20 de junho de 2012

Sarau cultural "25 anos 25 momentos"

"25 anos 25 momentos" foi o tema escolhido neste ano em que comemoramos os 25 anos de atividade.
O sucesso deste Sarau Cultural, deve-se a todos quantos, direta ou indiretamente, estiveram envolvidos.

O Sarau em Palavras - Rosário Oliveira, 11º ano

 Aos avós - professores de vida
Nas suas mãos de trabalho, estão escritos os caminhos da sabedoria. A sua cara com rugas e marcas demonstram o quanto a vida nos vai “amassar” e aquele sorriso mostra-nos que vale a pena passar por tudo isto.
Sempre que olhamos para eles, vemos todas as histórias do seu passado, os seus lábios fazem questão de nos avisar de tudo, para que o tropeçar deles não passe de uma fotografia a preto e branco para nós.
Avô, lembro-me de ti a pegar nas minhas lágrimas que desaguavam no mar da tua alma. Nenhuma delas tinha pouca importância, todas elas, aceitavas e recebias dentro de ti como para diminuir a minha dor. Lembro-me de ti a brincar comigo e me dizeres: “Um dia tudo vai passar a ser real, deixará de ser apenas uma ilusão, mas sorri sempre assim.”
No dia em que me disseste: “ Vou partir, já não consigo lutar mais!”, o meu coração estalou como o vidro e gritei do meu interior. Como pode uma pessoa forte desistir assim? Mas, no fim de tanta revolta, quando senti o teu último beijo, soube que aquilo foi apenas a libertação do teu sofrimento.
Avó, sei que nunca consegui fazer aquela sopa que me ensinas a fazer desde os meus seis anos de idade, até porque ingredientes como: experiência, amor, coragem de agarrar no mundo, ainda não tenho. Mas também sei que, se seguir os teus ensinamentos, irá tornar-se numa tarefa bem mais fácil.
Debaixo das tuas saias, lá, lá foi o meu ventre onde me desenvolvi e cresci, pois estava protegida de todas as tempestades e nunca me faltou alimento para o espírito.
Sei que, por vezes, e por muitas pessoas sois tratados como pedras do caminho que estavam, mas essas pessoas esquecem-se o quanto essas pedras sabem, viram, e rolaram na vida.
Por isso, avós, segurai os vossos netos, aconchegai-os nos vossos braços, porque, mais tarde, tudo o que ensinastes irá dar fruto. Nunca sereis esquecidos pois sem vós o mundo seria para nós o Cabo das Tormentas. Não se esqueçam que o amor nunca desaparece de dentro de nós, mesmo que a vossa voz não seja ouvida, ou o vosso cheiro sentido.
Obrigada, avós, por me ensinardes o sabor da vida. Amo-vos!

O Sarau em Palavras - Professor Jorge Salgueiro Lopes

 
Argentia Festa
Quem és tu?
Eu sou
“ARGENTIA”, a jovem latina
Nascida menina
Hoje, jovem adulta
Vestida de festa e luz
De um brilhante azul iris
E coração vermelho de paixão doce
Cujo íntimo publicamente tão reconhecido
Com seus 25 anos
Nascida em 01.10.1986
Sob o signo cardeal do Ar-Balança
Acreditando no lema «Eu equilibro!»
Graciosa, encantadora e atraente
Com carisma e personalidade
Diplomata, mediadora e altruísta
Quero aprender e ensinar
Sabedoria humorística e dramática de Gil Vicente
Conhecimento heterortónimo filosófico de Pessoa
Humanismo puro do Padre António Vieira
Olhar crítico cosmopolita e aquilino de Eça
Língua Nobel de Saramago
Antiguidade Clássica camoniana
À beira- esquerda do Cávado plantada
Cujo glorioso leito
Em seu alto planalto S. Brás
Reflete o brilho da galáxia
Dos históricos timoneiros
Mariazinha; Rosa Gonçalves;
Ramires Cruz; Carlos Neto
E António Carvalho
Petrificada e apenas protegida
Pela matinal bruma barcelinense
Onde nasceu revolucionária
E em 2006, com 20 anos
Adotou novos filhos
Oriundos da imperialista Europa Central
Apadrinhados pelas Novas Oportunidades
Dando-lhe o look da esperança e profissionalismo futuros
Quando o Ministério da Educação se atreve a fazer história
Mudando as páginas do seu B.I. ou C.C. …
Tomo chá…
Com sabor a carinhos de longínquas memórias,
Passadas, presentes e vindouras
Longitudinalmente atravessadas
Por gerações presenteadas através do slogan
25 ANOS, DESDE 1986, A FORMAR IDENTIDADES
Marcando o futuro
Ao correr da escarlate pena e esbaforida
Com sorrisos marotos
De uma jovem coquette
Que seu tom cativa e adoça
Hoje, aqui, merecidamente homenageada
Pelos outros jovens também já lapidados
Ofuscando com seus brilhos
E trilhando vias científicas únicas
Ao serviço do Saber e Investigação
Servindo todos desta Comunidade
Aprender e ensinar-Pilares e alfaias
Que fluem ao longo do brilho da memorial pena
De mãos dadas como irmãos gémeos
Com suspiros sinestésicos de emoções
Pinto com minha pena
O cantar do Galo emblemático
Das plumas multicolores
Arquétipo das gentes lusas minhotas
Atravesso romanicamente as águas do Cávado
Para visitar a Argentia
Acenando aos altaneiros nobres atos
Da Dinastia dos Condes de Bragança…
Mexo e remexo
No infindável baú
Das timbradas memórias
Do lacre lavrado
Pelas humildes e puras mãos arquitetadas
Da Iris do Conhecimento e Experiência vividas
Com seus níveos vestidos e rendados trajes
Hoje, aqui, legitimados
E prostrados de artísticas qualidades e valências
Do perfeito pináculo da nossa Schola
Vieram todos à ARGENTIA FESTA?
Os mais afoitos e dedicados
Os convivas arrojados pela sede do infinito
Levantando seus peitos heroicos
E seus escudos épicos estoicos
Ouvindo ao som doce da doirada lira
Melodiosas odes e mesclados sonetos
Com metafóricas rimas e entrelaçadas métricas
E pinto através da argentia musa pena
Rejuvenescida e timbrada
Dos corações fortes e consagrados
Aos futuros e infinitos saberes
Da arte de aprender e ensinar
Queremos TODOS bater palmas e brindar
Levantando as prateadas e majestosas taças
Cantando “PARABÉNS!”

