Fraqueza
Esta vida não passa de uma mera ilusão,
Talvez o verdadeiro sempre esteja no além
Onde as lágrimas secam e os sorrisos florescem,
Onde a ilusão é realidade e o amor é eterno.
Eu agora tento juntar palavras com sentido
Mas elas correm para fora da minha mão,
Agarro as poucas que persistem sobre os corações
E saem-me versos com algum significado.
Olho esta folha à espera de ser completada
Com o que o meu coração tem a expressar,
Mas o que pode ele dizer se já não tem mais forças...
Creio que sejam as minhas últimas palavras...
Já perdi a vontade de viver e só me quero desligar,
Já nada me prende neste mundo senão a infelicidade
De ver todos a sofrer, não aguento com a verdade,
Preciso de descansar, de repousar no leito eterno.
Já estou farto de perder as pessoas que eu amo
Porque eu as afasto e não quero, já estou farto
De ouvir palavras de que a vida é um fardo,
Já estou farto de carregar tudo e não poder fazer nada.
28 de dezembro de 2012
O Lugar da Poesia, por Bruno Cruz, 12ºC
Força de viver
Para todos aqueles que lutam todos os dias
Para poder viver mais cinco minutos a sua vida,
Eu mando-lhes a minha força de vontade toda,
Que, embora pouca, é o suficiente para encorajar.
Penso e não imagino o quanto vocês sofrem,
Todas as dores que vocês passam para sorrir,
Para mostrardes a todos o que é precisar de lutar,
Mas de onde vem toda essa força para persistir?
De onde vem toda essa força de querer viver,
De se querer levantar mesmo com todas as dores,
De querer tocar, sentir...O que é o querer?
O que significa, para vós, ser-se feliz?
Todos nós choramos por dores insignificantes
E aqueles que não choram com dores avultantes?
Que mesmo no meio de uma solidão imensa
Ainda têm forças para soltar um sorriso intenso.
Para todos aqueles que lutam todos os dias
Para poder viver mais cinco minutos a sua vida,
Eu mando-lhes a minha força de vontade toda,
Que, embora pouca, é o suficiente para encorajar.
Penso e não imagino o quanto vocês sofrem,
Todas as dores que vocês passam para sorrir,
Para mostrardes a todos o que é precisar de lutar,
Mas de onde vem toda essa força para persistir?
De onde vem toda essa força de querer viver,
De se querer levantar mesmo com todas as dores,
De querer tocar, sentir...O que é o querer?
O que significa, para vós, ser-se feliz?
Todos nós choramos por dores insignificantes
E aqueles que não choram com dores avultantes?
Que mesmo no meio de uma solidão imensa
Ainda têm forças para soltar um sorriso intenso.
O Lugar da Poesia, por Bruno Cruz, 12º C
A Resplandecência da Lua
Nunca dei importância ao luar como esta noite,
Há algo de especial nele, ou talvez em mim,
Para além de a lua ser quarto minguante
Ainda brilha com uma névoa redundante.
Para muitos é apenas a lua numa fase,
Para os outros é um pensamento da vida
Que não se traduz por apenas uma frase.
Vida é o quê? Ser feliz, sofrer e partir?
Para quem não abre os olhos, talvez seja.
Eu apenas te quero ajudar e mostrar,
Com esta noite, que a lua continua a brilhar,
Que mesmo com adversidades é visível a sua chama.
Nunca irás conseguir esconder o que és realmente,
Mas, se acreditares, vais ser muito mais do que eras,
Vais ser mais do que um simples brilho,
Se acreditares, tu vais encontrar o teu trilho.
Nestas palavras me encontrarás sempre que precisares,
Estarei nos meus versos quando dúvidas deparares
Seja nestes ou noutros, eu ir-te-ei responder.
Estás a sofrer, mas digo-te, isso é viver!
Nunca dei importância ao luar como esta noite,
Há algo de especial nele, ou talvez em mim,
Para além de a lua ser quarto minguante
Ainda brilha com uma névoa redundante.
Para muitos é apenas a lua numa fase,
Para os outros é um pensamento da vida
Que não se traduz por apenas uma frase.
Vida é o quê? Ser feliz, sofrer e partir?
Para quem não abre os olhos, talvez seja.
Eu apenas te quero ajudar e mostrar,
Com esta noite, que a lua continua a brilhar,
Que mesmo com adversidades é visível a sua chama.
