19 de dezembro de 2010

Chá de livros

A actividade "Chá de Livros" veio enriquecer ainda mais a nossa Feira do Livro. Esta semana foram lidos dois poemas, um da professora Aida Lemos e um outro da aluna, Rosa Marques do 10º C.

Começou com um chá de jasmim.
E respiro-te ainda em mim.
Sabes a chuva e vento lá fora, ao calor dos abraços,
A olhares ternos e cúmplices, a sorrisos partilhados.
E a rosas, violetas e jasmim.
(Aida Lemos)
Chá, o nectar da vida
Chá para doenças tratar,
Chá para com as amigas lanchar!
E na hora de jantar?
Um chazinho para acompanhar,
E da sopa escapar.
Chá de tília,
Para a tia Emília.
Chá de cidreira,
Para tanta asneira.
Chá de camomila,
Para a avó Mila,
Chá de limão,
Para o meu irmão.
Chá de Jasmim,
Essa é para mim.
Chá de todas as espécies,
Cores e sabores.
Na hora do chá nada mais importa,
Apenas o chá, biscoitos e as amigas para tagarelar.
E...um bom poema, para declamar.
Rosa Maria Miranda Marques, 10º C



17 de dezembro de 2010

Gonçalo M. Tavares na nossa Biblioteca

Na semana de 13 a 17 de Dezembro, decorreu na Escola Secundária de Barcelinhos mais uma edição da Feira do Livro que, integrando várias actividades, esteve aberta à comunidade, recebendo não apenas os alunos, encarregados de educação, funcionários e professores da Escola, mas também de outras escolas da região, nomeadamente alunos do primeiro ciclo acompanhados pelos pais e encarregados de educação. A Feira do Livro esteve também aberta, à noite, aos cursos EFA, para desta forma, proporcionar aos alunos o contacto com os Livros.
A abertura da Feira contou com a presença de Gonçalo M. Tavares, escritor que, com 27 livros publicados, recebeu o Prémio Saramago, em 2005, e este ano, com a obra Aprender a Rezar na Era da Técnica, o prémio de melhor livro estrangeiro em França. O espaço da Biblioteca foi pequeno para todos os que quiseram ouvir Gonçalo M. Tavares, que falou da sua obra, da escrita e da leitura. Disponível e simpático, acolheu as questões e observações dos aluno e, pedindo-lhes para desenharam uma "casa errada", mostrou como a criatividade é importante, falando ainda das diferenças entre racionalidade, lógica e convenção. No final, houve ainda tempo para uma sessão de autógrafos.
A Feira do Livro integrou ainda o “Chá de Livros”, com leitura de poemas originais de alunos e professores, bem como várias Conferências, venda de Postais de Natal elaborados pelos alunos e uma exposição dos logótipos concebidos pelos alunos com vista ao Concurso para a eleição do logótipo para a Biblioteca.

Abertura da Feira do Livro: "Encontro com..." Gonçalo M. Tavares

A abertura da nossa Feira do Livro contou com a presença do escritor Gonçalo M. Tavares em mais um "Encontro com...".
O espaço da Biblioteca foi pequeno para todos os que quiseram ouvir Gonçalo M. Tavares, que falou da sua obra, da escrita e da leitura. Disponível e simpático, acolheu as questões e observações dos aluno e, pedindo-lhes para desenharam uma "casa errada", mostrou como a criatividade é importante, falando ainda das diferenças entre racionalidade, lógica e convenção. No final, houve ainda tempo para uma sessão de autógrafos.
Gonçalo M. Tavares, nascido em 1970, publica o seu primeiro livro, Livro da Dança, em 2001. Em 1999 ganhou o Prémio Revelação de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores, com o volume Investigações. Novalis, que viria a ser editado em 2002. Ainda em 2002, o escritor publicou mais três obras: O Senhor Valéry, O Homem ou é Tonto ou é Mulher e A colher de Samuel Beckett e Outros textos. Recebeu o Prémio Branquinho da Fonseca da Fundação Calouste Gulbenkian e do Jornal Expresso com a obra O Senhor Valéry. Publicou, ainda, O Senhor Henri, O Senhor Brecht e O Senhor Juarroz e Jerusalém. Recebeu o Prémio Ler/Millenium BCP, o Prémio José Saramago e este ano, com a obra Aprender a Rezar na Era da Técnica, o prémio de melhor livro estrangeiro em França. Mais recentemente, publicou, para além de Viagem à Índia, Matteo Perdeu o Emprego.
É escritor e professor, foi futebolista federado, formado em Educação Física, com mestrado em Pintura e doutoramento em Epistemologia. Publicou o seu primeiro livro com 31 anos, embora, durante os 12 anos anteriores, tivesse, como referiu numa entrevista, escrito todos os dias, o que estará ligado ao facto de, nos 6 anos seguintes, ter publicado mais de 20 livros entre ficção, teatro, poesia e ensaio. Tem livros traduzidos em mais de 100 idiomas.

14 de dezembro de 2010

Conto das Quintas

Mais uma vez a 16 de Novembro, a Biblioteca levou o Conto das Quintas para "fora de portas". Os alunos do 12º G, acompanhados pela Prof.ª Ana Paula Queiroga, foram à APAC animar e encantar os jovens com uma história da sua autoria, sobre os "Grandes do futebol". A actividade envolveu todos os alunos, os quais puderam assim dar asas à imaginação e criatividade.
Já no dia 9 de Dezembro, a turma dos finalistas do Jardim de infância do IPSS de Barcelinhos participou em mais um "Conto das Quintas", organizado pela turma 11º B, com orientação da Prof.ªAna Reis. Os alunos criaram um conto e uma canção de Natal, tarefa que envolveu toda a turma. A animação coube ao 11º H do Curso de Animador Sociocultural, que abrilhantou e animou o conto com pinturas e balões.

25 de novembro de 2010

Chá de Livros

Uma ilusão ou realidade de sabor

Pelejar de tinta momentânea
Que renova numa breve meditação
De sonhos semeados no manifesto
Das folhas encantadas na actuação.

