quem estava casada e pelo “nosso” bebé.
O bebé chama-se Miguel. Lembro-me como se tivesse sido ontem, de o ter ido buscar ao hospital, lembro-me, como se fosse hoje, de chegar a casa com ele e com a minha tia, de a ver abraçar o filho mais velho - na altura com apenas dois anos - e de a ouvir dizer: “desculpa, és um bebé e ainda precisas tanto de mim”.
Eu era a prima mais velha, tinha apenas 12 anos, mas era uma menina muito atenta, muito inteligente e já tinha uma noção do que se estava a passar. Sei que naquele momento, estando com o pequeno Miguel nos meus braços, fitei-o nos olhos e jurei a mim mesma que ia tratar a ele e ao irmão como se fossem os dois meus irmãos. Prometi a mim mesma que lhes ia dar todo o amor que tinha, ia dar-lhes o amor que lhes ia faltar, ia dar-lhes tudo o que tivesse para dar.
Hoje, agradeço à minha tia todos os dias por ter dado ao mundo as crianças mais fascinantes à face da terra. Agradeço-lhe pois é com os meus primos que sorrio sempre que estou triste, é deles que ouço e faço as coisas mais estranhas e mais engraçadas que já vi na minha vida, agradeço por ouvir: “gosto tanto da prima miana”.
 Obrigada Tia !
                                                                                                Aluna de Psicologia B do 12º Ano

29 de novembro de 2013

Rita Arantes, 11º A
Até hoje fizeram-me crer que a vida é um ciclo que não se pode alterar. Através das estações, prevemos o tempo e, através do tempo, adivinhamos as espécies que com ele vão nascer. Mas foi no outono que eu vi uma rosa florescer.
Nunca em toda a minha vida admirara tão bela e esplêndida flor. Era apenas um rebento de pequenas dimensões num vasto mar cor de laranja, onde as plantas dominantes eram meras begónias, uma espécie habitual num jardim em pleno outono, uma como outra qualquer pertencente ao seu devido meio. Contudo, e, apesar da imensidão destas, aquele pé de roseira era o rei de um magnífico quadro desenhado a pétalas.
Naquele jardim, as hierarquias tomaram uma nova disposição. A roseira, mal rebentara da terra, havia-se tornado líder de todos aqueles que possivelmente lhe seriam indiferentes caso houvesse primavera, incluindo eu.
Eu sabia, no entanto, que um ser tão radiante não poderia ser perfeito. Até mesmo as rosas têm espinhos que, em sua proteção, podem ferir inimigos e não só. E, antes da flor se revelar ao mundo, nunca ninguém pode afirmar as cores que a irão pintar, assim como eu não sabia o que esperar de tão insólita aparição.
Lá no fundo, bem no findo, desejava-a como fogo, de cores vibrantes e intensas. Talvez isto apenas se devesse à minha preferência pela cor vermelha, porém eu compreendia que não era só isso. O que realmente me fazia fervor era o seu simbolismo pois eu tinha noção que uma rosa de tons claros nunca me daria tanta satisfação.
A espera deste fenómeno cria impasse, o impasse segue-se do nervosismo, o nervosismo conduz ao desespero e este último destrói todas as esperanças. Ainda, sim, anseio pelo momento em que poderei vislumbrar o pigmento desta rosa, mesmo que no processo ela me venha a magoar com uma das suas defesas, um dos seus espinhos ou até uma das suas atitudes.
Foi neste outono que eu vi algo de novo acontecer e me apercebi de que, para além do ciclo inevitável da vida (nascimento, desenvolvimento e morte), existe algo pelo qual vale a pena viver. Agora, tudo o que na natureza não fazia sentido passou, repentinamente, a ter lógica para mim.