Nunca irás conseguir esconder o que és realmente,
Mas, se acreditares, vais ser muito mais do que eras,
Vais ser mais do que um simples brilho,
Se acreditares, tu vais encontrar o teu trilho.
Nestas palavras me encontrarás sempre que precisares,
Estarei nos meus versos quando dúvidas deparares
Seja nestes ou noutros, eu ir-te-ei responder.
Estás a sofrer, mas digo-te, isso é viver!
O Lugar da Poesia, por Bruno Cruz, 12º C
Alucinação
Aquela rapariga que por mim passou
a minha atenção logo a captou
com os seus cabelos longos entrelaçados entre si,
mais cintilantes que mil raios de sol.
Os meus sentidos foram despertados
assim que sua pele e o sol se cruzaram,
tamanha beleza foi contemplada por meus olhos
que se deslumbraram face àquela imagem...
Aquele sorriso... abrangeu a minha mente,
aqueceu a minha alma, trespassou o meu coração,
cortou-me a respiração. Um simples momento de apreciação
levou-me a sentimentos incontroláveis que eu jamais sentira,
rapidamente nossos olhos se encontraram
e meu coração de súbito foi roubado... Oh Deus,
aqueles olhos me encantaram com um só olhar,
com aquelas cores que eu alguma vez esquecerei...
Verde e castanho... estas cores podem representar tudo,
desde um pequeno grão de terra, a uma árvore colossal,
os seus olhos podem não ilustrar tudo, mas para mim...
Para mim são um universo infindável onde sua beleza
é e jamais poderá ser admirada, através dos seus olhos
eu vejo luas, eu vejo mundos eu vejo estrelas... através deles
eu sonho, por ela eu vivo!
Aquela rapariga que por mim passou
a minha atenção logo a captou
com os seus cabelos longos entrelaçados entre si,
mais cintilantes que mil raios de sol.
Os meus sentidos foram despertados
assim que sua pele e o sol se cruzaram,
tamanha beleza foi contemplada por meus olhos
que se deslumbraram face àquela imagem...
Aquele sorriso... abrangeu a minha mente,
aqueceu a minha alma, trespassou o meu coração,
cortou-me a respiração. Um simples momento de apreciação
levou-me a sentimentos incontroláveis que eu jamais sentira,
rapidamente nossos olhos se encontraram
e meu coração de súbito foi roubado... Oh Deus,
aqueles olhos me encantaram com um só olhar,
com aquelas cores que eu alguma vez esquecerei...
Verde e castanho... estas cores podem representar tudo,
desde um pequeno grão de terra, a uma árvore colossal,
os seus olhos podem não ilustrar tudo, mas para mim...
Para mim são um universo infindável onde sua beleza
é e jamais poderá ser admirada, através dos seus olhos
eu vejo luas, eu vejo mundos eu vejo estrelas... através deles
eu sonho, por ela eu vivo!
18 de dezembro de 2012
"Encontro com..." Carlos Basto
Após vários encontros com escritores, sessões de
leitura pública e duas exposições, encerramos a feira do livro com a presença
de um grande artista Barcelense, Carlos Basto.
Autor de inúmeras obras em diversas áreas, desde o
cinema à fotografia é, sobretudo, como aguarelista e pintor que se tem
notabilizado.
Com uma plateia muito atenta de alunos e
professores, ouvimo-lo falar das suas obras dando principal destaque ao seu
último livro de ilustrações a aguarelas “Caminho de Santiago, em terras de Barcelos”.
A propósito deste projeto, referiu que, o artista necessita de conhecer bem a
matéria da obra que se propõe ilustrar-
neste caso o percurso pedestre entre
Porto e Santiago de Compostela - trabalho que nem sempre é fácil por ser uma
pesquisa demorada onde o olhar do artista obriga a selecionar os locais que
mais tocam o visitante . A narrativa deste constrangimento, serviu de mote a
uma longa conversa sobre as várias histórias que vivenciou ao longo do período
em que visitou, in loco, todos os pontos culturais que os caminhantes podem
contemplar ao fazer os Caminhos de Santiago. Houve ainda tempo para propor um
desafio ao nosso convidado: a ilustração de um poema de Natal, lido por duas
alunas. Perante esta proposta, o aguarelista registou a história nuns
esquissos, evidenciando a forma , sempre
subjetiva, de como se pode
converter a comunicação verbal em não-verbal.
Foi uma
sessão interessante na companhia deste artista e da nossa
querida colaboradora da Biblioteca Municipal, D.ra Ana Paula Brito, que moderou
a sessão.