Suspende o espaço, cessando a questão.
Um suave movimento de retorno se agita.
Índole espírito se purifica na aragem,
Moderando o ardor, comutado por um doce que se agita.

Infusão de folhas de leve fragrância,
De aroma terno, de sabor amargo.
Contempla a melodia, acrescenta o cheiro,
Uma escultura de espírito, um simples descargo.
Rosa Proença, Professora de Filosofia

No horizonte o seu castelo.
De uma vitoriosa batalha voltava.
Sangue nas pernas, braços e cabelo
O rei, em casa, estava.

Sem demoras, as muralhas atravessou,
Cavalgando rapidamente.
E à porta de seu castelo parou.
E sem hesitação na mente
Desceu do cavalo e entrou.

Dirigiu-se à sala das refeições
E deliciou-se com um chá.
Quais aliados, inimigos, nações ou facções
Esta bebida sabia-lhe ainda melhor
Pois, por ela, trespassou corações.

Este cavaleiro sentia-se em paz na guerra.
Mas a beber um chá, ali na sua terra
Onde ele ditava a lei,
É que ele se sentiu rei.
Maurício Peixoto, 12ºB

24 de novembro de 2010

Dia Mundial dos Direitos das Crianças

As crianças têm direitos
A UNICEF é uma agência das Nações Unidas que tem como objectivo promover a defesa dos direitos das crianças, ajudar a dar resposta às suas necessidades básicas e contribuir para o seu pleno desenvolvimento.

A UNICEF rege-se pela Convenção sobre os Direitos da Criança, e trabalha para que esses direitos se convertam em princípios éticos permanentes e em códigos de conduta internacionais para as crianças.

Em 20 de Novembro de 1989, as Nações Unidas adoptaram por unanimidade a Convenção sobre os Direitos da Criança (CDC), documento que enuncia um amplo conjunto de direitos fundamentais – os direitos civis e políticos, e também os direitos económicos, sociais e culturais – de todas as crianças, bem como as respectivas disposições para que sejam aplicados.

A CDC não é apenas uma declaração de princípios gerais; quando ratificada, representa um vínculo juridíco para os Estados que a ela aderem, os quais devem adequar as normas de Direito interno às da Convenção, para a promoção e protecção eficaz dos direitos e Liberdades nela consagrados.
Fonte: site da Unicef

A nossa Escola associou-se a esta data, realizando diversas actividades com alunos do 1º ciclo do Ensino Básico, dinamizadas pelo Curso de Animador Sociocultural, com o conto "Onde estão os meus óculos". Seguiu-se uma palestra sobre os Direitos das Crianças, com a presença da Delegada da Unicef, D.rª Teresa Távora, inserida nos conteúdos programáticos da disciplina de Francês do 9º Ano, sob a orientação da Professora Graça Alves. Estiveram presentes os alunos do 9º C e 11º F. Houve ainda lugar a uma exposição de trabalhos sobre os direitos das crianças elaborados pelas turmas do 9º A, 9º C e 10º F. Foi também sensibilizada a comunidade Educativa para contribuir com objectos de utilidade para as crianças do CAT de Barcelos.

23 de novembro de 2010

Oficina da Rádio Kapa

E que tal dar à experimentação o mundo amador de uma webrádio?
Foi este o desafio proposto no dia 11 de Novembro, pelo Bruno (ex aluno da escola, mantendo ainda fortes ligações) aos nossos alunos. Um projecto da Rádio Kapa e do Clube da Língua Portuguesa da Escola Secundária de Barcelinhos, criando uma Oficina de Rádio designada "Kapa'on'School" na Biblioteca.
A actividade proporcionou aos alunos, durante um dia, o contacto com o mundo da webrádio. Puderam experimentar, fazer uma emissão em directo, gravar e montar um programa de rádio. Este trabalho encontra-se disponível em www.radiokapa.com/

"Contos do Mundo" por Victória Triães


Dia 18 de Novembro, a contadora de histórias Victória Triães esteve na nossa biblioteca com os “Contos do Mundo”. Assistiram a esta actividade as turmas 9º B e 9ºE e 10ºI que, ao longo de cerca de 2 horas, viveram momentos de grandes emoções e encantamento com as “Histórias do Mundo”, viajando por Portugal, Brasil e Timor. O filme sobre a actividade contém entrevistas com os alunos, a contadora de Histórias e a Senhora Vereadora da Cultura, D.rª Armandina Saleiro.

19 de novembro de 2010

Feira do Livro - Encontro com...Gonçalo M. Tavares

A Biblioteca vai realizar mais uma edição da Feira do Livro! De 13 a 17 de Dezembro, toda a comunidade Educativa poderá entrar no maravilhoso mundo dos livros e adquiri-los a preços especiais.
Ao longo da semana, vão realizar-se várias actividades: momentos de leitura; exposições, um debate com a Seleccionadora Nacional de Atlétismo, Sameiro Araújo; encontro com o escritor Gonçalo M. Tavares.
Neste Natal ofereça Livros aos seus AMIGOS.

11 de novembro de 2010

Conto das Quintas (11/11/2010)

Hoje, o nosso Conto saiu da biblioteca, para festejar o São Martinho. As alunas da turma 11ºH do Curso Profissional de Animador Sociocultural, acompanhadas pelas Professoras Paula Queiroga e Francisca Carvalho, deslocaram-se à Escola do 1º ciclo de Barcelinhos para mais um Conto. Fazendo jus à efeméride, contaram a lenda do São Marinho. Houve ainda lugar para um concurso de provérbios e adivinhas. Por fim, e no meio de muita brincadeira, ainda houve tempo para as tão quentinhas e boas castanhas.

Concurso Nacional de Leitura (PNL)

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A BE está a divulgar, junto dos alunos e professores, o Concurso Nacional de Leitura. A nossa Escola tem tido uma presença activa neste Concurso, o que muito nos apraz por ser sinónimo de mais e melhores leitores.

