Fraqueza
Esta vida não passa de uma mera ilusão,
Talvez o verdadeiro sempre esteja no além
Onde as lágrimas secam e os sorrisos florescem,
Onde a ilusão é realidade e o amor é eterno.
Eu agora tento juntar palavras com sentido
Mas elas correm para fora da minha mão,
Agarro as poucas que persistem sobre os corações
E saem-me versos com algum significado.
Olho esta folha à espera de ser completada
Com o que o meu coração tem a expressar,
Mas o que pode ele dizer se já não tem mais forças...
Creio que sejam as minhas últimas palavras...
Já perdi a vontade de viver e só me quero desligar,
Já nada me prende neste mundo senão a infelicidade
De ver todos a sofrer, não aguento com a verdade,
Preciso de descansar, de repousar no leito eterno.
Já estou farto de perder as pessoas que eu amo
Porque eu as afasto e não quero, já estou farto
De ouvir palavras de que a vida é um fardo,
Já estou farto de carregar tudo e não poder fazer nada.
28 de dezembro de 2012
O Lugar da Poesia, por Bruno Cruz, 12ºC
Força de viver
Para todos aqueles que lutam todos os dias
Para poder viver mais cinco minutos a sua vida,
Eu mando-lhes a minha força de vontade toda,
Que, embora pouca, é o suficiente para encorajar.
Penso e não imagino o quanto vocês sofrem,
Todas as dores que vocês passam para sorrir,
Para mostrardes a todos o que é precisar de lutar,
Mas de onde vem toda essa força para persistir?
De onde vem toda essa força de querer viver,
De se querer levantar mesmo com todas as dores,
De querer tocar, sentir...O que é o querer?
O que significa, para vós, ser-se feliz?
Todos nós choramos por dores insignificantes
E aqueles que não choram com dores avultantes?
Que mesmo no meio de uma solidão imensa
Ainda têm forças para soltar um sorriso intenso.
Para todos aqueles que lutam todos os dias
Para poder viver mais cinco minutos a sua vida,
Eu mando-lhes a minha força de vontade toda,
Que, embora pouca, é o suficiente para encorajar.
Penso e não imagino o quanto vocês sofrem,
Todas as dores que vocês passam para sorrir,
Para mostrardes a todos o que é precisar de lutar,
Mas de onde vem toda essa força para persistir?
De onde vem toda essa força de querer viver,
De se querer levantar mesmo com todas as dores,
De querer tocar, sentir...O que é o querer?
O que significa, para vós, ser-se feliz?
Todos nós choramos por dores insignificantes
E aqueles que não choram com dores avultantes?
Que mesmo no meio de uma solidão imensa
Ainda têm forças para soltar um sorriso intenso.
O Lugar da Poesia, por Bruno Cruz, 12º C
A Resplandecência da Lua
Nunca dei importância ao luar como esta noite,
Há algo de especial nele, ou talvez em mim,
Para além de a lua ser quarto minguante
Ainda brilha com uma névoa redundante.
Para muitos é apenas a lua numa fase,
Para os outros é um pensamento da vida
Que não se traduz por apenas uma frase.
Vida é o quê? Ser feliz, sofrer e partir?
Para quem não abre os olhos, talvez seja.
Eu apenas te quero ajudar e mostrar,
Com esta noite, que a lua continua a brilhar,
Que mesmo com adversidades é visível a sua chama.
Nunca irás conseguir esconder o que és realmente,
Mas, se acreditares, vais ser muito mais do que eras,
Vais ser mais do que um simples brilho,
Se acreditares, tu vais encontrar o teu trilho.
Nestas palavras me encontrarás sempre que precisares,
Estarei nos meus versos quando dúvidas deparares
Seja nestes ou noutros, eu ir-te-ei responder.
Estás a sofrer, mas digo-te, isso é viver!
Nunca dei importância ao luar como esta noite,
Há algo de especial nele, ou talvez em mim,
Para além de a lua ser quarto minguante
Ainda brilha com uma névoa redundante.
Para muitos é apenas a lua numa fase,
Para os outros é um pensamento da vida
Que não se traduz por apenas uma frase.
Vida é o quê? Ser feliz, sofrer e partir?
Para quem não abre os olhos, talvez seja.
Eu apenas te quero ajudar e mostrar,
Com esta noite, que a lua continua a brilhar,
Que mesmo com adversidades é visível a sua chama.
Nunca irás conseguir esconder o que és realmente,
Mas, se acreditares, vais ser muito mais do que eras,
Vais ser mais do que um simples brilho,
Se acreditares, tu vais encontrar o teu trilho.
Nestas palavras me encontrarás sempre que precisares,
Estarei nos meus versos quando dúvidas deparares
Seja nestes ou noutros, eu ir-te-ei responder.
Estás a sofrer, mas digo-te, isso é viver!
O Lugar da Poesia, por Bruno Cruz, 12º C
Alucinação
Aquela rapariga que por mim passou
a minha atenção logo a captou
com os seus cabelos longos entrelaçados entre si,
mais cintilantes que mil raios de sol.
Os meus sentidos foram despertados
assim que sua pele e o sol se cruzaram,
tamanha beleza foi contemplada por meus olhos
que se deslumbraram face àquela imagem...
Aquele sorriso... abrangeu a minha mente,
aqueceu a minha alma, trespassou o meu coração,
cortou-me a respiração. Um simples momento de apreciação
levou-me a sentimentos incontroláveis que eu jamais sentira,
rapidamente nossos olhos se encontraram
e meu coração de súbito foi roubado... Oh Deus,
aqueles olhos me encantaram com um só olhar,
com aquelas cores que eu alguma vez esquecerei...
