Quarta 5
26-11-08
Chá com Livros
Ao virar cada página de um livro,
Saboreio o delicioso sabor de um chá
E em cada um dos gostos não distingo
O prazer maior que cada um me dá
As páginas, essas passam uma a uma sem cessar
Levando o pensamento para lugares sem fim.
E em cada um dos tragos quentes e doce paladar
Aprecio e saboreio com gosto, ervas de campo ou jardim.
E estas milagrosas folham que a terra nos foi deixando,
São uma herança que já vem de longos tempos
Trazendo seus benefícios de geração em geração
E aprendemos dos aromas e misturas que nos vão dando
Remédio para muitos males sem fim e sofrimentos,
A fórmula mágica de uma bebida em infusão.
Manuel Silva
(Poema original de Manuel Silva escrito especialmente
para a actividade das quartas na BE)
26 de novembro de 2008
19 de novembro de 2008
"Chá de livros"
Chá de livros
Quarta 4
19-11-08
Quarta 4
19-11-08
Poesia & Chá
Xícara de chá.
Eu Quero Uma
Xícara de chá.
Xícara de chá.
Quiçá abra um buraco na parede do banheiro,
Para olhar-te.
Quiçá chore noites e noites,
Por tua falta.
Quiçá assista ao filme que tu mais gostas,
Para me machucar mais um pouco.
Quiçá tome café,
Para me lembrar que o teu era melhor.
Mas hoje não! Hoje
Eu Quero Uma Xícara de Chá.
"Chá de livros"
Chá de livros
Quarta 3
12-11-08
O poder do chá
É tão bom e suave
Que a nossa mente relaxa…
Ficamos medicados…
É tão calmo o seu sabor
Como o seu aroma,
Que inalamos enquanto ele ferve!
São ervas de tantos paladares
Que se cruzam por este mundo fora,
E se misturam em situações diversas
Capazes de muita coisa alterarem.
Bebemos e saboreamos…
Dá-nos tranquilidade,
Com todo o seu poder mágico
Na sua infusão que se alimenta em nós!
Vence-nos e convence-nos com a sua alma!
É uma bebida espiritual
E de fins terapêuticos
Que nos ajuda a livrar do mal!
(Francisco Leonardo)
Quarta 3
12-11-08
O poder do chá
É tão bom e suave
Que a nossa mente relaxa…
Ficamos medicados…
É tão calmo o seu sabor
Como o seu aroma,
Que inalamos enquanto ele ferve!
São ervas de tantos paladares
Que se cruzam por este mundo fora,
E se misturam em situações diversas
Capazes de muita coisa alterarem.
Bebemos e saboreamos…
Dá-nos tranquilidade,
Com todo o seu poder mágico
Na sua infusão que se alimenta em nós!
Vence-nos e convence-nos com a sua alma!
É uma bebida espiritual
E de fins terapêuticos
Que nos ajuda a livrar do mal!
(Francisco Leonardo)
6 de novembro de 2008
"Chá de Livros"
Chá de Livros
Quarta 2
5/11/08
Taça de Chá
«O luar desmaiava mais ainda uma máscara caída nas esteiras bordadas. E os bambus ao vento e os crisântemos nos jardins e as garças no tanque, gemiam com ele a adivinharem-lhe o fim. Em roda tombavam-se adormecidos os ídolos coloridos e os dragões alados. E a gueixa, porcelana transparente como a casca de um ovo da Íbis, enrodilhou-se num labirinto que nem os dragões dos deuses em dias de lágrimas. E os seus olhos rasgados, pérolas de Nanguim a desmaiar-se em água, confundiam-se cintilantes no luzidio das porcelanas.
Ele, num gesto último, fechou-lhe os lábios co'as pontas dos dedos, e disse a finar-se: — Chorar não é remédio; só te peço que não me atraiçoes enquanto o meu corpo for quente. Deixou a cabeça nas esteiras e ficou. E Ela, num grito de garça, ergueu alto os braços a pedir o Céu para Ele, e a saltitar foi pelos jardins a sacudir as mãos, que todos os que passavam olharam para Ela.
Pela manhã vinham os vizinhos em bicos dos pés espreitar por entre os bambus, e todos viram acocorada a gueixa abanando o morto com um leque de marfim.
A estampa do pires é igual.»
(Almada Negreiros)
Quarta 2
5/11/08
Taça de Chá
«O luar desmaiava mais ainda uma máscara caída nas esteiras bordadas. E os bambus ao vento e os crisântemos nos jardins e as garças no tanque, gemiam com ele a adivinharem-lhe o fim. Em roda tombavam-se adormecidos os ídolos coloridos e os dragões alados. E a gueixa, porcelana transparente como a casca de um ovo da Íbis, enrodilhou-se num labirinto que nem os dragões dos deuses em dias de lágrimas. E os seus olhos rasgados, pérolas de Nanguim a desmaiar-se em água, confundiam-se cintilantes no luzidio das porcelanas.
Ele, num gesto último, fechou-lhe os lábios co'as pontas dos dedos, e disse a finar-se: — Chorar não é remédio; só te peço que não me atraiçoes enquanto o meu corpo for quente. Deixou a cabeça nas esteiras e ficou. E Ela, num grito de garça, ergueu alto os braços a pedir o Céu para Ele, e a saltitar foi pelos jardins a sacudir as mãos, que todos os que passavam olharam para Ela.
Pela manhã vinham os vizinhos em bicos dos pés espreitar por entre os bambus, e todos viram acocorada a gueixa abanando o morto com um leque de marfim.
A estampa do pires é igual.»
(Almada Negreiros)
"Chá de Livros": todas as quartas na BE
Chá de Livros
Quarta 1
29/10/08
«Preparo um chá de poesia,
e saboreio-o lentamente, como ele deve de ser saboreado.
Afinal eu tenho sempre a chaleira dos poemas ao lume e bolachas com pinguinhas de versos prontas para servir a quem as quiser degustar, assim como eu o faço.
Sôfrego engulo pétalas de rosas e planto-as de volta
no jardim de onde saíram e para onde, triunfais, agora regressam.»
(Nuno Rita)
Quarta 1
29/10/08
«Preparo um chá de poesia,
e saboreio-o lentamente, como ele deve de ser saboreado.
Afinal eu tenho sempre a chaleira dos poemas ao lume e bolachas com pinguinhas de versos prontas para servir a quem as quiser degustar, assim como eu o faço.
Sôfrego engulo pétalas de rosas e planto-as de volta
no jardim de onde saíram e para onde, triunfais, agora regressam.»
(Nuno Rita)
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