17 de dezembro de 2012
Exposição de Presépios "Green Cork"
Desde o início do ano letivo que a nossa escola trabalha para o projeto "Green Cork". A Comunidade Educativa e muitos restaurantes de Barcelos aderiram à campanha de recolha de rolhas de cortiça para ajudar à construção de objetos em cortiça. É o caso dos Presépios que os alunos do 8º ano, na disciplina opcional de Educação Tecnológica, orientados pelos Professores, Isabel Martins e Virgílio Pereira, confecionaram ao longo do 1º período. O júri, constituído por um elemento da direção, três Professores e dois alunos, após apreciação dos 30 presépios, elegeu os três melhores para apresentar a concurso. Parabéns a todos os colaboradores do projeto e a "Green Cork" agradece as dezenas de rolhas de cortiça recolhidas.
Diários de Escrita, por Juliana Costa, 12º F
Não sei precisar no tempo ou no espaço, sei apenas que, em algum momento, tive a oportunidade de me sentir trespassada por um Amor que não sei descrever ou definir.
Na minha busca incessante por respostas, achei que a melhor maneira de enquadrar o que sentia era tentar localizar esse meu sentimento de transcendência num espaço concreto: a Igreja. Durante dez anos de catequese, ignorei Deus e a sua Festa Eucarística, talvez por não os compreender e, agora, que penso sobre isso, não me apoquento, porque “Para tudo há um momento e um tempo (…)” (Eclesiastes 3, 1) e aquele não seria certamente o meu tempo para crer e ter fé. Portanto, acredito que me foi dada a oportunidade de viver “sem” Ele, ou melhor, de viver com Ele, mas sem nunca contemplar a sua presença na minha vida. Tudo para que, agora, na minha pequenez, eu pudesse notar que Deus sempre esteve comigo e eu é que não estive atenta aos sinais que Ele subtilmente me ia dando. Julgo que Ele me deu a balança, as medidas e o poder de decisão, tornando a escolha numa opção séria e pessoal, isto é, a escolha seria sempre íntima, mesmo havendo a coexistência de duas vontades: a minha e a do Pai. Mas Deus, tal como em todas as minhas outras decisões, não me deixou ao acaso e, para me ajudar nesta escolha, colocou no meu caminho uma pessoa indescritível, o Pe Miguel. Com a sua ajuda, senti que iniciei o meu percurso espiritual pela segunda vez, mas agora com toda a seriedade que essa mesma opção requer.
Não duvido, por isso, que o meu Crisma ou que a minha preparação para esse importante marco vital tenham sido os verdadeiros pontos de ação do Espírito Santo, isto é, da força do Criador, em mim. Eu, que não gostava de ir à missa e via a catequese como obrigação e ponto de chegada, passei a olhar este sacramento como um ponto de partida e a olhar as oportunidades como apelos e propostas feitas por Cristo. Fui chamada a ser membro de um grupo de jovens na paróquia (Os Corvos), a contribuir como leitora, a integrar o grupo coral e, a meu ver, a proposta mais impensável, a de ser catequista. Fui recetiva, como sempre sou, e nenhum deles recusei, aliás, ainda hoje integro todos estes grupos porque me sinto completa em cada um deles, como diz Ricardo Reis: “Para ser grande, sê inteiro”. E fui sempre vivendo essa inteireza acompanhada pela sensação extenuante de tranquilidade que sentia quando entrava num espaço de oração. Paradoxalmente era dentro de muros que eu encontrava a liberdade. Era invadida, voluntária ou involuntariamente, pela perceção de exposição, sem que conseguisse controlar ou compreender. E, apesar de já ter passado algum tempo, cerca de dois anos, continuo com a mesma incapacidade de compreensão, com a mesma falta de autocontrolo porque tudo o que é meu e habita em mim se esvai e se liberta, pura e simplesmente, dentro de muros. Diante do sacrário, trazendo mais maturidade, alcanço com plenitude a beleza do mistério de Cristo: eu estou em Cristo e Cristo está em mim, de outro modo, “Eu vivo, mas já não sou eu quem vive, é Cristo que vive em mim” (Gálatas 2,20)
Como católica, que professa, vive, celebra e reza Cristo, vejo agora o mundo de um outro prisma. A alegria de viver, a preciosidade de cada ser, o serviço ao outro são, à luz da religião em que creio, pontos de apoio e referência no meu dia a dia. Confesso que não me sinto como os outros, nem sinto que sou igual a eles. Sinto que sou diferente porque sei que tenho em mim “um pedacinho de Deus” e, de facto, aqueles que me rodeiam repararam, aquando da minha mudança, na dimensão desse “pedacinho” e no impacto que Ele pode ter em cada um e nos que dele estão próximos. Indescritivelmente sinto que, a partir do momento em que Cristo integra a vida de alguém, esse alguém nunca mais poderá viver sem Ele ou apenas verá o passar dos dias sem neles encontrar um sentido pleno, justo e feliz para a sua vida. Não quero, por este motivo, desfazer-me de uma parte de mim, ou melhor, daquilo que sou: Cristo.