Verde e castanho... estas cores podem representar tudo,
desde um pequeno grão de terra, a uma árvore colossal,
os seus olhos podem não ilustrar tudo, mas para mim...
Para mim são um universo infindável onde sua beleza
é e jamais poderá ser admirada, através dos seus olhos
eu vejo luas, eu vejo mundos eu vejo estrelas... através deles
eu sonho, por ela eu vivo!
Aquela rapariga que por mim passou
a minha atenção logo a captou
com os seus cabelos longos entrelaçados entre si,
mais cintilantes que mil raios de sol.
Os meus sentidos foram despertados
assim que sua pele e o sol se cruzaram,
tamanha beleza foi contemplada por meus olhos
que se deslumbraram face àquela imagem...
Aquele sorriso... abrangeu a minha mente,
aqueceu a minha alma, trespassou o meu coração,
cortou-me a respiração. Um simples momento de apreciação
levou-me a sentimentos incontroláveis que eu jamais sentira,
rapidamente nossos olhos se encontraram
e meu coração de súbito foi roubado... Oh Deus,
aqueles olhos me encantaram com um só olhar,
com aquelas cores que eu alguma vez esquecerei...
Verde e castanho... estas cores podem representar tudo,
desde um pequeno grão de terra, a uma árvore colossal,
os seus olhos podem não ilustrar tudo, mas para mim...
Para mim são um universo infindável onde sua beleza
é e jamais poderá ser admirada, através dos seus olhos
eu vejo luas, eu vejo mundos eu vejo estrelas... através deles
eu sonho, por ela eu vivo!
18 de dezembro de 2012
"Encontro com..." Carlos Basto
Após vários encontros com escritores, sessões de
leitura pública e duas exposições, encerramos a feira do livro com a presença
de um grande artista Barcelense, Carlos Basto.
Autor de inúmeras obras em diversas áreas, desde o
cinema à fotografia é, sobretudo, como aguarelista e pintor que se tem
notabilizado.
Com uma plateia muito atenta de alunos e
professores, ouvimo-lo falar das suas obras dando principal destaque ao seu
último livro de ilustrações a aguarelas “Caminho de Santiago, em terras de Barcelos”.
A propósito deste projeto, referiu que, o artista necessita de conhecer bem a
matéria da obra que se propõe ilustrar-
neste caso o percurso pedestre entre
Porto e Santiago de Compostela - trabalho que nem sempre é fácil por ser uma
pesquisa demorada onde o olhar do artista obriga a selecionar os locais que
mais tocam o visitante . A narrativa deste constrangimento, serviu de mote a
uma longa conversa sobre as várias histórias que vivenciou ao longo do período
em que visitou, in loco, todos os pontos culturais que os caminhantes podem
contemplar ao fazer os Caminhos de Santiago. Houve ainda tempo para propor um
desafio ao nosso convidado: a ilustração de um poema de Natal, lido por duas
alunas. Perante esta proposta, o aguarelista registou a história nuns
esquissos, evidenciando a forma , sempre
subjetiva, de como se pode
converter a comunicação verbal em não-verbal.
Foi uma
sessão interessante na companhia deste artista e da nossa
querida colaboradora da Biblioteca Municipal, D.ra Ana Paula Brito, que moderou
a sessão.
17 de dezembro de 2012
Exposição de Presépios "Green Cork"
Desde o início do ano letivo que a nossa escola trabalha para o projeto "Green Cork". A Comunidade Educativa e muitos restaurantes de Barcelos aderiram à campanha de recolha de rolhas de cortiça para ajudar à construção de objetos em cortiça. É o caso dos Presépios que os alunos do 8º ano, na disciplina opcional de Educação Tecnológica, orientados pelos Professores, Isabel Martins e Virgílio Pereira, confecionaram ao longo do 1º período. O júri, constituído por um elemento da direção, três Professores e dois alunos, após apreciação dos 30 presépios, elegeu os três melhores para apresentar a concurso. Parabéns a todos os colaboradores do projeto e a "Green Cork" agradece as dezenas de rolhas de cortiça recolhidas.
Diários de Escrita, por Juliana Costa, 12º F
Não sei precisar no tempo ou no espaço, sei apenas que, em algum momento, tive a oportunidade de me sentir trespassada por um Amor que não sei descrever ou definir.
Na minha busca incessante por respostas, achei que a melhor maneira de enquadrar o que sentia era tentar localizar esse meu sentimento de transcendência num espaço concreto: a Igreja. Durante dez anos de catequese, ignorei Deus e a sua Festa Eucarística, talvez por não os compreender e, agora, que penso sobre isso, não me apoquento, porque “Para tudo há um momento e um tempo (…)” (Eclesiastes 3, 1) e aquele não seria certamente o meu tempo para crer e ter fé. Portanto, acredito que me foi dada a oportunidade de viver “sem” Ele, ou melhor, de viver com Ele, mas sem nunca contemplar a sua presença na minha vida. Tudo para que, agora, na minha pequenez, eu pudesse notar que Deus sempre esteve comigo e eu é que não estive atenta aos sinais que Ele subtilmente me ia dando. Julgo que Ele me deu a balança, as medidas e o poder de decisão, tornando a escolha numa opção séria e pessoal, isto é, a escolha seria sempre íntima, mesmo havendo a coexistência de duas vontades: a minha e a do Pai. Mas Deus, tal como em todas as minhas outras decisões, não me deixou ao acaso e, para me ajudar nesta escolha, colocou no meu caminho uma pessoa indescritível, o Pe Miguel. Com a sua ajuda, senti que iniciei o meu percurso espiritual pela segunda vez, mas agora com toda a seriedade que essa mesma opção requer.