28 de novembro de 2013

“A minha história pessoal”
Desde a nossa infância até aos dias de hoje, cada um de nós acumulou experiências bastante importantes para o nosso desenvolvimento e que nos tornaram únicos. Eu, tal como todas as pessoas, tive dessas experiências que contribuíram para o meu crescimento pessoal.
À medida que vamos crescendo, tomamos consciência da realidade e vamos percebendo que nem tudo na vida é fácil. Mas, quando ainda somos crianças pensamos que a vida é uma história de encantar e que nós somos as personagens principais. Em criança, eu sonhava ser uma princesa, sonhava ter tudo aquilo que as princesas tinham. A verdade é que sempre fui uma criança sortuda, porque aquilo que pedia, eu recebia. Então quando chegava ao Natal, a minha carta de presentes era maior do que eu. Mas eu percebia perfeitamente que não podia receber tudo. A idade foi avançando e eu descobri que afinal era através do trabalho árduo dos meus pais que eu tinha todos os meus presentes.
Ao longo dos últimos anos, a vida não tem sido muito fácil para ninguém, incluindo para os meus pais. Foi então há cerca de 3 anos que eu conheci uma amiga muito especial. Ao início, eu não tinha a melhor impressão dela, talvez por não a conhecer. Mas a verdade é que “quem vê caras, não vê corações” e Ela era a prova disso. Quando a conheci de verdade, tudo aquilo que pensava sobre Ela foi retirado, porque Ela era a pessoa mais humilde que alguma vez conheci. Era capaz de abdicar de algo necessário para dar às pessoas mais importantes da sua vida, nomeadamente à sua mãe. Para além disso, era bastante brincalhona, mas também das únicas pessoas com quem eu conseguia ter uma conversa mais séria, sendo a compreensão mútua.
A prova de que Ela era realmente especial aconteceu numa mera conversa. Uma conversa, entre tantas outras, mas que me marcou de forma muito profunda! Assim, Ela explicou-me que tinha conseguido juntar dinheiro para algo que precisava, mas como sabia que a sua mãe precisava mais daquele dinheiro do que Ela, resolveu dá-lo. As suas palavras e o seu gesto para com a mãe deixaram-me bastante emocionada e sensibilizada. Nunca tinha pensado em fazer algo deste género, talvez porque nunca estive perante uma situação dessas.
Para mim foi um grande lição de vida, porque hoje já era capaz ter a mesma atitude que Ela teve. Durante os meus 17 anos de vida, foram as palavras mais bonitas e mais sinceras que alguma vez ouvi. Serão das únicas palavras que ficarão recordadas para sempre no meu coração, juntamente com um grande agradecimento a “ELA”.


Carta ao Pai Natal 
 Exmo. Senhor, Papai Noël
 Rua da neve
 1001 - POLO NORTE

                                                                       Barcelinhos, 26 de novembro de 2013

 Ex.mo Senhor Papai Noël
 Venho por este meio pedir a vossa excelência que pense em mim neste Natal eu portei-me bem o ano inteiro. Lavei os dentes todos os dias, separei o lixo nos eco pontos até ajudei as velhinhas a atravessar a rua.
Por isso peço um emprego para este Natal e que seja bem remunerado. Obrigado pela atenção e não se esqueça de mim.
Atenciosamente,
Aluno do Curso EFA da Escola Sec/3 de Barcelinhos

P.S.: Também pode ser um Ferrari

26 de novembro de 2013

7ª Edição do Concurso Nacional de Leitura
Estão abertas as inscrições para a 7ª edição do Concurso Nacional de Leitura. 
Os alunos devem inscrever-se junto dos Professores de Português, Diretores de Turma ou na Biblioteca.
Semana da Ciência na Escola Secundária de Barcelinhos:

Cerimónia da assinatura do protocolo: "A Minha Escola de Ciência"

O 7º B, visitou o planetário na Biblioteca Municipal.

Palestra "O Poder Científico e a Ética do Poder", com Dr. Daniel Serrão, Anátomopatologista e Professor da Universidade do Porto.