Os alunos interessados devem inscrever-se na Biblioteca até 17 de Dezembro de 2010.
De acordo com o Regulamento, o concurso decorrerá em 3 fases:
1ª fase ( na Escola) - Data: 12 de Janeiro de 2011

Obras seleccionadas:

  • 3º ciclo:
    Contos (O Alcaide de Santarém; A Dama Pé de Cabra)
    Autor: Alexandre Herculano
  • Secundário:
    Memorial do Convento
    Autor: José Saramago

A BE emprestará as obras aos participantes.
Apenas 3 alunos de cada nível de ensino passarão à segunda fase do concurso.

2ª fase – Numa biblioteca municipal do distrito (local e data a designar).
3ª fase - Lisboa, em colaboração com a RTP (local e data a designar).

LÊ E PARTICIPA!

Regulamento do concurso disponível em: http://www.planonacionaldeleitura.gov.pt/concursos/

10 de novembro de 2010

Chá de Livros

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“Chá – Chá – Chá”

Queres dançar comigo
E misturar o teu corpo
Na fragrância do meu chá?

Queres provar minha saliva
E morder a minha língua
Na mistura desta essência?

Vamos fundir nossos corpos
Misturar as nossas almas
No vapor…
Desta bebida milenar.

Anda,
Vamos
Embebedar nossos corpos
Enternecer nossas vidas
Numa dança que se move
Ao som,
De um chá - chá – chá.

Prof.ª Gabriela Beato

2 de novembro de 2010

Pensamento do Mês: Novembro 2010

O valor das coisas não está no tempo em que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis.
(Fernando Pessoa)

Chá de Livros


Hora do Chá
Caminhou altiva, elegante, com o passo acertado pelo som dos saltos que batiam no chão frio de madeira.
Toc-toc-toc. Calmamente e como quem não tem pressa, puxou uma cadeira e sentou-se à mesa onde já estavam colocados um bule, um chávena e um prato com biscoitos. Lentamente, derramou poesia quente na chávena, ping-ping-ping, e observou o fumo de palavras que dançavam em sua volta. Depois, abriu um livro e começou a ler, gota a gota, enquanto esperava que a chávena arrefecesse. Uma madeixa loira desprendeu-se do laço vermelho que lhe prendia os cabelos e foi acariciar-lhe o rosto, macio e de traços firmes. Cinco linhas e algumas gotas depois, pousou o livro e sorveu rapidamente alguns goles de poesia da chávena ainda quente. Paulatinamente, retirou uma palavra do prato que repousava no centro da mesa e sentiu-lhe o sabor doce e amanteigado. Ron-ron-ron- E assim passou os minutos seguintes, entre goles de poesia, dentadas de palavras e algumas gotas que davam as mãos nas páginas do livro… Sentia o paladar do sons que a rodeavam e a musicalidade dos sabores que entravam dentro de si numa explosão de sensações. Por fim, olhou o relógio, que se desenhava no seu pulso firme e que marcava cinco minutos depois das cinco. Desejou que os ponteiros se deixassem guiar pelo fumo de poesia que emanava do bule e que voltassem atrás, quinze minutos antes quando havia entrado naquela sala para a hora do chá. Levantou-se calmamente, tal e qual como havia chegado e não teceu qualquer tipo de reclamação contra o tempo. A Hora do Chá terminara.
Ana Andrade

26 de outubro de 2010

Alberto Serra na comemoração do Dia Internacional das Bibliotecas Escolares

No âmbito da comemoração do Dia Internacional das Bibliotecas Escolares, a nossa Biblioteca recebeu, no passado dia 25, Alberto Serra. Jornalista, poeta, diseur de poesia, entusiasta da palavra dita e escrita, Alberto Serra falou da importância da leitura e da escrita na formação integral do indivíduo e também como meio de intervenção cívica, bem como da importância que as bibliotecas têm nesta formação, falando da sua experiência e da de outros com quem contactou, designadamente José Saramago e Harold Bloom.


14 de outubro de 2010

Conto das Quintas

O Jardim-de-infância de Barcelinhos assistiu, na nossa Biblioteca, ao 'Conto das Quintas'. Desta vez com a participação e animação a cargo dos alunos do 11º Ano Turma H, do Curso Profissional de Animador Sociocultural. A história, que por momentos levou as crianças ao mundo da fantasia de reis e de fadas, terminou em ambiente de festa e muita diversão. Todas as crianças participaram em actividades de pintura e jogos didácticos.

Chá de Livros

Iniciámos o 'Chá de Livros' abordando temáticas variadas. Começámos por fazer referência a uma das actividades já realizadas este ano que teve um impacto significativo na comunidade educativa.

Com base nos trabalhos realizados pelos visitantes da Exposição, foi lido um excerto do livro Diário de Um Killer Sentimental, de Luís Sepúlveda, bem como de alguns textos escritos pelos alunos do 10º J, do Curso Profissional de Técnico Profissional de Turismo Ambiental e Rural, relativos à Exposição Fotográfica “Dois Olhares”.

7 de outubro de 2010

Pensamento do Mês: Outubro 2010

“A leitura é uma fonte inesgotável de prazer mas, por incrível que pareça, a quase totalidade não sente esta sede”.

(Carlos Drummond de Andrade)

4 de outubro de 2010

A República em Barcelos

No dia 04 de Outubro, comemorámos o centenário da República com uma palestra alusiva à efeméride. A Dr.ª Fátima Carvalho, Professora de História da Escola Sec/3 de Barcelinhos, introduziu o tema evocando, de uma forma sintética, os acontecimentos e personalidades mais marcantes da época. Beatriz Campinho e Lara Araújo declamaram poesia do poeta barcelense, Jaime de Seguier. Foi ainda projectado um vídeo realizado pelas alunas, Adriana Figueiredo e Ana Carvalho.
Seguiu-se o momento mais esperado do programa, em que o Dr. Victor Pinho, Bibliotecário da Biblioteca Municipal de Barcelos, partilhou com todos os presentes o seu trabalho de investigação "A República em Barcelos".
A par desta iniciativa, decorreu, ao longo da semana, uma exposição de trabalhos realizados pelos alunos do Curso de Línguas e Humanidades.


