18 de Janeiro de 2012

Leitor do mês


17 de Janeiro de 2012

Diários de escrita, por Juliana Silva, 12º A

Apreciação crítica
Mais um livro, mais uma viagem sem sair do sofá! Deduzo, então, que ler é essencial porque usamos a nossa mente e fortificamos a nossa inteligência. Através da leitura, testamos os nossos próprios valores e experiências. Opinando sobre José Saramago, ouso referir que foi talvez um dos melhores escritores universais. Tenho a constatar que a sua forma de escrita é diferente - utiliza frases e períodos compridos, usando a pontuação de uma maneira “não convencional”. Porém, considero que, se nos habituarmos ao estilo deste admirável escritor, a sua escrita é muito agradável. Ler livros de José Saramago é gratificante!
Todos os Nomes foi uma das suas obras que me fez refletir sobre a nossa diminuta existência, tal como Saramago diz “Todos sabemos que cada dia que nasce é o primeiro para uns e será o último para outros e que, para a maioria, é só um dia mais.” Ao longo desta obra, está definida a importância da vida, pois, quando cerrarmos os olhos para a existência, vamos passar a ser memórias e jamais passaremos disso – é imposto um grande peso sobre os valores de verdade vida/morte. Esta obra demonstrou-me também que, por mais que alguém procure o outro, jamais sairá de si próprio. Vivam!

Diários de escrita, por Alice Loureiro, 12º A

                A literatura é uma arte. É a arte de expressar por palavras tudo aquilo que sentimos, que vemos e vivemos. Não surge nas nossas vidas apenas inserida num livro. Aparece num simples texto, numa simples frase ou até numa simples palavra, que pode estar carregada de tamanho significado e emoção, chegando a ser capaz de nos mudar, fazer decidir ou refletir.
                A literatura no geral pode dizer mais do que se espera, ela consegue ser conforto para quem se sente triste ou encorajamento para quem se sente incapaz. Quantas e quantas vezes nos rimos a ler um livro, choramos a ler um livro, nos revoltamos a ler um livro? Se a literatura é capaz de provocar emoções reais nas pessoas, também consegue ser decisiva nas nossas vidas ao provocar essas emoções. Pode ser uma conselheira ou uma amiga, que nos mostra o correto e o errado, que nos ajuda a entender que por vezes os nossos pontos de vista têm de ser mudados porque não são os mais corretos, ou até reforçar que aquilo que nós somos e pensamos está certo e que não devemos mudar, pelo contrário, devemos lutar e mostrar verdadeiramente quem somos.
                Uma criança, graças à literatura, é capaz de sonhar. Porquê? Porque a literatura sabe ser um mundo próprio para cada criança. Sabe ser um mundo de fantasia em que existe a bruxa, a princesa, o príncipe, a magia e o amor, que, mesmo depois de uma leitura, ou depois de ouvirmos um conto, continuemos a sonhar.
Mas, para além da fantasia, também sabe dar esperança e força para continuarmos a acreditar nos nossos projetos e nos nossos desejos. A literatura comunica através da palavra, e, apesar do que pensamos, a palavra está sempre do nosso lado. Quer seja num livro que lemos, numa crónica que sai no jornal, numa reportagem cuja história nos marcou, ou numa música cuja  letra é absolutamente divinal e nos consegue pôr a chorar.
                Por isso, a literatura é efetivamente um “organizador fundamental” que nos ajuda a pensar sobre as nossas ideias, os nossos valores, ou até mesmo a reavaliar aquilo que somos. Ajuda-nos a fugir da realidade, fantasiando, sonhando, voando, mas sempre com os pés bem assentes na terra.