22 de novembro de 2013

Dia Internacional da Filosofia


"O subdepartamento de Filosofia e Formação Pessoal, comemorou o dia Internacional da Filosofia, no dia 17 de Novembro, na Biblioteca da Escola Secundária de Barcelinhos. Do programa constou a declamação de poesia, a representação de excertos da "Apologia de Sócrates" e um recital de música de intervenção. Participaram nesta atividade, que teve como objetivo principal sensibilizar os alunos para a importância cada vez maior da disciplina de Filosofia numa sociedade muitas vezes acrítica e conformista, os alunos do 10º e 11º anos."


21 de novembro de 2013


Na minha vida, ainda que curta, aconteceram vários momentos que me marcaram para toda a vida, mas a história pessoal que vou contar foi a que realmente me marcou mais psicologicamente. Tudo aconteceu na minha infância. Eu sempre fui uma criança bastante tímida e reservada, ou seja, quando alguma pessoa desconhecida me falasse, eu nem se quer respondia, ou então, quando insistiam para eu responder, chorava. Eu estava habituada a ter professoras, tanto no infantário como no primeiro ano e achava que as professoras eram mais meigas e queridas. Quando entrei no primeiro ano, desejava que não fosse um professor. O que realmente aconteceu, e, por isso, fiquei feliz com a notícia. No segundo ano, no primeiro dia de aulas, fiquei aterrorizada quando soube que era um professor e, por isso, passei o dia a chorar. No entanto, os meus colegas, principalmente os rapazes, adoravam o professor porque ele tinha uma mota. Eu acho que naquele dia o professor estava mais aterrorizado que eu, porque eu não parava de chorar. Quando terminou aquele dia eu disse à minha mãe que não queria ir mais à escola. Obviamente que isso não aconteceu. Nos dias seguintes, quando o professor me perguntava alguma coisa eu desatava a chorar e não conseguia responder a nada do que o professor me perguntava. Naqueles primeiros dias fingia estar doente para não ir à escola, mas mesmo assim só faltei um dia porque os outros, a minha mãe descobriu o verdadeiro motivo. Certo dia, o professor não sabia o que haveria de fazer, porque eu chorava quase todos os dias e, por isso, resolveu pegar-me ao colo. Fiquei cheia de vergonha mas, apesar disso, achei que o gesto do professor foi uma forma de carinho que nunca mais me esqueci. Nos dias que se seguiram, passei a admirar o professor e nunca mais chorei nas aulas dele. Apesar daquele gesto tão simples para algumas pessoas, para mim foi muito significativo. Nos anos seguintes, nunca mais chorei pelo facto de ser professora ou professor, para mim era indiferente, mas só passou a ser indiferente por causa daquele gesto do meu professor do segundo ano.
 (aluna do 12º ano de Psicologia)