Não duvido, por isso, que o meu Crisma ou que a minha preparação para esse importante marco vital tenham sido os verdadeiros pontos de ação do Espírito Santo, isto é, da força do Criador, em mim. Eu, que não gostava de ir à missa e via a catequese como obrigação e ponto de chegada, passei a olhar este sacramento como um ponto de partida e a olhar as oportunidades como apelos e propostas feitas por Cristo. Fui chamada a ser membro de um grupo de jovens na paróquia (Os Corvos), a contribuir como leitora, a integrar o grupo coral e, a meu ver, a proposta mais impensável, a de ser catequista. Fui recetiva, como sempre sou, e nenhum deles recusei, aliás, ainda hoje integro todos estes grupos porque me sinto completa em cada um deles, como diz Ricardo Reis: “Para ser grande, sê inteiro”. E fui sempre vivendo essa inteireza acompanhada pela sensação extenuante de tranquilidade que sentia quando entrava num espaço de oração. Paradoxalmente era dentro de muros que eu encontrava a liberdade. Era invadida, voluntária ou involuntariamente, pela perceção de exposição, sem que conseguisse controlar ou compreender. E, apesar de já ter passado algum tempo, cerca de dois anos, continuo com a mesma incapacidade de compreensão, com a mesma falta de autocontrolo porque tudo o que é meu e habita em mim se esvai e se liberta, pura e simplesmente, dentro de muros. Diante do sacrário, trazendo mais maturidade, alcanço com plenitude a beleza do mistério de Cristo: eu estou em Cristo e Cristo está em mim, de outro modo, “Eu vivo, mas já não sou eu quem vive, é Cristo que vive em mim” (Gálatas 2,20)
Como católica, que professa, vive, celebra e reza Cristo, vejo agora o mundo de um outro prisma. A alegria de viver, a preciosidade de cada ser, o serviço ao outro são, à luz da religião em que creio, pontos de apoio e referência no meu dia a dia. Confesso que não me sinto como os outros, nem sinto que sou igual a eles. Sinto que sou diferente porque sei que tenho em mim “um pedacinho de Deus” e, de facto, aqueles que me rodeiam repararam, aquando da minha mudança, na dimensão desse “pedacinho” e no impacto que Ele pode ter em cada um e nos que dele estão próximos. Indescritivelmente sinto que, a partir do momento em que Cristo integra a vida de alguém, esse alguém nunca mais poderá viver sem Ele ou apenas verá o passar dos dias sem neles encontrar um sentido pleno, justo e feliz para a sua vida. Não quero, por este motivo, desfazer-me de uma parte de mim, ou melhor, daquilo que sou: Cristo.
13 de dezembro de 2012
"Encontro com..." José Ilídio Torres
Num ambiente intimista e descontraído, os alunos do 7º ano, turmas A e B, receberem o Escritor José Ilídio Torres. Durante várias aulas a Professora Renata Ribeiro motivou os alunos para a leitura da já vasta obra do Escritor: os poemas não se servem frios, para além do tempo “A tristeza matou os peixes que nadavam nos teus olhos” – Contos e poesia; “Contos de Água e Areia”- Contos; O amor é um tema batido 2011 - Poesia; Para além do tempo (2010) - Contos; Diário de Maria Cura (2009) - Romance, e o seu último livro 4 Histórias de Pais & Filhos.
Deste último, os alunos apresentaram o trabalho de análise de dois contos. Moderadores do debate foram os próprios alunos a conduzir toda a sessão. O escritor falou-lhes das suas grandes paixões: (ser professor, treinador de futebol e escrever. A escrita está-lhe nos genes, disse. Houve ainda lugar à satisfação da curiosidade dos alunos e a momentos de poesia pela voz de José Ilídio Torres e a habitual sessão de autógrafos.
12 de dezembro de 2012
"Enconto com..." Rui Basto
.Rui
Sousa Basto nasceu em 61 do século passado. Na fase da juventude os seus gostos
literários eram: Sartre, Boris Vian, Pessoa, Almada, Eça, Cesário Verde,
Hemingway, Garcia Marquez, Huxley, Thomas Mann, Kerouac, Orwell, Kafka, Camus,
Neruda, Hermann Hess e quejandos. Na área da música as sua
preferências
centravam-se no jazz e sucedâneos, mas também o rock sinfónico de Gentle Giant,
King Crimson, Genesis, além de Bossa Nova e das canções de intervenção política
do Sérgio, Zeca e do resto da malta. Aprecia Beethoven, Mozart, Bach e demais
compositores do necrotério da música erudita. Diz ser português de gema e
guarda uma nostalgia sebastianista do Portugal de Quinhentos, lamentando
profundamente não ter nascido no tempo das páginas dos Lusíadas. Formou-se em
Engenharia Química, depois em Engenharia e Gestão Industrial e, mais tarde,
tirou uma Pós-graduação em Gestão de Empresas. Adora a escrita tendo publicado,
“Contos do Efémero” uma coletânea de microcontos, (Opera Omnia, 2011)e
"Labirintos" (Calígrafo, 2011). Neste encontro, com alunos da Escola
Sec/3 de Barcelinhos, falou-se da importância dos livros e da leitura, dando-se
principal destaque aos livros do escritor. Os alunos leram alguns dos seus
contos e poemas. O escritor Barcelense deixou no ar a promessa de, em breve,
voltar para apresentar o seu próximo trabalho.
11 de dezembro de 2012
Encerramento das atividades sobre Direitos Humanos
Ao longo de vários dias, a Comunidade Escola da nossa escola mergulhou neste projeto, proposto pela Biblioteca Municipal, em colaboração com a Embaixadora dos Direitos Humanos, D.ra Vitória de Triães. Conseguimos colocar, na nossa árvore, tantos Tsurus quantos os elementos da nossa escola, incluindo professores, alunos e funcionários.