3 de outubro de 2010

Conto das Quintas

Também o Conto das Quintas se associou às comemorações do Centenário da República com o conto "A minha primeira República", de José Jorge Letria, pela voz da contadora de histórias Alexandra Ferreira que, uma vez mais, esteve na nossa biblioteca para contar histórias os alunos dos 3º e 4º anos da Escola de Barcelinhos. No final da história, todos os alunos participaram numa actividade de grupo.

Exposição "Dois olhares"

Terminou, no dia 30 de Setembro, a Exposição "Dois Olhares" que, ao longo de 10 dias, proporcionou aos visitantes a possibilidade de apreciarem a arte da fotografia. Foram várias as turmas que, acompanhadas pelos Professores de Filosofia, visistaram a exposição, analisando as fotos e relacionando-a com a temática "Estética e Emoções". Destas visitas resultarão trabalhos de análise e crítica que posteriormente serão publicados. A exposição, da autoria de Sofia Carvalho e Quito Arantes, irá continuar a sua itinerância na Escola Secundária/3 de Barcelos.

Veja as fotos aqui.

mas ao olhar para a fotografia, senti curiosidade (...)
(...)
Na recepção do hotel entregaram-me as chaves do quarto e um envelope. Dentro dele vinha a fotografia onde se via um grupo de seis sujeitos de bom aspecto, jovens, todos entre os... trinta e os quarenta anos, bastante parecidos uns com os outros; mas o único que me interessava era o que tinha a cabeça rodeada por um círculo desenhado a marcador. A encomenda era aquele, e não gostei do tipo. Havia também uma legenda que dizia: "Terceiro Encontro de Organizações Não-Governamentais, ONG". Também não gostei. Nunca gostei dos filantropos, e aquele tipo fedia a filantropia moderna. Um mínimo de ética profissional proíbe que se pergunte que fizeram os tipos a liquidar, mas ao olhar para a fotografia, senti curiosidade, e isso incomodou-me. Dentro do envelope não vinha mais nada, e era assim que devia ser. Tinha de começar a familiarizar-me com aquele rosto, a observar os pormenores reveladores da sua força ou da sua fraqueza. O rosto humano nunca mente; é o único mapa que regista
todos os territórios que habitámos.
(...)

in Diário de um Killer Sentimental de Luís Sepúlveda.

"Encontro com..." José Fanha

No dia 1 de Outubro, a nossa biblioteca recebeu o poeta e declamador, José Fanha.
Neste encontro, o escritor sensibilizou os alunos para a importância e significado da Leitura.
Todos os presentes na BE assistiram a momentos de verdadeira poesia pela voz do poeta. Houve ainda tempo para autógrafos e para o registo, no Livro de Visitas da BE, da passagem de José Fanha pela nossa Escola.
Começámos assim da melhor forma a comemoração do "Mês das Bibliotecas Escolares".

22 de setembro de 2010

Pensamento do Mês: Setembro 2010

"Um dia sem rir, é um dia desperdiçado."

(Charles Chaplin, 1889 - 1977)

Posto de Divulgação na Biblioteca

A Biblioteca conta agora com um posto de divulgação da suas actividades. Durante todo o dia, poder-se-à ver vídeos de actividades que já decorreram ou vídeos institucionais e saber também as últimas informações da Biblioteca. Conta ainda com música de uma webrádio barcelense.
O posto está disponível na área de recepção.

Exposição Fotográfica "Dois Olhares"

A exposição Dois Olhares abriu hoje oficialmente, com a presença de Sofia Carvalho, uma dos dois participantes desta exposição.

Veja as fotos:


20 de setembro de 2010

Próximas Actividades na Biblioteca

A Biblioteca Escolar vai organizar, brevemente, algumas actividades. Veja quais:
  • Conto das Quintas
    Um conto, baseado no livro A Minha Primeira República, de José Jorge Letria, pela voz da contadora de histórias, Alexandra Ferreira, para os alunos do 3º e 4º Anos da Escola Básica do 1º Ciclo de Barcelinhos.
    Esta apresentação terá lugar no próximo dia 30 de Setembro, pelas 14:00
  • Exposição de fotografia Dois Olhares
    Uma exposição com fotografias de Quito Arantes e Sofia Carvalho, numa exposição patente de 20 a 24 de Setembro.
  • República em Barcelos
    Uma sessão sobre o impacto que a República teve em Barcelos, com a participação, como orador, do Dr. Vitor Pinho (Bibliotecário da Biblioteca Municipal de Barcelos).
    Esta palestra terá lugar no próximo dia 04 de Outubro, pelas 10:00.
  • Encontro com José Fanha
    José Fanha, escritor Português, apresenta o seu mais recente livro Era Uma Vez A República.
    Este encontro terá lugar no próximo dia 01 de Outubro, pelas 14:00.

Dê a sua opinião!

7 de setembro de 2010

"Dia do Diploma"

A Biblioteca associou-se à organização do Dia do Diploma


Foi com a Entrega dos Diplomas, no dia 8 de Setembro, aos alunos que finalizaram o Ensino Secundário que demos início a mais um ano lectivo. Desejamos a toda a Comunidade Educativa um óptimo ano lectivo e os maiores sucessos e esperamos poder contar com a colaboração e envolvimento de todos nas actividades da BE.
A todos os alunos que concluíram o seu percurso no Ensino Secundário, deixamos aqui o desejo de um futuro promissor.

2 de junho de 2010

Sarau Cultural BE/CLP

Viu em directo? Quer ver outra vez? Veja o que gravámos em directo, através da nossa webcam.




Veja também as fotos:

28 de maio de 2010

Conto das Quintas

A colaboradora e contadora de histórias da Biblioteca Municipal de Barcelos, Alexandra Ferreira, esteve na nossa Bilioteca a contar histórias para os meninos do Jardim de infância. Terminámos desta forma em grande a nossa rubrica "Conto das Quintas".
A BE agradece aos vários colaboradores que, ao longo do ano, contaram histórias e animaram esta actividade: a aluna Susana Araújo, do 12º E, as alunas do Curso Profissional de Animação Sociocultural, a Professora Virgínia e a coordenadora da BE/CRE, Florinda Bogas. Muitos foram os alunos, crianças e jovens, que vieram à nossa Biblioteca e ouviram ler histórias de vários autores. Assim, os objectivos a que nos propusemos, nomeadamente no âmbito da promoção da leitura, foram alcançados, pelo que o balanço é muito positivo.