 “ O tempo que passa…”
Pediram que falasse de uma pessoa especial para mim, e decidi escrever sobre a minha avó. Hoje uma senhora de 74 anos, uma mulher de história, viúva desde muito nova, criou 5 filhos praticamente sozinha e teve um importante papel na minha educação. Ela ficou a tomar conta de mim desde que eu era bebé. Não digam a ninguém, mas eu dormi com ela até aos 9 anos de idade. Sim é verdade! Quando era pequeno necessitava sempre, do braço da avó por cima de mim para adormecer à noite: “Bota o baço vó!” – dizia eu. Era uma ternura! Às vezes, já grandinho, quando dormia no meu quarto ainda sentia necessidade de falar com ela, isto porque ela garantia-me segurança. Passei momentos muito bons, ela cuidava e cuida muito bem de nós, seus netos. Ela costumava cozer o pão no forno e então foi com ela que aprendi essa proeza. Para satisfazer a vontade dos netos ela fazia as “netinhas” que eram umas broinhas pequeninas que oferecia aos netos. Talvez por ter crescido no meio dela, gosto muito dela e quero que viva até aos 100 anos! Lembro-me de uma viagem de autocarro em que adormeci encostado aos ombros dela e ela punha a mão por cima de mim. Houve uma fase em que passeávamos para Barcelos de autocarro. Também costumávamos frequentar a fisioterapia. Ainda assim, costumava ainda levar-nos para campo para ver e compreender melhor as suas lides. Quando eu andava na primária a minha avó tinha sempre um petisquinho para mim a meio da tarde! Habituou-me a comer de tudo e satisfazia sempre os meus caprichos. Ainda hoje o faz, o arroz da minha avó é delicioso! Ela cozinha de tudo. Muito ligada à religião incutiu-me os valores cristãos, morais, de respeito, amizade e boa educação. Nos dias de hoje, dedico-me imenso às plantas aromáticas e ela ajuda-me imenso. As plantas são uma terapia para mim. Gostava de poder passar mais tempo com ela. Poderia escrever um livro sobre a vida dela. A minha avó é uma figura extramente importante pois transmite-me carinho, amor, e simpatia e nunca me faltou com nada. Ao nível da educação e do respeito é exemplar. Ela deseja que eu tenha um futuro promissor e eu desejo que ela tenha saúde. Hoje a idade não perdoa, e os problemas da idade já surgem, e eu tento sempre ajudar no que posso. Ela é a matriarca da família, tem histórias lindíssimas dos seus tempos de juventude. É verdade que não foram fáceis. Uma vida dedicada ao campo, à família que merece ser recompensada. Este é um texto de agradecimento não só a minha avó mas a todas as avós do mundo pelo importante papel que tem, porque elas são duas vezes mães. Um grande beijinho, Vó Conceição!
(Aluno do 12º ano de Psicologia)

14 de novembro de 2013

A tradição do São Martinho na Biblioteca 


Foi com carinho e ternura que os alunos do 12º F receberam os utentes do Centro Social e Paroquial de Barcelinhos. 
Num ambiente "familiar",  acalorado pelas castanhas, que não podem faltar neste dia, os idosos ouviram música tradicional e literatura popular . Muitos dos presentes puderam ainda cantar as suas canções preferidas e completar os provérbios alusivos ao dia de São Martinho, enquanto saboreavam um chá quente acompanhado de bolinhos de castanhas confecionados a propósito. 

12 de novembro de 2013

Sermão de Santo António aos Peixes, interpretado por  Diogo Infante, no Teatro Gil Vicente, em Barcelos.

 “Vos estis sal terrae” (Vós sois o sal da terra)
 Foi com estas palavras que o grande ator, Diogo Infante, iniciou a encenação, a solo, do “Sermão de Santo António aos Peixes”, da autoria do Padre António Vieira, que teve lugar no teatro Gil Vicente. Perante uma assistência constituída, maioritariamente, por alunos do 11º ano da Escola Secundária de Barcelinhos, o ator cativou a inteligência dos ouvintes usando, como seria de esperar, uma entoação de voz extraordinária (a frase interrogativa num tom mais alto, a declarativa num tom mais baixo). Os gestos, as interjeições e exclamações, as pausas - propositadas ou não - interpelaram os ouvintes para a reflexão sobre problemas muito atuais como a corrupção, o poder e a tentação desmedida. Um texto de 1654 que não perdeu a actualidade, em que é criticada a prepotência dos grandes que, como peixes, vivem do sacrifício de muitos pequenos, os quais "engolem" e "devoram". Este texto, proferido pelo Padre António Vieira em São Luís do Maranhão, é marcado por rasgados laivos de ironia, e por um agudo senso de observação sobre os vícios e vaidades do Homem, aqui comparado aos peixes, na mais sábia alegoria. - “Vos estis sal terrae”! [Diogo Infante a exaltar-se em latim fica ainda melhor]. O efeito do sal é impedir a corrupção: «...Ou é porque o sal não salga, ou porque a terra se não deixa salgar». Inesquecível!

6 de novembro de 2013

                                                         

Sonho de Amor

Perdi o sonho no tempo
Como a realidade na ilusão,
A vida num sentimento
Que exaltava o coração.