13 de dezembro de 2012
"Encontro com..." José Ilídio Torres
Num ambiente intimista e descontraído, os alunos do 7º ano, turmas A e B, receberem o Escritor José Ilídio Torres. Durante várias aulas a Professora Renata Ribeiro motivou os alunos para a leitura da já vasta obra do Escritor: os poemas não se servem frios, para além do tempo “A tristeza matou os peixes que nadavam nos teus olhos” – Contos e poesia; “Contos de Água e Areia”- Contos; O amor é um tema batido 2011 - Poesia; Para além do tempo (2010) - Contos; Diário de Maria Cura (2009) - Romance, e o seu último livro 4 Histórias de Pais & Filhos.
Deste último, os alunos apresentaram o trabalho de análise de dois contos. Moderadores do debate foram os próprios alunos a conduzir toda a sessão. O escritor falou-lhes das suas grandes paixões: (ser professor, treinador de futebol e escrever. A escrita está-lhe nos genes, disse. Houve ainda lugar à satisfação da curiosidade dos alunos e a momentos de poesia pela voz de José Ilídio Torres e a habitual sessão de autógrafos.
12 de dezembro de 2012
"Enconto com..." Rui Basto
.Rui
Sousa Basto nasceu em 61 do século passado. Na fase da juventude os seus gostos
literários eram: Sartre, Boris Vian, Pessoa, Almada, Eça, Cesário Verde,
Hemingway, Garcia Marquez, Huxley, Thomas Mann, Kerouac, Orwell, Kafka, Camus,
Neruda, Hermann Hess e quejandos. Na área da música as sua
preferências
centravam-se no jazz e sucedâneos, mas também o rock sinfónico de Gentle Giant,
King Crimson, Genesis, além de Bossa Nova e das canções de intervenção política
do Sérgio, Zeca e do resto da malta. Aprecia Beethoven, Mozart, Bach e demais
compositores do necrotério da música erudita. Diz ser português de gema e
guarda uma nostalgia sebastianista do Portugal de Quinhentos, lamentando
profundamente não ter nascido no tempo das páginas dos Lusíadas. Formou-se em
Engenharia Química, depois em Engenharia e Gestão Industrial e, mais tarde,
tirou uma Pós-graduação em Gestão de Empresas. Adora a escrita tendo publicado,
“Contos do Efémero” uma coletânea de microcontos, (Opera Omnia, 2011)e
"Labirintos" (Calígrafo, 2011). Neste encontro, com alunos da Escola
Sec/3 de Barcelinhos, falou-se da importância dos livros e da leitura, dando-se
principal destaque aos livros do escritor. Os alunos leram alguns dos seus
contos e poemas. O escritor Barcelense deixou no ar a promessa de, em breve,
voltar para apresentar o seu próximo trabalho.
11 de dezembro de 2012
Encerramento das atividades sobre Direitos Humanos
Ao longo de vários dias, a Comunidade Escola da nossa escola mergulhou neste projeto, proposto pela Biblioteca Municipal, em colaboração com a Embaixadora dos Direitos Humanos, D.ra Vitória de Triães. Conseguimos colocar, na nossa árvore, tantos Tsurus quantos os elementos da nossa escola, incluindo professores, alunos e funcionários.
Hoje, encerramos esta maratona com a participação das turmas do 12º B e D que, numa coreografia criada pelos Professores, Domingos Silva e Ana Reis, envolveram todos os alunos num ambiente de fraternidade, sensibilizando-os para a importância do respeito pelos Direitos Humanos. No final do dia, rumamos para o centro da cidade de Barcelos para o encerramento das atividades, entoando "You are the World", acompanhados à viola pelos nossos alunos.
Agradecemos a todas as pessoas, pais, alunos e funcionários, que tornaram possível esta atividade. Parabéns a todos!