O Sarau em Palavras - 9º C

Nós
Confesso…Nunca pensei… Nunca pensei ter pessoas como vós ao pé de mim. Eu consigo ser feliz, eu consigo sorrir, eu consigo voar convosco aqui… Eu consigo ser mais forte convosco, eu consigo lutar todos os dias…Mas é por vós…Turma…
                Se amar é ser feliz, se amar é viver… Então eu vivo e sou feliz porque vos amo…
                Abro a janela do meu quarto e vejo, vejo imagens, retratos de mais um dia. Vejo a Diana e a Célia a rirem-se, vejo a Rita a abraçar-me, vejo a Carina dizendo que me ama, vejo a Vera beijando e acariciando-nos, vejo a Tininha dando-me força com o seu sorriso rasgado. Vejo a Ju Isabel jogando Wi sozinha, vejo a Piska a rir-se por tudo e por nada, chamando sócia a todos, oiço o tchic, tchic irritante da caneta do Joel, oiço o Pedro e o Orlando dizendo: “ Que piadão!”, vejo a Ju Carvalho desenhando as letras todas “maradas” que só ela sabe fazer, vejo a Adriana subindo a árvore para chegar aos esquilos, sendo forte todos os dias. Vejo a Alexandrina fazendo cara de bicho, vejo a Cláudia e os seus textos espetaculares que só ela sabe escrever, vejo a Anabela amarrada aos resumos, vejo o Tó Zé dando conversa ao Hélder sobre as miúdas, vejo a Helena fazendo-nos cócegas, vejo a Sofia e a Cristiana imaginando o José Castelo Branco a ser enforcado, vejo o Gaby e o André no pc na aula de matemática. Mas também consigo ver a professora de língua portuguesa mostrando aqueles vídeos. Vejo a professora de história mandar virar-se para a frente o patarata do Tó Zé. Consigo ver o Roberto dizendo ao Micael Carreira para se calar no meio da rua direito e da ponte de Barcelos.
                E o que fazemos se formos felizes? Sorrimos, rimos, animamo-nos. Se formos felizes, temos um coração daqueles!
                Convosco é impossível não ser feliz! Nós não somos perfeitos, simplesmente somos nós…
                Um amigo vale mais do que mil palavras! Então…uma turma…Ui! Ui! Rebentamos de alegria!
                Entre a vida e vós? Escolher-vos-ia a vós! Porquê? Porque sem vós, não viveria!

O Sarau em Palavras - Mariana Martins, nº 17, 8º ano


As Escolas fazem anos
As abelhas não fazem anos.
Nenhuma viveu um ano
Para o poder fazer.

Mas as escolas sim,
Fazem anos.
Nascem e são imortais.

Micróbios, como as amibas,
Vivem menos de um segundo
E nesse segundo também
Cabe uma vida inteira,
Cheia de tudo o que uma vida tem.