Com a suavidade do mar
Desvaneceu-se o espírito
Incapacitado de soletrar
A confusão do esquisito.

Por palavras nasceu o amor,
Impulsivo mas melancólico,
Submisso ao medo do terror
Sentido no extremo insólito.

Em viagens prolongadas
Pelo insano do que se sente,
Restam agora as palavras
De um sonho incoerente

                   Bruno Cruz

31 de outubro de 2013

Mês das BE's - Dia Internacional das Bibliotecas Escolares.

Visitas guiadas à biblioteca, concurso de marcadores e cartaz. 
Dia aberto: oficina de escrita criativa e sessão de leitura pública.
Estas foram as atividades realizadas ao longo do mês das bibliotecas (outubro).
Os alunos do 7º ano, turma B, participaram  na oficina de escrita criativa dinamizada pelos alunos do 11º A.(Atividade)
Dramatização de excertos de obras de autores portugueses (Luís Vaz de Camões, Eça de Queirós e Fernando Pessoa) com o propósito de lembrarmos o dia do livro português, comemorado hoje. 
Num ambiente descontraído e acolhedor, o público assistiu a sessões de leitura pública pelos alunos do 12º B, enquanto saboreava uma chávena de chá recordando os momentos do "Chá de livros". 

21 de outubro de 2013

Música
A música é o grande código da humanidade. Desde sempre as pessoas encontraram na música uma forma de expressar as suas ideias, pensamentos e emoções, conferindo-lhe um pouco da sua própria alma.
Atualmente a música tem vindo a perder o seu caráter expositivo, passando a ser gerido como uma indústria, em que o fator preponderante não é o conteúdo, mas sim a imagem. Jovens, nomes da música, têm vindo a descorar do seu papel enquanto cantores tornando-se bonecos de empresa. Veja-se a título de exemplo o caso mediático da cantora MIley Cyrus, que abdicou da sua imagem inocente, enquanto menina da Disney, em detrimento de uma mulher mais arrojada e sensual.
Por outro lado, não nos podemos esquecer da essência subjetiva, pois tendo cada um de nas diferentes personalidades, teremos também diferentes gostos musicais. Assim esta arte, tal como todas as outras, e capaz de despertar diferentes emoções em cada individuo. Note-se, porém, que temas como o amor se têm mantido ao longo do tempo nos vários estilos musicais constituindo o top de vendas mundiais.
Em suma, a música não se resume a uma quantidade ínfima de notas musicais, mas é antes a enciclopédia da nossa história.
Texto criado, a propósito do "Dia Mundial da Música‎", pelas alunas:
 Sofia, nº 6, 11º A Cláudia, nº 8, 11º A Elsa, nº 12, 11º A Rita, nº 26, 11º A

17 de outubro de 2013

Champimóvel
No dia a 16 de outubro, a nossa escola associou-se ao Município de Barcelos, numa ação conjunta com a Rede de Bibliotecas Escolares de Barcelos e a Fundação Champalimaud, e levou as turmas do 8º ano a visitar o Champimóvel.
Assistiram a um show animado interativo em 4D, com a duração de cerca de 25 minutos, intitulado  “O Futuro da Ciência”. Os participantes fizeram uma viagem através do corpo humano, na companhia do Champi, o nosso guia.

Champimóvel é um projeto de divulgação e promoção da ciência da Fundação Champalimaud, dirigida especialmente ao público com faixas etárias entre os 9 e os 14 anos.
Com esta visita, em articulação com o departamento de Ciências Humanas, esperamos ter despertado nos nossos alunos o gosto e o interesse pela ciência e investigação. 

