15 de dezembro de 2011

Lançamento do Livro "Estatística aplicada à Investigação Científica nas Ciências do Desporto

   O lançamento do livro, Estatística aplicada à Investigação Científica nas Ciências do Desporto, do Doutor Domingos Silva, professor de Educação Física na nossa escola, encerrou a 25ª feira do livro da ESB. Perante uma plateia  repleta de amigos e familiares, o autor do livro fez um resumo da obra agora publicada. Flávio Silva, irmão do escritor, quis prestar a sua homenagem com a leitura de um texto da sua autoria que a seguir transcrevemos:
    O meu irmão Zé disse que vinha a minha casa para me ensinar a morrer. Disse-me que tem um poema mais eficaz e menos doloroso do que os remédios.
    O meu irmão Zé tem poemas que as raparigas adoram,  guardam-nos debaixo do travesseiro e põem-se a sonhar com bigamias.
    Tem dias que grita porque Deus não tem vergonha de tanta ausência.
   É um tormento para os escritores clássicos, é uma casa onde o céu e a terra dormem na mesma cama. É um peregrino às voltas no seu quarto.
    O meu irmão Zé tem silêncios que abafam o lume, tem filhos que lhe custaram o sangue. E tem poemas mais importantes do que estar vivo.  
   Quem os lê cega-se e depois olha-se como um pássaro em regresso. Quem neles acha o mistério enlouquece igual a um útero que guarda segredos.
    O irmão Zé nasceu absurdo,  é uma história mal contada, porque as histórias bem contadas contêm homens vazios. E o irmão Zé vai ser castigado um dia porque tem poemas que faz as raparigas perderem as virgindades cedo.
    O irmão Zé disse que vinha a minha casa regar as plantas, espremer palavras para dentro de um vaso, tirar a solidão da má vida, mas não veio. Disse que ia ter com a noite para lhe ralhar e que depois disso iria escrever, escrever, escrever até que as árvores se levantem sem dor, e a sorrir.

Flávio Lopes da Silva, 15 de Dezembro 2011
 

14 de dezembro de 2011

Encontro com... Richard Towers na Feira do Livro

"O Tempo, esse ladrão que, segundo a segundo, nos conduz para o fim. O Tempo, esse perpétuo cavador de sepulturas, esse eterno fugitivo, semeador de discórdias, colhedor de consensos. O Tempo, a mais perfeita criação do homem. Mas será assim tão transparente, tão infalível? Muitas são as suas vicissitudes e provar o lapso temporal é o maior dos desafios de quem o contesta"…
"Olhe-se no espelho. Explore os seus contornos, as suas feições. Agora, fixe-se no seu olhar, esse olhar penetrante, apaixonante. Reconhece-se? Vá um pouco mais longe – mergulhe nas íris. Deixe-se levar. É aqui que começa a mais inexplicável das viagens. A mais transcendente das experiências. Deixe-se conduzir pelo desconhecido que existe em si. Irá levá-lo a paragens distantes, a identidades até aí insuspeitas, mas que habitam dentro de si e que procuram libertar-se, afirmar-se. Como serão? Monstros assassinos ou espíritos iluminados? Deixe-se levar e descubra"…
Foi desta forma que o autor Richard Towers (pseudónimo do artista e músico Martinho Torres) apresentou na Biblioteca Escolar da Escola Sec/3 de Barcelinhos os seus livros-objecto, editados pela Neoma Produções (editora do próprio escritor). Trata-se, segundo o escritor de um conceito novo, inovador e diferente: “livros com arte”.
Durante a sessão, alunos e professores, leram, ao som da sua viola, excertos dos livros: Tempo, Desafio e Reflexos. Nesta abordagem, ficámos a conhecer melhor o conceito que rege a Neoma Produções, a editora que reinventou o livro, e penetrámos no minucioso processo criativo do autor, ficando a conhecer os segredos que estão por detrás da concepção de cada livro que, além de se lerem com maior prazer, são objectos que têm uma utilidade prática: o relógio do livro “Tempo” marca as horas e o espelho, do livro “Reflexos” reflecte os “narcisistas” que todos somos.
Richard Towers tem divulgado a sua obra em prestigiados espaços culturais (FNAC’s, livrarias, e várias escolas), é candidato a vários prémios de inovação e promete edificar uma carreira ímpar através da sua visão única e original da literatura e do livro. Esteve presente na Feira de Franckfurt, Alemanha, onde apresentou as suas criações.
Foi para nós um enorme orgulho e prazer, podermos proporcionar à nossa comunidade educativa esta oportunidade de conviver com este “neo escritor/criador”.
 

Conto-te na BE com Idosos da IPSS de Barcelinhos

 A “feira do livro” teve hoje a presença dos idosos da valência do centro de dia (centro paroquial de Barcelinhos) na atividade: "Conto-te na BE", desenvolvida pelos alunos do 12ºH, do curso de animação sócio-cultural, sob a orientação da Professora Claudina. A atividade envolveu a representação teatral de um conto natalício e a realização de atividades plásticas com os idosos. No final, estes participaram num "lanche poético" onde os próprios idosos partilharam com os alunos saberes ancestrais,. 
 

12 de dezembro de 2011

"Conto-te na BE" Jardim de Infância, Menino de Deus

O colégio Menino de Deus esteve na biblioteca com 35 meninos e meninas a participar no "Conto-te na BE". Os alunos do 10º I do animador Sociocultural da ESB encenaram o conto A Inês vai ao Circo. A par disso, os alunos envolveram os meninos em atividades lúdicas (jogos e pinturas) que enriqueceram o universo fantástico das crianças.
 