Mas para uma escola
São precisos anos e anos
Para se viver e reviver
Momentos de triunfo
E de derrota

Como nós fazemos anos,
As escolas também fazem
E esta já vai nos 25,
Desde da fundação desta família.

Parece muito, mas é muito pouco
Contudo queremos continuar esta linhagem.
Ao longo destes anos
Tivemos alguns insucessos…
Mas os êxitos marcaram esta caminhada.

O teatro da escola
Uma alegria para nós!
Uma entrada para a arte
E sempre uma lição a aprender.

E os nossos desportistas?
Sim, eles são magníficos!
Com o desporto a correr-lhes nas veias
Não há ninguém que os pare.
E sem eles não teríamos as atividades fantásticas
Como temos na nossa escola!

Passaram vários professores
E auxiliares por aqui…
Mas, e alunos?
Esses foram milhares!

E hoje neste grande dia
Muitos se apresentam cá.
Uma salva de palmas para eles
E para a nossa querida escola!

O Sarau em Palavras - Alda João Andrade, 10º ano


Somos um… Não eu e tu, mas um NÓS caloroso aqui veementemente representado! É precisamente isso que somos, UM! Uma unidade mesclada por esta grande escola que completa agora uns quantos anos de existência.
Ensinaram-me que, num qualquer lugar e num qualquer tempo, existiam escolas que “eram gaiolas para que os pássaros desaprendessem a arte do voo”. Escolas que encarceram o pensamento de todos os seus educandos, para que assim, os consigam levar para onde bem entenderem. Escolas que vêm com os seus dedos pesados de ferrugem, desgastando as asas de todos aqueles que por lá pairam. Todavia, a essência dos pássaros é o voo, e se até isso lhes exturquem, deixaram de ser pássaros!
Não reconheci essa realidade – a experiência própria falava mais alto, impedindo-me de observar com bons olhos essa atroz realidade. Invariavelmente, a única verdade que eu conhecia era a de uma escola que, ao invés de carcomer as asas dos seus Homens, cultiva-as, fomenta o seu bom uso! Uma escola que não sobreveio para adestrar aos pássaros a arte do voo, até porque isso já nasce com eles; brotou sim para encorajá-lo e aperfeiçoá-lo! Para que os pássaros se tornem bons pássaros, capazes de singrar por entre a monotonia da sua vida.
Vai-se o tempo, vão-se os lugares, vão-se ou não se vão os semelhantes. O cenário mantém-se, até porque a escola permanece no mesmo local - talvez apenas um pouco mais degradada pelo decorrer natural do tempo. Mas, não obstante esse desgaste físico, o espírito mantém-se intacto: a união de todos aqueles personagens que vão pisando este palco que é renovado a cada ano sojorna no auge! E por isso, por todos os personagens, quer os que ainda cá estão, quer os que já não cá habitam, que já integraram e/ou integram o elenco desta peça que é a história desta escola que nos une, uma certeza eu posso dar: não obstante tudo passar, o tempo correr e as vidas mudarem, há algo que fica – as memórias. As memórias de um outrora passado nesta escola. E essas permanecem bem vincadas!
E tudo isto se resume numa única palavra: OBRIGADA! Um obrigada sincero, por estes 25 anos a fazer crescer as asas de todos aqueles que jamais se imaginariam capazes de voar!


O Sarau Cultural no Jornal de Barcelos


10 de junho de 2012

Diários de Escrita, por Pedro Lopes, 11º D


  As cores têm uma grande importância simbólica na nossa sociedade, sendo esta nossa capacidade de as distinguir um autêntico luxo e o exemplo de que nem toda a arte precisa de ser criada, muita encontra-se já à nossa vista. A cor é sem dúvida uma relíquia que os nossos olhos distinguem. Muitos animais são limitados neste aspeto, ora distinguem pela audição, ora são mais aptos às vibrações e ao toque. Nós, seres humanos, temos a capacidade de distinguir várias cores e assim ter uma excelente visão do mundo. Já se imaginou o mundo sem cor? Onde distinguíamos raças, símbolos e bandeiras? O que era o bonito e o feio se não houvesse cor? Onde havia lugar para a própria arte em si? Imaginemo-nos num mundo conhecido apenas pela audição. Seríamos o ser supremo que somos agora? Eu realmente duvido, não ia haver paixão, não havia arte, não havia observação. Ou melhor, o que seria da visão sem cor? A cor faz com que nós possamos distinguir tudo, o azul do céu no mar, o verde das árvores e o branco da neve. Não são estes símbolos de um mundo? O que seria das árvores sem verde ou da neve sem branco? Tudo isto reflete a importância da cor para a nossa cultura, a cor é a arte suprema e não tem preço. Eu não imagino o meu mundo sem cor, porque cor não reflete apenas brilho e tonalidade mas também sentimentos e emoções. Sendo assim somos sortudos por poder presenciar um mundo onde a cor está à nossa vista e de maneiras tão variadas.