20 de maio de 2010


No dia 19 de Maio de 2010, Paulo Lage esteve na nossa Biblioteca com a Turma B, do 11º Ano, num ateliê denominado,"FREI LUÍS DE SOUSA: UMA LEITURA CÉNICA".
Os alunos participaram com muito interesse e entusiasmo nas actividades propostas pelo dinamizador, desde a construção de textos dramáticos até à própria representação e encenação.
Paulo Lage é uma personalidade multifacetada, que toca os vários domínios do conhecimento e da cultura, capaz de prender a atenção de qualquer plateia.
Possui um apurado sentido de humor e gosta de falar de teatro. Trata-se de uma arte que conhece bem, sabe como se pode e deve representar, dominando bem a sétima arte.
Este actor e encenador, formou-se em 1984 pela Escola Superior de Teatro e Cinema do Conservatório Nacional. Estreou-se, enquanto actor, em 1983, no Teatro Experimental de Cascais; esteve no Teatro Nacional D. Maria II e co-fundou e dirigiu o grupo "Persona", onde encenou com regularidade. Obteve, em 1992, o Prémio de Interpretação do Certame "O Teatro na Década", numa colaboração com o "Ensemble JER", dirigido pelo compositor José Eduardo Rocha. Desenvolveu trabalho de animação teatral com estudantes e amadores, leccionou teatro no secundário, escreveu sobre teatro na revista de grande informação "Sábado", dramatizou e levou a cena vários textos literários.
Obrigada a todos que proporcionaram a realização desta actividade nomeadamente a Biblioteca Municipal de Barcelos.

Pensamento do mês de Maio

"O verdadeiro caminho da sabedoria pode ser identificado por apenas três coisas: precisa ter amor, deve ser prático, e pode ser trilhado por qualquer um."
(Paulo Coelho)

21 de abril de 2010

Chá de Livros 2010-04-21

Mais um momento de grandes emoções vivido na nossa biblioteca. Envolvemo-nos nos aromas do Chá de Livros, ouvindo um texto original da Professora Helena Trigueiros. Os nosso bolos fizeram honras aos nossos amigos, os Livros. À nossa volta, livros usados esperavam a vinda dos seus futuros donos. Mais ao lado, a exposição dos velhos Anciãos, livros do início do Séc. XVII, autênticas relíquias que despertam a curiosidade de todos os visitantes.

O carrinho de chá
Aos domingos, a porta de castanho da sala abria-se, de par em par. Deslizava um carrinho de chá, com abas redondas, coberto com uma toalha de linho branca, bordada a cheio, com flores azuis e amarelas. As chávenas azuis de porcelana da Vista Alegre, saiam do louceiro pelas mãos de uma das filhas que, invariavelmente, em forno bem quente, torrava fatias de pão com manteiga, no pyrex quadrado.
Na sala da casa velha, o chá amenizava o frio que teimosamente se agarrava às paredes de pedra. Ao centro, a Mãe sorria. Era ela que sempre enchia as finas chávenas, distribuía bolachas amanteigadas e fidalguinhos da Colonial. Primeiro a Sogra, que agradecia o gesto com uma infinita gratidão no olhar, depois os mais pequenos que pediam com uma mão e logo adiantavam a outra.
Havia sempre alguém que se sentava nos banquinhos de pedra da janela de guilhotina. O vapor do chá destilava a humidade das cortinas de folhinhos, pacientemente cosidos, em ponto de beijinho. Era sempre chá preto, ao qual se acrescentava água fervida para não ser demasiado forte.
Ao domingo não se trabalhava, todos sabiam que era pecado… nem tricot, nem bordado a bastidor, apenas era permitido tratar dos animais da quinta nas suas necessidades mais básicas. Depois do filme, na RTP, tomava-se chá, falava-se da semana que findava, das notícias que chegavam da família e dos artigos do Expresso. As crónicas do Vasco Pulido Valente e do Miguel Esteves Cardoso eram as mais comentadas. Mais tarde, havia também o semanário O Independente, que sempre vinha à baila, pelos mais à direita.
Todos os domingos, a casa grande ficava ainda mais cheia, preenchendo assim os espaços para que estava destinada. Vinham os tios e os primos da família comer um bolinho, feito na véspera, com ovos caseiros…para o chá. Se ela pudesse teria registado o momento em que o carrinho de chá terminava a sua missão. Guiado ao seu local de origem, bem mais leve e sem a chiadeira inicial, esperava outros momentos em que o chá, para além de aquecer a alma de cada um, elevava o espírito numa troca de ideias, sempre contundente, mas profícua para todos.
Um domingo ao fazer chá, alguém lhe lembrou o pyrex , as torradas e o carrinho que acompanhavam o chá da casa velha. A menina, agora Mãe, encheu as chávenas, distribuiu torradas e bolachas amanteigadas pelos seus, num inconsciente compromisso com o passado que, nela, sempre se há-de repetir.
O carrinho de chá, de abas redondas, não deixara nunca de carregar, sob a toalha de malmequeres, a memória da hora do chá, ao domingo, na casa grande.