6 de dezembro de 2011

Pensamento do mês de Dezembro

Exposição Marie Curie

Ao longo dos últimos 25 anos a escola de Barcelinhos tem vindo a desenvolver um trabalho de excelência no que concerne à Educação e à promoção da Ciência. Por conseguinte, a escola atende à necessidade de recordar as passagens mais importantes na evolução do conhecimento científico, que tentamos sempre transmitir aos nossos alunos. Um dos grandes marcos na história da ciência foi a atribuição do prémio Nobel a Marie Curie por descobertas no campo da radioatividade. Foi precisamente a investigação nesta área que levou em 1903 à atribuição do primeiro prémio Nobel a Marie Curie, sendo a primeira mulher a receber um prémio Nobel. Oito anos depois volta a surpreender a comunidade científica quando lhe é atribuído o prémio Nobel da química em reconhecimento pelos seus serviços no avanço da química, com o descobrimento dos elementos Polónio e Rádio, o isolamento do rádio e o estudo da natureza dos compostos deste elemento, há precisamente 100 anos, tornando-se a primeira pessoa a ser distinguida com dois prémios Nobel. O contributo dado por Marie Curie está, ainda hoje, presente no nosso dia-a-dia. Assim, a escola de Barcelinhos presta a sua homenagem a Marie Curie através de uma exposição comemorativa do centenário da atribuição do prémio Nobel que inclui um pouco da vida e obra desta cientista. Com esta exposição esperamos aumentar a vossa sensibilidade e motivação para a cultura científica.  
Saiba mais...
Marie Curie (nome de nascença Maria Sklodowska) nasceu na actual capital da Polónia (Varsóvia) em 7 de Novembro de 1867 sendo a mais nova de cinco irmãos, quando esta cidade ainda pertencia ao império russo (ex-URSS). Marie teve uma educação tradicional em pequenas escolas da região de Varsóvia, obtendo o nível básico de formação científica com o seu pai que era professor numa escola secundária.
Desde cedo, Marie Curie demonstrou grande gosto pela área das ciências, envolvendo-se numa organização estudantil que almejava transformar a ciência e, por isso, foi levada a fugir de Varsóvia para a Croácia que na época pertencia ao império da Áustria. Em 1881, com a ajuda da irmã, mudou-se para Paris onde concluiu os seus estudos no colégio Sorbonne obtendo a licenciatura em física e matemática em 1894.
 

5 de dezembro de 2011

Exposição fotográfica: "Com (Vida) sem cor"

Da responsabilidade dos professores Artur Loureiro e João Sobrosa está patente, na BE,  uma exposição fotográfica, denominada "Com (Vida) sem cor". Esta exposição, integrada nas comemorações dos 25 anos da ESB, teve, segundo o professor João Sobrosa, o objectivo de : "dar vida e cor à escola". Os dois professores fotografaram a escola (direcção, recreio, contexto de sala de aula, biblioteca), de forma aleatória, e expuseram o trabalho, a preto e branco, em grandes painéis na BE.
 

"Conto-te na BE" Jardim de Infância Bola de Sabão

No ano letivo 2010-2011, despedimo-nos do "Conto das Quintas" para darmos  início a uma nova rubrica "Conto-te na BE" que, ao longo dos próximos anos, nos dará muito prazer, com atividades diversificadas, acolhendo crianças, jovens e idosos, das várias instituições com que temos parcerias.
O primeiro momento foi com o Jardim de infância "Bola de Sabão" de Barcelos. Foram 38 meninos e meninas que, ao longo da tarde, assistiram ao conto narrado pela turma do 11º I do Curso Animador Sociocultural, sob a orientação da Professora Claudina Oliveira.

1 de dezembro de 2011

Diários de Escrita, por Cristina Machado Ribeiro

Pessoas significativas
Toda a nossa existência é marcada por convivências, acontecimentos e experiências, que nos marcam e nos ajudam a criar a nossa identidade e personalidade. Mesmo que não notemos, são muito importantes e ensinam-nos sempre coisas novas.
Todos conhecemos pessoas que admiramos, pessoas que nos influenciam, pessoas que consideramos “heróis”, pessoas que queremos ser como eles quando formos grandes. No meu caso, essa pessoa é a minha avó. Dizer que esta é a “melhor avó do mundo” seria um cliché, mas não seria mentira, visto que ela é um exemplo para toda a família e especialmente para mim que cresci junto dela.
Os avós têm sempre muito para nos ensinar, quando temos tanto para aprender. É um privilégio poder conviver com os nossos avós, não fossem eles os nossos segundos pais, com mais paciência e com tanto amor e carinho para dar. A minha avó é o exemplo disso, mesmo depois de ter perdido o amor da sua vida e ter ficado cega não se tornou uma pessoa triste, revoltada, muito menos amarga. Hoje, com mais de 80 anos e sem grande formação escolar, continua uma pessoa jovem que adora conversar com os netos, sendo a confidente de muitos de nós. Gosta de manter-se actualizada às notícias do mundo.
Quando eu era criança, passava grande parte do tempo com ela a ouvir as muitas histórias da sua infância e juventude. Quando aprendi a ler era eu que lhe lia histórias. Mesmo cega, brincava muito comigo e fazia de tudo para me entreter.
Hoje, não poderia escolher apenas um momento importante, nem nada por que tenha passado que me tenha marcado, porque toda a minha vida está marcada pela sua presença, pela sua influência, pelos seus ensinamentos, pelo seu contributo na minha educação e formação na pessoa que sou hoje. Ela é uma das pessoas mais presentes e importantes na minha vida, e só lhe tenho a agradecer por isso.

Diários de Escrita, por Ana Rita 12º A

Há cerca de 9 anos
Este foi um tempo de ansiedade e curiosidade: eu, com nove anos, ia ter uma irmã.
A vinda de um bebé deixava-me extasiada. Acompanhar toda a gestação, o crescimento da barriga da minha mãe, ver a evolução de um bebé através das ecografias, era fascinante. Eu queria participar em tudo, na compra das roupinhas, na preparação do quarto, e principalmente na escolha do nome.
Quando chegou o mês de Dezembro e, porque estava marcada a cesariana, eu fiquei no hospital muito envergonhada e ansiosa ao lado do meu pai que já não era a primeira vez que vivia aquela emoção. Quando as horas das visitas acabaram, pensei que teria de passar mais uma noite sem ver o novo membro da família, mas os funcionários do hospital deixaram que eu e o meu pai ficássemos ate à tão esperada hora (ou não vissem a curiosidade estampada no meu rosto ingénuo).
Chegou a hora! Traziam a minha irmã ainda ensanguentada. Vi darem-lhe o primeiro banho, vi vestirem-lhe a primeira roupa, vi os primeiros exames próprios do momento sempre com um olhar encantado e envergonhado.
Este foi um dia especial e que mudou realmente a minha vida. Hoje, eu e a minha irmã temos muitas desavenças, mas sabemos que há qualquer coisa de muito especial que nos unirá para sempre.