Diários de Escrita, por Cátia Silva, 11º K

Dos vários livros que li, ao longo deste ano letivo, do que mais gostei foi o da “Suzannah” de Ana Margarida Cardoso, pois foi um livro que me cativou desde a primeira página. Este livro retrata a violência doméstica e foi escrito por Ana Margarida Cardoso quando tinha apenas 14 anos. Este livro apresenta-nos a história de uma adolescente de 14 anos chamada Carolina que, ao longo do livro, nos vai contando o seu quotidiano escolar, o seu ambiente familiar, as vivências, as suas histórias. Carolina conta-nos aquelas intrigas que existiam entre colegas na escola, aquelas intrigas que existiam por causa das primeiras paixões, dos primeiros amores. O tema marcado neste livro é a violência doméstica, conjugal, isto é, o marido agride a sua mulher e, a uma certa altura, a violência chega a tal ponto que o pai acaba por agredir Carolina. Estes comportamentos provocam em Carolina vergonha e medo de seu pai, ela desejava que seus pais se separassem para o bem de toda a família, principalmente da sua mãe, pois Carolina não suportava vê-la sofrer mais e ser violentada pelo seu pai. Carolina vivia nesta situação em casa e por isso ela rejeitava qualquer relacionamento com alguém, neste caso, Diogo, porque tinha medo que ele se tornasse um agressor tal como seu pai. Carolina, apesar de toda esta situação dramática que vive, consegue continuamente vencer estas batalhas sempre com um sorriso na cara. É uma grande lutadora, tenta viver a vida da melhor forma sempre com autoestima. E, para conseguir ultrapassar todos os obstáculos, conta com a sua melhor amiga – Júlia - é com a Júlia que Carolina desabafa os bons e maus momentos. Júlia tenta que Carolina nunca deixe de sorrir, que nunca perca a esperança e, para isso, acarinha-a, conta-lhe piadas sem sentido, apoia-a até ao fim. Eu gostei muito deste livro, porque retrata um tema muito vivido e tão pouco falado e o livro reproduz, de forma fidedigna, a realidade, como se estivéssemos a viver. E, para concluir, deixo uma mensagem final de Carolina: “O amor faz-nos acreditar na felicidade […] Não poderia deixar de terminar este relato de um pedaço da minha vida com a mesma frase final que está presente em todos os livros de príncipes e princesas encantadas: “E foram felizes para sempre”. A vida são dois dias. Não devemos desperdiçar o primeiro a entender isso. Sejam felizes também.”

1 de junho de 2012

Diários de Escrita, por Maria do Rosário, 11º C


A cor
O que seríamos nós sem a cor? Um mundo a preto e branco, onde o sol não brilharia, onde o tão tímido e significativo corar de vergonha deixaria de existir.
A cor é formada e, sem dúvida, representa os nossos sentimentos, o nosso interior.
A paixão é representada pelo vermelho, o preto representa a morte e a solidão, o branco ilude-nos na sensação de pureza profunda, e o verde, esse, esse balança-nos no sentimento da esperança. Todos os sentimentos, ali, espalhados ao nosso redor e que nos podem dizer tanto sobre o interior das pessoas…
Os olhos representam a segunda parte de todo este plano colorido, de toda a tela preenchida. Sem cor, porque necessitávamos nós de olhos? Para não nos “esbarrarmos” contra os objetos? Na verdade, olhos, possuímos e bater contra o muro é algo que continuamos a fazer diariamente, por isso não pode ser o seu verdadeiro significado.
Os olhos são os recetores das cores que nos rodeiam, são o órgão que mais consegue ler o interior das pessoas, pois eles conseguem ver a cor que irradia de dentro de nós. São estas pequenas lupas que detetam a verdadeira intenção da cor.
Sem cor, sentimentos nunca seriam desvendados. As paixões cairiam em rotina pois a rosa vermelha seria mais um objeto neutro. O sorriso brilhante não existiria, visto que no meio de tanta igualdade seria algo outra vez branco. O mar deixaria de transmitir paz, e o nosso interior não seria nem positivo nem negativo, limitados pela tela onde não existem pinceis.
Assim, deixo um aviso - às vezes, existem cores misturadas, cores que nos enganam e que nos levam ao erro, a cair, a andar no fundo. Contudo, o fundo dá-nos a ideia do alto e lá sabemos que as cores são a verdade e a alegria de viver.

Pensamento do mês - setembro