Hoje, encerramos esta maratona com a participação das turmas do 12º B e D que, numa coreografia criada pelos Professores, Domingos Silva e Ana Reis, envolveram todos os alunos num ambiente de fraternidade, sensibilizando-os para a importância do respeito pelos Direitos Humanos. No final do dia, rumamos para o centro da cidade de Barcelos para o encerramento das atividades, entoando "You are the World", acompanhados à viola pelos nossos alunos.
Agradecemos a todas as pessoas, pais, alunos e funcionários, que tornaram possível esta atividade. Parabéns a todos!
10 de dezembro de 2012
Abertura da Feira do Livro - Inauguração da Exposição "Um Chá para Sophia"
A abertura da Feira do Livro 2012-2013 teve início à hora marcada com a inauguração da exposição "Um Chá para Sophia". A biblioteca encheu com alunos professores e convidados que, ao sabor de um chá e bolo, ouviram ler Poesia. No final todos puderam apreciar as obras de arte expostas, belíssimos quadros da autoria dos alunos de Artes da Escola Alcaides de Faria, acompanhados dos poemas sobre Chá, criados pela Comunidade Escolar de Barcelinhos.
7 de dezembro de 2012
Direitos Humanos "árvore de Tsurus"
A Escola Sec/3 de Barcelinhos mobilizou toda a comunidade Educativa na edificação da "Árvore da Paz" e registou grande parte desta atividade. Alunos, Professores, Funcionários e Direção, colaboraram na construção dos Tsurus que alegram e completam a nossa árvore. Cada um deles (tantos quantos os elementos da nossa comunidade educativa) contém uma mensagem de Paz em defesa dos Direitos Humanos.
6 de dezembro de 2012
Diários de Escrita, por aluna do 12º Ano
Todos nós temos alguém que sempre fará parte da nossa vida, parte daquilo que somos, parte da nossa história. A minha mãe é essa pessoa, independentemente de todas as pessoas que já fazem e daquelas que ainda podem vir a fazer parte da dela. Ela será sempre a estrela que me guia, o meu porto de abrigo. Sei que ao lado dela sempre terei lugar, sem quês nem porquês, sem ter que me justificar, ou dizer alguma coisa, o silêncio é também muito amigo de ambas.
A minha mãe é uma mulher com um “M” bem grande e muito, muito forte, como ela. Decidida, de postura firme, senhora da sua razão, opinião inalterável. Amiga, carinhosa, preocupada, meiga, sentimentalista. O seu coração é mole, meigo e muito protetor, é mesmo coração de mãe. Eu herdei quase tudo dela, sou assim como ela e é por isso que nos compreendemos bem.
Desde pequenina que me lembro dela sempre a trabalhar muito, sempre com a vontade conseguir fazer tudo e ser 100% mãe.
Tudo correu bem em toda a minha infância mas, por volta dos meus 12 anos algo mudou. Isso não significa que a minha mãe se tornasse diferente, apenas encontrou um obstáculo na vida dela.
Já há muito tempo que as dores se faziam sentir, mas talvez um pouco de stress, misturado com nervos acumulados e um estado quase de depressão fez agravar ainda mais a situação e confirmou-se um tumor que se tinha instalado no seu peito esquerdo. A descoberta foi difícil e demorada, o que aumentou ainda mais o seu sofrimento. Biópsias atrás de biópsias (- Eram sempre só quistos!). E o que acontecia é que chegavam só aos quistos que rodeavam o tumor, nunca dando resultados concretos.
A minha mãe tem cancro na mama? Mas afinal o que era isso? Eu já tinha 12 anos, percebia já algumas coisas, mas era uma situação nova, não sabia como lidar, se devia perguntar alguma coisa ou não.
Fechei-me no meu quarto e chorei, chorei muito. O meu pai veio logo atrás de mim, abraçou-me e disse-me que tudo havia de ficar bem.
A partir do momento em que soubemos, toda a família se uniu ainda mais, todos batalhamos, pelo bem-estar, pela saúde e pela felicidade da minha mãe, todos entramos de “peito” naquela luta.
O caminho foi longo, doloroso e cheio de surpresas. Desde os tratamentos de quimioterapia, aos efeitos secundários, à operação e depois ainda a radioterapia.
Mais difícil ainda foi o processo de recuperação, a aceitação de um corpo diferente, de uma mudança na vida. É difícil aceitar a mastectomização não só da mama mas também da alma, é difícil aceitar que se continua a ser mulher. As feridas profundas na perceção da feminilidade demoram muito, diria mesmo demasiado tempo, a cicatrizar.
Hoje, passados quase 5 anos, sei que a minha mãe já aceitou a nova realidade do seu corpo, já fez as pazes com o espelho.
Durante todo o caminho que teve que percorrer, ela teve o nosso apoio, todos nós tivemos com ela na batalha contra o cancro e eu acredito que a sua recuperação foi mais rápido por isso, porque nunca a deixamos sozinha.
Com toda esta situação, a minha relação com ela ficou ainda mais fortalecida, amo-a mais que nunca, é minha amiga mais do que alguma tinha sido, é minha confidente, é tudo, é MÃE.
Sei que se um dia eu passar pelo mesmo que ela passou, ela estará sempre do meu lado, física e psicologicamente, nunca me abandonará, será sempre uma fonte de força e energia, um exemplo a seguir.
Há coisas que nos acontecem que nos levam a dar ainda mais valor à vida e àqueles que nos rodeiam, e isto fez-me crescer muito...parte do que sou hoje e do que serei amanhâ, está e estará sempre relacionado com isto.
Amo e entrego-me ainda mais às coisas, e à minha mãe entrego-me na totalidade. Ela será sempre o amor da minha vida.