10 de dezembro de 2012
Abertura da Feira do Livro - Inauguração da Exposição "Um Chá para Sophia"
A abertura da Feira do Livro 2012-2013 teve início à hora marcada com a inauguração da exposição "Um Chá para Sophia". A biblioteca encheu com alunos professores e convidados que, ao sabor de um chá e bolo, ouviram ler Poesia. No final todos puderam apreciar as obras de arte expostas, belíssimos quadros da autoria dos alunos de Artes da Escola Alcaides de Faria, acompanhados dos poemas sobre Chá, criados pela Comunidade Escolar de Barcelinhos.
7 de dezembro de 2012
Direitos Humanos "árvore de Tsurus"
A Escola Sec/3 de Barcelinhos mobilizou toda a comunidade Educativa na edificação da "Árvore da Paz" e registou grande parte desta atividade. Alunos, Professores, Funcionários e Direção, colaboraram na construção dos Tsurus que alegram e completam a nossa árvore. Cada um deles (tantos quantos os elementos da nossa comunidade educativa) contém uma mensagem de Paz em defesa dos Direitos Humanos.
6 de dezembro de 2012
Diários de Escrita, por aluna do 12º Ano
Todos nós temos alguém que sempre fará parte da nossa vida, parte daquilo que somos, parte da nossa história. A minha mãe é essa pessoa, independentemente de todas as pessoas que já fazem e daquelas que ainda podem vir a fazer parte da dela. Ela será sempre a estrela que me guia, o meu porto de abrigo. Sei que ao lado dela sempre terei lugar, sem quês nem porquês, sem ter que me justificar, ou dizer alguma coisa, o silêncio é também muito amigo de ambas.
A minha mãe é uma mulher com um “M” bem grande e muito, muito forte, como ela. Decidida, de postura firme, senhora da sua razão, opinião inalterável. Amiga, carinhosa, preocupada, meiga, sentimentalista. O seu coração é mole, meigo e muito protetor, é mesmo coração de mãe. Eu herdei quase tudo dela, sou assim como ela e é por isso que nos compreendemos bem.
Desde pequenina que me lembro dela sempre a trabalhar muito, sempre com a vontade conseguir fazer tudo e ser 100% mãe.
Tudo correu bem em toda a minha infância mas, por volta dos meus 12 anos algo mudou. Isso não significa que a minha mãe se tornasse diferente, apenas encontrou um obstáculo na vida dela.
Já há muito tempo que as dores se faziam sentir, mas talvez um pouco de stress, misturado com nervos acumulados e um estado quase de depressão fez agravar ainda mais a situação e confirmou-se um tumor que se tinha instalado no seu peito esquerdo. A descoberta foi difícil e demorada, o que aumentou ainda mais o seu sofrimento. Biópsias atrás de biópsias (- Eram sempre só quistos!). E o que acontecia é que chegavam só aos quistos que rodeavam o tumor, nunca dando resultados concretos.
A minha mãe tem cancro na mama? Mas afinal o que era isso? Eu já tinha 12 anos, percebia já algumas coisas, mas era uma situação nova, não sabia como lidar, se devia perguntar alguma coisa ou não.
Fechei-me no meu quarto e chorei, chorei muito. O meu pai veio logo atrás de mim, abraçou-me e disse-me que tudo havia de ficar bem.
A partir do momento em que soubemos, toda a família se uniu ainda mais, todos batalhamos, pelo bem-estar, pela saúde e pela felicidade da minha mãe, todos entramos de “peito” naquela luta.
O caminho foi longo, doloroso e cheio de surpresas. Desde os tratamentos de quimioterapia, aos efeitos secundários, à operação e depois ainda a radioterapia.
Mais difícil ainda foi o processo de recuperação, a aceitação de um corpo diferente, de uma mudança na vida. É difícil aceitar a mastectomização não só da mama mas também da alma, é difícil aceitar que se continua a ser mulher. As feridas profundas na perceção da feminilidade demoram muito, diria mesmo demasiado tempo, a cicatrizar.
Hoje, passados quase 5 anos, sei que a minha mãe já aceitou a nova realidade do seu corpo, já fez as pazes com o espelho.
Durante todo o caminho que teve que percorrer, ela teve o nosso apoio, todos nós tivemos com ela na batalha contra o cancro e eu acredito que a sua recuperação foi mais rápido por isso, porque nunca a deixamos sozinha.
Com toda esta situação, a minha relação com ela ficou ainda mais fortalecida, amo-a mais que nunca, é minha amiga mais do que alguma tinha sido, é minha confidente, é tudo, é MÃE.