Maria Helena Trigueiros Reis: Professora de Filosofia da Escola Secundária de Barcelinhos


20 de abril de 2010

Dia 23 de Abril - Dia Mundial do Livro

O Dia Mundial do Livro é comemorado, desde 1996 e por decisão da UNESCO, a 23 de Abril. Trata-se de uma data simbólica para a literatura, já que, segundo os vários calendários, neste dia faleceram importantes escritores como Cervantes e Shakespeare. A ideia da comemoração teve origem na Catalunha: a 23 de Abril, dia de São Jorge, uma rosa é oferecida a quem comprar um livro. Mais recentemente, a troca de uma rosa por um livro tornou-se uma tradição em vários países do mundo. Em 2010, a DGLB vai articular esta data com o Ano Europeu do Combate à Pobreza e à Exclusão Social. Para tal, concebeu uma campanha intitulada "Um livro faz-me mais rico" , em articulação com as Bibliotecas Municipais. Os cartazes que assinalam as duas efemérides são da autoria do ilustrador José Manuel Saraiva. A Rede Nacional de Bibliotecas Públicas, o Plano Nacional de Leitura, o Gabinete da Rede de Bibliotecas Escolares, a Associação Portuguesa de Editores e Livreiros, o Instituto Franco-Português e o Goethe Institut associaram-se ao cartaz do Dia Mundial do Livro. (DGLB)

21 de Abril, 4ª Feira,
às 14,30 horas
Ateliê de Escrita/Leitura
Formadora: Elsa Serra
8º ano, turma A

Chá de Livros


Dia 23 de Abril
DESAFIO
Tesouro escondido
CAÇA AO LIVRO



Dramatização da tradição catalã - 'uma rosa por um livro'

7ºano, turma B


Feira do Livro Usado

12 de abril de 2010

Semana da leitura - Leitura soltas pelas salas de aula

De forma a celebrar a leitura, vários foram os alunos, encarregados de educação, professores e funcionários que foram às salas de aula e, durante breves momentos, leram pequenos textos de diversos autores portugueses para os alunos.

Carlos Teixo na Semana da Leitura

Carlos Teixo na Semana da Leitura promovida pela nossa Biblioteca O autor "nasceu em Trás-os-Montes, Vila Real, em 1970. Licenciou-se em Línguas e Literaturas Modernas, na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Professor do Ensino Secundário, tem na escrita, desde sempre, um refúgio e uma forma de sublimação. Além da obra didáctica "Uma Leitura de O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá da Porto Editora, é autor de vários contos,publicados em revistas e jornais escolares, destacando-se "Voarei ao Cair da Tarde", conto que integrou uma instalação artística da exposição colectiva - Fabricarte -, com a qual foi inaugurada, ao público, a Fundação José Rodrigues, no Porto, em Junho de 2008" (in http://carlosteixo.blogspot.com )
Os alunos ouviram falar sobre o livro Até à próxima lua, mon amour, de Carlos Teixo, e do percurso deste escritor. No final, houve lugar para algumas questões e uma sessão de autógrafos.

Semana da Leitura

De megafone na mão e lendo poesia, iniciámos a caminhada rumo ao centro da cidade de Barcelos. Na ponte, fez-se uma paragem para a leitura de um poema dedicado ao rio Cávado.
Em frente à Câmara Municipal, vereadores e adjuntos participaram na actividade com a leitura de poemas.
No centro da cidade, junto ao Chafariz, os alunos leram poemas.

A nossa Caminhada da Leitura teve também a participação de transeuntes que leram poemas.
Na rua, encontrámos o Director da Biblioteca Municipal de Barcelos, Dr. Victor Pinho, que aderiu com entusiamo à iniciativa e leu um poema.
A leitura também marcou presença no 'Pingo Doce'. A habitual azáfama das compras foi suavemente interrompida e os clientes, agradavelmente surpreendidos, entre frutas e vegetais, ouviram palavras de Cesário Verde e de outros poetas.

Pensamento do Mês de Abril


“Acima de todas as liberdades, dê-me a de saber,
de conhecimento, de me expressar, de debater com
autonomia, de acordo com a minha consciência.”
(John Milton)

23 de março de 2010

Dia Mundial da Poesia

No Dia Mundial da Poesia, que é também o dia da Primavera, a BE e o CLP fizeram 'florir' uma árvore com flores e poemas - anunciar a Primavera com Poesia, celebrar a Poesia como renovação e vida.

16 de março de 2010

Semana da Leitura - de 22 a 26 de Março


“A Leitura engrandece a alma” (Voltaire)


«A Semana da Leitura é uma actividade que pretende celebrar o prazer de ler. Assim, a nossa Biblioteca associa-se ao Plano Nacional de Leitura e promove, entre os dias 22 e 26 de Março, várias actividades que se empenham em tornar a leitura um bem plenamente usufruído por crianças e jovens.

PROGRAMA:
Ao longo da semana:
Feira do Livro usado
‘Leituras soltas’ na rádio Barcelos (91.9)
Exposição “ LER+ Teatro”

Segunda-feira, dia 22 de Março
LER+

10.00h
Abertura da Feira do Livro Usado
“Liberdade de Imprensa” (12ºF)
11.35h
‘Leituras soltas’ pelas salas

14.30h
Dia Mundial da Água 12º D
Para alunos do 1º Ciclo

Terça-feira, dia 23 de Março
LER+
10.00h
“A Mensagem de Pessoa em análise” (12ºB)
Recital de Poesia (CLP) - “Mensagem de Pessoa”

Quarta-feira, dia 24 de Março
LER+
10.00h “A leitura está na rua”
‘Caminhada de Leitura’ até à Câmara, Rua direita, Porta Nova e Pingo Doce.

14.30h
“Desporto como prevenção de doenças”(12ºD)
Com a colaboração dos “Amigos da Montanha”

Noite: 21.00h
Momentos de leitura. Todos os cursos EFA

Quinta-feira, dia 25 de Março
LER+

10.00h “Sensualidade na Literatura” por Aida Lemos (12ºF)
11.00h ‘Leituras soltas’ pelas salas

14.10h O Conto das Quintas
15.05h Encontro com o escritor Carlos Teixo

Sexta-feira, dia 26 de Março
LER+

Comemoração do Dia Internacional do Teatro “Exposição”