5 de dezembro de 2012
Conto-te na BE - Idosos da Casa do Povo de Alvito S. Pedro
No ano em que se comemora o Ano Europeu do Envelhecimento Ativo e a Solidariedade entre Gerações, a Biblioteca da Escola Sec/3 de Barcelinhos e os alunos do 11º I do Curso Profissional de Animador Sociocultural convidaram 20 idosos da Casa do Povo de Alvito S. Pedro, Barcelos, para participarem em mais uma atividade do "Conto-te na BE".
Os idosos interagiram nas diversas atividades preparadas pelos alunos desde adivinhas, provérbios, canções, sendo ainda convidados a partilharem experiências com os mais novos. No final não faltou o tradicional Chá e bolo a que a biblioteca já habituou os seus visitantes. Todos os idosos receberam ainda uma prendinha construída pelos alunos animadores.
4 de dezembro de 2012
Construção da árvore de Natal
Este ano a construção da nossa árvore de natal contou com a colaboração de vários alunos que decidiram dar "vida" a muitas revistas há muito tempo no arquivo morto.
.
3 de dezembro de 2012
Em dezembro, a BE sugere
Sinopse
Desde o interior da ditadura mais repressiva do
mundo, desde um país coberto por absoluto isolamento, Dentro do Segredo. Em
abril de 2012, José Luís Peixoto foi um espectador privilegiado nas exuberantes
comemorações do centenário do nascimento de Kim Il-sung, em Pyongyang, na
Coreia do Norte.
Também nessa ocasião, participou na viagem mais
extensa e longa que o governo norte-coreano autorizou nos últimos anos, tendo
passado por todos os pontos simbólicos do país e do regime, mas também por
algumas cidades e lugares que não recebiam visitantes estrangeiros há mais de
sessenta anos.
A surpreendente estreia de José Luís Peixoto na
literatura de viagens leva-nos através de um olhar inédito e fascinante ao
quotidiano da sociedade mais fechada do mundo. Repleto de episódios memoráveis,
num tom pessoal que chega a transcender o próprio género, Dentro do Segredo é
um relato sobre o outro que, ao mesmo tempo, inevitavelmente, revela muito
sobre nós próprios.
A Escola e a Amnistia Internacional
As escolas de Barcelinhos e Barcelos uniram-se, no dia 30 de novembro, no auditório da Câmara Municipal de Barcelos para, em conjunto, dar continuidade ao trabalho iniciado pela D.ra Vitória de Triães, uma ativista dos Direitos Humanos. A nossa escola não ficou indiferente a tão nobre causa. Os alunos do 11º C declamaram os poemas: "Rosa de Hiroxima" e "Cantata da Paz". As alunas, Maria Barros e Marília Ferreira do 9º B, leram "Direito à vida", poema criado pelas próprias a propósito desta iniciativa. A encerrar, toda a plateia cantou "You are the World" acompanhados à viola pelos alunos do 11º C.
Poema
Direito à vida
Direito a nascer,
Direito a crescer,
Direito a existir,
Direito a ser livre.
Direitos que nos são dados,
Que não devem ser retirados,
O ser humano tem direito a voar,
Conquistar e errar.
Temos direito de ser Iguais,
E aprender mais e mais.
Temos direito de gritar, de chorar e amar.
Temos direito a escolher sem nunca temer...
Por mais erros que cometamos,
E falhas que tenhamos,
Há sempre solução,
Há sempre uma razão,
Para voltar a ser livre e renascer.
Não é preciso desistir,
É preciso enfrentar.
É preciso não ter medo,
Um dia iremos melhorar…
O gelo pode derreter,
Os rios podem secar,
As árvores podem-se despir,
E o ser humano pode errar…
É preciso perdoar,
Ensinar a amar,
Ensinar a ser livre,
Sem o outro perturbar.
Maria Barros e Marília Ferreira, 9º B
Escola Secundária de Barcelinhos
29 de novembro de 2012
Exposição "Um Chá para Sophia"
“Um Chá para Sophia” é a nome da exposição de pintura que vai decorrer, na Biblioteca da Escola Secundária de Barcelinhos, de 10 de Dezembro a 15 de Fevereiro. Esta exposição que alia os poemas e as pinturas ilustradas na obra “Antologia Poética do Chá” é uma homenagem que os alunos e professores quiseram fazer à grande poeta portuguesa Sophia de Mello Breyner Andresen.
26 de novembro de 2012
22 de novembro de 2012
Dia Internacional da Filosofia

Com o
propósito de incentivar o pensamento crítico dos alunos e realçar a importância
da Filosofia nos dias de hoje, o Subdepartamento de Filosofia e Formação
Pessoal quis associar-se a esta efeméride através da realização de algumas
atividades preparadas pelos alunos do 11º ano das turmas A e C. Os recitais de
poesia e de canto, cujo tema foi "O Pensamento", a passagem de um documentário
sobre a "Clonagem e os Alimentos Transgénicos", seguido de um debate e de um Quiz,
foi a forma que alunos e professores escolheram para homenagear a Filosofia.
A sensibilidade que os alunos demonstraram na escolha dos poemas e na sua declamação foi também
uma excelente oportunidade de levar os alunos a despertar para a poesia e para a
reflexão filosófica.
Para ler os poemas declamados, clique aqui.
16 de novembro de 2012
"Conto-te na BE" com Idosos do Centro Social Abel Varzim
O S. Martinho memorado…
Para além das castanhas assadas, bolo de castanhas
e chá, os alunos do 11º F e a Rosário, aluna do 12º D, todos da escola de
Barcelinhos, iluminaram os rostos dos utentes do Centro Social Abel Varzim com
atividades lúdicas. Os idosos deram asas à imaginação, completando provérbios recuperados
da partilha de experiências colhidas ao longo do tempo, comungadas da mesma sabedoria
popular. A isto, associaram as suas vozes, a sua emoção, somada à nossa.
