17 de Janeiro de 2012

Diários de escrita, por Alice Loureiro, 12º A

                A literatura é uma arte. É a arte de expressar por palavras tudo aquilo que sentimos, que vemos e vivemos. Não surge nas nossas vidas apenas inserida num livro. Aparece num simples texto, numa simples frase ou até numa simples palavra, que pode estar carregada de tamanho significado e emoção, chegando a ser capaz de nos mudar, fazer decidir ou refletir.
                A literatura no geral pode dizer mais do que se espera, ela consegue ser conforto para quem se sente triste ou encorajamento para quem se sente incapaz. Quantas e quantas vezes nos rimos a ler um livro, choramos a ler um livro, nos revoltamos a ler um livro? Se a literatura é capaz de provocar emoções reais nas pessoas, também consegue ser decisiva nas nossas vidas ao provocar essas emoções. Pode ser uma conselheira ou uma amiga, que nos mostra o correto e o errado, que nos ajuda a entender que por vezes os nossos pontos de vista têm de ser mudados porque não são os mais corretos, ou até reforçar que aquilo que nós somos e pensamos está certo e que não devemos mudar, pelo contrário, devemos lutar e mostrar verdadeiramente quem somos.
                Uma criança, graças à literatura, é capaz de sonhar. Porquê? Porque a literatura sabe ser um mundo próprio para cada criança. Sabe ser um mundo de fantasia em que existe a bruxa, a princesa, o príncipe, a magia e o amor, que, mesmo depois de uma leitura, ou depois de ouvirmos um conto, continuemos a sonhar.
Mas, para além da fantasia, também sabe dar esperança e força para continuarmos a acreditar nos nossos projetos e nos nossos desejos. A literatura comunica através da palavra, e, apesar do que pensamos, a palavra está sempre do nosso lado. Quer seja num livro que lemos, numa crónica que sai no jornal, numa reportagem cuja história nos marcou, ou numa música cuja  letra é absolutamente divinal e nos consegue pôr a chorar.
                Por isso, a literatura é efetivamente um “organizador fundamental” que nos ajuda a pensar sobre as nossas ideias, os nossos valores, ou até mesmo a reavaliar aquilo que somos. Ajuda-nos a fugir da realidade, fantasiando, sonhando, voando, mas sempre com os pés bem assentes na terra.

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