Diários de Escrita, por Filipa Alves, 12º A

Um episódio que não esquecerei
No verão, costumava passar duas semanas em casa de uma tia, perto da casa da única avó (paterna).
Eu não tinha muito contacto com a minha avó porque ela e o meu pai não se falavam desde o casamento dos meus pais.
Há dois anos atrás, decidi visitar a minha avó antes de voltar a casa, para me despedir dela. Ela ficou tão contente por eu a visitar...
Infelizmente, essa foi a última vez que a vi. Cerca de dois meses depois dessa visita a minha avó morreu.
Algo que me impressiona, neste episódio é que parecia que eu sabia que nunca mais a veria e, por isso, precisava de me despedir dela.
Só me apercebi de quanto gostava dela, quando não a tinha mais comigo.
Mas o que nunca me sairá da memória é a cara de felicidade que vi na minha avó quando lhe disse adeus.

Diários de Escrita, por João Paulo Gomes Arantes 12ºC Nº13

História pessoal
Um dos momentos mais marcantes na minha vida foi o dia em que tive a minha primeira guitarra que coincidiu também com a primeira aula.
Nessa noite, antes de sair de casa para a aula de guitarra, sentia a ansiedade a roer-me por dentro, mas lá à hora marcada pus a guitarra às costas e fui a pé pelas ruas escuras de Milhazes até à Casa do Povo. Lembro-me do frio que fazia. Tinha as mãos geladas, com os dedos das mãos a abanar que nem “varas verdes”.
Quando lá cheguei, ainda tímido, cumprimentei os presentes e lentamente comecei a habituar-me ao ambiente instalado naquela sala. Tirei a guitarra do saco, enquanto uma conversa agradável surgia no momento. Sentamo-nos todos em círculo e o meu professor começou a tocar na sua guitarra uma bela melodia que resplandecia no ar e eu pensava para mim: “Será que algum dia conseguirei fazer algo semelhante?” Após este momento de apreciação, ele deu-me uns exercícios para fazer que na altura me pareceram muito complicados. Com receio que no dia seguinte já não me lembrasse dos exercícios e acordes, anotava tudo num caderno que ainda hoje guardo comigo. Comecei a executar os exercícios, mas da minha guitarra não saía nenhuma melodia bonita como a da guitarra do professor, apenas um ruído que nem sei como classificar.
Mas eu era perseverante e a cada nota que dava o meu entusiasmo aumentava, e fui lentamente melhorando a minha técnica.
Hoje recordo as primeiras vezes que criei um som com uma corda da guitarra e é por essa razão que hoje ainda a abraço.


25 de novembro de 2011

"Kapa'on'School": 2ª edição


A Rádio Kapa, em colaboração com a Biblioteca Escolar e o Clube da Língua Portuguesa, organiza a 2ª edição da "Kapa'on'School", uma oficina de rádio que permitirá aos alunos o contacto direto com o mundo radiofónico.

Os alunos irão poder participar na emissão online da rádio e criar o seu próprio programa de rádio, além de aprender algumas técnicas radiofónicas.

As inscrições estão abertas até ao próximo dia 2 de dezembro na biblioteca ou, por e-mail, em onschool@radiokapa.com.
Mais info: http://onschool.radiokapa.com.

Feira do Livro

24 de novembro de 2011

“Universo em expansão acelerada” – Prémio Nobel da Física 2011. Prof. Doutor Carlos Fiolhais

Hoje, no auditório da Câmara Municipal de Barcelos, realizou-se uma conferência proferida pelo Professor Doutor Carlos Fiolhais, sobre o tema Universo em expansão acelerada. As turmas A e C do 12º Ano marcaram, mais uma vez, presença nesta interessante iniciativa da Biblioteca Municipal de Barcelos, na semana da Ciência.
O orador explicou a teoria da expansão do Universo, baseada numa observação constante e bem documentada do céu e de certos fenómenos físicos. O palestrante referiu que, ao falarmos deste tema, estamos, de forma inevitável, a falar sobre o passado, o presente e, naturalmente, o futuro. O Universo está em constante expansão, no entanto a sua origem e o seu futuro ainda nos escapam.
As teorias sobre o Universo foram várias e sofreram grandes alterações ao longo do tempo: Galileu, Newton, Einstein e Hubble foram, sem dúvida, cientistas muito importantes para este desenvolvimento. O professor, destacou a constante construção do conhecimento assemelhando-a a uma pirâmide. Neste sentido, Einstein não poderia ter desenvolvido as suas teorias sem a base de Galileu e de Newton. O topo da pirâmide está, por ora, por preencher, ou seja, Einstein tem “os ombros livres” para que alguém, com uma nova teoria, suba a pirâmide (nesse caso, dar-se-á um avanço substancial na ciência).
A teoria mais aceite pela comunidade científica sobre a origem do Universo é a teoria do Big Bang ou da grande explosão. Esta está sustentada em 3 factos observáveis: 1- Desvio para o vermelhoque prova que o Universoestá em expansão; 2- A radiação cósmica de fundo; 3- A proporção entre os elementos leves encontrada no universo. Esta teoria pressupõe que o início do universo ocorreu há 14 mil milhões de anos com o aparecimento do espaço e do tempo
Hubble,   através de observações telescópicas das galáxias, contribuíu para a teoria que hoje é aceite uma vez que estas comprovaram que as galáxias estão cada vez mais longe e, quanto mais longe estão, maior é a velocidade do seu afastamento.
O Professor  realçou ainda os físicos que foram galardoados com o Prémio Nobel 2011. Estes observaram a explosão de super novase, medindo a distância entre elas, concluíram a expansão acelerada do universo.
No final da palestra, houve algum tempo para questões. Este tempo foi muito proveitoso uma vez que os alunos aproveitaram bem o facto de ter, perante eles, um génio português da Física para satisfazer a sua curiosidade.
por, Marta Sá e Ana Rita Vilas-Boas, alunas do 12º A da ESB