Diários de escrita, por Carolina Gonçalves, 12º B
Time And Relative
Dimension In Space
Quando eu estava no 1º ciclo, era
frequente escrevermos redações sobre o tema do texto que tinha introduzido a
matéria. Escrevi imensas composições dessas. Talvez dezenas. Mas recordo-me somente
de uma. Era sobre viagens ao futuro.
Nunca me saiu da cabeça. Esteve
sempre na sombra, escondida nos recantos das minhas memórias, mas estava
presente. Nunca a poderia esquecer. Como poderia? Era a minha preferida. A
minha obra de arte.
Durante algum tempo, pensei que
era a minha mensagem sobre ambientalismo. E achei que era por isso que gostava
tanto dela. A professora tinha-nos pedido para escrever sobre uma viagem no
tempo, e eu imaginei uma viagem ao futuro em que a protagonista se deparava com
um mundo extremamente poluído, dominado por robôs e em que a Humanidade estava
perdida (sempre fui um poço de otimismo, no entanto, hoje em dia, acho que o
futuro vai ser pouco diferente, apenas sem os robôs, que não temos tempo de
desenvolver tecnologia tão avançada).
Alguns anos volvidos, eu sei que não
era a lição sobre proteger o ambiente que me ligava tanto a esta história. Era
a ideia de viagem no tempo.
E a razão pela qual a viagem no
tempo me fascina tanto é a de que eu não consigo verdadeiramente compreender o
que é o tempo. Apenas sei que este pura e simplesmente é, que forma uma íntima
dualidade com o espaço e que tem tantos e tão complexos paradoxos que já
fizeram muitos cérebros dar o nó. Incluindo o meu, como é claro.
O que me levou a fazer algumas
perguntas. O tempo é linear? (Tendemos a pensar assim, mas parece-me uma visão
demasiado simplista.) É possível viajar no tempo? (Não faço ideia, mas espero mesmo
que sim. É um dos meus sonhos de infância.) E esta conduz a várias outras
perguntas: se viajar no tempo é possível, porquê que ainda não vimos ninguém do
futuro? Ou então, podemos mudar o passado? Oh, mais uma das difíceis.
Há várias respostas. Se eu for ao
passado para mudar alguma coisa e for bem-sucedida, deixo de ter razões para
mudar o passado, pelo que não viajo no tempo, e assim o passado não muda e
volto à situação original e viajo no tempo para mudar o que aconteceu e por aí
fora num ciclo interminável. Eu poderia até impedir o meu próprio nascimento,
levando a uma situação semelhante. Outro cenário é o de que eu vou atrás no
tempo e acabo por ser eu a causar os acontecimentos que já se tinham passado e,
nesse caso, é impossível mudar a História.
E quanto ao futuro? (Bem, o
passado não é já complicado que chegue?) Se eu souber o futuro, este ainda vai
ser o mesmo? Ou as coisas só acontecem porque eu sei que sim? Ou nenhuma das
duas?
Ninguém sabe as respostas a estas
perguntas. Desconfio que no dia em que alguém conseguir perceber o que é e como
funciona o tempo, fica provada a (in)existência de Deus e explicado o universo,
pelo que este implode por falta de mistérios.
Procurando impedir esse colapso
da existência (assumindo que não fazemos parte de um multiverso), eu vou recuar
no tempo e impedir-me de escrever isto (não vá alguém começar a pensar no
assunto, ter uma epifania e encontrar as respostas). Talvez possa aproveitar
melhor este tempo para ver the Doctor
e a sua caixinha azul.
13 de novembro de 2012
Dia Internacional da Filosofia na BE
O " Dia internacional da Filosofia comemora-se, este ano, a 15 de novembro, por razões de agenda a biblioteca vai associar-se à evocação deste dia a 21 deste mês".
12 de novembro de 2012
kapa'on'school: Oficina de Rádio
A rádio kapa vai levar a cabo a sua oficina de rádio na nossa escola. Pede ao teu professor para inscrever a tua turma.
Mais informações em http://radiokapa.pt/onschool.
Mais informações em http://radiokapa.pt/onschool.
8 de novembro de 2012
Em novembro, a BE sugere
O protagonista do primeiro livro infantil de José Luís Peixoto é filho da
chuva. Com uma mãe tão original, tão necessária a todos, tem de aprender a
partilhar com o mundo aquilo que lhe é mais importante: o amor materno. Através
de uma ternura invulgar, de poesia e de uma simplicidade desarmante, este livro
homenageia e exalta uma das forças mais poderosas da natureza: o amor
incondicional das mães.

Sinopse
A mulher que prendeu a chuva reúne 14 contos que partem da vida quotidiana
mas se abrem, insensivelmente, a outros mundos - oníricos, fantásticos,
terríveis ou absurdos - que nem por isso deixam de nos pertencer e de ser o
lugar onde habitamos.
A mulher que prendeu a chuva de Teolinda Gersão
6 de novembro de 2012
Diários de escrita, por Pedro Lopes, 12º B
Não vou falar de um herói, mas, sim, de uma heroína, uma heroína transcendente a quem devemos tudo o que temos, mas nem sempre lhe damos o valor devido, apesar dos constantes avisos que ela nos envia. O seu nome é Natureza.
Esta heroína é,
na minha opinião, a nossa criadora, a verdadeira Mãe Natureza. Tudo de belo que
existe no nosso mundo a ela pertence. Desde os rios, aos mares, às plantas,
animais, até nós mesmos somos fruto da nossa Natureza.