10 de março de 2010

Chá de Livros - 10 de Março

«Nada mais intrigante do que um esgar, embora distraído e ocupado, sobre as nossas estantes de livros. Certos livros, vemo-los desarticulados e moles como que implorando-nos, “lê-me, pois estou prestes a desfalecer”. Outros, absolutamente hirtos e potentes, afrontam-nos com tanta sabedoria que se torna difícil encontrar a hora ideal para nos digladiarmos com eles.
O certo é que as nossas estantes ficam mais nobres graças aos livros, transmitem um certo status quando recebemos visitas, mas logo nos incomoda o trabalho de termos que os limpar, ao mesmo tempo que, inversamente, aspiramos a que eles tenham uma certa patine que só o pó, a humidade e os anos conseguirão dar-lhes de forma natural e autêntica.
Há uns dias atrás, peguei num livro desses com patine, folhas amarelecidas, desesperadamente amarradas umas às outras como se juntas tivessem sido vítimas de um naufrágio. A capa, de tipo pergaminho, era matizada de pontos de humidade cinzentos e atada por fios de couro quebradiços capazes de não atar por muito mais tempo. Não lhe peguei para o ler, confesso, até porque era tão recuado no tempo que tive dificuldade e senti-me ignorante ao tentar decifrar o ano da sua edição escrito em letra romana (M, DC, LXXXVII). O conteúdo tinha a ver com máximas políticas e morais de um Padre Jesuíta, de nome Francisco Garau, de Barcelona. Do livro, apenas lhe quis sentir o peso, o cheiro, manuseá-lo num fim de tarde vulgar que aspirava a algo de novo.
Como troca do prazer proporcionado pelo livro, injustamente apenas li os títulos de algumas das suas máximas! Ao pousá-lo, em cima da caixa que ele ajuda a decorar - e aqui está a cobrança que faço ao livro em causa - recordei que esta “peça” foi resgatada para minha casa tal como acontece a um animal solitário na rua que acolhemos por compaixão. Mas, para tudo é preciso ter sorte, pensei… porque pelo menos esta valiosa antiguidade livrou-se de ir para a fogueira ou para o contentor mais próximo.
Constato que até com os livros nos vem o egoísmo ao de cima. Usamo-los, sugamos-lhes o sangue e pomo-los de lado porque já deram o que tinham a dar.
O mesmo se passa quando fazemos uma tertúlia cujos personagens somos nós, os livros e o chá. Nesta partilha, o livro talvez seja o menos compensado, porque se o livro for forte de mais, não passa despercebido e é criticado; enquanto que se o chá for forte, deitamos-lhe água e adocicamo-lo, ou então, ficamos vidrados na sua caixa de folha que utilizaremos na decoração da nossa cozinha, facilmente esquecendo o seu conteúdo.
Penso que para saldarmos a dívida que temos para com os livros, a qual nos incomoda, resta-nos a compensação do livro se ter sentido acariciado nos breves momentos em que decidimos escolhê-lo e aspirar a que as suas folhas rebentem na próxima Primavera, pois os livros, tal como as plantas, também gostam que falemos com eles.»
Eduarda Vieira - Professora de Filosofia

8 de março de 2010

Chá de Livros em 2010-02-24

Lia, com gosto, aquele livro encontrado ao acaso. Braços poisados na mesa, pulsos de mãos abertas em atril, apontando o tecto, os dedos afagavam a capa sedosa.
As folhas, alvas e cheias dos silêncios que são os espaços entre as letras, ofereciam-se, generosas em sons, sabores e cheiros.
O livro abrira-se ali, precisamente nas páginas que alguém fizera abrir além da norma, forçando-as.
No texto, um menino recorda o sabor do chá que um pequeno bolo (uma madalena) absorveu. Esse momento marcara-o para sempre: toda a infância contida nessa sensação de bolo húmido enrolado pela língua e saboreado contra o palato. O menino fecha os olhos. O mundo pára. Naquele século XIX havia, por certo, mais tempo para viver sensações…
Hoje, dia de Fevereiro em que o I entre os XX viajou para depois deles, eu corto em dois o meu dia, esqueço-me entre os vivos e detenho-me a ler a descrição prolongada e perfeita na qual, desde o Outro Lado – o da morte – um pequeno rapaz faz apelo a todas as sensações que em nós dormem: esqueço-me de quem sou, do tempo que por mim passa, das ridículas obrigações dos dias esvaziados de sentido e de infância e leio detidamente, como quem reza, esse bocado de mim que alguém escreveu mesmo antes do projecto da minha existência.
Ao meu lado, uma voz traz-me ao mundo, pergunta:
«- E o que vai tomar para acompanhar esse livro?...»
«- Um mil folhas e… um chá. Um chá de livros.»
Autor: V. P.

3 de março de 2010

Pensamento do mês de Março


“Ler é sonhar pela mão de outrem. Ler mal e por alto é libertarmo-nos da mão que nos conduz. A superficialidade na erudição é o melhor modo de ler bem e ser profundo ”
(Fernando Pessoa)

24 de fevereiro de 2010

Hoje, 11.35, na BE - Filme "Adeus, Lenin!"

Título Original: Good-bye Lenin
Duração: 120 minutos
Género: Drama
Realização: Wolfgang Becker
Origem/Ano: Alemanha/2003
Actores Principais: Daniel Brühl, Katrin Saß, Maria Simon, etc.

Sinopse: Christiane Kerber, militante fanática do Partido Socialista, tem um ataque cardíaco e entra em coma a 7 de Outubro de 1989, dia em que a República Democrática Alemã celebra 40 anos. A causa? O choque de ver o filho, Alex, entre os manifestantes contra o Estado Socialista. Pior ainda, a ser detido pela polícia por protestar contra tudo em que ela acredita. É por isso que, com o peso na consciência e para proteger a saúde da mãe (que acorda do coma depois da queda do muro), Alex de tudo fará para que esta não descubra que a Alemanha já não é a mesma…

É este o mote de Adeus, Lenine!, filme que retrata, de forma divertida o fim da Alemanha de Leste, a queda do muro e, por conseguinte, do Comunismo. Regime nascido da Revolução de Outubro (Novembro de 1917, pelo calendário ocidental), na qual o Partido Bolchevique, liderado por Vladimir Lenine, derrubou o governo provisório liberal e impôs o governo socialista soviético.