"Três exigências da fala". Prof. Doutor Roque Cabral

A convite da Biblioteca Municipal de Barcelos, os alunos das turmas A e C do 12º ano e 11º C da ESB participaram, ontem, numa conferência intitulada: “ Três exigências da fala”. O orador, Professor Doutor Roque Cabral, catedrático da Universidade Católica, numa linguagem muito acessível, falou sobre as qualidades do falar (sinceridade, verdade e discrição) e acrescentou duas exigências que deveriam regular as relações interpessoais: a justiça e o amor. “Procurar ser verdadeiro pressupõe que nos devemos informar correctamente sobre aquilo que não sabemos”.
Por oposição à verdade, o eminente Professor abordou ainda o conceito de mentira,” aquilo que se opõe à verdade e à sinceridade”. O primeiro filósofo que se debruçou sobre a mentira foi um grande entusiasta da verdade - Santo Agostinho. Para este grande filósofo, dos séculos III e IV, a mentira seria “o abuso da capacidade de falar porque a estaríamos a usar, não para ser verdadeiro e sincero (qualidades do falar), mas para enganar”.” Quem mente está a deturpar a finalidade expressiva que Deus lhe deu”, afirmava Santo Agostinho.
No século XVII, afirmou ainda o orador, surgiu, entre os pensadores cristãos, o conceito de “restrição mental” que consiste no seguinte: à palavra pronunciada, acrescentar um gesto que só o próprio perceberia. As palavras seriam mentalmente pronunciadas e acompanhadas por um gesto que apenas o próprio saberia e por isso qualquer mentira poderia ser “perdoada”. Pascal, físico do século XVII, troçou deste tipo de solução e Francisco Soares, filósofo espanhol do século XV, defendeu que não se pode fazer distinção entre uma frase pronunciada e uma frase pensada.
O Professor esclareceu também que, em qualquer debate, é indispensável sermos rigorosos na explicação do termos que usamos para evitarmos falsas interpretações e falaciosos argumentos.
Uma excelente e pertinente conferência! Obrigada, Professor!

22 de novembro de 2011

Diários de Escrita, por Paulo Novais e João Edgar, 11º

O Pai
O "meu" Pai tem um nome e uma idade, mas não é isso que importa. É um homem simples como todos os outros, que trabalha todos os dias arduamente e sempre com a preocupação de chegar a casa e ver que a família tem tudo o que precisa.
Hoje em dia, o papel do Pai já começa a ser partilhado com o da Mãe, as decisões começam a ser tomadas em conjunto, assim como as tarefas domésticas.
Educar os filhos talvez seja a tarefa mais complexa que um Pai desfruta, ter tempo para estar com eles, ensinar os valores mais importantes da vida e, acima de tudo, fazer com que eles se sintam felizes.
Assim, o Pai é um líder, porque procura encaminhar a família para que tenha sucesso, não só a nível familiar mas também a nível profissional.

Diários de Escrita, por Carolina Gonçalves, 11º D

As nossas preferências

A escrita é uma das áreas da minha preferência, sendo a arte que mais me atrai. É uma forma sublime de expressão do eu do autor que deixa sempre a sua marca, tornando todas as suas obras de certo modo autobiográficas. É belíssima, e liberta para a vida histórias e fantasias e mundos mirabolantes. É também a liberdade máxima de manifestação da opinião humana, as críticas e os louvores, uma pequena e construtiva ajuda a um mundo melhor.
No extremo oposto, como área que menos aprecio, encontra-se a solidariedade. Não quer dizer que não seja uma pessoa solidária, aliás, tento sê-lo a todos os momentos e cada vez mais, como julgo ser mais correto. São as razões, no entanto, por detrás dessa solidariedade que me incomodam. A maior parte das pessoas que participa em ações solidárias fá-lo com hipocrisia e cinismo por um estatuto social, expiação da culpa e dos pecados, obrigação, sensação de superioridade. Ninguém ajuda pelo simples e humilde ajudar.
Há também outro aspeto de que não gosto na solidariedade. Por vezes, demasiadas vezes, ajuda demais. Ajuda a pessoas que não merecem, ou pior, não querem ser ajudadas. Também se dão as situações em que os seus beneficiários se tornam comodistas e dependentes, e desistem de lutar eles próprios pelas suas vidas.
Assim, há muitas áreas à escolha, privilegio umas, não gosto tanto de outras. Todavia, todas elas devem ser desenvolvidas para o indivíduo se tornar multifacetado e completo. Apenas, ao atingir o máximo em todas as áreas, o ser humano pode quebrar e ultrapassar os limites da sua potencialidade.

21 de novembro de 2011

Feira do Livro

A Biblioteca tem o prazer de convidar toda a comunidade educativa e público em geral, para a apresentação do livro Estatística Aplicada à Investigação Científica nas Ciências do Desporto, do Doutor Domingos Silva, no dia 15 de Dezembro, às 21h00. Esta apresentação está incluída  no programa da nossa Feira do Livro a decorrer de 12 a 15 de Dezembro. Em breve, divulgaremos mais eventos.

 

16 de novembro de 2011

Diários de Escrita, por José Miguel e Regina, 11º D

As nossas preferências
A música é uma área com a qual nos identificamos. A música faz parte do dia a dia de cada um de nós. Alivia-nos do stress da rotina diária e faz com que os nossos problemas desvaneçam por breves instantes, como se a nos transportasse para um mundo diferente do real. A música foi e é uma constante na vida das pessoas que a apreciam tendo sido transmitida de geração em geração.
Em Portugal, o fado é uma tradição musical. Grandes nomes como Amália, Marisa, Carlos do Carmo, entre outros, fazem do fado um símbolo nacional muitas vezes levado a um patamar mundial.
Os jovens veem a música numa vertente pop e rock, levando-os a grupos musicais como Green Day, U2, Linkin Park, Simple Plan, Coldplay e a artistas a solo como Eminem, Adele, Shakira, entre outros. Já as pessoas de mais idade continuam a preferir a música nacional, como José Cid, Paulo Gonzo, Carlos Paião e, como não poderia faltar aos nossos minhotos, o folclore.
É esta a vantagem da música, a sua grande variedade permite que todos possam ouvir aquilo que mais se adequa aos seus gostos musicais. A música é uma arte, é uma história que nos é contada com ritmo.
O seu grande objetivo é transmitir-nos uma mensagem e, por vezes, são contadas experiências de vida com as quais nos identificamos e que nos levam a ouvir determinadas músicas. Tudo isto a torna especial.
A solidariedade é uma área com a qual não nos identificamos. A solidariedade à primeira vista parece-nos algo bom e admirável. É algo que parece ser praticado apenas com a intenção de ajudar quem necessita, mas, na maior parte das vezes, é usada como forma de atingir um bem que desejamos mais do que a felicidade do outro. Quando isto acontece, a solidariedade transforma-se de algo bom em algo hipócrita, egoísta e cínico. A solidariedade quando é verdadeira é praticada com sinceridade e lealdade e não com superioridade e vaidade.
Nos tempos de hoje, há poucas pessoas verdadeiramente solidárias, pois a vida obriga-nos a tomar um rumo solitário e desleal.