Mas nem tudo é um
mar de rosas, por vezes, temos tendência a superiorizar-nos à Natureza. Talvez
sejamos inteligentes demais, talvez estúpidos demais, a verdade é esta: A
Natureza dá-nos comida, água, oxigénio, ela dá-nos vida; é a nossa heroína. Mas
não é isto que as pessoas veem. Para muitas, a Natureza não passa de uma vilã,
pois manda furacões, tempestades, terramotos e por aí adiante. Se eu fosse a
Natureza, certamente não estaria contente também. Ela dá-nos um rio, nós
poluímos, Ela dá-nos florestas, nós destruímos. Como poderá ela não responder
negativamente? Eu até acho que está a ser paciente demais, o que revela bem a
sua faceta heroica. Os culpados? Ser humano, e só ele mesmo, demasiado
ambicioso, demasiado convencido, demasiado mesquinha. Também existem exceções,
e essas são quem eu considero os ‘super’ heróis, pois veem a realidade,
enquanto o resto do mundo vive cego, numa rotina, sem ter tempo para pensar no
que está a acontecer.
E assim acho que
estamos a subestimar e desvalorizar a nossa única verdadeira heroína, sem
ficção, pura realidade. E a verdade é que a sociedade de hoje abusa, e este
abuso poderá ser o nosso fim.
Artur Roriz, um Barcelense antifascista

No âmbito das atividades desenvolvidas para assinalar o Mês
Internacional das Bibliotecas Escolares, esteve presente na escola, o
Investigador e Bibliotecário, D.r Victor Pinho, para assinalar os 50 anos da morte de Artur
Roriz, um combatente antifascista, uma das figuras barcelenses
mais interessantes do século passado.
Herdeiro dos ideais republicanos
do Cinco de Outubro, manteve-se sempre fiel a esses princípios e foi sempre
um democrata.
Participou, activamente, no combate ao regime ditatorial que vigorou, em
Portugal, durante quarenta e oito anos
derrubado pelo vinte e cinco de Abril. Por isso, foi perseguido e conheceu a prisão.
Homem de carater e culto, foi
um corajoso jornalista e um distinto poeta, tendo sido co-autor de duas peças de teatro de revista levadas ao palco no teatro
Gil Vicente.
Foi primeiro comandante dos Bombeiros Voluntários de Barcelos,
de 1936 a 1942,
Inspector de Incêndios e Delegado Distrital da Liga dos Bombeiros Portugueses .
Nesta cidade, exerceu o cargo de
correspondente do diário
portuense "O Primeiro de Janeiro ".
Distinto poeta, deixou no semanário local "A
Verdade", que foi fundado, em 30 de Março de 1922, e dirigido por si. algumas belas
poesias, com o pseudônimo de Afonso Gorky.
Republicano Histórico, pertenceu ao MUD Movimento
de Unidade Democrática
que apoiou as candidaturas à Presidência da República de Norton de Matos (1949)
e de Humberto Delgado (1958).
Perseguido pela Pide, chegou mesmo a estar detido.
Aquela polícia política tentou prendê-lo, por diversas vezes, em sua casa,
no largo José Novais, onde funciona actualmente o posto de Turismo. Acerca
disso contam-se algumas histórias. Uma vez, disfarçou-se de padre e saiu sem
que os agentes se apercebessem da sua verdadeira identidade. De outra vez,
saltou para o quintal da casa ao lado, Casa dos Machados da Maia (actual
Biblioteca Municipal), onde funcionava um lar de idosas e aí permaneceu. Tendo deslocado um osso da perna foi socorrido
pelo seu amigo Dr. Francisco Torres que
lhe prestou os primeiros socorros, tendo depois saído em maça, para a sua residência, no meio de muita gente que enchia o
largo onde morava e que se regozijava com o facto de não ter sido detido.
Amigo de Abel Salazar, acompanhou-o, em Janeiro
de 1939, numa visita à nossa cidade, à feira e aos oleiros.
Artur Cândido Roriz Pereira nasceu em Barcelos, em 5
de Março de 1891 e faleceu, na mesma localidade, na sua residência, no
largo José Novais. em 30 de Outubro de 1962.
Frequentou o Externato Barcelense e, em Outubro de
1917, em Guimarães, no liceu Martins Sarmento, fez exame do 3° ano do curso
geral dos liceus.
Foi gerente da livraria A.B.C., do Porto, a partir de Outubro de 1930,
tendo ainda trabalhado na Tipografia
"Minerva de Famalicão", do democrata José Casimiro da Silva
Casou com Júlia Gonçalves Ramos Roriz
Pereira, em 11 de Janeiro de 1934, de quem teve descendência.
Jornalista distinto e brilhante,
fundou e dirigiu as publicações barcelenses, "O Despertar'' (1909) e
o semanário "A Verdade"(1922), tendo sido ainda redactor de "A
Opinião"
(1931).
Colaborou ainda em outros jornais, designadamente em "O Barcelense".
Foi autor, juntamente com Décio Nunes e Augusto
Soucasaux, das peças de teatro de revista "Ai que Treta Se
Mariquinhas" e "Ou Vai Ou Racha" que foram representadas no
teatro Gil Vicente, respectivamente em 1935 e 1955.
Exerceu, pelo menos por três vezes, o cargo de
administrador do concelho de Barcelos, durante a 1a República.
A sua acção a favor do voluntariado,
designadamente através de escritos em jornais, foi reconhecida pelo Conselho
Administrativo e Técnico da Liga dos Bombeiros Portugueses que, em sessão de 5 de
Julho de 1937, exarou um voto de profundo reconhecimento.