Sei que se um dia eu passar pelo mesmo que ela passou, ela estará sempre do meu lado, física e psicologicamente, nunca me abandonará, será sempre uma fonte de força e energia, um exemplo a seguir.
Há coisas que nos acontecem que nos levam a dar ainda mais valor à vida e àqueles que nos rodeiam, e isto fez-me crescer muito...parte do que sou hoje e do que serei amanhâ, está e estará sempre relacionado com isto.
Amo e entrego-me ainda mais às coisas, e à minha mãe entrego-me na totalidade. Ela será sempre o amor da minha vida.
5 de dezembro de 2012
Conto-te na BE - Idosos da Casa do Povo de Alvito S. Pedro
No ano em que se comemora o Ano Europeu do Envelhecimento Ativo e a Solidariedade entre Gerações, a Biblioteca da Escola Sec/3 de Barcelinhos e os alunos do 11º I do Curso Profissional de Animador Sociocultural convidaram 20 idosos da Casa do Povo de Alvito S. Pedro, Barcelos, para participarem em mais uma atividade do "Conto-te na BE".
Os idosos interagiram nas diversas atividades preparadas pelos alunos desde adivinhas, provérbios, canções, sendo ainda convidados a partilharem experiências com os mais novos. No final não faltou o tradicional Chá e bolo a que a biblioteca já habituou os seus visitantes. Todos os idosos receberam ainda uma prendinha construída pelos alunos animadores.
4 de dezembro de 2012
Construção da árvore de Natal
Este ano a construção da nossa árvore de natal contou com a colaboração de vários alunos que decidiram dar "vida" a muitas revistas há muito tempo no arquivo morto.
.
3 de dezembro de 2012
Em dezembro, a BE sugere
Sinopse
Desde o interior da ditadura mais repressiva do
mundo, desde um país coberto por absoluto isolamento, Dentro do Segredo. Em
abril de 2012, José Luís Peixoto foi um espectador privilegiado nas exuberantes
comemorações do centenário do nascimento de Kim Il-sung, em Pyongyang, na
Coreia do Norte.
Também nessa ocasião, participou na viagem mais
extensa e longa que o governo norte-coreano autorizou nos últimos anos, tendo
passado por todos os pontos simbólicos do país e do regime, mas também por
algumas cidades e lugares que não recebiam visitantes estrangeiros há mais de
sessenta anos.
A surpreendente estreia de José Luís Peixoto na
literatura de viagens leva-nos através de um olhar inédito e fascinante ao
quotidiano da sociedade mais fechada do mundo. Repleto de episódios memoráveis,
num tom pessoal que chega a transcender o próprio género, Dentro do Segredo é
um relato sobre o outro que, ao mesmo tempo, inevitavelmente, revela muito
sobre nós próprios.
A Escola e a Amnistia Internacional
As escolas de Barcelinhos e Barcelos uniram-se, no dia 30 de novembro, no auditório da Câmara Municipal de Barcelos para, em conjunto, dar continuidade ao trabalho iniciado pela D.ra Vitória de Triães, uma ativista dos Direitos Humanos. A nossa escola não ficou indiferente a tão nobre causa. Os alunos do 11º C declamaram os poemas: "Rosa de Hiroxima" e "Cantata da Paz". As alunas, Maria Barros e Marília Ferreira do 9º B, leram "Direito à vida", poema criado pelas próprias a propósito desta iniciativa. A encerrar, toda a plateia cantou "You are the World" acompanhados à viola pelos alunos do 11º C.
Poema
Direito à vida
Direito a nascer,
Direito a crescer,
Direito a existir,
Direito a ser livre.
Direitos que nos são dados,
Que não devem ser retirados,
O ser humano tem direito a voar,
Conquistar e errar.
Temos direito de ser Iguais,
E aprender mais e mais.
Temos direito de gritar, de chorar e amar.
Temos direito a escolher sem nunca temer...
Por mais erros que cometamos,
E falhas que tenhamos,
Há sempre solução,
Há sempre uma razão,
Para voltar a ser livre e renascer.
Não é preciso desistir,
É preciso enfrentar.
É preciso não ter medo,
Um dia iremos melhorar…
O gelo pode derreter,
Os rios podem secar,
As árvores podem-se despir,
E o ser humano pode errar…
É preciso perdoar,
Ensinar a amar,
Ensinar a ser livre,
Sem o outro perturbar.
Maria Barros e Marília Ferreira, 9º B
Escola Secundária de Barcelinhos
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