"Diários de Escrita", por Ana Catarina Miranda e Ana Catarina Vilas Boas

MÃE!
Guerreira, lutadora, determinada, persistente, optimista, única, verdadeira, realista, líder… é a Mãe!
Todos sabemos que foi ela quem nos abriu as portas ao mundo, é ela que nos apoia e dá força para enfrentar os problemas, é ela a pessoa que nos conhece melhor. Por vezes, surge-nos a dúvida de “como é que ela nos conhece tão bem?”. Não temos a perfeita noção da resposta, mas de uma coisa temos a certeza, à mãe é quase impossível omitir a verdade e mostrar uma pessoa que não somos porque, com o passar do tempo, ela adquire o poder de nos conhecer interiormente sem “se’s” nem “porquê’s”.
Outro papel da mãe nas nossas vidas é o facto de quererem sempre mais de nós, tanto a nível pessoal como profissional. Independentemente do mal que façamos e dos erros que cometamos, seremos sempre os seus filhos, os melhores!
Na nossa opinião, a Mãe é a única pessoa que merece o verdadeiro significado da palavra líder, nunca deixa nada por fazer, preocupa-se com o bem de todos e tem só uma cara e só uma palavra. Não há ninguém que possa apagar todas as nossas vivências e o papel que ela tem na nossa vida, ninguém pode afirmar que a Mãe é só mais uma pessoa como todas as outras, porque não é! A Mãe é única e insubstituível!

8 de novembro de 2011

Diários de Escrita, por Cristina Ribeiro, nº 11, 12º A

Pessoas significativas
Toda a nossa existência é marcada por convivências, acontecimentos e experiências, que nos marcam e nos ajudam a criar a nossa identidade e personalidade. Mesmo que não notemos, são muito importantes e ensinam-nos sempre coisas novas.
Todos conhecemos pessoas que admiramos, pessoas que nos influenciam, pessoas que consideramos “heróis”, pessoas que queremos ser como eles quando formos grandes. No meu caso essa pessoa é a minha avó. Dizer que esta é a “melhor avó do mundo” seria cliché, mas não seria mentira, visto que ela é um exemplo para toda a família e especialmente para mim que cresci junto dela.
Os avós têm sempre muito para nos ensinar, quando temos tanto para aprender. É um privilégio poder conviver com os nossos avós, não fossem eles os nossos segundos pais, com mais paciência e com tanto amor e carinho para dar. A minha avó é o exemplo disso, mesmo depois de ter perdido o amor da sua vida e ter ficado cega não se tornou uma pessoa triste, revoltada, muito menos amarga. Hoje com mais de 80 anos e sem grande formação escolar continua uma pessoa jovem que adora conversar com os netos, sendo a confidente de muitos de nós. Gosta de manter-se actualizada às notícias do mundo.
Quando eu era criança, passava grande parte do tempo com ela a ouvir as muitas histórias da sua infância e juventude. Quando aprendi a ler era eu que lhe lia histórias. Mesmo cega, brincava muito comigo e fazia de tudo para me entreter.
Hoje, não poderia escolher apenas um momento importante, nem nada por que tenha passado que me tenha marcado, porque toda a minha vida está marcada pela sua presença, pela sua influência, pelos seus ensinamentos, pelo seu contributo na minha educação e formação na pessoa que sou hoje. Ela é uma das pessoas que mais presentes e importantes na minha vida, e só lhe tenho a agradecer por isso.

7 de novembro de 2011

"Diários de Escrita" por , Ana Simões, nº 4, 9º C

Um mundo, um sonho, uma paixão
Quando era pequenina queria encontrar um príncipe encantado que me viesse buscar num cavalo branco; retirava-me de uma torre onde estou presa desde que penso no dia em que isso aconteça.
Todos nós temos uma paixão escondida num cantinho bem profundo do nosso coração; quando sentirmos que é agora que vai renascer, ele vem iluminado da cabeça aos pés.
Por vezes até parece um conto de fadas; um daqueles em que às vezes há um Cupido que nos atira com a sua seta. Às vezes apaixonamo-nos de forma tão repentina que parece que fomos atingidos por uma. Quando isso acontece, tudo à nossa volta para, parece que o mundo deixa de continuar a sua rotação, só porque acontece pela primeira vez.
Tudo é um conto de fadas quando isto nos acontece, mas há sempre um obstáculo que nos impede, por estatuto social, idade, religião ou até mesmo por não ser compatível; quando isso acontece há que partir para outra, apesar de não se fácil.
A vida tem os seus altos e baixos e algum dia vamos encontrar a nossa “alma gémea”, como se costuma dizer.
Na minha idade, quem já não teve mil paixões sem importância, que duravam pouco tempo para não variar. Algum dia gostava de saber o que é amar e ser amada verdadeiramente por alguém e construir uma família para me fazer feliz. Há quem diga que tudo na vida se consegue, mas não é bem assim; para conseguirmos o que queremos temos de ter a ajuda do mais próximo à conquista da felicidade de amar alguém especial que nos tocou no mais profundo. Estar apaixonado é estar nas nuvens e não pensar em mais nada, em viver como se não houvesse amanhã, porque sabemos que se não formos compatíveis, vamos sofrer uma desilusão que por mais difícil que seja vai ter de se esquecer.
Uma jovem apaixonada é mais uma rosa que brilha no mundo, é como quando nos casamos e vivemos o dia mais feliz da nossa vida: uma festa, convidados, um vestido de sonho e um amor ao nosso lado para os bons e maus momentos da vida.
Nunca desistam de amar alguém; enfrentem tudo e todos como se não houvesse amanhã.

Apresentação da "Antologia Poética do Chá" em Sequeade

A Junta de Freguesia de Sequeade promoveu, no dia 5 e 6 de Novembro, mais uma edição da Feira do Livro. De entre as várias atividades do programa, realçamos a entrega de prémios aos melhores alunos de todos os níveis de ensino, residentes na freguesia, e a apresentação do livro, "Antologia Poética do Chá".
Para além dos prémios atribuídos pelo Senhor Presidente da Junta de Freguesia e a Adjunta da Vereação da Educação e Cultura da Câmara Municipal de Barcelos, Professora Maria da Paz Faria, também a nossa Escola ofereceu um livro a cada aluno premiado. Perante uma plateia atenta à história do nosso projeto, assistimos a um grande momento de poesia - nem o Sr. Presidente da Junta resistiu - com a leitura de vários poemas, por elementos da plateia.
Agradecemos à Junta de Freguesia de Sequeade e à livraria Ler é Saber a oportunidade de divulgar o nosso livro.