OUTUBRO
Mês Internacional das Bibliotecas Escolares
O nosso cartaz
Programa
Ao longo do mês de outubro
Temática ׀ A Biblioteca, uma Porta para a vida
Objetivos׀
Desenvolver e manter nos alunos o hábito e o prazer da leitura e da aprendizagem;
organizar atividades que incentivem a tomada de consciência cultural e social;
proclamar o conceito de que a liberdade intelectual e o acesso à informação são pontos fundamentais à formação de cidadania responsável e ao exercício da democracia;
promover a leitura, recursos e serviços da biblioteca escolar junto à comunidade escolar.
 Destinatários׀ Alunos, professores e toda a comunidade escolar.
Nota: A participação nas atividades calendarizadas será apenas para turmas convidadas com conhecimento e autorização dos professores e que não resulte em prejuízo das aulas.
 Programa do mês das BE
De 01 a 04 de outubro׀
Receção aos alunos do 7º e 10º ano
 Ao longo do mês׀
Criação do cartaz das BE’s
Concurso de marcadores alusivos
 29 de outubro׀
Dia aberto
“Chá de livros”
Oficina de escrita
Sessão de leitura  publica
Responsáveis: Prof ª Ana Reis, 11º A e Equipa da BE.
Destinatários: 1 turma do 7º ano.

23 de junho de 2013

 “A Metamorfose” de Franz Kafka apresenta-nos a história de Gregor Samsa, que se transforma em inseto da noite para o dia, condição que o põe em vigília e constante incomunicação. “Quando Gregor Samsa despertou uma manhã depois de um sono intranquilo, encontrou-se sobre a sua cama convertido num monstruoso inseto.” Esta é a primeira frase deste livro e é uma das mais conhecidas no mundo da literatura. Gregor acorda e vê-se transformado num inseto. Assim, não se consegue levantar, o que era preocupante, pois estava atrasado para o seu emprego de caixeiro-viajante, com cujo ordenado sustentava a sua família depois do negócio de seu pai abrir falência. Por mais tentativas que fizesse para se levantar, não conseguia, e o atraso já era de horas. Como tal, o gerente foi em pessoa averiguar a razão do atraso. Depois de resolvida a dificuldade de se levantar e deslocar, Gregor depara-se com outra dificuldade, a de destrancar a porta, dificuldade esta ultrapassada com muita dor e esforço. Ao verem Gregor, estes, já antes alarmados pelo som de animal, ficam exaltadíssimos. Incrédulo, o gerente foge. Com o auxílio de uma bengala e um jornal, e perante o choro da mãe, é enxotado pelo pai de volta para o quarto. Nesta altura, Gregor descobre que, embora andasse muito bem para a frente, às arrecuas era muito lento. Ao entrar, finalmente, no quarto fica entalado na porta e o pai dá-lhe um golpe por trás com a bengala, fazendo-o aterrar a meio do quarto e com outro golpe com a bengala fecha a porta. Só por esta parte do resumo se percebe a frieza e indiferença dos humanos perante Gregor, que ainda se sentia humano, semelhante ao grande mal de que padece a humanidade. A irmã encarrega-se de o alimentar. Primeiro leva-lhe uma tigela com leite açucarado, mas isso não agrada a Gregor, apesar de este ter sido, outrora, o seu alimento preferido. Então leva-lhe num jornal vários tipos de comida. As de que Gregor menos gostava, são agora as que curiosamente, alimentos alterados (um queijo capaz de assustar qualquer nariz, por exemplo). Ela e a mãe passam a tratar da cozinha, a empregada despediu-se, com grande alívio, depois de ver Gregor. Só a irmã é que se encarrega do quarto, mas fá-lo incomodada. Depois de algum tempo, a mãe quer ver o filho, mas o pai e a irmã não deixam. Quando finalmente o consegue, apanha um choque, tal como a irmã, quando um dia entra mais cedo e encontra o irmão à janela. Para poupar a sua irmã, arrasta um lençol para o cadeirão onde dorme e sempre que ela lá vai, ele cobre-se todo, gesto que aliviou a irmã. Gregor passa a escutar, analisar e observar tudo à sua volta. Para passar o tempo, começa a caminhar em todas as direções, incluindo para o teto. A irmã repara neste novo passatempo e retira os móveis do quarto para que ele se possa deslocar mais à vontade. Entretanto, a sua família começa a trabalhar e a ganhar o seu próprio sustento. Assim, Gregor começa a ser desprezado ainda mais: Jã nem a irmã vai ao seu quarto com tanta frequência nem repara no que ele come, que é cada vez menos. Ele tornou-se num fardo. Para ganhar dinheiro, alugam a casa a três homens, e mudam drasticamente a sua vida doméstica Já outra empregada fora contratada, e queria ver-se livre do inseto. Um dia, a irmã tocou violino e o irmão aproximou-se. Quando deram por ele, o pai atirou-lhe com maçãs e uma delas ficou-lhe presa no dorso, magoando-o. Os hóspedes vão embora furiosos por viverem no mesmo local que um verme. Gregor acaba por morrer, sozinho, desprezado e incompreendido, no seu quarto, após mais este gesto de desprezo, o que é um alívio para a família, pois finalmente vê-se livre dele.
 Não será isto o que acontece na nossa sociedade? Não será esta obra um alerta para a nossa forma de ver as coisas e de nos relacionarmos com os outros?
 Penso que vale a pena pensar nisto.