Em Janeiro de 1939, foi nomeado comandante honorário da Associação
dos Bombeiros da Póvoa de Varzim e em 22 de Agosto de 1945, foi empossado como Comandante Honorário
dos Bombeiros Voluntários de Esposende.
Foi condecorado com a medalha de prata do
Instituto de Socorros a Náufragos, em Dezembro de 1939.
Quando morreu, era funcionário superior da
Companhia Editora do Minho, responsável pela revisão de textos dos livros a
editar e director da Empresa Teatral Gil Vicente.
O escritor barcelense Fernando
Lopes recorda-o, descrevendo-nos o seu retrato físico:
"Tantas vezes
ali entrei, naquele escritório do rés-do-chão. Eu, um jovem ainda. Ele...Bem, sempre o
conheci daquele jeito: um físico seco e sobre o miúdo, o rosto magro, nariz adunco, farta cabeleira
grisalha subindo em cascata de ondas, os olhos claros e vivíssimos, límpidos, irrequietos... Um jovem que nunca pude
entender calhado no fato escuro,
sempre escuro, que a mim parecia vir dos tempos da República. Um jovem, sim, apesar de marcado pelos anos, uma
genica nos gestos, um verbo de fogo, uma
capacidade enorme de acreditar nos homens, no futuro, na vida. Homem que vinha dos tempos, para mim recuadíssimos, da propaganda
republicana, democrata, resistente no fascismo até á morte... "
(...) "...indiscutivelmente uma das poucas figuras "históricas" da cidade. Um dos homens que Barcelos, sem
desonrar-se, não pode esquecer.
" ("Artur
Roriz: um resistente, um amigo", in "Barcelos Popular". n°
75, ano 3,
13/09/1979).
O jornalista Homero Serpa relata que Artur
Roriz Pereira, simpatizante da causa dos Aliados, durante a segunda-guerra
mundial, desempregado e com a promessa de um bom emprego, fez espionagem para os ingleses e divulgou propaganda
inglesa. ("Cândido de Oliveira:
Uma Biografia", 2000). A Pide prendeu-o em 21 de Janeiro de 1942 e só
regressaria da prisão em Março de 1944, mas já não era 1° Comandante dos Bombeiros
Voluntários de Barcelos.
Artur Roriz bateu-se sempre pelos seus ideais,
um Barcelense Ilustre que está consagrado na toponímia da freguesia de Arcozelo.
Texto: Victor Pinho
Esta conferência, foi o culminar das várias iniciativas programadas para o
Mês Internacional das Bibliotecas Escolares.
5 de novembro de 2012
2 de novembro de 2012
Concurso Nacional de Leitura - 1ª fase
A Biblioteca Escolar, em colaboração com o Departamento de Línguas, selecionou as obras de leitura para a 1ª fase do CNL, 2012-2013, para o 3º Ciclo do Ensino Básico e Secundário.
Obras:
3º ciclo
Título: Sexta-feira ou a vida selvagem. Autor: Michel Tournier
Secundário: Frei Luís de Sousa. Autor: Almeida Garrett.
Os alunos interessados em participar no CNL podem inscrever-se junto do Professor de Português ou na Biblioteca.
Brevemente será divulgada a data da realização da prova bem como o regulamento do concurso.
26 de outubro de 2012
Oficina de escrita criativa.
Outubro - Mês Internacional
das Bibliotecas Escolares, dedicado em 2012 ao tema aglutinador
"Bibliotecas escolares: uma chave para o passado, presente e futuro".
Para comemorar o Dia Internacional das Bibliotecas Escolares, a nossa Biblioteca convidou a professora Elisabete Gonçalves para a
realização de uma oficina de escrita. Tal atividade consistiu na leitura do
início de uma pequena história, da verificação de que esta era composta por
inúmeros vocábulos que continham a vogal E e da
reescrita da mesma, mas sem que pudessem usar a vogal proibida, o E, a qual,
alegadamente, estaria de greve! Assim, com base em substituição de palavras por
sinónimos, hipónimos, hiperónimos e/ou expressões perifrásticas, com recurso a
pronomes ou até eliminando alguns vocábulos (elipses), os alunos de 8º e de 12º
anos reescreveram a pequena história e deram-lhe continuidade, sem usar a vogal
proibida!
Foi uma atividade a que os alunos
aderiram com empenho e entusiasmo, sendo de destacar que houve grande tendência
para juntarem ideias sem as articular, principalmente no que toca aos
alunos do básico, os quais não dominam ainda a subordinação de ideias.
Terminada a reescrita, procedeu-se à
socialização dos trabalhos, através da leitura dos mesmos ao grande
grupo. Esta partilha visou dar visibilidade aos trabalhos realizados, mas
também proporcionar partilha de caminhos, de formas de resolver as
dificuldades, proporcionando uma maior aprendizagem.
No final, fez-se uma análise aos
mecanismos a que os alunos tiveram de recorrer e constatou-se que estar privado
de usar uma determinada vogal não impede, mas limita a escrita, originando um
texto menos fluido e natural. Contudo, o resultado dos textos foi deveras
positivo!
24 de outubro de 2012
O Lugar da Poesia, por Cláudia Fernandes, nº 8, 10º A
Caminhar
Tu caminhas…
Estrada rodeada
De nada,
Pensamentos turbulentos
Arrastados pelos ventos.
Silêncios parecem falar…
Uma brisa passeia-te a
face
Talvez para te elucidar,
Tu ergues a cabeça
E continuas a caminhar…
De repente, a noite cai.
Algo trava o teu
caminho,
Sentes que tudo acabou,
Sentes-te sozinho.
É aí que desistes
E entristeces o olhar,
Não percebes que a vida
Se faz a caminhar?
Subscrever:
Mensagens (Atom)












.jpg)