1 de novembro de 2011

"Diários de Escrita" por anónima do Secundário da ESBarcelinhos

O momento mais marcante da minha vida
O momento mais marcante da minha vida foi na passagem do 6ºano para o 7ºano, altura em que emagreci cerca de 18 Kg. Antes desta mudança, sentia-me discriminada, ignorada, posta de lado e constantemente gozada, o que me fazia ficar triste. Ficava assim porque não gostava de ser gorda e queria ser como as minhas amigas. Ninguém me compreendia, apenas a minha familia e amigos mais próximos conheciam a revolta que eu realmente sentia. Eu, era uma pessoa invísivel, nunca ninguém reparava em mim. As pessoas só me julgavam pelo meu exterior, sem conhecerem a pessoa frágil e débil que nessa altura eu era. No entanto, durante essa fase da minha vida, reconheci quem realmente era meu amigo e gostava de mim. Apesar de ser gorda comecei a conseguir lidar com os “olhares” das pessoas e comecei a compreender que não devia dar valor ao que os outros diziam e comecei a dar mais valor a mim mesma.
A mudança real aconteceu quando um dia me coloquei em cima de uma balança e apartir disse para mim mesma: “Eu consigo mudar! Eu consigo ficar bonita!” e foi o que aconteceu. Emagreci bastante e já ninguém me reconhecia. Ainda me lembro do primeiro dia de aulas do 7ºano e de ver a cara dos meus colegas quando repararam que eu já não era gorda e que até ali escondera uma parte de mim. Desde esse dia, comecei a sentir que fazia parte de algo porque agora as pessoas já reparavam em mim, já não era gozada nem descriminada, mas sim elogiada. Foi a partir desse momento que a minha vida começou a fazer sentido porque, apesar de ter o apoio dos meus amigos e familiares, sentia que  era o centro dos olhares das pessoas e o motivo de riso das mesmas. Devido a esta discriminação e ao meu aspeto, chorei muito mas não o deveria ter feito porque podia ser gorda mas, ao contrário de muita gente, tinha coração e sentimentos.
Esta fase da minha vida apesar de ter sido dificil também foi importante para me tornar na pessoa que hoje eu sou.



31 de outubro de 2011

"Diários de Escrita" por Carolina Gonçalves, 11º D

 O Poder dos Livros
Cada livro é um novo mundo. Um novo mundo nascido na imaginação do autor que o esculpe, o molda, lhe dá forma e vida. É o mundo de outra pessoa, completamente diferente do leitor e que, por essas mesmas diferenças, tem algo a ensinar-lhe. Todos os livros têm alguma sabedoria para transmitir ao mundo, seja muita ou pouca, sejam as suas experiências reais ou pura ficção.
O livro relata o decorrer dos acontecimentos pelos olhos de outra pessoa e, quer tenha ou não conhecido esses lugares, vivido nessas eras, contactado essas pessoas e seres, vivenciados esses fenómenos, ações, eventos, o leitor é obrigado a recorrer à imaginação pois esta não é a sua perspetiva, mas uma completamente nova. Não é um mundo seu para construir, porém é seu para o imaginar como seu. Para o visitar livremente, conduzido pelo autor até onde este quer que o leitor vá.
Todavia, o mundo que o leitor visita não é o mundo idealizado pelo autor. É apenas uma versão adaptada, modificada, personalizada pelo leitor que, guiado pelas descrições mais ou menos vagas do autor, o desenha de uma ou de outra forma, acrescenta ou retira detalhes, aumenta ou diminui as dimensões, escurece ou torna mais claras as cores, altera as formas. Se o livro for bom, o leitor viverá as vidas das personagens com a mesma intensidade como se fosse parte destas, mas as sensações nunca serão semelhantes no seu âmago. O leitor revê-se no livro, e na leitura aprende mais sobre si próprio.
A bela paisagem do autor pode ser a montanha coberta de neve, e a bela paisagem do leitor pode ser o deserto escaldante de dunas de areia. São estas as diferenças que distinguem a personalidade de cada um.

"Diários de Escrita" por Ana Catarina Miranda, 11º D

Amizade
Acordo de manhã e o meu principal medo é tê-los perdido na noite anterior. Quando abro os olhos, as primeiras letras que me vêm à cabeça são A-M-I-Z-A-D-E.
Tenho um medo enorme que eles me escapem num abrir e fechar de olhos, medo de não ver o tempo passar e, quando dou por ela, já lá vai… não posso voltar atrás no tempo e corrigir tudo o que fiz.
Tantas vezes me pergunto “Onde estou eu?” Vejo-me rodeada num mundo de tanta falsidade que até perco a noção das coisas. Isso assusta-me só em pensar que sem dar conta podem-me arrastar para dentro desse mundo pobre e escuro. De que adianta mostrar uma outra pessoa quando na realidade não o somos. Era bastante mais simples sermos nós, sem máscaras. Sim, sim… pode até trazer algumas vantagens, atenção temporária, mas… e as consequências que se sucedem! Raiva, ódio, desconfiança…
Às vezes procuro-me e não me encontro, sinto-me perdida no mundo. E é nestas alturas que os amigos estão lá, sem apontar o dedo, nem criticar porque errar é humano e todos já cometemos um erro irreversível.
Quando nos dá vontade de sermos os melhores à frente deles, podemo-nos surpreender. Os amigos estão lá para dizer a verdade na altura certa, custe o que custar, é sempre o melhor. Há aqueles amigos que não sabem o quanto são meus amigos, não se apercebem do amor que lhes dou e da enorme falta que fazem ao meu mundo e há aqueles com quem não preciso de falar todos os dias, basta-me saber que existem e, quando os procuro, às vezes, dou conta que não têm a verdadeira noção da sua importância em mim.
            Uns, denominados de amigos com letra maiúscula, seguem-nos até ao fim e vivem connosco etapas relevantes da nossa vida, outros perdem-se pelo caminho…