13 de junho de 2013

No âmbito da atividade GEÓGRAFO DO ANO 2012/2013, levada a cabo pelo subdepartamento de Geografia, foram entregues os diplomas e respetivos prémios no dia 12 de Junho na Biblioteca escolar. Os alunos vencedores foram Tatiana Barbosa do 7º Ano turma A, Tiago Filipe Sá do 8º Ano turma C e Marisa Cristina Loureiro do 9º Ano turma B.
Na mesma cerimónia, a Biblioteca entregou os diplomas, enviados pela Câmara Municipal de Barcelos, aos alunos participantes no concurso concelhio "Pequenos Grandes Poetas", realizado pela Biblioteca Municipal.
E porque consideramos que o Mérito e Empenho devem ser reconhecidos, deixamos aqui o registo como agradecimento aos nossos alunos distinguidos.

7 de junho de 2013

Os  "leitores do mês" 2012-2013
.  
A BE procede mensalmente à análise estatística das requisições domiciliárias, elegendo, deste modo, o leitor do mês. Este concurso que visa promover hábitos e competências de leitura e desenvolver a literacia nos nossos jovens, com vista à formação de cidadãos atentos e críticos - condição indispensável para o exercício da cidadania - contou com a colaboração de 8 alunos que receberam um prémio em livros oferecidos pela escola. A entrega dos prémios contou com a presença do Diretor da escola, da Bibliotecária e dos respetivos Diretores de Turma numa singela cerimónia que pretendeu homenagear todos os que valorizam e investem na leitura. A todos os alunos que, desinteressadamente, colaboram nesta atividade o nosso obrigada e desejo de que continuem a cultivar o sublime gosto pela leitura. Tal como dizia o grande filósofo, orador, escritor, advogado e político romano, Cícero: "Os livros são o alimento da juventude." É esse alimento que julgamos ser nosso dever continuar a fornecer e a estimular."
Pensamento do mês de junho

27 de maio de 2013

Diários de escrita, por Carolina Gonçalves
 Como li os livros: Lolita, 1984, Livro, A Metamorfose, Retrato do Artista Quando Jovem.

