10 de Janeiro de 2012

Diários de escrita, por Ana Clara F. Fernandes, 12ºB

Literatura
                A literatura desempenha um papel fundamental para todo o ser pensante. Ela ajuda-nos a crescer não só a nível intelectual mas também a nível afectivo.
                De uma forma subtil, a literatura dá-nos asas para sairmos da rotina e permite-nos entrar num mundo que não é nosso, mas, por outro lado, ela também nos desperta para casos da nossa “dura” realidade, como é o caso da obra Rose Madder pertencente ao autor Stephen King.
Nessa obra, podemos refletir sobre a violência doméstica, nomeadamente sobre a violência a que é sujeita a vítima que é casada com um polícia. Como sabemos, a violência doméstica acontece na actualidade e na sociedade em que estamos inseridos e, na leitura dessa obra, pude deparar-me com esse caso, em que a vítima dormia, supostamente, com a “justiça”.
                Acerca da literatura e de tudo o que ela engloba, podemos verificar que esta não se “degrada”, pelo contrário, mantêm-se na linha do tempo e adapta-se aos tempos modernos. Um exemplo disso é a famosa obra-prima de Eça de Queirós, Os Maias, em que o autor caracteriza ferozmente a sociedade lisboeta do século XIX e, após a sua leitura e reflexão, deparámo-nos, no século XXI, com a mesma atitude, pois pouco ou nada mudou.
                Assim, a literatura é uma arte a partir da qual podemos sentir reflectida a beleza das palavras, que nos levam a sentir emoções e que, por sua vez, nos conduzem a reflexões. Não existe faixa etária, pois um bom livro, uma boa obra, podem ser encontrados, quer para os miúdos, quer para os graúdos.

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