"Diários de Escrita" por , Carolina Gonçalves, 11º D

Esboço de uma crónica
Devo confessar-lhe, caro leitor, que esta é a minha primeira crónica. Devido à mi­nha mais que óbvia inexperiência, achei adequado fazer algum trabalho de preparação. Fiz uma breve pesquisa para fazer o meu trabalho o melhor que me seria possível. Descobri, então, que a crónica se situa, vulgarmente, no espaço intermédio entre o texto informativo e a literatura. Por um lado, o autor aborda temas actuais, descrevendo-os e analisando-os; por outro, introduz um lado mais pessoal e até crítico no modo como o faz. É, também, comum que o escritor estabeleça uma relação com o leitor, usando uma linguagem mista de linguagem falada e linguagem escrita. Assim, não raramente, o leitor identifica-se com o cronista.
Creio que estou a alongar-me na minha descrição da crónica, além de estar a dar-lhe um tom demasiado técnico e impessoal. Tenho de começar verdadeiramente a minha primeira crónica.
Não me sinto muito à vontade nesta estreia, como em qualquer outra estreia. É com uma certa timidez e nervosismo que os meus dedos deslizam sobre o teclado. Sim, amigo leitor, eu disse teclado. A minha geração é de tal modo ligada às tecnologias da Era Digital que é como se estes novos objectos fossem extensões dos nossos próprios corpos. Eu poderia ter tentado o tradicional da caneta ou do lápis, mas nunca sentiria o meu trabalho tão fluído.
Não que eu seja alguma espécie de autoridade no assunto, nem tenho conhecimentos para tal, porém, eu julgo que, quando se trata de um texto com o mínimo de carácter pes­soal, o autor deve dar um bocadinho de si às palavras. Este feito só pode ser alcançado quando o cronista é total e incondicionalmente genuíno e espontâneo na sua escrita, quan­do esta flui tão naturalmente como a sua cascata de pensamentos. Apenas sendo ele mesmo, o escritor pode entregar-se integralmente à sua missão de escrever a crónica a partir do qualquer tema que tenha escolhido. O autor deve, somente, limar delicadamente os vértices do seu texto para o tornar mais agradável na forma e no conteúdo.
É nesta fase avançada da minha crónica que me questiono sobre um dos seus pontos mais importantes: o seu tema. No meu curtíssimo passado da escrita, raras são as vezes em que me dou bem com temas. O que geralmente ocorre é que após surgir a primeira palavra, as outras seguem-na sequencial e naturalmente sem uma única direção ou controlo da minha parte. O resultado é previsível. Inevitavelmente, fujo ao tema previamente estabelecido sem qualquer pudor.
Por isso, me interrogo: terei seguido os compêndios e as enciclopédias e falado ao leitor de um tema actual, de um jeito informal que permita uma certa proximidade? A minha resposta, caro companheiro nesta jornada, é a de que não há tema mais actual do que a minha luta por conseguir uma crónica bem elaborada, trazida ao mundo pela voz de um amigo, não de um professor que expõe a matéria.
Termino, assim, a minha primeira crónica. É o momento de lhe dar um título que dê uma noção geral do que nela se falou. Espero que tenha cumprido todos os requisitos que a tornem digna do nome de crónica. Apreciaria, também, se esta modesta crónica lhe tivesse agradado, caro leitor, de uma forma pessoal, pois é exactamente esse o meu dever enquanto cronista.

28 de outubro de 2011

“Diários de Escrita” por Ana Simões, nº 4, 9ºC

Será que faz sentido viver?

Quando pensamos que a vida deixou de nos pregar as partidas que nos deixam num sofrimento tão grande que nos apetece desaparecer e deixar para trás o que construímos com amor, paz, …
Pois é o que eu penso; porque é que a vida não me deixa viver?
Será que faço falta no mundo?
Por vezes penso que sim, mas quando vejo o mundo desabar aos meus pés, sinto que não faço falta, que não é necessário eu estar aqui para a terra continuar a sua vida.
Será que sou como os catos que não precisam de água?
Será que eu não preciso de viver no universo para a gente ser feliz?
Porque não posso ser feliz?
Porque não posso seguir o meu coração e os meus sentimentos?
Penso sempre que outras pessoas vivem num mundo de conto de fadas; que só necessitam do amor dos seus pais e da amizade dos seus amigos; o resto é criado com a sua felicidade de viver, sem problemas, porque sabem que as pessoas os querem ao seu lado. A vida sem elas é como a noite sem estrelas, ou o dia sem sol.
Tenho inveja!
Porque penso eu assim?
Porque será que não penso da mesma maneira que as outras pessoas?
Talvez não tenha o que elas têm, nem a vontade de viver.
Será que preciso de ser amada para sentir que faço falta?
Preciso de ter amigos que me apoiem nos maus momentos e não me virem as costas quando o mundo vai cair aos pedaços e por minha culpa, por não ser a pessoa que eles desejam que seja.
Este texto revela os meus sentimentos e o que me vai na alma.
Quando o escrevi só pensei no que me vai na alma. Espero que ninguém se sinta como eu, porque as pessoas, por muito más que possam ser, têm um cantinho no mundo.
Isto está a ocupar a maior parte do meu pensamento.
Sei que se revelar estas palavras vou causar tristeza e mágoa àqueles que possam pensar que não sou amada por ninguém e que o mundo à minha volta é uma escuridão sem nenhuma face iluminada onde me possa refugiar de tanta mágoa que sinto.
Quando, por vezes, acordo com vontade de viver, há sempre uma nuvem cinzenta que me acompanha prestes a descarregar a sua raiva, de tão carregada de escuridão e o dia iluminado pelo sol, feliz por ver que toda a gente gosta da sua luz e calor.
É isso que eu sinto: eu sou a nuvem cinzenta cheia de raiva por não ser o sol que faz sorrir o mundo.

25 de outubro de 2011

Comemorações do Dia Internacional das BE's

A Biblioteca é o espaço da descoberta: descoberta de um livro que nos leva a aventuras inesperadas e nunca sonhadas; descoberta de um poema que se identifica com o nosso estado de espírito; um espaço de convivência intelectual e não apenas um lugar onde estão depositados livros, é a possibilidade de aprender e conviver de uma forma diferente, é partir à Aventura.
Neste dia em que se pretende evocar a importância das bibliotecas na formação intelectual dos alunos, tivemos o primeiro encontro deste ano letivo, com o escritor António Magalhães.
Autor dos livros, “A voz do Vento” e “Margens para um Rio", apresentou-nos um conjunto de magníficos contos, onde a qualidade da escrita se alia à arte de narrar. O autor incute nos seus contos uma fortíssima carga simbólica, sendo uma perfeita imagem das próprias vivências.
A sessão contou com os alunos do 10 e 11º anos, turmas E, D e C, que leram as suas obras e puseram questões pertinentes ao escritor.
Foram ainda produzidos marcadores de livros, alusivos à data, bem como um cartaz comemorativo do mês das Bibliotecas Escolares.