Diários de escrita, por Sara Barbosa e Sofia Vale

Líder
Quem será a pessoa com quem os adolescentes passarão mais tempo? Quem os ensina? Quem lhes serve de molde para a sua educação? Quem os torna mais capacitados para crescer na vida, para enfrentar obstáculos e para se interrelacionar e interagir com os outros?
Idealizamos um perfil de líder com base nestas questões, pois achamos que estas se adequam à pessoa de que vamos falar. A nossa personagem eleita é educadora, por vezes, demasiado rigorosa e severa, mas, para o nosso bem, compreensiva, conselheira e tem claramente perfil de líder, porque está focada no bem comum, é íntegra e também realista.
O professor…!
Escolhemo-lo porque, para além dos pais e dos amigos, é com quem passamos grande parte do tempo e está tão presente no nosso dia a dia que não lhe sabemos dar o devido valor quando, por exemplo, nos limitamos a criticá-lo e a rebaixá-lo.
Em momentos complicados pode ser o nosso pilar e auxiliar-nos quando mais precisamos. Dá-nos uma perspectiva sobre o nosso futuro, reforçando a ideia de que tudo está nas nossas mãos e que só depende de nós e ensina-nos também a conhecer a realidade ou o presente tal e qual como ele é.
Assim, defendemos que realmente o professor tem perfil de líder e que tem positivamente um grande peso nas nossas vidas.


Diários de escrita, por Jéssica Soraia, ex-aluna da ESB

Nós, nos livros
  Sonhar é um dom, um privilégio que nem todos têm.
Ler um livro proporciona-nos milhares de sonhos. Sonhar não é apenas fechar os olhos e imaginar o dia de amanhã como melhor nos convém, mas sim, ter a capacidade e liberdade de entrar num livro, vivê-lo e sonhá-lo.
Tudo é muito monótono quando nos baseamos em viver os dias como simples robôs, alguém que tudo faz por obrigação, ou fazem aquilo que todos os outros fazem. Não! Essa ideia é errada. O desejo de querer sempre mais é ótimo, é insaciável e pode ser concretizado com a leitura de um livro.
A simples palavra livro traz consigo milhares de palavras. A ideia de conhecer países lindos e maravilhosos, de ficar a perceber histórias e romances marcantes na literatura, de voar até à lua, de conhecer Marte, pode ser algo não concretizável na realidade, mas alcançado no pensamento. É esse um dos grandes privilégios que se pode ter a ler um livro.
Quando começo a ler um livro, parece-me sempre desinteressante, até ao momento em que me desperta e me apercebo daquilo que ele realmente me proporciona. A minha imaginação voa cada vez mais alto, os meus sonhos e desejos flutuam com mais velocidade sobre a superfície da água, sinto que com eles aprendo a saber lidar de maneiras diferentes com as situações e, por vezes, comigo mesma.

13 de Janeiro de 2012

Conto-te na BE - IPSS, Barcelinhos

No dia 12 de Janeiro, a BE, teve a visita de 40 meninos e meninas do JI de Barcelinhos que, acompanhadas pelas educadoras e auxiliares, assistiram a mais uma atividade a cargo da turma  H do 12º ano do curso de Animador Sociocultural, sob a orientação da professora Claudina.

11 de Janeiro de 2012

Diários de escrita, por Ana Lúcia Faria Senra, 12º F

Progresso e  preservação da natureza no romance “A Cidade e as Serras”.
           A problemática entre progresso e preservação da Natureza é referida na obra de Eça de Queirós, uma vez que ambas têm os seus benefícios e más consequências no Homem. O progresso,  apesar de melhorar a vida do Homem em todas as suas tarefas quotidianas, é falível. Tal como acontece com as “invenções” de Jacinto, que a certa altura se estragaram. Uma evolução constante e vários anos repletos de novidade podem provocar no Homem o cansaço de tanto progresso (a “fartura” como classificou Grilo, uma personagem da obra).
        Na Natureza, o Homem encontra-se no seu estado puro, no ambiente que lhe é natural. Todas as pessoas necessitam de paz e tranquilidade, o que só a Natureza lhes pode proporcionar. Contudo, para os azares da vida, precisamos das invenções, que são produto da civilização.
         Em suma, esta será uma problemática que poderá perdurar, pois é difícil encontrar a melhor solução para benefício da Humanidade.