"RDA: um país que já não existe?" pelo Professor Orlando Grossegesse (Universidade do Minho)

No âmbito da Exposição "Hora Local", recebemos o Professor Orlando Grossegesse, responsável da rede APPEAL no Instituto de Letras e Ciências Humanas da Universidade do Minho, que falou sobre vários aspectos ligados à questão "RDA: um país que já não existe?".

23 de fevereiro de 2010

Exposição "Ortszeit- Hora Local" - Fotografias de Stefan Koppelkamm

Em 1990, após a queda do muro e ainda antes da reunificação, Stefan Koppelkamm viajou pela Alemanha Oriental e documentou fotograficamente casas, ruas e praças daquela Alemanha de antes da Segunda Guerra Mundial. Anos mais tarde, o fotógrafo revisitou esses lugares e fotografou-os novamente.


No âmbito do protocolo estabelecido entre a nossa Escola e a UM relativo à rede APPEAL, está na nossa Biblioteca a Exposição "Ortszeit - Hora Local ", fotografias de Stefan Koppelkamm.


Dia da Língua Materna

Em colaboração com o Clube da Língua Portuguesa, a nossa Biblioteca comemorou o Dia da Língua Materna. Aqui ficam algumas fotos do Concurso de Língua que foi realizado. Agradecemos aos muitos alunos que participaram no Concurso e também aos alunos do curso CEF de electricidade, bem como ao professor Virgílio, que connosco colaboraram na parte técnica.

3 de fevereiro de 2010

Chá de Livros

Chá de Livros
2010-02-03
Hoje, o nosso Chá de Livros, prestou homenagem a Simone Weil, nascida há 101 anos.

Simone Adolphine Weil (Paris, 3 de Fevereiro de 1909)
Vida e obra:
Irmã mais jovem do matemático André Weil, Simone nasceu numa família judáica não-praticante. Ela e o irmão cresceram agnósticos. Revelando precocemente uma inteligência notável e uma personalidade excêntrica (recusava-se frequentemente a comer por razões "idealísticas" e estava determinada a permanecer virgem). Simone já falava grego arcáico aos doze anos de idade.
Aos 15, obteve um Bacharelado em Filosofia e passou três anos preparando-se para o concorrido exame da École Normale Supérieure sob a supervisão do filósofo anticonformista "Alain" (que a apelidou – por causa das roupas estranhas que ela costumava usar - de "Marciana"); uma das primeiras mulheres a estudar na instituição. Existem controvérsias se ela se teria formado em primeiro lugar (segundo algumas fontes) ou em segundo (conforme afirmam outras), todavia, todas as fontes são unânimes em afirmar que ela se graduou imediatamente a seguir a Simone de Beauvoir.
Origem: Wikipédia.

Vencedores do concurso "Faça lá um Poema"

A nossa Escola participou no Concurso "Faça Lá um Poema", promovido pelo PNL e CCB para comemoração do Dia Mundial da Poesia 2010. Esta iniciativa conjunta, lançou um desafio às escolas, convidando-as a participarem num Concurso de Poesia. O Concurso "Faça Lá um Poema" procura incentivar o gosto pela leitura e escrita de poesia.
De entre mais de 50 poemas apresentados a concurso, a comissão coordenadora da BE, seleccionou os poemas dos alunos:
Bruno Miguel Silva Pimenta, 12º Ano, Título: O Desejado
Susana Patrícia Santos Araújo, 12º Ano, Título: Janelas que se fecham
Tiago Ferreira, 12º Ano, Título: Savana
Luís André Carvalho Rosas, 7º Ano, Título: Amor
Parabéns a todos os participantes e muitas felicidades para os vencedores.

20 de janeiro de 2010

Chá de Livros - 'Tomar chá com D. Sebastião'

Lembrando a data de nascimento do rei D. Sebastião, a 20 de Janeiro de 1554, a BE recordou este rei e o mito do Sebastianismo.



A Lenda D'el Rei D. Sebastião
(Quarteto 1111)

Fugiu de Alcácer Quibir
El-Rei D. Sebastião
Perdeu-se num labirinto
Com seu cavalo real
As bruxas e adivinhos
Nas altas serras beirãs
Juravam que nas manhãs
De cerrado nevoeiro
Vinha D. Sebastião.
Pastoras e trovadores
Das regiões litorais
Afirmaram terem visto
Perdido entre os pinhais
El-Rei D. Sebastião
Ciganos vindos de longe
Falcatos desconhecidos
Tentando iludir o povo
Afirmaram serem eles
El-Rei D. Sebastião.
E que voltava de novo
Todos foram desmentidos
Condenados às galés
Pois nas praias dos Algarves
Trazidos pelas marés
Encontraram o cavalo
Farrapos do seu gibão
Pedaços de nevoeiro
A espada e o coração
de El-Rei D. Sebastião
Fugiu de Alcácer Quibir
El-Rei D. Sebastião.
E uma lenda nasceu
Entre a bruma do passado
Chamam-lhe o desejado
Pois que nunca mais voltou
El-Rei D. Sebastião
El-Rei D. Sebastião

12 de janeiro de 2010

Concurso Nacional de Leitura. 1ª fase

No dia 6 de Janeiro, decorreu na Escola a primeira eliminatória do Concurso Nacional de Leitura. Os livros seleccionados foram, para o 3º ciclo, Capitães da Areia, de Jorge Amado, e Amor de Perdição, de Camilo Castelo Branco, para o secundário.
Os alunos seleccionados foram:
3º ciclo

Ana Margarida Figueiredo Torres
Jorge Filipe Miranda Roriz
Juliana Filomena Lage Ferreira

Secundário
Joana Sofia Campos Figueiredo
Natália Sofia Pereira Soares
Ricardo Manuel Rocha Gomes

Chá de Livros. Dia de Reis




Reis do Oriente

Os três Reis do Oriente,
Se puseram a caminho!
Dobraram montes e vales,
À procura do menino!

Os três Reis como eram santos,
Uma estrela os guiou!
E em cima de uma cabana
A estrela se poisou!

Os três Reis do Oriente
Levaram os seus presentes:
Ouro, incenso e mirra
P’ro menino que nasceu!


(Canção popular Interpretação: alunos do 12º C)

Pensamento do mês - setembro