20 de outubro de 2011

Concurso Nacional de Leitura

"Um público comprometido com a leitura é crítico, rebelde, inquieto, pouco manipulável e não crê em lemas que alguns fazem passar por ideias."
                                                                                                                                Mário Vargas Llosa
A nossa escola vai participar, uma vez mais, na 6ª edição do CNL
Fases do concurso:
 1.ª Fase – Provas nas escolas: de 25 de Outubro de 2011 a 14 de Janeiro de 2012. (6 de Janeiro, realização do concurso na nossa escola).
 2.ª Fase – Provas distritais (Bibliotecas Públicas): Março ou Abril de 2012.
 3.ª Fase – Provas finais (Lisboa): Maio de 2012.
Se  desejas participar no concurso, podes inscrever-te junto do teu professor de Português ou na biblioteca escolar.
 Obras selecionadas:
3º Ciclo:                                                         Secundário:
Titulo: A Casa das Bengalas                      Título: A Cidade e as Serras
Autor:  António Mota                                     Autor: Eça de Queiroz
Consulta o regulamento na BE ou em:  planonacionaldeleitura.gov.pt/Concursos/


 

11 de outubro de 2011

Mês das BE's

James Henri, presidente da IASL, declarou que “o Dia Internacional da Biblioteca Escolar tinha chegado a ser tão importante que tinha crescido até se converter no Mês Internacional da Biblioteca Escolar. Isto significa que os responsáveis das bibliotecas podem eleger o dia, a semana e até o mês todo, para fomentar a sua biblioteca escolar, com o que isto significa para a comunidade escolar”.
http://www.rbe.min-edu.pt/np4/363.html
Atividades a desenvolver no âmbito das comemorações do mês das BE's:
Criação de um cartaz;
Elaboração de marcadores;
Encontro com... António Magalhães.

Pensamento do mês de Outubro

13 de agosto de 2011

Apresentação do livro nas Jornadas Culturais de Tamel S. Fins

«Deus quer, o homem sonha, a obra nasce»
Esta é frase que Fernando Pessoa utilizou para lembrar a todos os seres humanos o poder dos sonhos.
Mais uma vez a Biblioteca da Escola Sec/3 de Barcelinhos mostrou que, quando há força de vontade, os sonhos são concretizados.
Foram muitas as pessoas de Tamel S. Pedro Fins que assistiram a mais uma apresentação da Antologia Poética do Chá, integrada no programa das Jornadas Culturais, promovidas pela Junta de Freguesia.
Após a abertura das Jornadas pela D.rª Armandina Saleiro, Vereadora da Educação e Cultura, e pelo S.r Presidente da Junta de Freguesia, a Professora Bibliotecária, Florinda Bogas, fez uma breve descrição do projecto, falando do envolvimento das duas escolas na consecução deste "sonho". Seguiu-se a Adjunta da Vereação do Pelouro da Educação e Cultura, da Câmara Municipal de Barcelos, D.rª Maria da Paz Faria,que enalteceu o trabalho desenvolvido pelas Bibliotecas Escolares.
Sara Pereira, do Curso Animador Sócio Cultural, da nossa Escola, Fernando Maciel, Professor Bibliotecário da EB2/3 Gonçalo Nunes, Paz Faria e Florinda Bogas participaram na leitura de vários poemas.
Agradecemos a todos os participantes, colaboradores e organizadores deste magnífico evento, em especial à Junta de Freguesia e à Livraria Ler é Saber, terem possibilitado desta forma a divulgação do nosso trabalho.

9 de agosto de 2011

Apresentação do livro no Café Bar Histórico

O Café/Bar Histórico foi o lugar escolhido para mais uma apresentação do projecto de duas escolas, Escola Sec/3 de Barcelinhos e ESAF, cujo resultado final foi a edição de um livro de poesia com ilustrações.
Diogo Mota e Marta Senra, alunos da Escola Sec. de Barcelos, Alexandra Ferreira, Paz Faria e Florinda Bogas deram voz a alguns dos poemas que integram esta Antologia.
Num espaço habitualmente frequentado por um público maioritariamente jovem, houve ainda lugar à leitura espontânea de poemas por parte de várias pessoas ali presentes.

7 de agosto de 2011

Apresentações do livro

A convite de várias Instituições e Associações vamos estar presentes no dia 8 de Agosto no café/bar Histórico, em Barcelos, pelas 21,30h, e no dia 12 de Agosto em Tamel S. Pedro Fins para apresentar a "Antologia Poética do Chá". Em Tamel integrará a Semana Cultural, promovida pela Junta de Freguesia, conforme programa apresentado.

18 de julho de 2011

Lançamento do livro "Antologia Poética do Chá", em direto

Acompanha aqui o lançamento do livro "Antologia Poética do Chá", em direto, a partir das 18h00.
Fala connosco através do Facebook da Biblioteca Escolar.


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17 de junho de 2011

Sarau Cultural 2011

Dia 9 de Junho pelas 21.00 horas, realizou-se na nossa Escola, mais um Sarau Cultural.
Este encontro de Arte e Cultura esteve a cargo da Biblioteca Escolar/Centro de Recursos Educativos e do CLP, envolvendo toda a comunidade educativa, nomeadamente Encarregados de Educação, alunos dos cursos diurnos e nocturnos (EFA’s), professores e funcionários. Do programa, destacaram-se momentos de Poesia, Música e Dança Latina e Artística. A sublimação destes momentos mágicos passou pela declamação do poema “Perguntas de um Operário Letrado” de B. Brecht por 11 pares de gémeos de todos os níveis de ensino, como forma de homenagear a vida. Marcaram presença em palco, Mãe e Filha, (Encarregada de Educação e aluna) proferindo palavras puras construídas a partir do poema “Palavras para a Minha Mãe” de José Luís Peixoto. A tónica do Sarau pautou-se pela declamação colectiva de poesia. Foram vários os autores homenageados de entre os quais se destacam: António Gedeão, Álvaro de Campos, Mendes de Carvalho, Herberto Hélder, António Aleixo, “Mário-Henrique de Leiria, “Alexandre O’Neill, “Bertolt Brecht. Houve ainda lugar a poesia inédita de professores, alunos e funcionários bem como a entoação do “Hino ao Aluno de Humanidades”.
O segundo momento contou com a apresentação da 19ª edição da revista Schola pelos seus responsáveis, Álvaro Carvalho e Graça Alves. A coordenadora da Biblioteca Escolar/CRE, Florinda Bogas, honrou os “Leitores do Mês” com a entrega de diplomas e prémios.
A encerrar o Sarau, o Director da Escola, Professor António Carvalho, fez a entrega dos Quadros de Excelência referentes ao ano lectivo de 2009-2010.
A apresentação do Sarau esteve a cargo dos alunos José Carlos Arantes e Mónica Aspra.

Pensamento do mês - setembro