10 de Janeiro de 2012

Diários de escrita, por Ana Clara F. Fernandes, 12ºB

Literatura
                A literatura desempenha um papel fundamental para todo o ser pensante. Ela ajuda-nos a crescer não só a nível intelectual mas também a nível afectivo.
                De uma forma subtil, a literatura dá-nos asas para sairmos da rotina e permite-nos entrar num mundo que não é nosso, mas, por outro lado, ela também nos desperta para casos da nossa “dura” realidade, como é o caso da obra Rose Madder pertencente ao autor Stephen King.
Nessa obra, podemos refletir sobre a violência doméstica, nomeadamente sobre a violência a que é sujeita a vítima que é casada com um polícia. Como sabemos, a violência doméstica acontece na actualidade e na sociedade em que estamos inseridos e, na leitura dessa obra, pude deparar-me com esse caso, em que a vítima dormia, supostamente, com a “justiça”.
                Acerca da literatura e de tudo o que ela engloba, podemos verificar que esta não se “degrada”, pelo contrário, mantêm-se na linha do tempo e adapta-se aos tempos modernos. Um exemplo disso é a famosa obra-prima de Eça de Queirós, Os Maias, em que o autor caracteriza ferozmente a sociedade lisboeta do século XIX e, após a sua leitura e reflexão, deparámo-nos, no século XXI, com a mesma atitude, pois pouco ou nada mudou.
                Assim, a literatura é uma arte a partir da qual podemos sentir reflectida a beleza das palavras, que nos levam a sentir emoções e que, por sua vez, nos conduzem a reflexões. Não existe faixa etária, pois um bom livro, uma boa obra, podem ser encontrados, quer para os miúdos, quer para os graúdos.

Pensamento do Mês de Janeiro



6 de Janeiro de 2012

Vencedores do Concurso Nacional de Leitura - 1ª fase

A 1ª fase do Concurso Nacional de Leitura, decorreu hoje na nossa escola. Foram apurados, para a 2ª fase do concurso, a realizar a nível distrital em data a definir, os alunos:
 3º ciclo:
 Lara Isabel Faria Pereira, 8º B
 Marília da Conceição Lima Ferreira, 8º B
Lídia Catarina da Silva Azevedo, 9º C (Suplente)
   Secundário:
 Ana Lúcia Faria Senra, 12º F
 Alice Catarina Martins Loureiro, 12º A
João Pedro Oliveira Soares, 12º C (Suplente)
 PARABÉNS AOS VENCEDORES E A TODOS OS QUE PARTICIPARAM NESTA INICIATIVA!  

3 de Janeiro de 2012

Notícia do Barcelos Popular de 22-12-2012 sobre a 25ª Feira do Livro


21 de Dezembro de 2011

Feliz Natal

15 de Dezembro de 2011

Lançamento do Livro "Estatística aplicada à Investigação Científica nas Ciências do Desporto

   O lançamento do livro, Estatística aplicada à Investigação Científica nas Ciências do Desporto, do Doutor Domingos Silva, professor de Educação Física na nossa escola, encerrou a 25ª feira do livro da ESB. Perante uma plateia  repleta de amigos e familiares, o autor do livro fez um resumo da obra agora publicada. Flávio Silva, irmão do escritor, quis prestar a sua homenagem com a leitura de um texto da sua autoria que a seguir transcrevemos:
    O meu irmão Zé disse que vinha a minha casa para me ensinar a morrer. Disse-me que tem um poema mais eficaz e menos doloroso do que os remédios.
    O meu irmão Zé tem poemas que as raparigas adoram,  guardam-nos debaixo do travesseiro e põem-se a sonhar com bigamias.
    Tem dias que grita porque Deus não tem vergonha de tanta ausência.
   É um tormento para os escritores clássicos, é uma casa onde o céu e a terra dormem na mesma cama. É um peregrino às voltas no seu quarto.
    O meu irmão Zé tem silêncios que abafam o lume, tem filhos que lhe custaram o sangue. E tem poemas mais importantes do que estar vivo.  
   Quem os lê cega-se e depois olha-se como um pássaro em regresso. Quem neles acha o mistério enlouquece igual a um útero que guarda segredos.
    O irmão Zé nasceu absurdo,  é uma história mal contada, porque as histórias bem contadas contêm homens vazios. E o irmão Zé vai ser castigado um dia porque tem poemas que faz as raparigas perderem as virgindades cedo.
    O irmão Zé disse que vinha a minha casa regar as plantas, espremer palavras para dentro de um vaso, tirar a solidão da má vida, mas não veio. Disse que ia ter com a noite para lhe ralhar e que depois disso iria escrever, escrever, escrever até que as árvores se levantem sem dor, e a sorrir.