 De todos os tipos de texto, o resumo é o que mais detesto escrever ou ler. É útil, sim, mas absolutamente desinteressante. Não tem a essência, alma ou arte; não passa de palavras frias e sistematizadas. No entanto, se mo pedem, eu escrevo-o sem objeções. Ou melhor, escreveria, se não se levantasse outra questão: eu requisitei cinco livros diferentes e não consigo escolher qual deles para a tarefa em mãos. Li-os a todos com o fervor e curiosidade que sempre me acompanharam na leitura e posso recontá-los facilmente. Lolita é o relato arrepiante e perturbador (felizmente, fictício) de um pedófilo que destrói a vida de uma pobre rapariga que morre no final. 1984 fala de uma terrível ditadura que é mais assustadora hoje em dia do que quando o livro foi publicado, uma vez que agora temos a tecnologia para a tornar real. Livro foi-me recomendado por uma colega que participou no PNL, e mais do que excedeu as espectativas, tanto no relato da emigração portuguesa como no toquezinho de pós-modernismo. A Metamorfose é um crítica interessante e que ambiguamente deixa em aberto se o protagonista de transformou realmente num inseto ou se tem alguma doença mental, mas entrando em declínio psicológico até à morte. Por fim, o Retrato do Artista Quando Jovem narra os conflitos internos do jovem Stephen Dedalus e a sua tentativa de libertação da influência do ambiente que o rodeia. Se é um resumo que me pedem, cada uma destas linhas seria suficientes para a respetiva obra. Todavia, não provam que eu li, de facto, qualquer um destes livros, o que eu suponho que seja uma das razões, ou talvez a única, porque me foi pedido este resumo. Eu poderia dizer que Lolita foi, quase de certeza, o único livro que li em que eu detestava todas as personagens. Ou que 1984 mexeu bastante comigo ao desenhar uma sociedade que oprime até o próprio pensamento. Em Livro atraiu-me que fosse tão consciente de si mesmo ao ponto de ser confuso, mas desagradou-me que eu conseguisse prever parte do enredo. Quanto a A Metamorfose, Gregor tinha uma família de sanguessugas que o abandonou à primeira dificuldade, e era triste vê-lo tão preocupado com eles enquanto eles o desprezavam tão horrivelmente. Já o Retrato do Artista Quando Jovem mostrou-se uma interessante janela para a vida do próprio autor, além de me levar a questionar quais os verdadeiros efeitos que a sociedade em que me insiro tem sobre mim. Não há muito mais a dizer. Como com qualquer outra obra de arte, não há descrição possível para um livro, pelo menos não uma que reflita verdadeiramente a sua natureza. Por mais irónico que seja, não há palavras que descrevam a experiência extraordinária da leitura. Tentar fazê-lo é, obrigatoriamente, deixar o serviço pela metade, uma mera sombra da realidade. E, para fazer um trabalho mal-feito, nem vale a pena começar. Ficam, então, aqui, as minhas humildes palavras sobre os livros que me acompanharam ao longo do mês de Abril. Se não vou mais longe, é porque resumo nenhum se aproxima da própria leitura; se não faço melhor, é porque me falta o talento e a arte. 

24 de maio de 2013

Conferência
 BARCELOS – 900 anos de História com o P.e António Júlio Trigueiros, sj


No dia em que foi lançado, no auditório da CMB, o 1º de 13 volumes, do maior historiador barcelense, Dr. António Miguel Almeida Ferraz, “Apontamentos para a História de Barcelos”, convidamos o Pe. António Júlio Trigueiros, responsável pela leitura, introdução e notas da obra deste ilustre barcelinense . Além desta excelente obra, o P.e António Júlio Trigueiros também é autor de várias publicações sobre Barcelos e o seu concelho, das quais salientamos: A Heráldica e a Genealogia no Concelho de Barcelos, 1984 e 1985 Barcelos Histórico Monumental e Artístico, 1998 A Casa do Menino Deus: da Escrava Victória às Franciscanas Missionárias de Maria, (em co-autoria com Maria Celeste Lúcio), Barcelos, 2012.
Com a biblioteca lotada de alunos e professores, assistimos a uma sábia e descontraída lição de história de Barcelos, acompanhada por interessantes slides, ilustrativos do grandioso património arquitetónico e artístico da nossa terra. Desta sessão ficou acentuado o orgulho, o dever e a responsabilidade que todos devemos ter na defesa e preservação deste vasto e rico património.

Pensamento do mês - setembro