Flávio Lopes da Silva, 15 de Dezembro 2011
 

14 de Dezembro de 2011

Encontro com... Richard Towers na Feira do Livro

"O Tempo, esse ladrão que, segundo a segundo, nos conduz para o fim. O Tempo, esse perpétuo cavador de sepulturas, esse eterno fugitivo, semeador de discórdias, colhedor de consensos. O Tempo, a mais perfeita criação do homem. Mas será assim tão transparente, tão infalível? Muitas são as suas vicissitudes e provar o lapso temporal é o maior dos desafios de quem o contesta"…
"Olhe-se no espelho. Explore os seus contornos, as suas feições. Agora, fixe-se no seu olhar, esse olhar penetrante, apaixonante. Reconhece-se? Vá um pouco mais longe – mergulhe nas íris. Deixe-se levar. É aqui que começa a mais inexplicável das viagens. A mais transcendente das experiências. Deixe-se conduzir pelo desconhecido que existe em si. Irá levá-lo a paragens distantes, a identidades até aí insuspeitas, mas que habitam dentro de si e que procuram libertar-se, afirmar-se. Como serão? Monstros assassinos ou espíritos iluminados? Deixe-se levar e descubra"…
Foi desta forma que o autor Richard Towers (pseudónimo do artista e músico Martinho Torres) apresentou na Biblioteca Escolar da Escola Sec/3 de Barcelinhos os seus livros-objecto, editados pela Neoma Produções (editora do próprio escritor). Trata-se, segundo o escritor de um conceito novo, inovador e diferente: “livros com arte”.
Durante a sessão, alunos e professores, leram, ao som da sua viola, excertos dos livros: Tempo, Desafio e Reflexos. Nesta abordagem, ficámos a conhecer melhor o conceito que rege a Neoma Produções, a editora que reinventou o livro, e penetrámos no minucioso processo criativo do autor, ficando a conhecer os segredos que estão por detrás da concepção de cada livro que, além de se lerem com maior prazer, são objectos que têm uma utilidade prática: o relógio do livro “Tempo” marca as horas e o espelho, do livro “Reflexos” reflecte os “narcisistas” que todos somos.
Richard Towers tem divulgado a sua obra em prestigiados espaços culturais (FNAC’s, livrarias, e várias escolas), é candidato a vários prémios de inovação e promete edificar uma carreira ímpar através da sua visão única e original da literatura e do livro. Esteve presente na Feira de Franckfurt, Alemanha, onde apresentou as suas criações.
Foi para nós um enorme orgulho e prazer, podermos proporcionar à nossa comunidade educativa esta oportunidade de conviver com este “neo escritor/criador”.
 

Conto-te na BE com Idosos da IPSS de Barcelinhos

 A “feira do livro” teve hoje a presença dos idosos da valência do centro de dia (centro paroquial de Barcelinhos) na atividade: "Conto-te na BE", desenvolvida pelos alunos do 12ºH, do curso de animação sócio-cultural, sob a orientação da Professora Claudina. A atividade envolveu a representação teatral de um conto natalício e a realização de atividades plásticas com os idosos. No final, estes participaram num "lanche poético" onde os próprios idosos partilharam com os alunos saberes ancestrais,.